Notas iniciais
Oi meu queridos leitores!!!!! Espero não ter demorado muito, mas sabem como é, final de ano da um nó na cabeça, ainda mais com TCC, vestibular e todas as outras coisas, às vezes não dá tempo nem mesmo da inspiração me encontrar, daí ela vem bem no meio da noite, o que vem me deixando brava e feliz, ao mesmo tempo. Bom, vou deixar vocês lerem, apesar que sei que muitos não lêem as nota inicias do capítulo. Bjão e até lá embaixo! ♥

"Não há nada em que paire tanta sedução e maldição como num segredo."
Soren Kierkegaard

Finquei minhas presas na carne, sentindo o sabor e a sensação de êxtase tomarem conta de mim, naquele momento, meu único foco era o que estava fazendo. Sempre que um vampiro se alimentava tinha de ser em paz, nós aproveitávamos com tanto deleite quanto o possível, principalmente aqueles que nasciam fadados ao vampirismo, como eu.

Ao final, lambi meus lábios em satisfação. Nada como sangue para revigorar-me, já não sentia mais tanta necessidade da substância quanto antes, mas nunca deixaria de precisar dela, afinal, nós poderíamos ser considerados um tipo de drogados, só que um pouco mais destrutivos.

O que estava ao meu redor passou a fazer novamente parte do meu consciente e vi que todos me observavam, inclusive a garota que vi em meus sonhos e o garoto de olhos azuis. Ao pensar neles, minha mente ainda insistiu em me dar a impressão de fome, mas desse vez, eu sabia que não.

Seria algo extravagante demais depois de se ter bebido de um corpo inteiro. Tudo bem que era de um defunto e não totalmente adequado, ainda assim não deveria me sentir tão tentada a atacar como estava.

Engoli o anelo sentido e me endireitei, voltando a minha postura altiva, não demonstraria minha estranha necessidade psicológica, além do comum, por sangue, principalmente pelo deles. Ao menos esperaria para descobrir o que teriam de diferente dos outros e o porquê dela ter aparecido para mim antes mesmo de nos conhecermos.

— Satisfeita? — Rick me perguntou com um sorriso de canto.

— Claro. — Decidi mentir, afinal, não tinha motivos para lhe dizer que não.

— Ótimo, que tal ir conhecer meu mais novo investimento? — Drew sugeriu. — Tenho algumas coisas para resolver.

Estranhei por ter sido a única inclusa no convite, mas deduzi que meu irmão o ajudaria. — E por onde devo começar ? — Quis saber, sem nem pensar duas vezes. Odiava ficar com a parte dmais "pesada do trabalho, isso era de longe o pior dos pormenores de manter um estabelecimento como aquele, podia dizer por experiência própria.

— Amanda lhe mostrará tudo. — O moreno retrucou. — Ela conhece bem este lugar.

Não discuti, apenas assenti e fui em sua direção, esboçando no papel sinuoso de minha psique, uma forma de abordá-la como meio de obter o que queria. Decidi apenas a observar, pois seria no mínimo estranho eu dizer algo sobre o sonho, ou perguntar porque o sangue deles me atraída de tal forma.

— Me siga. — Ela falou com seriedade, dava para perceber que já estava acostumada a lidar com vampiros e pude perceber que era esse o motivo de, assim como o humano de olhos azuis, não ter aquela costumeira adoração por nós, mesmo assim, ela não me pareceu ter a imprudência e insolência do mesmo.

Fiz o que fora instruído, odiando o fato de ter que "obedecer" um humano, mas querendo aproveitar a chance de analisar. Viramos à direita no corredor, onde avistei algumas portas fechadas, as quais me fizeram ficar imaginando o que teria por trás de cada uma.

Fomos até a última delas e paramos, assim pude perceber que o rapaz que me deixara embasbacada por sua audácia no banheiro, nos acompanhava. Ainda não gostava dele, não que eu fosse acostumada a gostar das pessoas, me afeiçoar por elas, até porque minha capacidade de sentir sempre fora extremamente limitada, mas ele tinha algo que me fazia realmente não o querer por perto.

— Esta é a sala de Drew. — Ela apresentou. — Mas não é muito usada.

— Na verdade, minha irmã faz mais uso desta do que ele mesmo. — O garoto se intrometeu com a informação inútil.

— Não... Se for para falar a verdade, deveríamos colocar o fato disso aqui só ser usado quando os dois vêm aqui. — Comentou a garota com uma gargalhada alta, que fez com que ele serrasse os punhos, mas se manteve no lugar.

Talvez não fosse uma informação tão inútil assim, se Drew estivesse se envolvendo com uma mortal, o resultado seria no mínimo interessante.

— Não precisa jogar na minha cara, Amanda. — Ele refutou com um pouco de raiva, mesmo assim era visível que a morena se divertia as custas dele e devo admitir que eu também estava achando graça da situação, principalmente por envolvê-lo como alvo.

— Mas não é a verdade? — Ela fingiu um pouco de confusão. — Você mesmo disse que Lucy usa muito essa sala. — Me recordei do nome. Lucy. O mesmo que Drew citara anteriormente, ao entrarmos ali, como a garota que o "ajudava em algumas questões", pelo visto não eram apenas as profissionais. Sorri ao pensar nisso, se ela tivesse o mesmo cheiro chamativo de seu irmão, ele tinha tido sorte.

— Vamos continuar com o tour, não é bom deixar nossa convidada esperando. — Disse e se virou sobre seus saltos com estilo. Se não estive ouvindo seus batimentos e sentindo o cheiro de seu sangue, não diria que ela era uma humana, pois diferente de meu sonho, ela exalava uma força incomum para alguém tão frágil.

Seguimos para outro cômodo, passando diretamente por mais um, sem dar atenção a este, atiçando bem minha curiosidade, uma de minhas características mais fortes. — E aqui é minha sala. — Falou com um toque de orgulho na voz e isso me fez ter o instinto de revirar os olhos, porém, me controlei mais uma vez.

Analisei rápida e detalhadamente o local, como sempre fazia. Tudo parecia estar em seu devido lugar, nada além dos papéis e alguns outros materiais indicavam que alguém usasse ali, nenhuma foto, nenhuma decoração à parte. Seguia o mesmo padrão daquela que tínhamos acabado sair.

— E o que exatamente você faz aqui? — Quis saber, estava realmente curiosa.

— Cuido das finanças e organizo tudo, para que nada saia do controle. — Respondeu-me.

— Pelo jeito, hoje não deu muito certo a segunda parte. — Comentei sugestiva.

— Não se pode ter controle de tudo. — Minha mente me dizia o contrário, "Temos que ao menos tentar ter o controle, senão seremos apunhalado pelas costas.”

Voltamos a andar, dessa vez, descendo as escadas. A música ficava mais alta conforme fomos descendo e Amanda teve de aumentar o tom para ser escutada. — E esta, como pode perceber, é nossa área principal, aonde tudo acontece.

"Literalmente", a palavra me veio em mente na mesma hora, pois ao observar o local, vi todos os tipos de cenas, as mesmas que visualizei ao entrar e de repente, me ocorreu algo. — Vocês não tem medo de ficar aqui? — Inquiri.

— Não. — O moreno me respondeu como se fosse óbvio, voltando a se pronunciar.

— E de onde vem tanta segurança de que não serão atacados? — "Ainda mais tendo esse cheiro maravilhoso" acrescentei mentalmente.

— Somos protegidos. — Ele rebateu, no mesmo tom de antes. — Nós temos o sangue maldito, ninguém ousaria nos tocar, por isso Drew nos escolheu.

Sangue maldito... Mas é claro, como não tinha pensado nisso antes? Eles eram bastardos, com apenas partes do genes do vampirismo. O sangue deles naturalmente era mais atraente, mas proibido, não por leis mas por algo bem maior.

Se alguém tomasse seu sangue, teria a morte como destino certo. Não sabia exatamente como acontecia, mas era algo pregado desde os primórdios de nossa espécie e ninguém gostaria de experimentar ir contra para constatar ser verdade ou não. Haviam muitas lendas sobre isso e eram realmente conhecidas, mas poucos eram os bastardos nos tempos atuais e eu mesma nunca havia me encontrado com um, pelo menos não um que não fosse vampiro.

— Entendi. — Afirmei, pensando no como esse sangue poderia ser usado e em quem poderia utilizar, imediatamente a imagem de Tácia me veio em mente, ela seria, com toda a certeza, a primeira a fazer o "teste".

Olhei para os lados e imaginei a mesma cena que se desenrolava ao meu redor, há alguns anos atrás, quando eu e Drew ainda tínhamos nossos "negócios", naquela época isso nunca seria possível, não de uma forma tão explícita, mas não deixávamos de fazer nossas festas mistas.

— Não vai aproveitar? — Amanda perguntou com uma sobrancelha arqueada, percebendo que eu apenas observava.

— Não, estou satisfeita — Repliquei voltando meu olhar novamente para o resto do local, reparando em como as coisas funcionavam ali. -, além do mais, não faria isso, mesmo que aprecie presas mais fáceis de vez em quando, isso aqui já é demais.

— Eles não estão ligando muito para isso. — Ela repetiu meu ato, passando os olhos por tudo e por todos. — Principalmente quando se leva em conta os bancos de sangue, que não têm o mesmo gosto, e ainda perdem em questão de não estarem realmente disponíveis para todos. — Refutou a garota.

— Sou enteada de um dos homens mais poderosos de nosso conselho, nunca tive de me preocupar com esse tipo de coisa. — Respondi deixando um pouco de desdém chegar à minha voz. — E prefiro caçar, mais interessante, divertido.

— É o que ouvimos falar. — Ela deu de ombros e um pensamento um pouco louco me veio em mente, mas que diferença fazia, estava entediada e precisava me divertir.

— E por acaso teriam coragem de experimentar? — Questionei-os, querendo saber se teriam pelo menos a remota vontade de fazê-lo.

— E porque iríamos querer? — A garota quis saber, enrugando um pouco sua testa. — Não precisamos disso.

— Eu também não preciso, posso pegar do estoque quando quiser, mas é sempre bom dar uma variada. — Coloquei, tentando os persuadir.

— Mas não faz sentido algum. — Concluiu Amanda.

— Eu sei, só fiquei curiosa. — Dei de ombros cinicamente. — Vou dar uma volta por aí, digam isso a meu irmão se ele perguntar por mim. — Anunciei.

— Vou com você. — O moreno disse e parei para o encarar.

— Não estou afim de ser babá. — Informei friamente.

— Que bom, porque aqui não temos crianças. — Retrucou e se pôs ao meu lado, me fazendo bufar e revirar os olhos.

Notas finais
Olha eu aqui de novo!! E aí? Estão gostando? Poderiam usar um pouquinho só do seu tempo corrido para me dar uma devolutiva? Se tiverem dicas, críticas, qualquer coisa vai ser bem vinda, não mordo, nem xingo, Ok? E adoro leitores participativos, assim como muitos escritores. Bjão no coração e até o próximo (que promete algumas revelações)!