Notas iniciais
Yo minna! Desculpem a demora, estava sem tempo de postar! Enjoy e Boa Leitura! ~Kisses de Amora, Mandy!

–Santuário de Atena, Grécia. -

Grande Mestre: Ora ora, então aqueles malditos e Atena estão vindo para cá? Isso será interessante...

Asterion: Mandou me chamar, Mestre?

Grande Mestre: Asterion de Cães de Caça... A primeira parte do plano já foi efetuada, agora iremos terminar o que começamos.

Asterion: Então finalmente mataremos aqueles mini-vermes?

Grande Mestre: Não. Atena e os Cavaleiros estão vindo para cá, iremos usar aquelas crianças como reféns. Quero que mande os soldados atrás dos garotos.

Asterion: Pode deixar, Mestre. Não iremos desapontá-lo.

Grande Mestre: Assim espero.

–Tóquio, Japão-

Pov. Hiro:

Entramos arfando na sala de aula. Eu e Yamada dormimos demais e acabamos chegando depois do início da aula. Ao abrirmos a porta, percebi que todos encaravam a mesma. Franzi o cenho e andei até meu lugar, ao lado do ruivo, e os olhos de nossos colegas nos seguiam. Alguns olhavam surpresos, outros pareciam nem ligar, mas não estávamos entendo nada, principalmente o olhar assassino de Johanna, uma garota de cabelos brancos e olhos azuis que levou um fora de meu amigo e nunca aceitou bem a situação. Foi quando o professor fechou a porta que entendemos o motivo.

Hiro: O que aconteceu?

Prof. Enrico: Dois alunos estão dizendo ter visto vocês dois saindo escondidos de madrugada ontem. E voltando acompanhados por outras pessoas, inclusive duas garotas que pareciam bem íntimas de vocês.

Senti meu rosto esquentar enquanto Yamada parecia pensar em mil e uma formas de escapar da longa sessão de tortura pré-morte que Johanna imaginava, tanto para ele quanto para Lexy.

A aula continuou normalmente, a nova matéria é super fácil de entender. Tive um mal pressentimento e ouvi uma movimentação estranha no corredor. Me levantei rapidamente e Yamada fez o mesmo. Corremos em direção à porta e praticamente a arrombamos para sair. Demos alguns passos no corredor e percebemos muitos homens correndo em nossa direção com o que pareciam armaduras, escudos e espadas de bambu. Como eles conseguiram entrar aqui?

Hiro: Quem são esses caras? -perguntei enquanto me colocava em posição de defesa e bloqueava o primeiro golpe de espada com o braço.

Yamada: Não sei, mas isso não importa agora.

Estava realmente difícil lutar contra eles, eram muitos contra dois. Enquanto tentávamos acertar um, outro nos impedia e atacava. Enquanto tentávamos desviar de um, outro também atacava. Estavamos arfando e quase desmaiando, mas parece que eles simplesmente não se cansam! O mais estranho foi um deles gritar “Por Atena!” antes de vir para cima.

Hiro: A gente arrisca? -consegui acertar um chute no peito de um deles.

Yamada: Você arriscar um Cólera do Dragão? Perdeu o juízo?! Você nem está recuperado e você sabe… O ponto fraco…

Hiro: E daí? Você está pior do que eu!

Yamada: Não importa…

Hiro: Você não vai…

Yamada: METEORO DE PÉGASOS!

Grande parte dos intrusos caíram, mas Yamada teve o mesmo destino. Segurei-o pelos ombros e o ajudei a sentar num dos cantos perto da sala.

Hiro: Podem me dizer quem são vocês?

Soldado: Somos soldados do Santuário, servimos ao Grande Mestre e protegemos a Deusa Atena. Fomos enviados para acabar com vocês, impostores.

Hiro: Era só o que me faltava…

Algum tempo depois, consegui derrubar o último soldado daquele corredor. Me joguei ao lado de Yamada e o sinal tocou. Todos saíram da sala para ver o que tinha acontecido e nos encontraram largados pelo chão. Estava lutando para manter-me consciente enquanto me recuperava. Precisei da ajuda de Carlo e Andrew, dois garotos da minha sala, para me levantar e ir até meu dormitório enquanto outros quatro garotos carregavam Yamada.

Depois de uma soneca de 15 minutos, percebi que Tsukino ainda não havia se recuperado e permanecia inconsciente. Peguei seu celular e liguei para alguém que podia, no mínimo, tentar fazer alguma coisa.

Pov. Lexy:

Finalmente a aula de espanhol acabou, não aguentava mais a professora explicando sobre verbos no passado e no infinitivo! Por sorte, essa foi a penúltima aula antes do recreio.

Me espreguicei e levantei, indo até a porta, junto de minhas amigas. Estava feliz hoje, afinal, é um dia especial!Parece que realmente muita coisa mudou, já que as panelinhas estavam desfeitas e todos conversavam normalmente. Estranhei quando senti algo vibrando em minha cintura e logo percebi que estavam me ligando. Quando vi o contato, abri um largo sorriso e atendi num instante.

Lexy: Oi!

Hiro: Oi, amor da minha vida! -O mais velho fez a pior imitação da voz de Yamada possível.

Lexy: Hiro? O que aconteceu? Está tudo bem?

Hiro: Na verdade não. Soldados do Santuário apareceram por aqui e, você sabe, o idiota estúpido do seu namorado é mais teimoso do que a Saori. Ele se esforçou demais e está praticamente morto faz uma meia hora.

Lexy: E você só me avisa agora? Eu vou para aí!

Hiro: E cabular o restante das aulas? Achei que você era boa aluna.

Lexy: São 9:40, só faltam três aulas. E eu nunca disse que era boa aluna. -revirei meus olhos e desliguei.

Voltei correndo para o meu lugar e arrumei todas as coisas na bolsa. Fui correndo até a porta e passei reto por todas, mas pude ouvir Rebeca se despedir. Me senti mal por ter deixado-a falando sozinha, mas ela vai entender, com certeza.

Corri até a sala vizinha e com toda a delicadeza e educação do mundo, bati na porta e chamei Luna, que apareceu pouco tempo depois.

Luna: O que aconteceu?

Lexy: Yamada e Hiro foram atacados por soldados do santuário. O Hiro parece estar bem, mas o Mada está em péssimas condições. Tentei falar com Shun e os outros, mas eles não me respondem… Estou com um mal pressentimento sobre isso.

Luna: Será que não foram atrás do Luke?

Lexy: Liga para ele e pergunta.

Enquanto chegávamos ao portão principal, minha prima discou o número de Cisne e o mesmo pareceu atender rapidamente. Depois de segundos, Luna começou a me explicar o que o maior a dissera.

Luna: Foram até a mansão dele, mas não aconteceu nada demais, ele está bem. Ele disse que não foram tantos, só uns 15 ou 20.

Lexy: Menos mal, mas por que não vieram atrás de nós?

Luna: Eu realmente não sei.

Corremos até o pátio e pulamos o muro.

Continuamos caminhando e chegamos em nossa casa, que ficava há pouco tempo da escola. Entramos direto na garagem e, para a angústia de Luna, fomos de carro.

Minutos depois já haviamos chego. Subimos pela trepadeira e corremos para a direção que indicava os dormitórios masculinos. Andamos por um corredor e encontramos Hiro vestido com seu uniforme, uma camiseta pollo branca com detalhes azuis e vermelhos e uma calça bege, parado frente à uma porta. Acho que era para termos certeza de qual era o quarto. Ele estava arrasado, aparentemente muito cansado e debilitado.

Hiro: Tsukino está lá dentro. Foram atrás de vocês?

Luna: Graças a Atena, não.

Não ouvi o resto da conversa, entrei feito um raio no quarto e acabei fazendo barulho na hora de fechar a porta. Quando me virei, meu sorriso sumiu e quis desmoronar. Yamada ainda estava desmaiado, deitado sem camisa, cheio de bandagens e hematomas. Uma garota de cabelos curtos e brancos segurava sua mão, e lançou um olhar misto de preocupação e raiva para mim.

Lexy: Quem é você?

Johanna: Johanna Torantino, namorada do Yamada. E você? Quem é?

Lexy: Ninguém especial.

Saí correndo de lá. Não consigo acreditar que ele mentiu para mim esse tempo todo! Claro que ele nem deve se lembrar que hoje nós faríamos dois meses de namoro. Mas não é importante, de qualquer forma.

Lexy: Quando o seu amiguinho acordar, pode dizer para ele que está tudo acabado e eu não vou atrapalhar mais nada. -apontei para Hiro e cuspi as palavras com força e raiva.- Vamos, Luna.

Não abaixei a cabeça por um segundo. Não deixei que uma lágrima escorresse. Não diminui o ritmo dos passos. Minha prima praticamente corria atrás de mim para me acompanhar. Descemos a trepadeira e entramos no carro.

Luna: Lexy, o que foi? O que aconteceu lá dentro?

Lexy: A namorada dele estava lá!

Luna: Mas você não é a namorada dele?

Lexy: Pelo visto não, é aquela tal de Johanna Torantino.

Fomos para casa e Luna foi preparar alguma coisa pra comer enquanto eu estava no banho.

Pov. Yamada:

Abri levemente os olhos e tudo começou a girar. Ainda estava zonzo, com a visão embaçada e uma baita dor de cabeça, mas não demorou para que eu reconhecesse o ser ao meu lado.

Yamada: Johanna? -sentei-me com força e, mais uma vez, tudo rodou. — O que está fazendo aqui?!

Foi então que reconheci o outro ser humano presente, recostado à porta.

Yamada: Hiro? O que aconteceu?

Johanna: Você desmaiou e eu fiquei do seu lado o tempo todo! -a albina abriu um sorriso doce, mas logo percebeu o clima tenso.

Hiro nada disse, apenas me encarava em desaprovação.

Yamada: Mas… Ela veio?

Hiro nada disse, apenas continuou me encarando, dessa vez com mais raiva.

Johanna: Uma garota apareceu aqui. Ela estava bem contente, mas depois disse que não era ninguém especial, virou as costas e saiu andando. Não entendi qual era a dela.

Hiro: Ela me mandou te dizer que tudo está acabado, ela não vai mais atrapalhar nada. Yamada, ela terminou contigo.

Yamada: Johanna... O que você fez?!

Johanna: Nada… Só deixei claro que eu era a sua namorada!

Yamada: VOCÊ O QUE?! NÓS NÃO TEMOS NADA! É claro que eu tinha alguma coisa com aquela garota! Minha namorada terminou comigo por causa sua! Você viu aquela foto, não viu? Você reconheceu a Lexy!

Johanna: Se acalme, Yamada

Yamada: Johanna, saia daqui.

Johanna: Mas você ainda não está bem…

Yamada: Saia. Agora.

Johanna: Mas eu…

Yamada: SAIA!

A albina saiu e me deitei novamente.

Yamada: A Alê… -passei a mão por meus cabelos e os puxei fortemente.

Hiro: Não quer mais saber de você.

Yamada: Terminou comigo por causa daquela garota… Cara, hoje é o nosso aniversário de um mês! -dei-me um tapa na testa por ter esquecido disso.

Hiro: Você é um idiota.

Yamada: E você não está ajudando.

Peguei meu celular e tentei ligar para minha morena, mas a mesma desligou.

E desligou.

Desligou de novo.

E mais uma vez.

"Alê, precisamos conversar. N é nd do q vc ta pensando" foi a mensagem que enviei. Ela visualizou. E não me respondeu.

~~~~~~

Senti um peso estranho em minha cama, então abri os olhos num espasmo. Seja lá quem fosse, cobriu minha boca com um pano e só me lembro de ter visto Hiro ter o mesmo destino, antes de apagarmos.

Não sei que horas são, nem sei onde estou, mas é um lugar escuro e fechado, e com certeza é madrugada. Meu punhos estão amarrados atrás das costas e meus tornozelos também estão unidos. Certeza absoluta de que isso é um sequestro.

Hiro: Cara, temos que sair daqui.

Yamada: Como?

Pude ouvir duas vozes do lado de fora conversando, parece que vamos até Okinawa, ou seja, teremos muitas horas de viagem.

O veículo andou por um tempo e logo parou. Dois outros corpos foram arremessados para dentro. Luke e Anna.

???: Faz tempo que trouxe a garota para cá, desse jeito ela ia acabar acordando ou fugindo!

???2: Cala a boca, pelo menos eu cheguei.

Pelo jeito, estamos num caminhão.

Hiro: Anna!

Sua tentativa de acorda-lá foi totalmente falha.

Logo depois, outra parada. Luna e Lexy foram jogadas para dentro ainda desacordadas. Fui até Andrômeda e Luke foi em direção à sua namorada. Quando acordaram, Fênix se jogou em Cisne e Lexy foi para o lado oposto ao que eu estava.

Luke: Estão todos bem?- respondemos que sim em uníssono. -Ótimo.

Lexy: Alguém sabe para onde vamos?

Hiro: Aeroporto de Okinawa. Temos longas horas de viagem até lá.

Lexy: Temos que sair daqui. E nos soltarmos… Luke, você consegue elevar seu cosmo para congelar as cordas? Luna, você consegue queima-las? -desde quando ela é tão autoritária?

Luna/Luke: Acho que sim… -ambos elevaram seus cosmos e se desfizeram das cordas.

Hiro: Agora soltem a gente!

Depois que todos estávamos soltos, começamos a socar e chutar a lataria, que não aparentou nem um arranhão.

Anna: As armaduras seriam muito úteis agora…

Luna: Isso é verdade, mas temos que conseguir.

Ouvimos um grande estrondo do lado de fora, seguido de uma voz grossa:

???: Vocês não conseguirão sair daí, não perceberam? Agora, acho melhor tirarem um cochilo…

Um gás começou a entrar na caçamba, fazendo-nos tossirmos e tudo começou a girar e ficar escuro, até que apagamos.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Próximo por conta da Sadie!