Destiny
15 Encontro... A Seis?
Notas iniciais
Pov. Anna:
Acordei com um pouco de dor nas costas e fui me juntar aos outros para tomar café. O clima estava pior que o de ontem, Ikki não estava lá, Luna estava cabisbaixa e Shun segurava o choro enquanto passava geléia numa torrada e… Que curativos eram aqueles? Deixei quieto, mas não fui a única a perceber, afinal, todos olhavam de maneira estranha, principalmente Lexy.
Saori: Onde está o Ikki? Será possível que irá se atrasar?
Shun: Meu irmão não irá tomar café conosco por um tempo. Ele foi embora. -sua voz estava mais grossa, o que surpreendeu a todos.
Saori: EMBORA? COMO ASSIM? -Saori se levantou e encarou Andrômeda Maior.
Shun: Foi embora, saiu, caiu fora, vazou, evaporou. Deu para entender ou quer que eu repita?!
Tatsume: Escuta aqui seu moleque, é melhor falar direito com a senhorita, se não…
Shun: Se não o que? Você vai me dar palmadas no traseiro? Você é só um puxa-saco, posso acabar com você em dois segundos e de olhos fechados.- Shun disse com um sorriso debochado nos lábios antes de comer uma fatia de pão com requeijão.
Tatsume: Ora seu moleque! Saiba que eu posso muito bem ajudar e proteger a senhorita!
Shun: Certo, então proteja-a no meu lugar. -Shun se levantou e, antes de deixar a mesa, Tatsume o segurou pelo braço.
Tatsume: Onde pensa que vai?!
Shun: Não te interessa.
Tatsume levantou a palma, mas Shun foi mais rápido e jogou suco de laranja em Tatsume.
Shun: Acho que já estou bem grandinho para apanhar de um mordomo.
Shun saiu e foi em direção as escadas enquanto ficamos catatônicos.
Saori: Alguém pode me explicar o que aconteceu aqui?!
Lexy: Eu vou falar com ele…
Hyoga: Espera ele se acalmar um pouco, depois eu converso com ele. Luna, o que houve?
Luna: Ikki foi para a Ilha da Rainha da Morte hoje de madrugada.
Saori: Ele é louco?! O que foi fazer lá? Por que voltou para aquele lugar?
Luna: Ele foi enfrentar Jango. Quer de volta o domínio da Ilha.
Seiya: Domínio?
Luna: Depois de derrotar Guilty, Ikki enfrentou alguns Cavaleiros Negros e tomou posse da ilha, mas agora ela foi tomada por Jango e ele quer a ilha de volta.
Tomamos café anormalmente e estaríamos liberados até o almoço. Depois de terminarmos, de comer, Luna foi dar umas pancadas em alguns sacos, Luke voltou para seu quarto, Lexy e Yamada foram dar uma volta pelo jardim enquanto eu e Hiro fomos jogar videogames no quarto dele.
Hiro: Er… Só, não repare na bagunça…
Ele abriu a porta e demos de cara com uma pilha de roupas em um canto, uma garrafa de água amassada em outro, a cama totalmente desarrumada e até um pacote de salgadinhos vazio.
Hiro: Hã… A Luna me deu um para fazer um lanchinho…
Sentei no que parecia uma cama e ele me entregou um controle e começamos a jogar jogos de corrida.
Pov. Hyoga:
Depois de todos terem se levantado e antes de Tatsume tirar a mesa, peguei duas torradas com geléia e um copo de suco e subi na direção do dormitório de Shun. Bati na porta, mas o silêncio prevaleceu. Abri a porta devagar e percorri meus olhos pelo quarto, sem sinal dele.
Hyoga: Shun?
Shun: Vai embora, Oga.
Ele estava sentado frente a porta de seu banheiro, encolhido, abraçado às pernas, chorando baixinho.
Hyoga: Trouxe algo para você comer.
Shun: Eu não quero.
Hyoga: Quer ao menos falar comigo?
Shun: Não, vá embora Hyoga!
Hyoga: Só depois de você falar comigo e me contar o que está acontecendo.
Shun: Não está acontecendo nada, eu estou bem, agora vá embora, por favor.
Hyoga: Eu te conheço Shun, sei que não está bem e não vou sair daqui enquanto não me contar o que está havendo! -me sentei em sua cama e coloquei o prato com as torradas em seu criado-mudo, juntamente com o copo de suco.
Shun: Não sei o que está acontecendo comigo. Não sei por que enfrentei Tatsume. Não sei por que falei daquele jeito com a Senhorita, não sei por que quebrei o espelho… -ele sussurrou a última parte e encarou os curativos em seus punhos.
Hyoga: Que espelho?
Shun se levantou e abriu a porta bem lentamente. Milhares de cacos estavam espalhados pelo chão e pregado na parede, o que restava de vidro trincado indicava o local onde era o espelho.
Hyoga: Oh meu Deus, Shun… Você está bem?
Shun: Não Hyoga, eu não estou bem! Meu irmão voltou para aquele lugar e não voltará tão cedo, Lexy ainda não está totalmente curada e eu não posso fazer nada, eu são tão inútil…
Me dirigi até ele e o abracei. Abracei aquele corpo pálido e franzino, tão frágil, parecia que ia quebrar a qualquer momento.
Hyoga: Nunca mais diga isso, está bem? Todos aqui nos importamos com você, não importa o que digam. Você é forte, independente do que aconteça, certo? -sussurrei calmamente cada uma das palavras em seu ouvido.
Shun: S-sim… Hyoga e-eu…
Hyoga: Pode dizer.
Shun: Eu te amo.
Arregalei meus olhos com tamanha surpresa, mas depois sorri. Ouvir aquela voz suave pronunciar aquelas três palavras foi a melhor coisa que poderia me acontecer hoje.
Hyoga: Eu também, Shun.
Pov. Yamada:
Eu e Lexy fomos dar uma volta pelo jardim após o café. Caminhamos um pouco por entre as árvores e acabamos chegando ao local onde ocorreu o incidente entre Hyoga e Seiya meses atrás. Nos sentamos na grama e ficamos encarando o céu. O silêncio fez-se presente e eu queria, de alguma forma, quebra-lo.
Yamada: Ei, Lexy?
Lexy: Oi, o que foi?
Yamada: Eu queria te falar uma coisa.
Lexy: Pode dizer.
Yamada: Você realmente acreditou quando eu te pedi em namoro?
Lexy: Eu não deveria?
Yamada: Claro que sim, só não queria que pensasse que fiz o pedido por causa do desafio.
Me aproximei dela e encarei seus olhos castanhos, não resisti por muito mais tempo e a beijei.
Yamada: Quero te levar para um lugar.
Lexy: Onde?
Yamada: Segredo. Me encontre 00:00, embaixo da sua janela.
Lexy: Ok.
Pov. Hiro:
Anna: GANHEI!
Hiro: Como eu estou perdendo para você?
Anna: Não sei, mas essa já a quinta corrida que eu ganho de você.
Hiro: Ha ha ha, muito engraçada. –olhei para o relógio na parede e vi que já era mais de meio-dia.- Vamos almoçar?
Anna: Vamos.
Quando chegamos na sala de jantar, só faltava Luke, que logo chegou. Comemos tranquilamente e percebi algumas trocas de olhares, maioria protagonizada por Shun e Hyoga, e outras por nossos estres que corriam os olhos aleatoriamente pela mesa.
Após o almoço, me dirigi até a sala de treinamentos com Shiryu. O treino foi complicado, mas acho que me saí bem.
Depois do jantar me dirigi para meu dormitório para tomar um banho e descansar um pouco, mas no momento em que fechei a porta, Yamada apareceu por lá pulando por todos os cantos, dizendo que finalmente iria levar a Lexy até a colina. Fiquei feliz por ele, já que estava planejando esse encontro há semanas. Depois de pensar um pouco, abri um sorriso, aquela seria a minha chance!
Pov. Lexy:
Voltei a treinar com Shun, teria que me readaptar à rotina de treinos, ainda mais agora que ela estaria mais pesada. Logo após o jantar, contei para Luna e fui tomar um banho e me arrumar para o encontro com Mada. Estava curiosa para saber onde era o tal lugar, mas gostava do mistério. Vesti uma calça de couro, botas pretas de cano-curto, uma camiseta branca com estampa de uma banda e uma jaqueta preta.
Olhei para o relógio, 23:55. Abri a janela e pulei, uma queda mediana, pois os quartos ficam no primeiro andar. Algumas folhas fizeram um pouco de barulho, mas logo me levantei e cerrei os olhos para tentar vê-lo no escuro. Senti algo pegar em meu ombro e quando olhei para o lado, alguém tapou minha boca.
Yamada: Calma, sou eu, não podemos fazer barulho. –sussurrou enquanto destapava minha boca.
Lexy: Você podia ter feito isso sem me assustar, sabia? –repreendi-o sussurrando.
Yamada: Vamos.
Ele pegou minha mão e me guiou até a garagem da fundação. Não acendemos as luzes para não suspeitarem de nada, mas de repente, as luzes se acenderam.
Hiro: Que coisa feia, fugindo de madrugada. Vocês não são muito ovos para isso? Mesmo sendo um tanto clichê...
Yamada: Cara, o que você está fazendo aqui?!
Hiro: Eu vou com vocês para a colina!
Lexy: Colina?
Yamada: Vai?
Hiro: Sim, colina. Sim, eu vou.
Olhei confusa para Yamada, que olhou surpreso para Hiro.
Hiro: Ah, entendi. Eu não vou atrapalhar em nada. –ele deu um passo para a direita e podemos ver que Anna estava atrás dele, usando uma jeans meio surrada e uma blusa de lã listrada. – Eu tenho companhia.
Anna/Lexy: Colina? O que vamos fazer?
Hiro/Yamada: Nós vamos sair daqui. –eles se dirigiram para duas das três motos e nos estenderam capacetes.
Olhei para Anna catatônica, assim como ela. Pegamos os capacetes e montamos nas garupas enquanto eles colocavam seus capacetes. Abrimos os portões e tivemos uma surpresa quando vimos Luna e Luke parados lá.
Yamada: Mas o que voc...
Luna: Cansei de ficar aqui sem ter o que fazer, principalmente agora que os meus amigos vão sair para dar um rolê.
Luke: Ouvi o Lagarto Gótico convidar a Anna e depois a Galinha de Fogo saiu e fiquei curioso. O que vocês iam fazer?
Yamada: A ideia era um encontro com a Lexy, mas pelo visto, será um encontro múltiplo.
Luna e Luke coraram, mas continuamos andando com as motos desligadas, só lingando após os portões estarem fechados.
Quase havia me esquecido de como era boa a sensação do vento batendo contra mim, afinal, já faz quase dois meses que não ando de moto. De vez em quando Hiro acelerava para provocar e Mada acelerava logo atrás, Luna e Luke, que nos seguiam, estavam logo depois.
Depois de uns 40 minutos chegamos a encosta da colina. Deve ser por volta de uma da manhã.
Yamada: Descobrimos esse lugar por acaso. Ali- ele apontou para uma construção alta e apagada ao lado da encosta depois de tirar o capacete.- é o nosso antigo internato.
Hiro: Viemos aqui depois de matar aula e resolvemos fugir, mas um professor nos achou e ficamos um bom tempo na detenção.
Yamada: Depois começamos a trazer o pessoal para cá.
Hiro: E a galera curtia muito.
Yamada: É para cá que os casais vem.
Luna e Luke ficaram extremamente corados, Hiro e Anna ficaram sem-jeito e olhei para Mada, que apenas sorriu. Retribui o sorriso e ele enlaçou sua mão na minha. Era por isso que ele me levou para lá.
Começamos a subir até o topo da colina. Chegando lá, a vista era maravilhosa. Dava para ver grande parte da cidade, totalmente iluminada. Fiquei de queixo caído, tal como Anna, Luna e até mesmo Luke.
Yamada: Tóquio nunca dorme. Não importa a hora que viermos, contudo que esteja a noite, teremos essa vista.
Lexy: Mada... Isso é... Lindo!
Yamada: Que bom que gostou!- ele abriu um sorriso muito fofo, o mais fofinho que já vi.
Coloquei a mão por trás de seu pescoço e lhe dei um breve selinho.
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