Destiny

10 Capítulo - I Was Praying


Notas iniciais
...Pudêssemos acabar juntos...

Belle sorriu de forma afetuosa, sentia-se completa quando estava junto a ele. Antes que ele pudesse dar o passo adiante, seu celular tocou. Resmungou por dentro, afastou-se da cama e saiu silenciosamente, assim que pegou o aparelho visualizou na tela Hospital.

– Preciso ir. — anunciou enquanto arrumava sua blusa, sobre o olhar atento da jovem.

Ela pendeu a cabeça para trás e conteve uma risada.

Kevin se aproximou dela e estendeu-se na cama e a beijou na boca, lenta e arrebatadamente. A jovem acariciou o rosto dele por alguns segundos, sentia se queimar por dentro, se agarrou a ele enquanto fazendo o se abaixava sobre o colchão, imprimindo-lhe beijos na garganta e no peito, os olhos azuis dela brilhando com a idéia de ser a mulher que ele queria possuir naquele instante.

– Não sabe o quanto esperei por isso há meses. — sussurrou ao pé dos ouvidos dela, fazendo a se arrepiar inteira.

– Eu esperei toda minha vida por esse momento. — respondeu ainda com os olhos fechados enquanto um belo sorriso desejava-se sem seus delicados lábios — Acho que enfim ele chegou. — anunciou abrindo os e capturando o olhar penetrante de Kevin em seu rosto. — Meu belo príncipe encantado.

Kevin sorriu, beijou lhe a ponta de seu nariz.

– Menos não me parecendo com um príncipe e menos ainda sendo encantado, espero ser aquele que povoa seus desejos e seu coração. -respondeu.

Belle deixou seu corpo sair contra o macio colchão fechou os olhos enquanto permanecia com um largo sorriso nos lábios. Kevin se afastou em direção a porta, precisava pegar seu jaleco e ir para o hospital. Aquela garota que conhecera alguns dias tinha feito toda sua vida modificar em questão de segundos, sentia se vivo por dentro novamente e aquele desejo de estar ao lado dela era imensa.

Enfim sentia se confortável em sua casa novamente, aquele vazio que Lana deixara, a jovem de olhos azuis e de sorriso radiante preenchera.

– Você é esse homem doutor Carter. — anunciou encarando o — Agora posso ver por que o Destino fez nossos caminhos se cruzarem, de um modo estranho talvez confuso, mas real.

Kevin concordou. Aproximou-se dela e segurou seu delicado rosto entre suas enormes mãos e tomou seus lábios em um beijo apaixonado.

– Dessa vez acreditarei que tenha sido o tal Destino, mas apenas dessa vez, Okay! -disse.

Ela assentiu. Novamente o celular tocou desesperadamente fazendo o se afastar indo em direção a porta. Sem delongas ele pegou sua maleta e seu jaleco e saiu, o belo luar se estendia sobre o manto negro e estrelado da noite, envolto pelas suaves brisas de veraneio.

Respirou de forma profunda, não estava chateado ou angustiado como de costume,se sentia se feliz, completo e amado.

Antes de entrar em seu belo sedan, virou se para trás e encarou a fachada da casa, com aquela sensação de que estava contando os segundos para voltar. Balançou a cabeça saindo daquele transe.

Mas aquele beijo doce e demorado o fazia voltar como se estivesse em um sonho bom. O trajeto ate o hospital nunca lhe pareceu tão longe como aquela madrugada de quinta-feira, ligou o som do veiculo, estava tocando uma musica romântica.

Assim que estacionou o veiculo trás do imenso hospital, caminhou na direção da entrada.

– Doutor, parece entusiasmado. — anunciou o porteiro do estacionamento.

Kevin virou-se na direção dele e concordou.

– Estou feliz meu caro Paul o que não sentia há meses.- disse.

Ao terminar de assinar a folha de entrada, estendeu a caneta na direção do porteiro, nada poderia arrancar aquela sensação que ele carregava, assim que passou pelo balcão da recepção caminhou na direção da sala de auditoria, tinha que deixar o relatório do paciente da noite anterior.

Ficou alguns minutos conversando com o medico responsável pelo hospital, Dr. Faustin Jordan um excelente cardiologista.

– Vejo que as horas serão longas. — anunciou o velho cardiologista com um pequeno sorriso no canto da boca. — Mas apenas de vê-lo assim feliz me deixa satisfeito meu caro amigo, espero que o motivo desse sentimento realmente o mereça.

Kevin encostou se na cadeira.

– Tenho que confessar que nunca desejei estar em casa a essa hora, sinto-me tão vivo meu amigo.

Faustin meneou a cabeça e o encarou por cima das lentes grossas de seu óculo de grau.

– Isso meu caro, chamamos de efeitos do amor. — respondeu — Deveria ter o encontrado há tanto tempo, mas o tempo é paciente e nos ensina tantas lições.

Espero que as use com sabedoria.

Kevin assentiu logo se levantou precisava passar por alguns leitos e terminar seu relatório. O cardiologista o acompanhou na direção do corredor, ambos caminharam conversando sobre algumas reformas que deveria ser efetuada no velho hospital de Stª Monica e devido aos efeitos do furacão que prejudicara a tubulação interna e externa do prédio, mas a vida estava lhe colocando as novas escolhas e optara por seguir em frente deixando o passado enterrado e começando uma nova historia de amor.

Kevin olhou atento para os ponteiros do velho relógio pendurado no corredor, marcava 02h01min daquela longa madrugada.

– Te quero tanto quanto me desejas. Seu cheiro, seu toque em meu corpo me faz querer prosseguir sem olhar para trás. — respondeu a jovem com um sorriso ávido nos lábios.

Ainda podia ouvir a suave voz de Belle em sua mente, balançou a cabeça e caminhou na direção de onde estava a garrafa de café. Os corredores estavam vazios e silenciosos, podia se contar nos dedos os funcionários, entre enfermeiros e alguns médicos de plantão.

– São nossas escolhas, doutor. — disse encarando o — Que nos guiam, hoje estou vazia sem uma família, meu avô esta doente e nem sabe,muito menos que estou viva.

Não se sentia mais sozinho,ao contrario sentia-se completo e feliz.

– Que bom vê-lo com esse belo sorriso nos lábios doutor Carter. — anunciou Lourdes enquanto segurava a planilha entre as mãos.

Kevin encarou a por alguns segundos, em um impulso abraçou de forma carinhosa, pegando a de surpresa.

– Não sabe o quanto devo lhe ser grato por tudo que me fez. — disse.

Lourdes franziu o cenho sem entender muito que aquelas palavras significavam, mas logo retribuiu o gesto e o abraçou.

"Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito"Oswaldo Montenegro

Notas finais
Boa Leitura! :3