Destiny

8 Capitulo - Never counting Regrets


Notas iniciais
.... as últimas folhas do arvoredo se desprenderam de seus frágeis galhos a deixando exposta e sozinha.... Meus caros Leitores e os Fantasminhas também, ando desmotivada para atualizar minhas fanfics por falta de comentários (isso não é mendigar, pois essa é a primeira vez desde que entrei no Nyah que estou deixando esse pequeno recadinho aqui). Todos sabemos que não cai a mão se deixar apenas um "Gostei" "Continua", poxa isso que motiva o escritor a seguir em frente! Espero que leiam isso.

– Não pode acontecer! — disse sem encará-la enquanto recuava alguns passos na direção da porta.

Belle sentiu seu rosto ferver de vergonha, não deveria ter feito aquilo, soltou um longo suspiro deixando seu corpo pesar na direção da cama, fitou o teto por alguns segundos.

Maldito impulso! Mas era tarde para voltar atrás.

Esforçou-se para sentar-se na cadeira de rodas, odiava ter que ficar a mercê daquela coisa, precisava consertar o que fizera.

Não tinha o direito de adentrar na vida pessoal dele, já estar em sua casa era o suficientemente complicado.

Empurrou as rodas fazendo a cadeira movimentar-se, não era tão fácil como imaginara, mas teria que ser daquela forma, ao abrir a porta sentiu um arrepio percorrer lhe a espinha.

"Coragem!" pensou com um olhar perdido, ouviu barulho na cozinha, era uma casa imensa.

Belle adentrou na cozinha e se deparou com Kevin guardando alguns utensílios numa gaveta. Mesmo tentando ser silenciosa, acabou derrubando o pequeno vaso que estava na mesinha de canto, chamando sua atenção, olhou para ela e parou o que estava fazendo. Estavam sozinhos nesta casa grande? A tensão pulsou em todo o seu corpo.

– Estava de saída, me ligaram do hospital. — anunciou com a voz nervosa — Um dos enfermeiros virá te buscar para te levar a clinica de fisioterapia, pois não sei que hora irei retornar, talvez tarde da noite.

Belle arqueou a sobrancelha e permaneceu encarando de forma analítica.

– Está com medo de mim, doutor Carter? – perguntou

Ele soltou uma risada deixando evidente que estava confuso, mas aquele beijo tivera tanta importância para aquilo, afinal Kevin tinha 35 anos e quem deveria estar confusa deveria ser ela que nem chegara à casa dos 20.

– B-Bobagem. — praguejou por engasgar com a palavra.

– E por que esta agindo assim? Sei que não deveria ter feito o que fiz, mas nunca fez merda em sua vidinha perfeita? — questionou furiosa.

Kevin assentiu.

– Desculpa é algo dentro de mim que me faz agir dessa forma, desde partida da Lana que não me sinto confortável ao lado de outra mulher. — justificou-se.

– Lana? Será que nunca vai esquecer essa mulher? Pelo amor de Deus ela nem deve pensar em você, mas pelo visto irá morrer sozinho com ela no pensamento. Tenho pena de você por ser fraco e tão imaturo. — disse enquanto seus olhos se banhavam em lágrimas — Afinal do que estou falando, sou uma maluca estranha que nem te conhece direito, alias vou ligar para Lourdes vir me buscar, acho que nunca me arrependi tanto de uma escolha estúpida como essa.

Aquelas palavras atingiram Kevin de forma afiada, ela tinha razão, havia passado da hora de esquecer-se de sua ex-esposa. Ele permaneceu encostado no balcão frio de mármore negro cabisbaixo.

– Por acaso já amou alguém? — perguntou para ela.

Belle permaneceu calada por alguns segundos.

– Sim! — respondeu desviando seus olhos para um canto, fazendo-o encará-la — Um idiota que me jurou mil amores. Droga! Planejamos fugir para outro lugar, mas advinha? — disse pausando de forma brusca.

As palavras ficaram suspensas no ar, trazendo a sua mente as questões que pairavam sobre seus atos. Covarde, omisso, seco, elas o definiram perfeitamente.

– Ele não apareceu. — ela prosseguiu — Tomei uma surra do meu pai por ter saído tarde da noite com minha mochila e roubado o dinheiro da poupança que ele guardava debaixo do carpete da despensa. — encarou-o por alguns segundos — Não vou mais incomodá-lo, já fez muito por mim, doutor.

Ela forçou as rodas fazendo a cadeira para recuar, mas a voz dele a fez parar.

– Você tem razão em me chamar de fraco e covarde, mas não sou perfeito. — respondeu. — Não fiz força para esquecer o passado, por talvez notar o quanto fui um idiota que coloca tudo o que é importante em segundo plano.

Ela concordou.

– Está na hora de começar a enxergar antes que se afogue na escuridão. — disse — Mas já me decidi vou ligar para Lourdes, afinal não posso ficar abusando de suas boas intenções.

Antes que ela pudesse movimentar a cadeira ele correu na direção dela e a impediu.

– Te prometi que sairia daqui apenas quando chegasse a hora de ir para Harvard. Não faça eu me sentir um imbecil completo.

Belle o encarou, ele era um grande enigma, tão complicado e vulnerável igual a uma flor de inverno que não resiste aos primeiros raios do sol da manhã.

– Não é um imbecil, apenas não tem coragem de sair do buraco que cavou entorno de si para nunca ser atingido ou visível.

– Tem razão, por favor, não me abandone preciso de sua ajuda para superar isso. — disse enquanto se ajoelhava em sua frente.

Ela desviou seus olhos para um canto, não deveria deixar um simples beijo chegar aquele ponto.

– Não posso lhe prometer nada. — respondeu retirando sua mão de entre as dele. — Tenho os meus para superar, realmente não sei por que o beijei, mas não posso desfazer.

Ele levantou-se e encostou-se no batente da porta permaneceu imóvel ela se afastou na direção do corredor.

Passara da hora de reagir, balançou a cabeça tentando desfazer os pensamentos que lhe pairavam na mente. Caminhou na direção do balcão onde deixara seu jaleco e seguiu na direção da entrada, pegou o molho de chaves e saiu.

Podia ouvir o cantarolar dos passarinhos nas árvores, e lá estava ele novamente saindo pelas tangentes, pois era o que sabia fazer de melhor.

Caminhou na direção de onde estava estacionado seu sedan preto.

Respirou fundo, virou-se para trás e encarou por alguns segundos a fachada de sua bela casa que abandonara por causa de sua decepção amorosa, não só o imóvel, mas sua família.

– Aquela vadia tomou a melhor decisão e se afastou de você, não vê que ela nunca o amou. Acho que deveria pensar o quanto está se afligindo por causa disso. Na real cara tava na cara o quanto ela gostava daquele babaca que lhe dava tapinha nas costas e te chamava de amigo! — berrou Thomas parado nos degraus da casa de veraneio da família Carter, sendo segurado por Logan o mais velho dos três, enquanto limpava o sangue que escorria de seu nariz. — Agora aprenda que não deve fechar os olhos quando os abutres estiverem rondando.

Recordou-se das palavras de seu irmão caçula, estava na hora de enterrar o passado e seguir em frente.

"E que a minha loucura seja perdoada" — Oswaldo Montenegro.

Notas finais
Boa Leitura!