Destiny

42 Você tem que contar!


Notas iniciais
Não sei o que dizer, maaas Estamos quase finalizando a fanfic, e, não sabendo guardar mais segredo, vou dizer que estou escrevendo uma outra fic, com enfoque nos descendentes dos personagens das minhas 2 fics: Destiny e Primeiros passos. Para que ainda não leu a segunda, não sei o que ainda estão esperando kkk Boa leitura, e até o próximo ♥ Não desistam de mim ^^

(...)

— Sam, eu tô passando mal! -gritei assim que a vi na cozinha.


A coitada cuspiu tudo o que estava bebendo na pia.


— Eu que tô! -gritou de volta, com uma mão no peito.


— Samantha!


— Alguém pode me dizer por que diabos as duas estão gritando? -Alicia entrou na cozinha também.


— Ela que começou. -a loira me acusou.


— Mas... Mas... Eu vou me casar amanhã! CARALHO! É AMANHÃ! -comecei a andar de um lado para o outro.

(...)

— Sophie, está pronta?


— Quase. -respondi à Saphira.


Pelo menos eu já havia tomado banho e feito uma trança nos cabelos. Ou pelo menos tentei fazer uma.


— SAPHIRA! AJUDA AQUI!


Destranquei a porta e segundos depois ela entrou feito uma bala no quarto.


— Juro que pensei que você estivesse morrendo. -ela falou.


— Ainda não. -ri- Me ajuda com o cabelo?

(...)

— Sophie, ao invés de estar liberando alegria pelos poros, você está um cão! Tem certeza que não está grávida?


— Absoluta.


Por que todas insistiam nisso? Eu e o Dylan sabemos nos cuidar.


Ela cantarolava animadamente enquanto mexia nos meus cabelos, que permaneciam longos e tão ruivos quanto antes.


— Saphira, acho que você que está excessivamente alegre. Quem diria que aquele sem coração do Evan te deixaria assim. -alfinetei.


— Também não sabia que me sentiria tão bem com ele. Confesso que foi difícil fazer ele se abrir para mim, sempre com aquela pose de durão, mas sendo repleto de gentileza e carinho bem lá no fundo... E acabei. Prontinho.

(...)

ão faria nada demais... Certo?


— O Dylan não vai te trair, Sophie. Ele é fiel demais para isso. -Alicia tocou meu ombro.


— Sem falar que é um bobo apaixonado. -a outra loira completou.


— Eu também não vou traí- lo. Desde que não tenha muita bebida, vocês e, claro, homens nus. -todas riram.


— Confia na gente. -a morena piscou para mim.

(...)

— Não tinham homens nus. -falaram.


Minha cabeça latejava ao mínimo ruído, eu não estava com vontade nem de levantar o corpo da cama.


— Pega o remédio. -colocou um comprimido em minha mão e um copo na outra.


— Obrigada. -levantei minimamente o meu tronco para beber a bendita água.


— Como eu cheguei aqui? -perguntei.


— Não lembra? Você me ligou de madrugada.


— Eu? Como que eu liguei se estávamos todas juntas?


O som alto de uma risada fez eu entreabrir os olhos, tentando focar no indivíduo.


— Dylan?


— Não estava reconhecendo minha voz?


— Ahn... Não. Sério que eu te liguei?

(...)

— Você... -ele me virou para si- Você vai aparecer hoje, não é? No altar. -suas bochechas ficaram vermelhas.


— O que você acha? -o beijei novamente.


— Que tenho que te deixar, se não minha noiva não chega nessa igreja ainda hoje. -resmungou.


— Isso. Bom garoto. -falei antes de expulsar o Dylan do quarto e ligar pras meninas.
Seria uma longa tarde.

(...)

— Estamos em uma igreja, pervertidos! -ouvi o Reece gritar.


— Façam esse tipo de coisa só em casa! -agora foi a Samantha.


— O que seria de mim sem meus amigos? -sorri, me afastando do Dylan.


Meu marido.


— Uma mulher que pode aproveitar o que há de melhor sem interrupções.


— Dylan pervertido.- brinquei.


— Claro que não. Agora vamos logo para o salão de festas. Quanto mais cedo terminar, mais cedo iremos para nossa lua de mel. -sorriu.


Ficamos de pé, de mãos dadas, e seguimos para fora da igreja.


Tínhamos dado hoje mais um passo em nossa relação. E, enfim, juntos. Marido e mulher.

(...)

Alguns anos depois...

Já faziam uns 10 minutos que eu estava na porta da casa da Sam, tocando a campainha e esperando alguma boa alma vir abrir. Mais 2 segundos e eu vou arrombar. Sério.

Mal terminei meu pensamento homicida e meu irmão a abriu.

— Você de novo? -revirou os olhos.

— Também fico feliz em ver você. -revirei os olhos- Ok. Talvez nem tanto.

— Entra aí, pirralha.

— Pirralha seu... Filho. -falei assim que o vi.

O loirinho vinha correndo em minha direção, deixando um visível rastro de lama por onde passava.

— Tia!

— Quem é o pirralho preferido da tia, quem é? -apertei suas bochechas.

— Leo! -falou animadamente.

— Isso. Bom garoto. -afaguei seus cabelos.

— Não ensine coisas estranhas para o meu filho. -Ethan suspirou.

— Eu sou a madrinha. -fiz minha melhor cara de ofendida pra ele.

— Isso não é desculpa -reamungou- Imagina quando tiver os seus.

— Ei! Não tão rápido aí hein!

— Sei.

— Cadê sua mãe? -olhei para o mini loiro.

— Vendo tv, tia.

— E você tava fazendo o que? Cavando um buraco, por acaso?

— Fazendo um castelo de lama!

— Sério isso, Ethan? -o encarei.

— Tudo para ele ficar quieto.

Comecei a rir. Esses dois eram uma figura.

— Sei, sei. Bom, vou subir.

Sem esperar por resposta, praticamente corri até o quarto deles, encontrando a outra peste loira entretida com algum programa na televisão.

Ethan e Sam estavam morando em uma casa perto da nossa, na Itália ainda, segundo eles, em pouco tempo voltariam para a América, onde comprariam uma casa na nossa antiga cidade. Mas enfim. Leonardo, o mini loiro de olhos castanhos, cópia do pai, estava com seus 3 anos e alguma coisa, cada dia mais esperto e bom de beliscar.

— Temos que conversar. -entrei no quarto sem bater.

— O que foi agora? -nem me olhou.

— O Dylan tá me traindo.

— Ata.

— O quê?

— Essa é a terceira vez essa semana que você vem me dizer isso. E hoje ainda é terça!

— Eu sei, mas é um assunto muito sério, não?

— Olha, todo mundo sabe que o Dylan é louco por você desde sempre, e era mais fácil você trair ele do que o contrário. -deu de ombros.

— Essa sua insinuação está muito feia. -fiz uma careta.

— Mas é. Senta aí e vamos assistir novela mexicana.

— Não quero. Espera. Isso é pipoca?

— Senta logo.

— Pipoca com calda de chocolate é bom? Deu uma vontade de comer os dois.

— Deu, é? Vai buscar então.

— Minha amiga me trocou por uma novela -fiz drama- O que será da minha vida agora?

— Vai e me deixa terminar aqui.

— Você é uma pessoa horrível, Sam.

Fui buscar a bendita calda, e aproveitei pra fazer pipoca com bacon.

— Eca. Sério isso, Sophie?

— Agora tu olha né? -me sentei ao lado dela.

— Desde quando você mistura isso tudo?

— Desde que deu vontade. -coloquei a calda em um monte, peguei e coloquei na boca- Até que não é tão...

Nem engoli e já me deu vontade de vomitar. Corri para o banheiro, cuspindo tudo no vaso e vomitando até o que eu não comi ainda.

Quando terminei, lavei a boca com água e pasta de dente e quando estava prestes a voltar ao quarto, vi a loira parada na frente da porta.

— Tudo bem?

— Sim. Essa combinação era horrivel.

— Mas você nem comeu...

— Mas era ruim. -dei de ombros.

Ela parecia não acreditar naquilo, mas eu estava falando sério.

Começamos a assistir a novela, e, do nada, me deu vontade de chorar vendo uma cena meio romântica meio melodramática.

— E agora tá chorando?!

— Me deixa, Sam. -enxuguei as lágrimas, voltando a comer minha mistura.

Não estava mais tão ruim.

— Você não disse que era ruim?

— Mas agora não está mais.

— Isso está estranho até demais.

— Estranha é você.

— Já volto.

Levantou da cama em um pulo, e saiu correndo.

Quando acabou o capítulo, ela chegou com uma sacola em mãos, ofegante.

— Onde foi? E o que é isso?

— Vai fazer. Agora. -me puxou pelo braço.

— O que?

— Teste de gravidez.

— Haha. Muito engraçada, você.

— Não é brincadeira. Vai logo.

— Sabe que isso é impossível, né?

— Vaai! -me empurrou para o banheiro e fechou a porta com força.

Credo. Que violência.

Mas bom, não tinha como aquilo ser verdade mesmo.

...

Ai meu Deus.

Já faziam alguns minutos que eu estava no banheiro da Sam, encarando todos os 5 testes em cima da pia.

Todos positivos.

Eu, Sophie Thompson, grávida?

— Ei! Tudo bem aí? -pisquei, saindo da minha mais nova paranoia, peguei todos os testes em uma mão, e sai do banheiro.

— Que cara é essa, criatura? Está tão branca que parece que viu um fantasma.

— Estou grávida. -praticamente joguei os testes em cima dela, indo me sentar na cama.

— Eu sabia, eu sabia, eu sabia! E ainda te avisei! Ei! Você tem que ligar para o Dylan agora!

— Não. -praticamente gritei.

— Não? -me encarou.

— Preciso pensar um pouco nisso.

— Pensar em quê, criatura?

— Primeiro: o Dylan mora em outro país.

— Por enquanto. E de duas, uma. Ou você vai, ou ele vem.

— Segundo: lembra que ele tava me traindo?

— Até parece, Sophie Thompson!

— Sério. Não tem como eu estar grávida.

Me deu uma súbita vontade de chorar, e infelizmente eu não consegui controlar.

— Ei. O que foi? -passou a mão por meus cabelos.

— O Dylan é um idiota!

— Como assim?

— Vou carregar o filho daquele idiota enquanto ele fica com outra.

— Ele te ama, criatura.

— Ele não me quer mais.

— Sabe que isso é paranoia sua né?

— Sam!

— Então ligue pra ele e tire essa história a limpo.

— Não quero.

— Se você não ligar, eu ligo. -cruzou os braços.

— Você não ousaria...

— Tenta a sorte, ruiva.

— Ok. Eu ligo. Mas primeiro quero um exame de sangue!

— Ainda duvida que esteja grávida?

— Quero provas mais concretas.

— Certo. Vamos depois do almoço?

— Pode ser.

...

— Está feliz agora? -a loira debochou.

— Feliz não é bem a palavra...

— Deixa de drama, Sophie. Francamente! Vou te expulsar da minha casa por tempo indeterminado hein. -ameaçou.

— O que está acontecendo aqui? -meu irmão entrou no quarto.

— A Sophie...

— Nada! -gritei antes que essa bocuda falasse algo que não devia.

Ela me encarou com uma expressão de dúvida no rosto, mas parou de falar.

— O que tem a Sophie? -colocou o Leo, já limpo e adormecido, na cama de casal.

— Disse que precisava comprar roupas novas. -dei de ombros.

Ethan alternava o olhar entre mim e a esposa, certamente desconfiado de algo, mas por mim deu de ombros e disse que ia ajudar o Noah com alguma coisa e só voltaria à noite.

Ótimo.

— Você tem que ligar para o Dylan. -falou depois que o marido saiu.

— Eu vou contar, mas não agora. -suspirei.

— Vai esperar o bebê nascer, por acaso?

— Não é uma má ideia...

— Desde quando ficou tão medrosa?

— Juro que não sei. Mas sério, depois conto a ele.

— Promete?

— Prometo. Mas não agora, ok?

— Ok. Mas ninguém pode saber? O Ethan ficou meio desconfiado já.

— Não contando pra ele, lembra que ele e o Dylan são amigos?

— Ah é. -falou simplesmente.

— Mas agora falando de algo mais importante. Sério que não percebeu nada?

— Sobre?

— A gravidez, claro! Você está com mais de dois meses! Dois!

— Estive muito ocupada com o trabalho, e não é como se alguns mal estar pudessem me fazer perceber isso.

— Sem falar que tem os enjoos e tal. Como não desconfiou?

— Não eram tão frequentes nem tão intensos como agora que não consigo beber água sem vontade de vomitar.

— Vamos começar a pesquisar ideias para o seu chá de bebê?

— Samantha!

— O que? Ele ou ela vai nascer de qualquer jeito, não é?

— É.

— Sem o pai?

— É.

— Sophie Thompson! Ligue para o seu marido logo!

— Quando eu souber o sexo eu conto, ok?

— Depois dos 4 meses? Ok.

— Mas eu já... Quê? Você aceitou?

— Sim. Mas depois que souber, se não ligar, aí sim eu conto.

— Ok. Te amo. -a abracei.

— Nunca pensei que fosse ver você sentimental...

— Vou sempre culpar a gravidez por isso.

— Ruiva maldita. -puxou meu cabelo.

— Não seja violenta com uma grávida.

— Agora vai me ameaçar, é isso?!

— É.

— Espero que meu sobrinho não seja parecido com a mãe.

— O filho é meu mesmo, claro que vai parecer comigo.

— O pai dele pode salva-lo.

— Cale a boca, sua chata!

— Mas falei sério.

Eu mereço...

Notas finais
Em breve, os últimos Até o próximo ♥