Destiny
29 Uma noite de conversas.
Notas iniciais
Sophie POV
Ok, eu sei que a tensão está muito grande esses dias e tal, mas era preciso deixar todo mundo ficar aqui em casa até irmos embora? Era pedir muito ter privacidade?
– Não faça essa cara de cu, Sophie. Vai ser muito legal ter todo mundo por perto. -a oxigenada fez uma careta engraçada.
– Você, o Reece, o Evan! -a encarei.
– O que tem? Só por que eles moram bem em frente a você não quer dizer que...
– Isso se chama invasão de privacidade! -cruzei os braços.
– Deixa de drama criatura! Só vamos ficar aqui por... o que? Um mês? No máximo isso.
– Espera aí... -estreitei os olhos- Isso tudo foi ideia sua, não?
– O-O que? Eu? -forçou uma risada.
– Aham.
– AAAHH tá bom, tá bom, eu confesso! -ergueu as mão em sinal de rendição.
– E... Deixa eu adivinhar... O Ethan é a razão para você...
– NÃO! -pulou em cima de mim, tapando a minha boca.
– Olá meninas. -um ser loiro entrou.
– O-Oi... -a garota respondeu, parecia morta de tão branca e fria que estava.
Por falar nisso, pense numa garota forte. Quase que não consigo me livrar de suas mãos franzinas.
– Queria me matar ou o quê? -a encarei.
– Sophie, podemos conversar?
O Ethan parecia desesperado, então resolvi ouvi-lo, se não fosse por sua expressão melancólica eu juro que ficaria e mataria a Samantha. Tenho a pequena impressão que ela está escondendo algo de mim, e pela reação ao ver o meu irmão, eu só tive certeza.
– Ok. Vamos. -joguei uma almofada na loira quando passei por ela.
(...)
– Então... O que foi? -sentei na poltrona macia e confortável de seu quarto e ele ficou de pé diante de mim.
– Está tudo bem? Digo, com tudo o que stá acontecendo.
– Não. -suspirei- O que está te deixando tão preocupado, hein?
Ele me encarou por uns instantes, então começou a passear pelo quarto, um tanto impaciente, e finalmente sentou-se na ponta da cama, puxando a poltrona -comigo ainda sentada- para perto de si.
– Ficou forte hein. -rimos.
– Sophie é que... eu...
– Sabe o que eu acho? -ele me olhou um pouco esperançoso- Que você está ficando velho. Na boa, Ethan, as coisas estão tão ruins assim? Você é um homem independente, um filho compreensível e um irmão mais velho incrível! O que mais te falta?
Eu sei, é maldade o que estou fazendo com ele, mas eu preciso saber o que ele está sentindo -e se for pela minha melhor amiga, melhor ainda-, depois de todos esses anos juntos eu sei que a única coisa que o deixa nervoso e confuso, e que o leva a falar comigo, são... mulheres.
Ethan não é daquele tipo que se expressa bem, pode até não parecer, mas ele é bem confuso no quesito relacionamentos.
– O que quer de mim? -tentou comprimir -sem sucesso algum- um sorriso brincalhão.
– Quem sabe eu te conte algum dia... -dei de ombros, fingindo indiferença.
– Como você é chata, foguinho. -ri do apelido besta que ele usava de vez enquanto.
– Não me chama assim, seu chato. -dei uns tapinhas em seu braço.
Rimos até cairmos no colchão macio. Ai como eu gostaria de voltar a ser criança e pular de um lado para o outro em cima da cama com meu irmão loirinho e chato segurando minha mão e me repreendendo.
– Sophie? Ooii. Terra para Foguinho Masoni. -riu quando eu acertei um tapa em suas costas.
– Sim Ethan querido, diga. -ele riu.
– Eu acho que a Samantha -o encarei- não se sente muito a vontade comigo, sabe?
Ok Ethan, agora você tinha toda a minha atenção.
– E por que acha isso?
– Outro dia ela...
– Não fale. -o interrompi.
– Por que?
– Preciso ouvir isso dela primeiro, desculpa aí irmãozinho. -ele sorriu fraco.
– Tudo bem. -suspirou.
– Eu amo você seu chato. -pulei em cima dele, o abraçando e beijando suas bochechas.
– Sai...
(...)
– SAMANTHA MILLS! -entrei no quarto gritando e batendo a porta.
– O que diabos foi? -ela veio assustada até mim.
– O que aconteceu entre você e o Ethan? -puxei ela até a cama e me sentei na mesma.
– Como assim?
– Bem que eu estava achando vocês dois estranhos.
– Ele te falou alguma coisa?
– De repente interessada no assunto ne. -ri alto.
– Fala logo peste! -me empurrou.
– Fale você. Por que está sem falar com ele?
– Eu só não sabia como agir, caramba!
– Nunca sabe né.
– E você e o Dylan? Como estão? -tentou mudar de assunto.
– Por enquanto, bem. -suspirei.
– Desculpa. Eu não devia ter tocado no assunto.
– Não, é melhor que tenha falado mesmo, já tava até estranhando você por não ter perguntado absolutamente nada sobre nós dois hoje de manhã.
– Por falar nisso... O que aquele maldito falou pra você ficar a manhã toda irritada e suspirando apaixonadamente ao mesmo tempo!?
– E-E-E-Ele disse que não queria me deixar ir... Ahh Sam, eu não sei mais o que fazer, não devia ter aceitado aquele maldito acordo. Assim nenhum de nós sofreria assim. -suspirei frustrada.
– E se não tivessem feito essa loucura vocês não estariam exalando fofura e mor por aí. -riu e deu tapinhas em minhas costas.
– Eu sei. -suspirou.
– Relacionamento à distância? -a encarei.
– Só se o amor for muito grande.
– E o que dá certo pra gente?
– Quem sabe quando vocês se casarem.
– Samantha! Nem pense em algo assim.
– Por que não? Ia preferir engravidar? -riu.
– Samantha!
– Eu vou querer ser titia algum dia, ok? -deitou na cama.
– Eu também. -ri maliciosamente para ela.
– Deita aí sua tapada. -me puxou para trás.
– Sam? -chamei.
– O que?
– Promete que vai ser minha melhor amiga para sempre? Tipo, não esquece de mim viu sua égua.
– Aii Sophie... Eu estou ficando velha e sentimental, então pare de ser tão fofa. Eu nunca vou me esquecer de você e seremos melhores amigas para todo sempre, e sempre, e sempre. -se jogou em cima de mim, me abraçando.
– Louca. -começamos a rir.
– Aquele tapado do Reece também. -falei.
– É. Até aquele maldito do Dylan. -me apertou um pouco mais.
– E o Ethan? -perguntei esperançosa.
– O que tem o Ethan? -desfez o abraço- O Dylan tem razão, você sabe como acabar com o clima. -se sentou.
– O Dylan o quê? -fiz o mesmo que ela.
– O que tem o Ethan? -repetiu a pergunta.
– Fale com ele. Vocês vão se entender. -ela deitou sua cabeça em meu colo e eu comecei a fazer cafuné ela.
– Eu adoro o seu cafuné, tampinha.
– Eu sei. -dei um beijo estalado em sua testa.
– Eu devo ir falar com ele?
– Se declarar também, de preferência. -falei.
Meu celular começou a tocar.
– Oi... Haha engraçadinho... Agora?... Abrir a porta?... Ok, mas preciso fazer uma coisinha agora... Eu sei... Tô indo...
– Quem era?
– O Dylan -me levantei- Vem. -segurei em sua mão e comecei a correr.
Abri a porta e corri até o quarto do Ethan, joguei a loira lá dentro e peguei a chave, saindo e fechando-a no mesmo instante. Ela vai me matar depois, mas vai valer a pena. Eu espero que sim né.
– O que foi isso tudo? -o moreno perguntou.
– Dei um empurrãozinho àqueles dois. -pisquei para ele, indo guardar a chave.
– Então... será que posso curtir minha namorada agora? -se aproximou e segurou minha cintura.
– Hm... Depende.
– Como assim "depende"? De quê? -descansou o queixo em meu ombro, aproveitando que eu estava de costas para ele.
– Eu estava pensando em descer e pegar um sorvete ou um pedaço de torta na geladeira... -suspirei quando ele mordeu o lóbulo de minha orelha.
– Não pode esperar eu terminar? -me virou de frente para ele.
– Terminar o quê, exatamente? -o empurrei até que ele estivesse sentado na cama.
– Ora, ora. O que é isso Sophie Masoni? Está tentando me deixar à beira da insanidade?
– O que foi, Thompson? Está tentado? -beijei o canto de sua boca.
Sentei em seu colo, rodeando sua cintura com minhas pernas. Ele logo tratou de me "ajeitar" em cima de si. Deitou-se lentamente na cama, me puxando junto, logo eu estava com apenas uma de suas pernas entre as minhas, com uma de minhas mãos apoiada no colchão eu me sustentava sobre ele.
– Tentado? Não. Eu diria que estou viciado. -rapidamente inverteu nossas posições.
– Muito bem Thompson, cuidarei de você primeiro. -puxei ele até que estivesse com a boca bem próxima a minha e esperei ele dar o "primeiro passo".
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