Destiny
40 Os apaixonadíssimos
Notas iniciais
Dylan POV
Me mexi minimamente, sentindo uma brisa fria alcançar meu corpo, mas estava com muita preguiça para abrir os olhos ou puxar o cobertor para me enrolar e proteger daquele friozinho.
Um suspiro baixo me fez abrir os olhos quase que imediatamente, olhando para o lado e confirmando de aquilo tudo de ontem não tinha sido só mais uma peça que minha lente tinha pregado. Era real. Ela estava ali. Minha noiva, Sophie Masoni -que em breve seria Thompson.
Ela encolheu os ombros e só aí foi que eu percebi que ainda estávamos enroscados um no outro- ela deitou a cabeça em meu braço, minha mão em sua cintura e as pernas uma por cima da outra-, ainda nus e descobertos.
Ela devia estar com frio. E, por mais que eu preferisse ficar observando seu corpo naquele estado, e lutando contra minha vontade de sucumbir novamente ao prazer, eu nos enrolei com o edredom.
Sophie estava de bruços na cama, com o rosto afundado em um travesseiro, ressonando baixinho. Seus cabelos ruivos bagunçados ao longo de seus ombros e costas. Simplesmente perfeita.
Afastei seus cabelos todos para um lado, deixando suas costas nuas novamente, e movi meu braço lentamente para não acordá-la, e, quando consegui o que queria, me apoiei nos cotovelos, me inclinado sobre ela, e começando a distribuir beijos em sua nuca, descendo pelas suas costas.
— Hmm... -ela começou a se mover.
Coloquei as mãos em sua cintura, agora a mordendo de leve.
— Dylan? -suspirou.
— Bom dia. -sorri.
Ela gemeu um "oi" bem preguiçoso.
— Acorda, dorminhoca.
— Me deixa dormir em paz. -resmungou.
— Não, não. Hora de levantar.
— Não. Quero dormir em paz.
— Você é preguiçosa, hein? -ri.
— Sou mesmo. Agora dá o fora! -me empurrou, ainda na mesma posição, com o rosto no travesseiro.
— Vou te acordar daqui a pouco então. -suspirei, e levantando.
Ela sempre conseguia o que queria de mim. Droga. Eu não sabia negar as coisas à ela, e ela se aproveitada disso como podia.
Tomei um banho longo, ainda relembrando o que fizemos ontem à noite, depois saí e vesti uma roupa leve, pois do jeito que a ruiva era, quando na visse nus, surtaria com toda certeza.
— Sophie. -a cutuquei.
Ela continuava do mesmo jeito.
— Sophie, levanta.
— Sai. -resmungou.
— Você não quer dar algum sinal de vida à sua família? E nem voltar para casa? Tenho certeza que você não avisou pra ninguém que iria passar a noite fora...
— É MESMO! -se sentou rapidamente, piscando diversas vezes.
Ela levantou os braços, se esticando, e eu não pude deixar de reparar no lençol escorregando por seu corpo, a expondo.
Ela estava muito mais bonita do que alguns poucos anos atrás.
— Dylan? -me encarou.
Praticamente me joguei em cima dela, a beijando. E ela me correspondeu com intensidade. Ótimo.
Desci com beijos molhados até o vale entre seus seios, e foi quando ela soltou um gritinho agudo.
— Eu... Eu estou... Aaahhh. Não olhe! -cobriu o rosto com ambas as mãos, respirando forte.
— Você é linda. -falei enquanto afastava suas mãos lentamente- E vamos nos casar... Não tem problema eu te ver assim. Desde que seja só eu. -beijei seu queixo.
— Você é um idiota. -riu.
— Um idiota apaixonado.
— Mas ainda me sinto muito constrangida por estar nua na sua frente... -sua face avermelhou.
— Você é linda. -repeti.
Continuei a elogiando, para que ela relaxasse aos poucos.
— Por quê é tão pervertido? -indagou.
— Não consigo ter muito auto controle quando envolve a mulher que eu amo. -falei tranquilamente.
Não era mistério para mais ninguém. Eu a amava. Eu a desejava de corpo e alma. E eu a queria. Muito.
O casamento seria apenas mais um passo na nossa relação. Depois viriam nossos filhos, nossa casa, o cachorro que ela tanto gosta, nossa família.
Quando voltei um pouco a mim vi que ela estava sob mim, os braços jogados por meus ombros e o rosto em meu pescoço.
— Você é minha. -a beijei de leve.
— Mas co-
— E eu sou todo seu. -a beijei com veemência dessa vez.
E ali, ela seria toda minha novamente, assim como eu serei todo dela. Para todo o sempre.
...
— Eu te machuquei? -acariciei suas costas desnudas.
— Não... Não muito. Foi até bom. Doeu um pouco, mas eu aguentei.
— Tem certeza? -perguntei e ela riu.
— Tenho sim. -se esticou para me beijar.
— Nós já fizemos duas vezes... Não teste meu corpo e mente assim. -resmunguei.
— Eu sorte dei um beijinho. -franziu as sobrancelhas.
— É, mas isso não ajuda muito quando você ainda está nua em cima de mim, que, por acaso, está na mesma situação.
— Você é um maldito tarado, Dylan. -suas bochechas ficaram rosadas.
— Me desculpe por isso então. Mas até que você parecia estar gostando muito... -provoquei.
— Dylan! -me bateu.
— Sabe de algo que me incomodou um pouco? -ela assentiu- Você ao todo tempo pedindo para usar camisinha. Seria tão ruim assim construir uma família comigo?
É, eu estava bem chateado.
— Agora? Sim. -a encarei- Ainda somos novos... Nem terminamos a faculdade. Depois que estivermos bem de vida, que tal? Vai ser melhor para todos nós. -acariciou meus cabelos.
— Não importa quando. O que realmente me importa é se você vai ser a mãe dos meus filhos.
— Vou sim, seu bobo. Do SEU filho.
— Nossos filhos. -ri.
— Só vou querer um!
— Eu não quero só um, Sophie. -fiz bico.
— Mas vai ter que se contentar.
— Não.
— Eu que vou carregar!
— Metade dos genes vão ser meus.
— E só isso! Não é você que vai ficar que nem um balão de tão inchado, nem com dores no corpo e, principalmente, não vai carregar o bebê.
— Vamos discutir isso depois, OK? E eu sei que você vai ser a grávida mais linda do mundo. -beijei sua bochecha.
— Vou nada. -resmungou.
— Vamos tomar banho? -sugeri.
— Com você? Nem morta! Vai primeiro e eu depois.
— Não tem nada que eu não tenha visto ainda.
— Dylan, só cala a boca e vai tomar a merda do banho! -jogou um travesseiro em mim, enquanto ia ficando cada vez mais vermelha.
— Não demoro. -falei.
Foi algo rápido, afinal, eu já havia feito esse mesmo procedimento hoje depois que acordei. Quando voltei ao quarto, Sophie estava enfiada em um roupão, e foi rapidamente para o banheiro também.
Fiquei pensando nos próximos planos para a minha vida enquanto me vestia, e quando dei por mim a ruiva estava ao meu lado, me encarando com um sorrisinho no rosto, já vestida.
— O que foi? -perguntei.
— Você estava bem concentrado. Em quê?
— Em nosso futuro.
Sorri, pegando a caixinha de veludo dentro da gaveta. Eu devia ter entregado ontem, mas com tudo... Aquilo... Nem deu tempo.
— Sophie Masoni... -ajoelhei à sua frente, e pude perceber que ela prendeu o fôlego por alguns instantes- Aceita se casar comigo? -abri a caixa, revelando o anel de ouro branco com uma pedra rosa bem clara no meio.
— Ah meu... É claro que eu aceito! -se jogou em mim, em um abraço.
— Por um momento até pensei que pudesse recusar. -suspirei aliviado.
— Sério?
— Nunca sei o que esperar de você, princesa.
— Nossa... Começou com os apelidos carinhosos? Isso parece tão... Forçado...
— Você é muito antirromantica, mulher!
— Me desculpe por isso. -fez bico.
— Sem problemas. — a beijei.
No momento eu me sentia o homem mais feliz do mundo.
— Vou ter que esperar até a formatura pra nos casarmos, não é? -suspirei.
— Sim. Mas vai passar rápido. Prometo.
— Claro que não vai. Vamos estar morando em países diferentes por uns dois anos ainda! Dois anos! -bufei.
— Que apressadinho...
— Com certeza. Quero construir uma família com você o mais rápido possível.
Ela me encarou com um sorriso nos lábios. Daquele tipo de sorriso radiante que também é transmitido através do olhar. Ah cara... Eu amo muito essa mulher.
— Dylan, você é muito perfeito. -me abraçou novamente- Obrigada. Eu amo você.
— Eu também amo você, Sophie.
Beijei a ruiva com toda paixão que eu conseguia, transmitindo -ou tentando- tudo o que ela estava me fazendo sentir. Amor. Carinho. Segurança.
Ela segurou meus cabelos com força, e eu a deixei ditar o ritmo do beijo. E ela o fez com toda a perfeição que só ela conseguia.
— Desse jeito não vou conseguir te levar para casa. -murmurei contra sua boca.
— E quem disse que eu quero? -sorriu.
— Não me provoque. -mordi seu lábio inferior.
— Eu não faria isso. -fez o mesmo comigo.
Se continuássemos assim, com certeza eu não a levaria para casa.
...
— Finalmente resolveu voltar pra casa, hein Sophie? -Samantha questionou assim que entramos na casa dos Masoni.
— Já estava pensando que o Dylan tinha te sequestrado. -o irmão dela, Ethan, riu.
— Acho mais fácil ela me sequestrar. -entrei na brincadeira.
— Vocês dois não prestam. E, de novo, quando ficaram tão amigos? -a ruiva revirou os olhos.
— Coisa de homem, pequena. -o mais velho falou.
— Ethan, deixa de ser um velho chato! -ela resmungou.
— Não sou velho. -retrucou.
Eles dois ficaram se alfinetando e a Samantha chamou minha atenção.
— Segura ele um pouco. -me entregou seu filho.
Mãe louca! Só chegou e entregou o bebê para mim, que mal sabe segurar um celular. Quem dera uma criança pequena.
— Não fique me olhando com essa cara de bunda, Thompson. Só estou te dando uma amostra grátis de como vai ser sua vida daqui alguns meses. -sentou no sofá.
— Como assim? -perguntei sem olhar para ela, apenas concentrado naquele pequeno ser.
— Ela só queria se livrar do Leo. Que mãe desnaturada! -minha noiva sentou ao meu lado.
— Vou aproveitar. Daqui a pouco vocês tem os seus. -ela falou.
— Daqui a pouco nada! Conhecemos algo chamado de método contraceptivo, ok?
Sophie pegou Leonardo de mim, e ficou brincando com ele.
— Mas é claro que vou querer os meus. -falei.
— Você não tem direito de escolha aqui.
— Sophie!
— O quê? É a verdade, Dylan. -deu de ombros.
— Mas e aí? Esse casamento sai ou não sai?
— Sam, você sabia? -a ruiva olhou para a amiga.
— Só você que não. Obviamente. -o loiro pegou o filho nos braços.
— Mas... Isso... Traíras!
— Eu queria fazer surpresa. Não desconte neles, querida. -beijei sua bochecha.
— Aff.
— Dylan! -a loirinha veio em minha direção.
— Oi Yasmin. -sorri.
— Vamos jogar?
— Primeiro eu tenho que falar com toda a família...
— Sobre o casamento? -minha futura sogra perguntou, surgindo na sala.
— Isso.
— Vamos fazer uma super chamada em grupo. -sorriu- Já falei com todos!
— Ei! Vocês nem sabiam se eu ia aceitar!
— Claro que ia, Sophie. -fez pouco caso da filha.
— Nossa. -foi o que ela conseguiu responder.
Ficamos conversando até o anoitecer, depois fizemos a chamada em grupo com todos. Saphira e Evan, Reece, Noah, Alicia, minha família... Enfim, todo mundo.
Sobre o que conversamos?
Além das nossas besteiras de sempre, falamos sobre o nosso casamento.
É Sophie, em dois anos você será a minha senhorita Thompson.
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