Destiny
14 Novo sentimento...?
Notas iniciais
Sophie POV
–Bom dia. -me deram um tapa na bunda.
–Oi loira. -bati em seu braço.
–Ai. Violenta. -massageou o local.
–Fresca. -mostrei a língua.
Ela fez uma careta muito estranha e eu comecei a rir.
–Sei que você e o Dylan não estão namorando de verdade... -pôs o braço em volta do meu pescoço.
–Lá vem besteira. -rolei os olhos.
–Mas ele não ficou com nem um pouco de ciúmes do novato gostoso? -sussurrou.
–Ciúmes? De que? E mais importante... de quem? -fiquei pensativa.
–Depois eu que sou a loira. -deu um tapa em minha nuca.
–Ei. Volta aqui e me diz. -gritei a vendo entrar no colégio.
Corri para alcançar à loira.
–Bom dia. -falei ofegante. Subir 3 andares por dia não é moleza.
–Sophie! -um monte de garotas psicopatas vieram até mim.
–Fala que eu te ouço. -ri.
–O que você é do novato? -gritaram todas juntas.
Elas gritaram tão alto que eu tive que tapar os ouvidos e mesmo assim escutei muito bem o que me disseram.
–Não sou nada. Por que a pergunta? -me sentei na carteira.
–Ah não!? -alguma menina falou irônica.
–Não. -comecei a me irritar.
–E o que é isso? -me mostraram uma foto.
Olhei atentamente e fiquei incrédula, incredulamente nervosa e constrangida. Na foto estava eu, o Evan e a Yasmin e a foto foi tirada no momento em que o Evan segurou minha mão. Tenho certeza que estou corada, nesse momento até um tomate ficaria com inveja de mim por causa da cor.
–Isso... Eu posso explicar. –falei nervosa.
–Ihh... Nem adianta, já tem milhares dessas espalhadas pela escola. –uma garota apontou para a foto que estava em minha mão.
–O que está acontecendo aqui? –uma voz irritantemente conhecida falou.
–Vamos sair daqui meu povo. –uma garota que eu não estava nem um pouco a fim de lembrar o nome tirou todas as outras da sala.
–Dylan... –o encarei.
Ele parecia confuso, mas assim que olhou para a foto que estava em minhas mãos sua expressão mudou de confusa pra irritada. Eu só não entendia a causa de toda sua irritação.
–Vem. –pegou meu pulso e começou a me puxar para o fundo da sala.
–O que você pensa que está fazendo? –puxei meu pulso bruscamente.
Algum engraçadinho apagou as luzes de trás, deixando apenas a da frente acesa. Quando olhei em volta, tinha apenas eu e ele na sala de aula. Lasquei-me.
–O que... Ou melhor, quando foi isso? -me encarou.
–Ahn... ontem. -respondi.
–E pra onde vocês... -ele fez uma estranha cara de surpresa.
–Dylan. -estralei os dedos em sua frente.
–O que? Sophie me escute. -começou a andar em minha direção.
–Sou toda ouvidos. -comecei a recuar.
–Não ande mais com ele. -disse sério.
–E por que não? Caso não se lembre nós não estamos namorando de verdade. -sussurrei a ultima parte.
Num movimento brusco, ele me prensou contra a parede, pondo as mãos acima de minha cabeça.
–Por que você sempre faz questão de me lembrar...? -me encarou.
–Porque é verdade. Oras. -rolei os olhos.
–Sophie... -ele estava se aproximando lentamente de mim.
–Oi. -meu coração estava a mil.
Nossas respirações estavam descompassadas e quando eu senti sua mão em minha cintura eu gelei, não sabia o que fazer. E foi aí que um filho de deus acendeu as luzes e nós nos afastamos rapidamente.
–Sentados. -soou uma voz autoritária.
–Não se aproxime dele. -o Dylan passou por mim e foi se sentar.
–Idiota. -resmunguei e fui pra meu lugar.
–Ei. O que ele queria? -a Sam me cutucou morrendo de curiosidade.
–Disse que não queria que eu me aproximasse do Evan. -rolei os olhos.
–Kyaaaaa! Eu sabia! -gritou.
Todos começaram a olhar para nós duas, assustados e rindo. A loira apenas riu e fingiu que nada estava acontecendo.
–Por que não gritou um pouco mais alto? -dei-lhe um tapa.
Ela me mostrou a língua e eu ri. Loiras.
–Sabe o que eu acho? -arrastou sua cadeira para meu lado.
–Ai não. -abaixei minha cabeça, já sabia que ia sair merda.
–Ele está com ciúmes de você com o novato. -riu.
–Duvido. -mostrei a língua.
–Então que tal um teste? -me encarou séria. As vezes essa lira dá medo, principalmente quando está séria.
Engoli em seco.
–Que seria... -arqueei as sobrancelhas.
–O beije. Ou melhor... deixe que ele a beije. -falou e riu.
–O Dylan!? -gritei surpresa.
Ele olhou pra mim e eu corei. Eu já estava fervendo de tão quente que estava. Maldita!
–Não besta. O novato. -me beliscou.
–Nunca. -a belisquei de volta.
–Então que tal provocar o namoradinho um pouco? -disse brincalhona e apontou para o Dylan, que estava umas 5 carteiras na nossa frente.
–Sam! -a repreendi.
–Ahh. Sua estraga prazeres. -me deu um tapa.
(...)
Aquilo que a Sam me disse estava remoendo dentro da minha cabeça. O Dylan com ciúmes de mim? Mas nem estamos namorando de verdade... Deixar o Evan me beijar? Isso certamente está fora da cogitação. Mas se bem que deixar ele me beijar não é lá uma má idéia.
Minha cabeça já estava fumaçando quando fui surpreendida com um puxão de cabelo.
–Ei! -me virei para reclamar- Evan? -me surpreendi ao vê-lo ali.
Ele estava com seu lindo e cativante sorriso brincalhão. É impressão minha ou ele só ri desse jeito para mim?
–Eu vi as fotos. -encostou-se à grade de ferro.
–Eu também. -me encostei também, ficando lado a lado com ele.
Ficamos em um silêncio incomodo por alguns minutos até que alguém chega armando barraco.
–O que vocês estão fazendo? -uma voz irritada disse.
–Conversando. -o meio ruivo encarou o Dylan.
–Eu não quero você perto dela. -falou ríspido.
–Não briguem. -me coloquei entre eles.
O Dylan passou alguns longos segundos encarando o Evan e depois me puxou pra bem longe dali.
–Dylan. Pra que essa rixa toda? -me soltei dele.
–Por nada. -saiu e me deixou falando sozinha.
–Ele me paga. -saí dali antes que eu voasse no pescoço dele.
(...)
Passei o resto do dia emburrada, a Sam continuou insistindo no seu “plano”. As vezes ela consegue ser bem chata.
Eu não durmo à tarde, mas estava tão chateada que dormi. Quando acordei estava chovendo e parecia que não tinha ninguém em casa, provavelmente foram jantar fora ou se divertir saindo por aí.
Escutei uns barulhos do lado de fora e fiquei espreitando da janela. Vi um grupo de arruaceiros cercando outro garoto, quase morro do coração quando vi que era o Evan. Desci as escadas correndo e fui lá pra fora. Ele fez uma cara hilária quando me viu e fez um sinal pra que eu entrasse em casa, ele parecia preocupado com algo então resolvi entrar. Quando me virei para voltar para casa, alguém tapou minha boca e me puxou para trás novamente.
–Não a machuquem. -o ruivo sibilou.
Algum dos garotos juntou meus pulsos e ficou segurando em minhas costas. Não podia negar, eu estava assustada.
–O que ela é sua? -o cara que estava me segurando perguntou.
O Evan veio correndo em nossa direção, mas foi segurado por dois caras. Não sei como, mas ele conseguiu se soltar e bateu nos dois, derrubando-os no chão. Eu não fazia nada, que tipo de pessoa sai de casa à noite e na chuva? Prazer, eu.
Quando voltei a mim, o homem que estava me segurando agora estava no chão e na minha frente só tinha um meio ruivo ofegante.
–Está machucada? -perguntou e se aproximou de mim.
–Não. -respondi- mas estou bem molhada.
–Somos dois. -ele riu.
–Quem eram eles? -apontei para os homens no chão.
–Ninguém importante. -me encarou.
–Você está sangrando. -toquei em um pequeno corte que tinha em seu lábio.
Ele estava me encarando muito e isso estava começando a me incomodar.
–Tá olhando o que? -me afastei dele.
–Nada não. -ele riu. Lindo.
Ele me puxou pela cintura para perto de si e colou nossos corpos, que ficaram BEM colados mesmo graças à chuva.
–O que você pensa que está fazendo? Me solte. -tentei me soltar e ele apenas riu e me apertou mais. Desgraçado.
Meu coração parou quando vi o Dylan saindo da casa do Reece, quando fui falar com ele o Evan subiu uma de suas mãos para o meu pescoço e deixou a outra na minha cintura. Ele ia se aproximando lentamente de mim e eu não fazia nada, ele me beijou lentamente e o pior é que eu estava gostando. Ele pediu passagem com a língua e antes que eu pudesse fazer algo, senti ele sendo puxado bruscamente e pude ver o Dylan dando um soco nele.
–Dylan não! -gritei e ele olhou para mim.
–Vá para casa. Está toda molhada. -ficou de frente pra mim.
–Você também está. -apontei para ele.
–É mesmo. -ele suspirou pesadamente.
–Venha se secar. -segurei sua mão e o guiei até minha casa.
Ele não falou mais nada depois disso e apenas me seguiu.
–Seus irmãos não estão? -perguntou entrando em casa.
–Não. Estou sozinha. Fique aqui, vou pegar toalhas. -subi as escadas e peguei duas enormes e quentinhas toalhas.
Joguei uma toalha em cima dele e ele se assustou.
–Engraçadinha. -fez uma careta- Com licença. -ele se levantou.
–Ahn? -não entendi.
–Não babe. -ele riu.
–Por que eu babaria? -continuava sem entender.
O maldito tirou a camisa vagarosamente e eu mordi os lábios. Muito lindo. Meu deus, estou muito pervertida esses dias.
–Sophie. Vá se trocar. -ele riu.
–É bom. -corri para meu quarto.
(...)
Quando voltei, ele estava sentado no sofá com a toalha sobre a cabeça e os braços apoiados nas pernas. Ele estava quase seco. Eu estava com os cabelos quase secos, vestia uma blusa de mangas que ia até metade de minhas coxas e um short de malha por baixo.
–O que foi? -me sentei ao seu lado.
Ficamos algum tempo em silêncio.
–Eu te disse para não se aproximar dele. -levantou o olhar e me encarou.
–Mas não me disse o por que. E o que você tem a ver se eu ando ou não com ele? -me exaltei.
–Não te quero perto dele. Aliás... o que foi aquilo mais cedo? -se levantou irritado.
–Aquilo o que? E qual o motivo de toda essa irritação? -fiquei de frente para ele.
–Por que deixou que ele te beijasse? -ficou sério.
–Eu não deixei. Ele que me beijou. E o que isso tem a ver? -me irritei.
–Tem a ver com tudo. Eu te avisei Sophie. -passou a mão nos cabelos.
–Avisou o que Dylan? Eu não estou te entendendo.
–Acho melhor terminarmos com essa farsa.
–Ahn?
–Vamos terminar. -me encarou.
–Como assim? Por quê? Você não queria minha ajuda para ficar com a Charlotte? Pra que isso agora? -eu estava me segurando para não bater nele ou fazer alguma loucura.
–Queria. Não quero mais, posso terminar isso sozinho e ainda ter a Charlotte para mim. -riu fraco.
Dylan POV
Ela me encarou e não perdeu tempo, deixou seus 5 dedos bem marcados no meu rosto. A encarei incrédulo e me arrependi de tudo o que eu tinha dito anteriormente, ela estava com os olhos cheios de lágrimas e me encarava com ódio.
–Sophie... -me aproximei dela.
–SAIA DAQUI! -gritou e apontou para a porta.
–Não antes de você me escutar. -insisti.
Ela ia me bater de novo, mas fui mais rápido e segurei seus pulsos.
–Me largue. -ela sibilou.
–Me escute primeiro.
–Odeio você! Você é um completo idiota. -ela cuspiu as palavras em mim.
Nesse momento fiquei mais do que arrependido, eu não quero que ela me odeie, quero ela comigo. Não sei se suportaria vê-la com outro e pior seria se ela nunca mais falasse comigo.
–Sophie... -toquei seu rosto quente. Minhas mãos estavam frias e ela era quente, sorri sem perceber.
Ignorando seus protestos e xingamentos, a abracei forte. Depois de alguns minutos de protestos ela retribuiu o abraço e se agarrou em meu pescoço. Ouvi-la chorando era de partir o coração, me senti um verme por saber que fui eu que fiz ela ficar assim.
–Não chore. Por favor. -afaguei seus cabelos.
–Não vou chorar por você. Idiota. -me bateu.
–Tudo bem. -ri.
Ficamos alguns minutos parados, em silêncio até que ela parou de chorar e se separou de mim.
–Quero terminar com você. -fungou.
–Mas eu não quero e não vou deixá-la se livrar de mim tão fácil. -enxuguei suas lágrimas e ela fez uma careta de protesto.
Sem perceber, me vi olhando para seus lábios convidativos. A encarei e me aproximei dela. Ela recuava a cada passo que eu dava.
–Vá para casa. -falou.
–Sophie.
–O que? -rolou os olhos.
Toquei seu rosto e lentamente comecei a acariciá-la.
–Isso faz cócegas. -riu.
–Sophie. Deixe-me apenas...
–O que? -fez bico.
Puxei-a pela cintura e encaixei nossos corpos. Rodeei sua cintura com os braços e ela pareceu surpresa, mas depois pareceu entender o que eu faria logo em seguida. Aproximei-me dela e encostei nossos lábios, nesse momento um arrepio percorreu minha espinha. Eu não estava totalmente confiante que ela correspondesse ao meu beijo, mas felizmente ela me correspondeu e eu não podia mentir, pois aquilo estava muito bom. Ela mordeu meu lábio e eu arfei de dor.
–Castigo. -ela arfou rindo.
–Que belos lábios vermelhos você tem aí. -falei e ela ficou vermelha.
–Dylan... -fez bico.
–Mas continua linda. -me aproximei dela e lhe dei um selinho.
Não resisti e aprofundei o beijo explorando cada canto de sua boca e ela do meu.
–Vai pra casa. -ela me empurrou.
–Tudo bem. -ri.
–Idiota. -mostrou a língua.
–Até amanhã. -sai de sua casa.
Nada e nem ninguém vai tirar a Sophie de perto de mim. Mas... que tipo de sentimento é esse?

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