Destiny

2 Início do plano


Notas iniciais
Yo pessoal. Saindo mais um capítulo fresquinho e repleto de loucuras. Acredito eu que é a partir desse capítulo que a história começa a se desenrolar de verdade. Bom... Aproveitem bastante e comentem.^^ Nos vemos na notas finais.

Sophie Pov

Eu estava na sala de aula, mas já era hora do intervalo, o Reece só chegou na segunda aula e a Samantha nem veio. Me entendo com ela mais tarde.

Suspirei e sai da sala, indo para o meu local de sempre: a grade. Ela é a única que me entende.

Senti braços fortes rodearem minha cintura e me abraçarem. Nem me assustei, afinal quem sempre faz isso é o Reece.

–Saudades, querida? -sussurraram ao pé de minha orelha, e adivinhem só... não era o Reece, mas eu conheço essa voz.

–D-Dylan? -me virei bruscamente, mas ele continuou com suas mãos em minha cintura.

–Eu te disse que iríamos falar a respeito “daquilo”, não foi? Passo em sua casa hoje à tarde.

Dito isso ele saiu indo em direção à escada, que era onde todos os bagunceiros e populares se reuniam para fazer e falar besteiras. Odeio esse povo.

(...)

Fui para casa depois de mais um longo e monótono dia, chegando em casa, fiz as coisas de sempre e fui dormir. Acordei com o barulho irritante da campainha.

Dylan Pov

Já era tarde, então me arrumei e fui para a casa de minha quase namorada. Confesso que estou ansioso para ver o resultado de tal façanha.

Fazia uns cinco minutos que eu tocava a campainha da casa da Sophie e nada dela aparecer. Quando viro as costas, ouço a porta se abrir e viro novamente encontrando uma ruiva com cara de sono. Parece que ela estava dormindo. Vestia uma blusa preta de mangas compridas e com “I Love rock” em branco, um mini short vermelho, estava de pés descalços e seu cabelo estava desarrumado, mas mesmo assim ela estava bonita, do jeito dela, claro.

–Foi mal, acho que errei a casa. -brinquei.

Ela limitou-se a dar um pequeno sorriso e começou a fechar a porta.

–Eu só estava brincando, chatinha. -pus o pé na porta antes que a mesma fosse fechada.

–Entra logo, antes que o Reece saia e te veja aí fora.

–Tudo bem.

–Entra logo. -me deu espaço.

Entrei antes que ela me expulsasse de lá. Sua casa era enorme.

–Diz logo. -nos sentamos no sofá.

–O negócio é o seguinte. -me virei para encará-la- Você finge ser minha namorada, a Charlotte fica com ciúmes de nós dois juntos e vem correndo para mim e em troca eu te ajudo com os estudos.

Ela nada falou, parecia estar pensando no caso.

–E você ainda ganha o privilégio de ser a namorada do cara mais disputado do colégio.

Ela começou a rir, lágrimas já saiam de seus olhos.

–De você meu caro, eu só quero a inteligência.

Me ofendi. Como assim ela só quer minha inteligência? Que garota em sua sã consciência não iria me querer como namorado?

–Vou ignorar o que você falou. -cruzei os braços.

–Por mim. -deu de ombros- E quando começamos? -me perguntou.

Me aproximei dela, nossos narizes estavam se encostando e nossas respirações já estavam um pouco misturadas. Ela nada fez para me afastar. Fácil.

–Podemos começar agora. -sussurrei para ela.

Ela se aproximou mais de mim, fazendo nossos lábios roçarem. Confesso que tive até vontade de beijá-la.

–Não, obrigada. -disse e se afastou de mim.

–Então começaremos amanhã. -me levantei para ir para casa.

–E o que exatamente eu precisarei fazer? -perguntou um pouco confusa.

–Ah... só se agarrar mesmo. Tipo... ficar juntos.

–Sem segundas intenções? -me olhou desconfiada.

–Sem segundas intenções. -afirmei.

–Sei. -se levantou e abriu a porta.

–Até amanhã. -beijei sua testa.

–Não abusa.

–Vou tentar. -ri e fui para casa.

(...)

Quando cheguei no colégio, a Sophie estava escorada na grossa grade de ferro. Menina estranha. Passa o dia todo lá. Fui guardar minha mochila na sala e depois fui ver minha ruivinha.

A abracei por trás mas ela não se assustou, deve estar pensando que é outra pessoa.

–Bom dia minha linda. -beijei seu pescoço e ela se arrepiou.

–Bom dia... -respondeu com a voz um pouco sonolenta.

–Cansada? -perguntei.

–Imag...

–Dyyylaan. -me chamaram.

–Parece que o peixe mordeu a isca. -a ruiva riu com o próprio comentário.

Me virei ainda abraçado com a Sophie, fazendo com que ela se virasse junto comigo.

–Ah, oi. -a loira encarou a ruiva.

–Oi. -respondeu indiferente.

A Charlotte começou a encarar a ruiva, que apenas se virou para mim, me puxou pela gola da camisa e me deu um selinho rápido.

–Vou deixar vocês conversarem. -e saiu.

–Por que...? -começou a perguntar.

Por enquanto, eu estou com ela. -respondi.

–Ah... bom. -forçou um sorriso.- Ainda vai me ensinar?

–Pode ser...

Depois de ensinar física (ou tentar pelo menos) à Charlotte, fui para a sala. Hoje é quinta-feira e é o dia da semana que eu mais gosto, pois nesse dia só tínhamos duas aulas de física I, duas aulas de matemática II e duas de química.

–Odeio quintas feiras. -murmurou uma certa ruiva.

–Somos duas. -a amiga dela falou.

Logo Jackson o professor de física, entrou.

–Ei, Jackson. Ainda não enjoou de dar aula aqui não? -perguntou carinhosamente a Sophie.

–Já. Mas é o horário da escola, né? Fazer o que... -respondeu.- Ei, Dylan, conseguiu resolver aquelas questões que te mostrei sobre gravitação universal?

–Consegui. Tava fácil demais, era só usar a fórmula, o que complicava era só a introdução mesmo. -respondi.

–Nerd. -minha linda namorada murmurou.

–O mais lindo que você já viu. -ela se virou para mim e mostrou a língua.

–Cala a boca nerd. -falou.

–Você devia me beijar mais vezes. De verdade, claro. -sussurrei em seu ouvido e ela corou.

–Idiota. -gritou e me bateu.

–Vocês dois por acaso querem sair? -perguntou o professor.

Não. -respondemos em uníssono.

(...)

Era hora do intervalo então me juntei aos meninos, que estavam reunidos ao pé da escada tentando intimidar os alunos de séries mais baixas e flertando com toda garota que passava por eles. Olhei para a grade, mas não vi a ruiva lá, olhei mais para baixo e vi a Sophie deitada no chão e com a cabeça encostada no vidro que servia de parede e vi também o Shaw. Ele e a ruiva conversavam e riam alegremente.

Algum tempo depois ele saiu de perto dela, então me dirigi até onde ela estava e me sentei ao seu lado.

–Com sono? -perguntei.

–Você está me devendo uma. Agora vai ter que me pagar um Milk shake.

–Nesse caso eu deveria receber um beijo de verdade, não concorda? -ri.

–Vou pensar no seu caso. -riu.

–Vamos sair no sábado. Aí eu te pago o Milk shake, sua aproveitadora. -dei um peteleco na testa dela.

–Vou pensar. -deu um tapa em minha mão.

–Você está bem pensativa hoje. O que houve? -brinquei.

–-Tô carente. -fez bico.

–Você sabe muito bem que eu posso suprir essa sua carência, não é? -ela riu e me bateu.

–Pervertido.

–E o que aconteceu para você ficar tão cansada assim? -fiquei sério.

–O Reece foi lá para casa ontem e nós ficamos jogando no Playstation até tarde. -bocejou e apoiou sua cabeça em meu ombro.

–Sei... -me levantei e saí. Deixando uma ruiva confusa.

(...)

A sexta-feira se passou lentamente, mas finalmente acabou. Durante todo o dia a Sophie esteve com sua melhor amiga e se esqueceu de mim, me deixando sozinho a maior parte do tempo, ela só falava comigo quando eu a irritava.

Sábado, o dia do nosso suposto “encontro”, combinamos que iríamos nos encontrar em uma sorveteria, a que ela mais gostava. Acredito que ela nem viria se soubesse que não ia ter Milk shake, mas ainda consigo dar um jeito nisso.

–Yo. -chamaram minha atenção.

Encarei o dono da voz.

–Você está muito bonita, senhorita. -a avaliei de cima a baixo.

–Deixa de gracinha.

–Vamos? -estirei minha mão em direção a ela.

–Precisa mesmo? -perguntou desconfiada, olhando para minha mão.

–Vamos lá, chatinha. -peguei sua mão e a puxei até a sorveteria.

Esperamos no mínimo uma meia hora até que nossos Milk shakes chegassem, eu pedi de açaí e ela de avelã de chocolate.

–Hum... Está tão gostoso. -fez uma cara engraçada.

–Você parece uma criancinha. -ri.

–Eu sei. -continuou tomando seu Milk shake tranquilamente.

–Me dá um pouco do seu? -pedi.

–Não. -respondeu rapidamente.

Ignorei sua resposta e pus o canudo na boca, sugando aquele líquido doce e gelado.

–É bom mesmo. -falei.

–Agora devolve. -puxou o copo da minha mão.

–Calma...

–Hunf. -virou o rosto e terminou de beber seu Milk shake.

–Gulosa. -ela me olhou feio.

–Sabe... Agora eu vejo as vantagens de “namorar” você. -riu.

–Aproveitadora você, hein?

–Nem um pouco. -rolou os olhos.- Vamos? -se levantou.

–Comeu e quer já quer ir?

–Claro. Estou cheia. -riu.

–Ah meu deus! Eu criei um monstro. -ri.

–Engraçadinho. -me deu um tapa.

(...)

Passeamos e comemos mais um pouco antes de ir em borá. Depois fui deixá-la em casa,

–-Pronto, está entregue. -baguncei seu cabelo.

–Hum... Até segunda.

–Que tal um beijinho de despedida? -fiz bico.

–Talvez uma próxima muito improvável vez. -riu e adentrou a sua casa.

–Menina estranha.

Ri. Que tipo de garota é essa que consegue me negar um beijo? Ainda conseguirei roubar um beijo dela, é melhor ela se preparar.

Notas finais
Eai? Como ficou? Não se esqueçam de comentar pois fiz esse capítulo especialmente para vocês,leitores lindos. ~.~ Espero que não tenha ficado muito grande e cansativo.Comentem! beijão.^^