Notas iniciais
Depois de 10248975630123547893217478900 anos, eu postei... Se alguém ainda le essa fic...

POV Blaine

Eu realmente queria prestar atenção aquele aviso que a Rachel estava dando, pois parecia importante dessa vez. Mas eu simplesmente não conseguia por a demora de Jessie estava me incomodando muito. – Com licença – Eu disse, por fim – Me desculpe Rach, mas Sr. Shue, o senhor não acha que Jessie está demorando demais pra alguém que só foi pegar as partituras?

– É — Disse Sr. Shue em resposta a minha pergunta. – Você tem razão Blaine. Acho melhor irmos atrás dela!

Nisso, Rachel o olhou com uma cara amarrada e disse – Ah, por favor, gente. Jessie já é bem grandinha pra esse tipo de coisa.

– Se você quiser, pode ficar aqui, Rachel. – Eu disse, num tom amargo que a fez engolir em seco – Mas a Jessie é minha amiga. Minha MELHOR amiga e se ela está demorando é porque algo aconteceu. E está chovendo, não tem porque ela demorar.

– Ele tem razão. – Disse Kurt, se levantando, pra surpresa de todos Nós, já que ele era o mais ciumento ali. – Além disso, Jessie é uma novata, isso a torna a presa mais chamativa dos gorilas que habitam McKinley. – Terminou Kurt. Depois que ele disse isso, todos concordaram e se levantaram pra procura-la.

– Ok, vamos procura-la. – Disse Rachel, sem alternativa a não ser seguir os demais membros do Clube do Coral, inclusive seu próprio namorado.

***

POV Jessie

Eu estava quase apagando, quando ouvi passos que obviamente não eram de uma pessoa só. À medida que os passos foram aumentando de volume, eu tentei abrir os olhos, mas novamente eu só conseguia enxergar sombras e borrões. Meu coração começou a bater ligeiramente mais rápido. “Será possível que aqueles gorilas não desistiram de mim?”, pensei. Os passos estavam muito altos e as sombras mais próximas. Então, eu distingui um grito entre os demais “Jessie!”. Se não fosse uma alucinação, era Blaine. Pensei positivo. Graças aos deuses ele havia chegado. O resto das sombras deviam ser os integrantes do Coral. Eu tentei me mexer pra corresponder Blaine, mas estava dolorido demais. Tentei falar, mas nada saia. “Ótimo!”, pensei. Não havia tempo pra pensar, eles estavam se aproximando, muito rápido e eu tinha que ajuda-los a me ajudar. Os gritos ficavam mais altos e eu só conseguia distinguir o do Blaine e do Tio Shue.

Eles finalmente chegaram ate mim, mas eu estava perdendo as forças. Eu estava lutando contra isso, mas não conseguia. Algum dos garotos altos do coral levantou a parte superior de meu corpo e começou a falar comigo – Jessie? Jessie, você pode me ouvir. Por favor, se você está me ouvindo, dê-me um sinal. Por favor, Jessie... – ele dizia, com uma voz de choro. Droga cara, eu realmente queria “dar um sinal”, mas eu não conseguia. – Blaine, liga por hospital cara. Ela está toda sangrando.

– Ah, não me diga? – Disse Blaine pra obviedade da situação. – Eu já estou fazendo isso, Finn. – Terminou ele, saindo de perto do tumulto pra falar ao telefone. Agora eu finalmente sabia quem estava me segurando! Mesmo de longe, eu podia ouvir Blaine gritar com a atendente do hospital. Eu só não sabia o que ele estava falando. Meus pensamentos foram interrompidos por Finn gritando com Tio Shue – Senhor Shuester, manda-o andar logo. Parece que ela vai apagar a qualquer momento!

– Vira essa boa pra lá, Finn! – Disse meu tio. – Blaaaine! Vai demorar muito? – Nisso, Blaine se aproximou e disse que a ambulância já estava chegando. Ele chegou perto de mim e disse que tudo ficaria bem. “Eu estou aqui com você ok?”. Foi a ultima coisa que eu ouvi antes de tudo ficar preto e eu desmaiar.

***

Não sei quanto tempo eu havia ficado desacordada, mas quando consegui abrir os olhos, vi muitos clarões passando rapidamente. Ou eu estava no hospital, ou eu estava morta. O segundo pensamento me deixou quando eu reconheci a voz do Blaine me acalmando novamente. Eu soltei um gemido de dor e tudo ficou escuro novamente.

***

POV Blaine

– Ela acordou. Sr. Shue, chame o enfermeiro. – Eu disse, quase pulando de felicidade. – Oi, pequena, como você está?

– Blaine, é você? – Disse ela, levantando as mãos para tentar me sentir. – Onde você está?

– Estou bem aqui. – Eu disse, segurando a mão dela e a colocando sobre eu rosto. Uma lagrima escorreu nos olhos de ambos. – Estou bem aqui, do seu lado minha pequena.

– Blaine, eu não consigo te ver. O que aconteceu? – Ela perguntou e no mesmo instante Sr. Shue chegou com o enfermeiro.

– Olá Jessica. – Disse o doutor, sendo interrompido por Jessie e sua explicação sobre Jessica ser nome de patricinha. Ele revirou os olhos e continuou – Ok, Jessie. Eu sou o Dr. John e vim lhe explicar sua situação.

– Ok – Disse Jessie tentando se levantar, sem muito sucesso. – Eu estou pronta.

– Você chegou nesse hospital há três dias, inconsciente e sangrando muito, com risco de vida.

– Wow – Disse Jessie — Mas, por que agora eu enxergo menos que antes? Eu conseguia ver sombras, agora tudo esta escuro, não vejo nada.

– Bom você sofreu contusões gravíssimas na região lateral da cabeça e próxima aos olhos. Isso fez com que sua visão ficasse afetada e tivemos que fazer uma cirurgia. Você não consegue enxergar nada por isso. Nós prevemos que sua visão comece a voltar dentro de duas semanas, mas se não voltar...

– O que doutor? – Perguntou Jessie, aflita. – O que acontece se minha visão não começar a voltar nesse tempo?

– Então eu sugiro que vocês voltem ao hospital para vermos o que está acontecendo e se for necessário, a encaminharemos para um local especializado no assunto. É só isso por hoje. Boa noite. – Terminou o doutor, indo em direção à porta.

– Doutor, espera. – Disse Jessie, novamente interrompendo a ação do medico. – Só quero sabem de mais uma coisa: Quando eu vou ter alta?

– Dentro de alguns dias, querida. – Disse o doutor, fechando a porta e nos deixando, os três, sozinhos no quarto.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.