Destiny

2 Minha família


Nós entramos e demos de cara com Luke me esperando na sala, ás vezes ele agia como meu pai, e outras como o irmão caçula, mesmo sendo o mais velho.


-Quem é ele? — ele perguntou sério mais com um traço de humor nos seus olhos.


-Eu sou Joe Jonas. — Joe disse alegre.


-Eu sou Luke, irmão dela. Posso perguntar o que você está fazendo aqui? — ele tentou parecer educado.


-Ele vai dormir aqui, Luke, ele está passando por alguns problemas, e ah, ele é nosso vizinho, eu o vi na praça e resolvi ajudar. Luke, hoje você vai dormir no sofá. -eu disse.


-Sofá? Alice! Isso não é justo! Você sabe que sempre de noite o vento faz um barulho estranho e eu não consigo dormir, porque eu tenho fantasmafobia! Não, eu não vou... — ele bateu os pés no chão e Joe abafou uma risada.


-Tá, você pode dormir no seu quarto. — eu estava com medo da coisa que eu ia dizer agora – O Joe dorme no meu quarto comigo. — eu me arrependi.


Luke me olhou estranho, com um sorriso na ponta dos lábios e Joe congelou, enrijeceu.


-Você acha que eu ligo? Pra mim ele pode até dormir no chão do seu quarto e eu nem vou ligar. — ele levantou os ombros.


-Eu estava falando da cama. — eu sussurrei.


-O que? Mais é claro que não! Nunca! Jamais! Tá, eu durmo no sofá, mas se acontecer qualquer coisa isso é total culpa sua! — ele disse.


-Não, não precisa! Eu durmo na minha casa, não tem problema! — Joe disse.


-Não! Não vai voltar lá, mesmo! Tem um quarto de hóspede aqui, você aceita? — eu perguntei.


-Claro, Alice, mais não precisava, eu não quero ser um incômodo, se é que já não estou sendo. — ele corou.


-Que nada. — eu disse e Luke subiu.


-Desculpa pelo o que eu disse, não é o que você pensou ou está pensando, era só pra ele deixar, olha! Eu uso um anel de pureza, tá? Não se preocupa com nada! — eu disse tentando me explicar e mostrando minha mão com o anel.


-O que? Você usa?! — ele se surpreendeu.


-Sim, qual é o problema? Eu sei que muitas pessoas não gostam, mais o Luke me forçou a usar, mas eu nem ligo, sabe... — eu disse, corando.


-Não, não é isso, eu também uso um! — ele disse sorrindo.


-Legal! Ufa, uma preocupação a menos. — eu disse baixinho, me lembrando das outras preocupações.


-Ash! Millie! — eu chamei as minhas irmãs.


-Que foi?! — elas disseram mau-humoradas, elas estavam dormindo.


-Esse é o Joe, ele vai dormir aqui hoje, então por favor, Millie, não nos faça acordar de madrugada só pra fazer caminhada com você, nem cozinhe, por favor, heiin! E Ash, não dê uma de sonâmbula mais uma vez. — eu ri com a última parte.


-Oi, Joe. — elas disseram juntas, sonolentas e voltaram pro quarto.


-Por que? — Joe perguntou, confuso.


-Bem, Millie acorda todos os dias ás 5h da manhã pra fazer exercícios e caminhar, ela é péssima na cozinha, e ás vezes seus experimentos não são comestíveis, e Ash, da última vez que deu seu ataque de sonambulismo saiu na rua de camisola sonambula e acordou na calçada. Ela pagou o maior mico, foi muito estranho, depois ela disse que estava querendo ir no banheiro e de repente, quando se deu conta o sonífero tinha dado efeito.- eu ri.


Eu o acompanhei até o quarto de hóspedes e mostrei uma parte da casa pra ele, e paramos na cozinha.


-Sabe, você é especial. Não deve ser coincidência eu te encontrar lá na praça no momento em que eu estava precisando, nós termos tanta coisa em comum, eu tenho certeza que você é especial. — ele disse quando estávamos na cozinha.


-Você também, Joe... Você é tão legal, e aposto que você vai deixar essa casa bem divertida. — eu sorri.


-Obrigado... O que eu posso fazer pra te recompensar? — ele disse.


Nossa, nessa hora como eu queria falar: Me beija que estamos quites! Mas nem tudo é assim, paciência... aii, que coisa...


-Nada, está tudo bem, Joe. — eu afirmei com a cabeça.


-Não, eu já sei de uma coisa. — ele sorriu.


-Jura? O que? — eu me derreti toda quando ele abriu aquele sorriso lindo...


-Eu te dou quatro ingressos pra Disney de graça, o que você acha? — ele disse.


-Não, não precisa... é muito caro. — eu disse sem jeito.


-É de graça, eu trabalho lá, de verdade, eles me dão os ingressos... Ahh, qual é, Alice? O que mais eu posso fazer então? — ele disse cruzando os braços.


-Me beijar. — eu sussurrei.


-O que? — droga. ele ouviu.


-Nada, eu não disse nada! — eu tentei me defender.


-Alice, você disse mesmo o que eu pensei ter ouvido? — ele disse com um sorriso.


-N-n-n – tarde demais. Ele tinha se aproximado o bastante de mim para me beijar. Eu podia sentir sua quente respiração calma comparada a minha abafada.


Ele estava quase me beijando, eu estava começando a ficar mais ansiosa, por que ele tinha que demorar tanto?


-Alguém viu o meu celular? — Luke disse com um mega sorriso na porta da cozinha e Joee eu nos separamos rápido e coramos juntos.


-N-não. — Eu disse com dificuldade.


-Oh, desculpe, atrapalhei alguma coisa? — ele estava irônico. Odeio isso.


-Luke! Sai daqui! E você vai dormir lá fora se continuar assim! Eu vou contar pra todo mundo sobre o seu caderno! — eu ameacei e logo vi o olhar seco e frio dele do outro lado da cozinha.


-Não. — ele respondeu ignorante e saiu.


-Por que ele ficou assim? — Joe perguntou preocupado.


-Porque o Luke tem o sonho de ser famoso, e tem umonte de fotos do Will Smith, Brad Pitt, George Clooney, Hugh Grant... Pois é, só de homem, eu já mandei ele jogar fora mais ele disse que isso é a inspiração dele pra atuar... Ele é um idiota, não ligue e nem conte pra ninguém sobre esse podre do meu irmão...- eu pedi com um sorriso e Joe o retribuiu.


-Eu sou de confiança. — ele bateu no peito e fez sinal da paz. Eu fiquei imóvel e olhei nos olhos dele, que tinham um incrível tom de mel, o qual brilhando ficam ainda melhores. Aqueles olhos tão lindos e inocentes, os mais lindos que alguém na terra pode só sonhar em ter. Sua boca perto da minha era um sonho... O que? Sua boca perto da minha?


Siim! Yay! Ele estava se aproximado novamente, e dessa vez nada poderia nos atrapalhar. Eu envolvi meus braços no pescoço dele e ele foi se aproximando, dessa vez colocando os seus braços em torno da minha cintura.


Everybody makes mistakes, everybody has those days, everybody knows what...


Droga, meu celular com o toque do Nobody\'s perfect, da Hannah Montana começou a tocar. Será o destino? Não, só meu irmão idiota fazendo tudo pra atrapalhar esse momento perfeito.


-Alô? — eu disse com a voz mais calma possível.


-Eu posso falar com o Dino?


-Aqui não tem nenhum dino. — eu continuei educada.


-Então com o sauro? — ele continuou.


-Não, não tem nenhum dino...sauro... seu idiota! Vai arrumar piada mais besta vai! Mas me espere, Luke, amanhã TODOS na escola vão saber de você e seu livrinho do orgulho gay. TODO MUNDO! Muahahahaha! — Eu disse com uma risada histérica no final e fazendo pose de má. Joe estava rindo muito.


-Eu estava brincando, Aly, qual é? Então eu vou contar o maior podre da história... o seu! — ele disse maldosamente.


-Ahh, é? Qual é então? — eu desafiei.


-Eu vou contar pra todo mundo vários podres seus: Você não é virgem, perdeu a virtude com o Ben Anderson, do ano anterior porque estava desesperada, você perdeu o bv com uma garota e já deu em cima do professor de Francês. — ele disse maldosamente.


-Mais tudo isso aí é mentira! — eu gritei no celular, na verdade, nem sei porque a gente ainda tava no celular, mais não era o meu crédito que ia ser gasto mesmo...


-Eu sei que é mentira, mais ninguém precisa saber. Você pode se arrepender de brincar comigo, Alice Nicolle Greene, tome cuidado. – ele deu uma risada fantasmagórica.


-Seu idiota! Como você é tão estúpido! Mentiroso! Você vai se arrepender! — eu disse pegando uma faca pontuda na cozinha e subindo a escada.


-ALICE! NÃO! — Joe me seguia.


-Ele vai ver só, aquele mentiroso estúpido! CAGÃO! — Eu gritei.


-Cuidado com a faca. — Joe me alertou. Eu não sou burra, talvez pudesse ferir um pouquinho o Luke, mas nada sério.


-Hey, Luke! — eu cheguei e ele logo viu minha \'arma\' e pegou a tesoura.


-Eu não vou te machucar. — ele disse.


-Ahh, eu vou te machucar. — eu disse enquanto me preparava para pular em cima dele.


-Alice, não! — Joe me segurou por trás.


-O que que é, Joe? Eu só estou me vingando! — eu disse e ele tirou delicadamente a faca da minha mão, que por sinal estava um pouco cortada e sangrando.


-Vem, Alice, vamos cuidar disso. — Joe me olhou feio e me carregou de volta até a cozinha.


Nós chegamos na cozinha e ele me colocou em cima do balcão, e rapidamente enfaixou minha mão com a faixa que encontrou numa caixa de remédios.


-Joe, eu estou bem, me desculpe por você ter visto aquilo, mas quando eu fico brava ninguém me acalma. As vezes eu tenho crise de bipolaridade.- eu disse, suspirando.


-Eu consegui te acalmar. — ele deu um sorriso leve.


-Eu já disse que você é especial? Você me faz bem — eu sorri, e ele mais ainda.


-Só umas duas vezes. Eu já disse que te amo? — ele disse meio abobado e depois colocou a mão tampando a boca dele. Eu sorri muuito.


Eu ri e, esperançosa dessa vez, coloquei meus braços mais uma vez no pescoço, o colando em mim e rapidamente ele correspondeu, ele firmou suas mãos na minha cintura e me beijou. Eu não preciso dizer o quanto eu fiquei super hiper mega feliz por ele ter feito isso. né? Pois é, eu não senti minhas pernas no começo, mas depois tudo voltou ao normal, ahh, o Joe é o tempero do meu miojo... A pilha do meu controle remoto... O band-aid do meu machucado... O chiclete do meu sapato... O efeito do meu gardenal... e eu to pirando, então disfarça e você não leu nada do que eu escrevi... apertem delet no seu teclado e digitem por cima alguma coisa que preste. Abafa o caso.


-Joe... — eu sorri pra ele quando terminamos o beijo. -Eu te amo... — eu o olhei nos olhos.


-Eu também, Lilly. — ele disse e sorriu. Ameii o meu novo apelido.


-Seria constrangedor dizer isso, mas vamos lá, na verdade, Joe, eu nunca beijei antes, esse foi o meu primeiro beijo... — eu disse corando cada vez mais.


-Lilly, não se preocupa, eu também. — foi a vez dele corar agora.


-Yay! Agora tenho certeza absoluta que você é mais que especial! — eu o abracei.


-Eu já sabia disso... — ele sorriu.


-O que você acha de nós irmos na piscina agora? — eu perguntei.


-Claro, Lilly. — ele sorriu.


Nós chegamos no quintal, onde ficava a piscina e ficamos em dúvida se era bom entrar ou não.


-Vamos pular juntos? — ele disse, voltando pra perto de mim depois que tinha tirado a camisa.


-Claro! Vem quente que eu tô fervendo... — eu corei. Eu nunca pensei que falaria isso em público alguma vez... Ele riu, me deu a mão e pulamos.


Não estava frio, estava na temperatura ideal, ou porque ele é tão hot que me esquenta toda... DELET!


O Joe tinha ficado bem feliz, mas eu ainda não consegui esquecer o momento em que vi ele chorando, é muito triste. Mas me alegrava saber que eu o ajudei.


Eu estava de costas pra ele, ele pegou minha mão, me fazendo virar pra ele, colocou suas mãos na minha cintura, eu levantei os pés pra ficar a altura dele, ele me olhou bem no fundo dos olhos e me beijou apaixonadamente. Esse com certeza foi o melhor dia da minha vida. Nunca iria me esquecer deste momento, com a pessoa certa, valeu esperar todos esses anos só para beijá-lo.


-Você acredita em amor á primeira vista? — ele perguntou.


-É claro que siim... — eu disse e o beijei de novo.


-Hey, que barulho é esse?! — Ash apareceu na janela, e depois de nos ver ela deu um sorriso tímido e fechou a janela.


-É melhor sairmos, Lilly. — Joe pegou minha mão.


-Tá, mais hoje nós dormimos na sala pra ficarmos juntos então. — eu disse sorrindo timidamente.


-Claro. — ele disse e eu sorri o maior sorriso da minha vida.


-Droga! Espera aí! — eu disse pra ele enquanto subia as escadas.


Como eu era burra, ele não tinha outra roupa! Bem, vou pegar uma do Luke, eu nem ligo, mais na hora que ele acordar ele vai brigar muito.


Eu estava na porta do quarto dele, que por acaso a luz estava apagada, isso é bom, eu abri a porta lentamente tentando não fazer barulho. Pra quê? Não adiantou nada, ele fez uma coisa que nunca fez antes, trancou a porta. IDIOTA! Eu fui no meu quarto e peguei duas toalhas.


-Ahh, Luke, você me paga! — eu sussurrei e voltei pra sala suspirando.


-O que foi? — ele disse, com frio.


-Eu ia pegar uma roupa do Luke, mas ele trancou a porta. Toma. — eu disse jogando a toalha pra ele.


-Obrigado. — ele disse.


-Como nós vamos fazer agora, droga! — eu disse.


-Eu posso ir na minha casa rápido. — ele sugeriu.


-Nunca! Você está molhado e ainda por cima morrendo de frio! — eu disse.


Ué, eu pensei que ele fosse totalmente hot! — delet minhas frases idiotas.


-Não tem problema, eu já volto. — ele disse em caminho a porta.


-Você teme a morte? — eu perguntei bloqueando a passagem dele para a porta.


-Nossa, fiquei com medo agora. — ele arregalou os olhos numa cara muito engraçada.


-Mas é sério, Joe... isso vai ser embaraçoso... você... quer... a-alguma... r-roupa... minha?- eu perguntei sem jeito.


-Não, Lilly... Eu já volto. — ele disse, piscou pra mim e encostou sua mão na minha bochecha. Eu não preciso falar que isso era totalmente aconchegante.


Eu deixei ele ir contra a minha vontade e esperei ele na sala de pé, imóvel, na mesma posição que eu tinha ficado quando ele colocou suas mãos na minha bochecha.


Ele voltou rápido, quando percebi ele estava com uma calça jeans meio que \'\'apertada\'\',uma camisa preta com alguns detalhes em amarelo e azul (sei lá, a roupa dele no Play my music).


-Wall... — eu suspirei e depois corei. Ele riu.


-Obrigado, eu sei que estou super sexy. — ele ergueu uma sobrancelha e sorriu.


-De nada... meu amor... é metiido, mais mesmo assim te amo, Joe. — eu sorri e ele me beijou na bochecha.


Por que não na boca? Ahh, depois que eu percebi, Ash estava nos \'espiando\'.


-Vai trocar de roupa, Lilly! — ele sussurrou e sorriu pra mim.


Eu subi rapidamente pelas escadas, dando tempo de eu ver Ash ali.


-Que feo, chica! — eu disse brava.


-Que foi? Vocês são tão fofos juntos! Mesmo nem sabendo direito quem ele é... — ela disse com um suspiro.


-Eu sei... Ele é perfeito... — eu suspirei.


-Tô vendo, Aly, mas quem é Lilly?


-Ele me deu um novo apelido. Legal não é? — eu perguntei.


-Suuper. — ela sorriu enquanto eu caminhava pro banheiro.


Eu tomei banho troquei de roupa, estava com um pijama azul que eu amava, eu sou apaixonada por azul, e desci.


-Minha vez de falar wall agora. — ele disse e sorriu, eu retribui um sorriso amarelo.


-Você quer dormir no meu quarto ou aqui? — eu perguntei.


-Tanto faz... — ele disse, sorrindo.


-Meu quarto. — eu disse, puxei a mão dele e subimos pro meu quarto.


É claro que nós não faríamos nada, nós respeitamos muito o anel, mas mesmo assim eu o deixei dormir na minha cama comigo.


Eu me espantei quando ele disse que dormiria com aquela roupa, mas fica perfeita nele.


-Eu te amo. — ele disse quando eu encostei minha cabeça em seu peito.


-Eu também, Joe. — eu disse e ele pegou minha mão e entrelaçou na dele.


Ele começou a cantar pra mim. Eu não sabia que ele tinha uma voz tão linda.


Take my hand tonight, we can run so far, we can change the world to anything we want... We can\'t stop for hours just staring at the stars, they shine down to show us... That you know when the sun forgets to shine, I\'ll be there to hold you throught the night...


Ele começou a cantar pra mim uma música super linda.


-Joe, é linda! — eu disse.


-Obrigado, eu vou fazer uma música só sua. — ele disse, me prometendo e beijando minha mão.


-Eu não sabia que você cantava. — eu disse, sorrindo.


-Eu trabalho na disney, eu sou da banda Jonas Brothers, com meus... irmãos... sigh... e nós não somos tão famosos. — ele deu um sorriso forçado.


-Joe, ele vai melhorar! Pode ter certeza! — eu disse e ele me beijou e continuou a cantar a música pra mim.


Eu dormi.


-Joe? Joe?- eu dizia freneticamente.


-Joe? Onde você está? — eu estava procurando ele pela casa, mas não o encontrava.


Eu esperei por muito tempo no meu quarto, e ele não aparecia. Comecei a entrar em desespero, eu comecei a chorar.


-Você me abandonou, Joe? — eu perguntava.


-Lilly? Você está bem? — alguém passava a mão no meu rosto. Era a voz do Joe.


-Joe?! — eu o abracei. Nós ainda estávamos deitados na cama.


-O que aconteceu? — ele perguntou.


-Você... você... tinha... i-ido... embora!!! — eu comecei a soluçar. Eu estava chorando.


-Lilly, eu estou aqui! — ele sorriu. -Sabia que você sorriu a noite toda e só agora começou a chorar? — ele perguntou sorrindo.


-Isso é porque eu estava tendo um sonho bom, mais depois se tornou esse pesadelo! — eu disse. Eu já sabia que minhas expressões que eu sonhava aconteciam enquanto eu estava dormindo. -Se um dia você se for, me avise primeiro, tá? — eu perguntei enquanto ele secava minhas lágrimas. Eu me senti a Bella de crepúsculo. Que ridículo.


-Não sei porque deixaria uma garota tão maravilhosa aqui sozinha... — ele sorriu.


-Ahá! — três cabecinhas apareceram na porta do meu quarto.


Ótimo, mais eu nem ligo... Estou brava com Luke, Ash me entenderia e Millie é um caso perdido.


-O que você fez pra ela? Por que ela está chorando? — Luke perguntou com um bastão de beisebol nas mãos.


-Para, idiota! Ele não me fez nada! É que... ele estava cantando pra mim, e eu gostei muito... — eu dei uma desculpa esfarrapada.


-E o que ele está fazendo na sua cama? — Luke perguntou sério agora.


-Relaxa, ele também usa esse anel muito antes de mim, nós somos confiáveis, pode crer, e nós não fizemos nada... — eu disse sincera.


-Vocês estão... er, namorando? — Millie perguntou.


-Siim. — Nós respondemos juntos.


Eles saíram sem querer alguma outra explicação e nós nos levantamos pra mais um novo dia.


Joe iria de volta pra casa dele amanhã, pois meus pais voltariam amanhã de tarde, mas ainda tínhamos muuito tempo.