Notas iniciais
Bem,eu sei que eu disse que ia postar um capítulo por dia, mas pra adiantar um pouco a história vou postar um ou dois capítulos ainda hoje, espero que gostem (;

P.O.V ON, Marina.

Lá estava eu, no aeroporto, pronta pra ir pro lugar que antes era meu sonho, e ainda é, mas agora parece mais um pesadelo. Bem, pelo menos eu vou estar em Londres, tomara que meu pai não dê uma de "pai protetor" e me deixe curtir a maravilhosa Londres, mal posso esperar.

– Mãe! – Bufei, revirando os olhos. – Eu vou ficar bem, tá legal? – Fingi um sorriso.

– Tá bem filha. – Ela passou a mão em meus cabelos, já com os olhos marejados. – Prometa que vai se cuidar e que não vai causar nenhum problema pro seu pai.

– "Ele é quem está me causando problemas" pensei. – Ok mãe, eu vou me comportar, você fala como se eu tivesse 6 anos. – Dei uma risada abafada.

– Isso não é verdade .. é que .. digamos que você é muito desajeitada, você tem talento pra entrar em confusões. – Ela riu.

– Ok, já deu pra entender tá. – Ri sem humor nenhum.

Passageiros do Vôo 636 para Manchester

Era agora, eu iria embarcar no avião pra Londres, milhares de coisas passavam pela minha cabeça, eu não fazia ideia do que esperar sobre Londres,meu pai ... Será que ele mora com alguma mulher na tal casa? Eu não faço a mínima ideia, não sei porque estou sendo forçada a ir passar um mês com ele, e o pior, eu vou passar meu aniversário com ele isso é tão .. estranho. Vai por mim, quando você fica quase dois anos e meio sem falar com seu pai, tudo se torna estranho. O que ia acontecesser quando eu desembarcace? Ele iria estar lá no aeroporto me esperando de braços abertos? Essas coisas me assustavam ... muito.

– Tchau mãe, eu vou sentir saudades. – A abracei forte, sentindo algumas lágrimas escorrerem pelo meu rosto, mas logo as limpei. Desde que meu pai foi embora, eu me fexei pro mundo, a coisa que eu mais detestava era demonstrar sentimentos, mas acho que isso acontece com qualquer pessoa que se decepciona com alguém super importante, no meu caso, o meu pai.

– Tchau meu amor, eu também vou sentir sua falta, eu te amo. – Disse ela, logo afastando-se, ela estava chorando. Bem, isso é normal vindo da minha mãe, ela é uma manteiga derretida, eu também costumava ser.

Peguei minha mala, não tão grande nem tão pequena, acenei pra minha mãe, e segui pro embarque. Entrei no avião procurando meu assento, logo achei, era na janela. "Pelo menos isso" eu pensei. Peguei meu iphone e meus fones de ouvido, fechei os olhos e comecei a ouvir a minha tão querida banda, o motivo de eu sorrir mesmo quando tudo está difícil, One Direction. Eu queria dormir, e só acordar no fim da viagem, mas eu sabia que isso seria impossível. Acordei com a aeromoça anunciando que o avião ia pousar. De repente eu gelei, eu não fazia ideia do que me esperava, será que meu pai estaria lá? Porque seria bem a cara dele esquecer de vir me buscar no aeroporto. Logo afastei esses pensamentos inúteis. Sai do avião peguei minha mala, e fui em direção à aquele lugar onde as pessoas esperam as outras que estão desembarcando,é eu não sei o nome desse lugar. Tentava procurar meu pai no meu da multidão, tentando ter alguma recordação de como ele era, ou tentando imaginar como ele estava. Senti alguém gritar meu nome, era ele.

– Marina! – Ele gritou, já com os braços estendidos e com um sorriso no rosto.

"O que ele achava? Que eu iria sair correndo pros braços dele? Bem, isso era a última coisa que passava pela minha cabeça" pensei.

– Oi. – Eu disse seca quando me aproximei,seu sorriso desapareceu.

– Você está bem? – Perguntou.

– Ah, eu estou ótima, não recebo uma ligação sua há dois anos e agora sou obrigada a passar um mês inteiro com você. – Dei uma risada sarcástica.

– Em casa nós conversamos sobre isso tá bem? – Ele sorriu, ignorando o fato de eu estar odiando a ideia de passar um mês com ele.

Ele me levou até o carro e colocou minha mala no porta-malas. Seguimos a estrada até em casa em silêncio, eu apenas observava a paisagem da minha maravilhosa Londres. Sai do carro e olhei pra casa, fiquei deslumbrada, a casa era linda demais. Tentei desfarçar minha surpresa. Entramos em casa,ele me mostrou meu quarto e me deixou sozinha para que eu organizasse as coisas. O quarto estava bem decorado, fazia o meu estilo não muito "menininha". Mas o que me deixou mais fascinada foi a vista, eu conseguia ter uma visão quase perfeita da London Eye, ficava imagina o quão bonita ela ficaria quando anoitecesse. Já estava de tarde, não demoraria muito para anoitecer. Então eu decidi dar uma volta em Londres. Mesmo que eu corresse o risco de ficar perdida, seria bom, não aguentava ter que ficar na mesma casa que meu pai, querendo ou não nós não tinhamos o que conversar. Peguei uma toalha qualquer e fui tomar um banho. Quando acabei, me enrolei na toalha e fui procurar uma roupa qualquer.Abri minha mala, peguei uma calça jeans skinny, uma t-shirt de mustache e meu querido all-star. Londres aqui vou eu.

Notas finais
Não esqueçam de me mandar reviews do que estão achando xx