Destiny

21 Welcome to Weston


Notas iniciais
1º Capítulo da 2ª temporada galerinha

Durante toda a viajem lembrei de Carlos, só conseguia pensar nos meus momentos com ele e em como eu desejaria cruzar com ele agora que estava voltando para os EUA, quase me esqueci que Los Angeles é do outro lado do país. Mas aquela era a primeira vez que eu sentira algo tão profundo, tão forte por alguém.

Depois de longas horas de vôo, finalmente cheguei a meu destino, a cidade natal de minha mãe, Weston na Flórida.

Peguei um taxi a caminho da casa de meus avós, estava muito ansiosa e ao mesmo tempo preocupada, haviam muitos anos que eu não os via, mantínhamos contato apenas por telefone, e ainda assim fazia muito que não nos falávamos. Desci do taxi e me deparei com a grande e aconchegante casa de meus avós, uma das mais antigas da rua porém a mais conservada, em seu estilo antigo e com o enorme jardim da frente, o mesmo de meu sonho com Taylor.

A casa ao lado foi visivelmente reformada, me lembro de que a casa de minha avó sempre se destacava entre duas casa menores, a do lado direito continuava igual, mas a do lado esquerdo havia se tranformado em um sobrado tão grande quanto o casarão de meus avós, um anão de jardim com uma longa barba e fazendo careta do qual ainda me lembrava, indicava que os vizinhos ainda eram os mesmos apesar de que nem com muito esforço conseguia me lembrar quem fossem, mas seja quem for, andou ganhando muito dinheiro.

Toquei a campainha da casa de meus avós. Uma senhora baixinha, gordinha e sorridente atendeu.

— Boa noite, quem gostaria? — Disse a senhora.

— Boa noite, meu nome é Gabriella Sprouse e...

— Gabiezinha, é você mesmo? Eu não acredito, entre, entre seus avós estão lá dentro. — Ela me abraçou toda alegre e então acenou freneticamente para que eu entrasse. — Você nem deve estar lembrada de mim.

— É.. para ser sincera, não consigo mesmo me lembrar.

— Eu sou Laura, a empregada de seus avós...

— Ajudante, por favor — Disse uma senhora, esta já de cabelos grisalhos que vinha em nossa direção sorrindo. — Já lhe disse Laura, você não é uma empregada, é uma ajudante.

— Sim, claro dona Linda.

Eu segurei o riso, lembrei-me de que em português Linda não é nome, e sim uma palavra para dizer que alguém é bonito, percebi então que o nome de minha avó fazia juz a sua aparência.

— O-oi... A senhora se lembra de mim?

— Mas é claro minha filha, como eu não lembraria? — Ela sorriu e veio até mim me abraçar. — Hector... Hector, venha até aqui.

— Sim Linda... O que você.... — Um senhor que vinha até nós parou boquiaberto olhando por cima dos óculos. — Essa é... mas essa é...

— Sim Hector... Taylor tinha razão. Ele conseguiu — Linda secava algumas lágrimas que escorriam de seus olhos.

— Oh minha filha.. — Hector veio até mim e me abraçou. — Mas a quanto tempo. Quando seu irmão nos disse que ia a sua procura... Eu já não acreditava mais, já se passou tanto tempo desde que ele saiu de casa.

Após todas as apresentações, um jantar delicioso e as minhas explicações de como cheguei até ali, meus avós me levaram até o meu quarto. Pelo o que eles me contaram — Hoje eles não queriam falar muito sobre os problemas, então me contaram uma pequena parcela de acontecimentos — quando Taylor saiu, estava realmente decidido a me encontrar, então meus avós reformaram todo meu quarto que ainda trazia uma pequena caminha de princesa, em um quarto para uma garota da minha idade. O quarto era simples, porém como tudo naquela casa, extremamente aconchegante.

Após tomar um banho longo e quente, estava para me deitar quando meus avós bateram a porta. Eles traziam um embrulho colorido e um cupcake com uma velinha azul em cima e cantanto parabéns para mim.

— Oh meu Deus, vocês... Ah não precisava.

— Mas é claro que precisava querida. — Sorriu vovó. — Acha que deixaríamos o seu aniversário passar em branco?

— Vamos, abra o embrulho. — Falou meu avô.

Abri e derramei uma lágrima, era um porta retrato com uma linda foto de uma mulher. Aqueles grandes olhos brilhantes parecidos com os meus, seus longos cabelos castanhos que se estendiam por toda as suas costas, os lábios bem avermelhados e as maçãs do rosto naturalmente coradas. A mulher mais linda de todo o mundo, minha mãe.

Meus avós logo se despediram de mim, derramei algumas lágrimas enquanto ajeitava o porta-retrato na mesa de cabiceira ao lado da cama, comi o cupcake e logo caí no sono. Aamanhã seria um longo dia, eu sei muito bem o porquê estou aqui, e aquela foto, me lembraria disso ainda melhor.