Notas iniciais
Boa leitura e me desculpem qualquer erro que possa ter ocorrido.

Richard correu com ela até a sua casa, não deixando nem por um minuto de soltar a mão da garota que por sua vez corria junto a ele com um sorriso no rosto. Ele parou derrepente ao avistar a sua casa, virou o rosto para ela e com aquele sorriso que encanta multidões lhe falou:

— Falta pouco.

— Falta pouco para o que?

— Calma apressadinha.

— Você me pede calma depois de me fazer correr por quatro quarteirões?

— É.

— “Ainda por cima fala é na maior cara de pau”. – gotinha na testa dela.

— Vamos?

— Ta... – ela lhe disse ainda perdida em seus pensamentos.

Ele abriu a porta da casa com uma chave que havia em baixo do carpete, ao entrar notou que a mãe da loira não estava por ali – o que era muito bom para o que ele estava planejando – provavelmente ela fora trabalhar um pouco ou ajeitar a prótese do marido, mas em todo caso isso não lhe importava.

Assim que ela adentrou na casa, ele trancou a porta e caminhou em direção as escadas, subiu alguns degraus e notou que a jovem loira estava parada apenas o olhando.

— Não vai me seguir?

— Prefiro esperar aqui.

— Eu não pretendo ficar no meu quarto sozinho – ele dizia com um sorriso malicioso entre os lábios.

— O que você pretende?

— Recuperar o tempo perdido – ele desceu com rapidez os poucos degraus que havia subido e foi em direção a ela, lhe depositando mais um beijo.

Ao se separarem novamente por causa do ar, ele a olhou no fundo dos olhos, aqueles belos olhos dourados, ele observava também aquela bela pele branca e macia, aqueles lábios finos e sedosos e a sua respiração que ficava mais ofegante a cada vez que ele se aproximava.

— Eu não consigo mais ficar sem você – ele lhe dizia em sussurros.

— Eu tenho medo Richard...

— Não se preocupe, eu não vou te machucar.

Ela apenas sorriu, ele lhe beijou novamente e em seguida a segurou pela mão e lhe puxou para o andar superior da casa, entrou em seu quarto e fechou a porta, a sentou em sua cama e em seguida se sentado ao seu lado.

Beijaram-se, sentados em cima da cama dele, um beijo que foi aumentado o desejo de ambos, ele a beijava com mais volúpia, urgência e ela brincava com os fios negros dele enquanto era beijada por toda a extensão do pescoço. Derrepente ele parou, notou que havia algo de estranho com ela.

— Por que parou?

— Quero saber se você quer continuar com isso?

Ela lhe olhava sem o entender, era o que ele queria, por que parar do nada para lhe fazer uma pergunta dessas? Parou de pensar ao ver que ele continuara a falar.

— Se você quiser podemos parar com isso agora e nunca mais tocar nesse assunto, nos trataremos como sempre nos tratamos e seguiremos as nossas vidas normalmente.

— O que você esta dizendo...

— Não quero te forçar a nada e nem que fique comigo e seja fiel – ele é interrompido por um beijo dela.

— Eu estou aqui por que quero! Você mesmo deveria estar cansado de saber que eu odeio que me forcem a fazer alguma coisa.

— Desculpa, eu acho que falei como um idiota não foi?

— Idiota você sempre foi, mas mostrou que você se importa comigo – sorrindo para ele.

Eles se beijam novamente tentando continuar de onde pararam, mas não demora muito para que eles ouçam o barulho de um carro estacionando em sua casa. Richard levanta-se em um salto, estava espantado, não era possível que os seus pais estivessem em casa à uma hora dessas.

Ele andou até o corredor, onde havia uma janela que dava visão da frente da casa, então pode ver o casal de alquimistas sair de dentro do carro, voltou correndo para dentro do quarto e puxou a mão de Violet.

— Temos que sair daqui.

— O que aconteceu?

— Meus pais.

— O que eles fazem aqui não deveria estar no trabalho?

— Eu também achei, mas parece que eles resolveram sair mais cedo justamente hoje.

— O que vamos fazer?

- Fugir pela janela.

— Como é que é?

— Isso que você ouviu, eu e o Ray já estamos acostumados a dar umas fugidinhas, então preparamos uma escada feita de corda para fugas.

— Caramba – ela estava de boca aberta – desde quando vocês fazem isso?

— Desde que eu tinha uns dez anos e ele seis.

— Eles nunca desconfiaram?

— Mamãe sim, mas nunca descobriu e o meu pai até aprova isso.

— Já tenho mais argumentos para te fazer chantagem.

— Se não quiser ser pega agora eu acho melhor não falar nada.

— Bom argumento.

Os dois desceram rapidamente pela corda e correram até cruzarem a esquina, estavam ofegantes e com um medo enorme de serem pegos, sentaram-se no chão aos risos, não acreditavam que tinham feito aquilo. Violet se virou para ele, e com uma das mãos lhe tocou o rosto.

— Por que fugimos?

— Para não sermos mortos.

— Até parece que os seus pais iriam nos matar.

— Não duvide da minha mãe, quando ela fica um pouco nervosa ninguém segura a mão dela em um gatilho.

— Duvido que ela seja assim.

— É por que você nunca reparou no teto da minha casa.

— E o que tem o teto?

— Marcas de tiro, hoje mesmo ela fez uma marquinha nova na cozinha enquanto o Ray e eu brigávamos.

— Sua mãe é louca?

- Olha quem você está chamando de louca, ela pode ter o pior defeito do mundo mas continua sendo a minha mãe.

— Ta desculpa, eu não falei por mal, mas...

— Mas o que?

— Ela não parece levar muito jeito como mãe.

— O que você tem contra o jeito da minha mãe? – os dois estavam começando a brigar... De novo.

— Ela tem um jeito estranho, nem parece que é mãe.

— Pelo menos a minha não é obcecada por mecânica.

— O que você tem contra a mecânica?

— Nada, só acho que isso é serviço para homem.

— Você está insultando a minha mãe?

— Não, eu até gosto dela, mas apenas como uma pessoa e não como protética.

— O que você tem contra as protéticas?

— A mesma coisa que você deve ter contra as militares.

Quando menos perceberam estavam discutindo do mesmo jeito que estavam quando se encontraram pela manhã, nem notaram que o grupinho de irmãos já estava voltando quando os encontraram aos berros.

— Caramba, fomos e voltamos da escola e vocês ainda estão brigando? – Gregori dizia ao ver a cena.

— É pelo visto eles não se cansam de brigar. – respondia Raymond.

— Ray, o Rich fica brigando por quê? – a pequena perguntava ao mais velho.

— Quando eu descobrir te aviso.

— Vamos separá-los?

— É melhor, se não eles ficarão aí até amanhã.

Os dois se intrometem na briga e os separam.

— Ray, o que você esta fazendo aqui?

— Saímos mais cedo da escola hoje.

— Por que?

— Acabou a energia.

— Entendo, você não vai contar para a mãe que eu faltei hoje né?

— Fica tranqüilo que eu não vou falar nada.

— Por isso que eu te adoro irmãozinho – virou-se para Violet — e você fica quieta sobre isso ouviu sua louca.

— Não precisa nem dizer.

— Precisa sim, eu vou me vingar de você depois de vários anos de tortura – dizia Gregori.

— E eu conto sobre a sua coleção de Play Boy debaixo da sua cama.

— Isso não vale.

— Essa é uma das coisas que eu posso contar para o papai e a mamãe.

— Duvido que você saiba de outra coisa.

— Sua coleção de fotos de meninas semi-nuas da nossa escola, sutiã de três das cinco líderes de torcida, telefone de metade das garotas dessa cidade...

— Não precisa falar tudo maninha, já deu para entender.

— Ainda bem que nos entendemos não é Greg?

— Graças a Deus.

Depois dos acertos entre irmãos, todos seguiram para as suas distintas casas sem falar uma palavra, Richard foi para casa com os irmãos muito frustrado de não ter aproveitado melhor aquela tarde, e Violet foi para casa com um ar muito pensativo, o que deixava Gregori preocupado.

— O que aconteceu com vocês essa tarde?

— Nada.

— Não acredito que ficou discutindo a tarde toda.

— Pois acredite.

— Ou por acaso vocês fizeram alguma coisa a mais?

Violet ficou um pouco vermelha, mas nada que fosse fácil de seu irmão notar, então ela o respondeu friamente.

— Foi apenas isso, eu já disse.

— Ta bom. – ele estava desconfiado da irmã, mas achou que fosse uma bobagem e preferiu não insistir.

Casa dos Mustang...

— Chegamos! – os três gritavam para dentro de casa.

— Chegaram cedo hoje.

— É, acabou a energia da escola e fomos dispensados pai.

— Hum...

— E você, por que chegou em casa cedo?

— Vou sair para jantar com a sua mãe hoje.

— E a gente? – perguntava Rachel.

— Não se preocupe meu amorzinho, vocês vão ficar com o Armistrong enquanto saímos.

A menina começou um berreiro.

— O que foi princesa? Ta machucada? Foi algo que o papai disse? – Roy estava em pânico ao ver sua filha chorar.

Richard chegou perto da irmã e a pegou nos braços – Calma, vai ficar tudo bem, eu te protejo. – se virou para o pai – esqueceu que ela tem medo do Armistrong?

— Desculpa, achei que ela estivesse superado.

— Nem mesmo eu superei a primeira vez que o vi.

— Nem eu pai, aquele homem é um espanto.

Roy estava atônito com os filhos, nunca imaginou que eles tinham mais pavor do Armistrong do que da própria mãe com uma 9mm na mão. Roy ainda estava com uma cara de bobo quando a esposa adentrou na sala.

— O que aconteceu com o pai de vocês?

— Ficou assim depois que a Rachel começou a chorar.

— E ela começou a chorar por que?

— Medo do Armistrong – os dois meninos respondiam juntos.

Riza começou a rir – Até mesmo seu pai e eu ainda ficamos espantados com a primeira vez que o vimos, ele tem aquele jeitão MEGA estranho, mas ele é uma boa pessoa.

— Boa pessoa que nos assusta.

— Mamãe – a pequena virou o rosto – eu não quero que ele venha.

— Meu anjinho, ele foi o único que conseguimos para olhar vocês hoje.

— Vocês poderiam ter procurado mais. – Richard falava ao ver o desespero da irmã.

— Até poderia, mas ele escutou a nossa conversa e se ofereceu então nós não podemos negar.

— Inventasse alguma desculpa, sei lá, falava que a Rachel tem medo de pessoas maiores que o normal, de carecas, de musculosos...

— Entendi, mas o seu pai já fez a reserva e não teria com quem vocês ficarem.

— Mãe – era Raymond – você e o papai vão jantar fora por que?

— É nosso aniversário de casamento.

— E casamento significa...

— Constituir uma família.

— E como vocês podem passar o aniversário de vocês sem a sua família estar completa?

Riza ficou sem ter o que responder, o filho estava repleto de razão, apesar de ter se casado as presas ela adorava viver aquele casamento, os filhos — que todos foram de gravidez indesejada – a vida calma que quase levavam...

— Vocês venceram, vão se arrumar para sairmos em família.

— Ebaaaa – todos gritavam felizes e saiam para se arrumar.

Riza ficou na sala com Roy, que ainda estava com aquela cara de bobo com a revelação que os filhos lhe fizeram.

— Você não se importa se eles forem não é querido?

— Na..ão – ele chacoalhou a cabeça tentado voltar para a realidade – O que?

— Eles vão jantar com a gente.

— Mas Riza...

— O melhor da noite vou deixar para quando formos dormir, não se preocupe.

— Mas...

— Você tem alguma coisa contra os seus filhos Roy?

— Nenhuma querida.

— Estarei pronta logo e é melhor você também ir se arrumar.

— Sim querida.

Todos tomaram banho, se arrumaram, os garotos assim como Roy, colocaram uma roupa social e as garotas estavam com belos vestidos. Roy não conseguia tirar os olhos da esposa, ela estava realmente linda, e sua filha, ele nem acreditava que foi ele mesmo quem a fez.

Eles estavam saindo quando encontraram Armistrong chegando.

— Roy e Riza, como estão belos nesta noite. – aquelas malditas estrelinhas aparecem ao redor dele.

— Boa noite Alex.

— Rich me ajuda. – a menina erguia os braços para o irmão pega-la no colo, e ele o fez.

— Pai – ele chamava Roy de um jeito meio acusador – você não se esqueceu de nada?

— Claro, como eu pude me esquecer – voltou a sua atenção ao Armistrong – Alex, minha esposa e eu decidimos de ultima hora levar os nossos filhos junto, afinal quer prova maior do nosso amor do que eles?

Armistrong deu um de seus surtos de compreensão, rasgando a blusa e mostrando os seus assustadores músculos, enquanto apareciam mais estrelinhas em volta de seu corpo. A garotinha, que antes assustada, agora estava em pânico e chorando sem para nos braços do irmão.

— Calma filinha – Riza se aproxima da filha – você não tem nada o que temer, eu estou aqui.

A menina, em meio a suspiros e enxugando as lágrimas olhou para a sua mãe – mas quem devia dizer isso não era o papai?

Ambas olharam para Roy, que no momento estava preso em um abraço esmagador que Armistrong estava lhe dando, as duras e Richard riram com a cena.

— Eu acho que você não é a única que precisa da mamãe – dizia Richard.

A menina apenas concordou com a cabeça.

Depois dessa confusão toda eles, finalmente, saíram para um jantar em família. Ao chegarem no restaurante não acreditaram com quem eles haviam se deparado....

Continua....

Notas finais
Prometo não demorar para postar a continuação. Kissus ^^!