Notas iniciais
Eu sei que ninguém está acompanhando isso, mas é melhor postar o que tenho do que deixzar esquecido no pc.
Pra quem ainda se interessa e está lendo, boa leitura.

3° Fato – “Traição e revelação”.

Os testes para alquimista federal se iniciaram e cada um passou com vigor mostrando tudo que aprenderam durante todo o tempo em que passaram treinando. Tempos depois Riza e Roy voltam para a Central com Rachel, mas deixam Richard, agora cadete, tomando conta do irmão no Leste.

Pouco depois de se tornar sargento, Raymond consegue entrar para o exercito também, com suas habilidades e manuseio com armas, ele também agora namorava a sério Helena e estava pensando em pedi-la em casamento, se ele, assim como Richard e Simone não fosse convocado para a guerra.

Richard passou boa parte de seu tempo, assim como Simone, no quartel do Leste esperando a sua ida para a guerra, e para a infelicidade dele os dormitórios eram divididos entre alas femininas e masculinas, deixando-o longe dela durante algumas noites.

Vez ou outra Simone escapava de seu dormitório e ia ficar junto com Richard, assim como naquela noite.

— Oi Ray, cai fora!

— Caramba Simone, você mal chegou e eu tenho que ir dormir fora?

— É.

— E pra onde eu vou?

— Vai para o meu dormitório, fica lá conversando com a Isabelle, ela está um pouco nervosa por causa desse negócio de guerra.

— Ta bem, boa noite pra vocês.

— Boa noite Ray – disseram os dois juntos.

Assim que ele saiu, Richard já abraçou-a por trás e depositou um beijo em seu pescoço.

— Você demorou hoje liebe.

— Desculpa meu Richard! Mas estava difícil de sair e deixar a Belle reclamando pras paredes.

— Ela ainda é afim do Ray?

— É e parece que ele ainda não se tocou.

— Ele vai é ficar segurando vela no seu dormitório, além da Belle ainda tem a Verônica.

— Hoje não, ela foi pra casa cuidar do filho e ver o Georg.

— E o que ela disse é verdade?

— Sobre?

— Você sabe, da Helena estar traindo o Ray.

— Pior que é, parece que ela está pensando em fugir com o Andréas.

— Putz... O Ray está ferrado, ele até comprou um anel pra dar para a Helena e pedir ela em casamento.

— Eu acho melhor ele se tocar antes...

— Difícil...

— Ele é seu irmão, você deveria dizer.

— Eu tentei e ele achou que eu estava doido.

— Parece que ela vai fugir amanhã, melhor dizer logo a ele.

— Não... Deixe-o ver com os próprios olhos, quem sabe ele não melhore o próprio desempenho depois disso.

— Ou piore.

— Mas quer saber...

— O que?

— Por que nós estamos perdendo esse tempo valioso que temos para ficar juntos falando do Ray?

— Não sei, talvez você seja muito idiota.

— Oooouh

— E falando nisso, eu vi como os rapazes estavam te zuando, e de agora em diante eu não quero ver mais ninguém te xingando ouviu? Para um militar isso é muito ruim e pior ainda para você, que é filho de um General.

— Ou seja?

— Brigue com quem te xingar, até mesmo ameace, mas não deixe que isso se repita.

— Hum, vou tentar... E se bem me lembro, agora a pouco você me chamou de idiota, então eu tenho que puni-la.

— A é?

— É.

— E como você vai me punir?

— Você nem imagina? – disse beijando e mordendo levemente o pescoço dela – Pode ter certeza que esse vai ser o melhor castigo que você já recebeu.

— Promessa é divida Sargento.

Eles continuaram a sua noite muito “caliente”, diga-se de passagem, enquanto isso no dormitório feminino... Raymond chegou até o quarto que Simone dividia com Isabelle e Verônica, bateu na porta três vezes e nada escutou, quando estava para desistir viu a porta ser aberta lentamente por Isabelle.

— Desculpe a demora Raymond, eu estava no banho e saí o mais rápido que pude para abrir a porta. – ela dizia enrolada em uma toalha – entre, por favor.

— Não se preocupe Belle, mas se quiser se trocar – dizia apontando para a toalha.

— Eu vou me trocar no banheiro e já volto, fique a vontade.

— Obrigado.

Enquanto Isabelle estava no banheiro, Raymond andou pelo quarto e viu algumas fotos, blusas espalhadas, lenços de papel, várias caixas de chocolate, presentes que ele presenciou o irmão dar a Simone, entre outras coisas, mas o que chamou a atenção dele foi uma foto dele com Isabelle quando eram crianças.

— O que está fazendo? – disse Isabelle saindo do banheiro em sua camisola rosa de cetim.

— Eu estava vendo observando o quarto e acabei encontrando esta foto de nós dois quando éramos mais novos – disse mostrando a foto – É engraçado encontrar uma foto dessas por aqui, eu pensei que você não fosse muito apegada ao passado.

— E não sou, mas é que essa é a única foto que eu tenho sozinha com você, por isso decidi traze-la comigo.

— Sério?! Eu sempre achei que tivéssemos mais fotos juntos.

— Pois se enganou Rayzinho, mas não tem problema, eu gosto dessa foto, me faz lembrar de épocas melhores e mais simples na minha vida.

— Como o que, por exemplo?

— Nessa época eu não me preocupava com amor não correspondido, com os garotos que não me olhavam e não sofria ao ver a pessoa que eu amo ser enganada e não conseguir ver por estar cegamente apaixonado.

— Belle... Quer saber? Esse cara aí que você gosta deve ser um idiota, se ele não consegue notar a mulher linda, esforçada, gentil e atenciosa que você é, ele realmente não te merece – Ele olha ela sorrir – E me fala, quem é esse asno que está sendo enganado e que não consegue te notar? – ele disse confiante.

— Err... Você não vai querer saber, não tem importância.

— Não diga isso! Tem importância sim! Se ele está te fazendo sofrer e ainda não enxerga onde está se metendo, têm toda a importância, vamos Belle, me diga quem é ele? E você já disse a ele sobre ele estar sendo enganado?

— Eu e mais um montão de gente já tentou abrir os olhos dele, mas parece que ele é cego, nem mesmo em mim ele confiou...

— Está aí mais um motivo pra você me dizer quem é ele, se ele não confia em você, eu também não vou confiar nele, por que você é a pessoa que eu mais confio.

— Ray...

— Sim... – ele a incentivava a continuar.

— Esse cara...

— Melhor, esse idiota...

Ela riu e respirou fundo – Ele é você Raymond – ela baixou o olhar e tentou se distanciar dele, mas sentiu-o segurando seu braço.

— Espere Isabelle...

— O que foi?

— Me explique, como? Quando eu fui enganado? Por quem?

— Não está na cara o que o Richard, Simone, Verônica e eu dissemos a você todos os dias? A Helena está te traindo Raymond e ela pretende fugir com outro cara.

— Isso não é verdade!

— Você por acaso não confia em mim? – disse olhando-o fixamente.

— Não é isso Belle é que...

Ela livra seu braço fortemente dele e caminha sem olha-lo – É que você confia mais nela do que em mim...

— Eu não disse isso.

— Mas era isso que estava pensando.

— Belle...

— Parece que eu irei fazer trabalhos internos e não irei para a guerra. – Ela tentava mudar de assunto – Então, tome cuidado no campo de batalha, eu não estarei lá na sua retaguarda para protegê-lo.

— E onde você vai trabalhar?

— Eu fui transferida para a Central, dentro de alguns dias estarei me mudando e você vai ter que parar de me chamar de Belle, pega mal isso no quartel sabia? As garotas estavam implicando comigo por causa disso.

— Desculpe é o costume, mas como eu vou te chamar então Bel... Isabelle?

— Major H. Catalina.

— Você sabe que isso é estranho, não é?

— Sei, mas é melhor que usar o sobrenome do meu pai e... Ray?! Você está bem?

— Hã?

— Você está pálido e suando, você está bem?

— Não é nada Belle, é só o cansaço e...

— Você ta com piriri?

— Não!

— Já sei... – disse baixando o olhar – É preocupação com o que eu disse sobre a Helena.

— Err... Está tão obvio assim?

— Só um idiota não perceberia, mas vai lá atrás dela, eu juro que não conto pra ninguém.

— Valeu Belle, ou melhor Major H. Catalina.

— Vai logo antes que eu me arrependa.

— Mas antes de ir eu vou fazer uma coisa.

— O que?

— Isso. – ele puxou-a para perto de si e lhe deu um beijo, o que não esperava é que ela lhe repelisse com um tapa na cara.

— Não faça mais isso Raymond Mustang! Eu não sou a segunda opção de ninguém e muito menos sirvo para dar o troco em alguém – disse enquanto caminhava furiosa para longe dele – Se algum dia você quiser me beijar por gostar de mim eu irei entender, mas do contrário nunca mais olhe na minha cara, como você mesmo disse, eu gosto de um idiota que não me merece.

Ela caminhou pesadamente e foi para o banheiro, trancando-se lá dentro. Raymond ficou atônito com tudo isso, afinal, não era isso que ela queria? Ser notada por ele? Naquele momento Raymond só sabia que tinha feito a pior besteira de sua vida, nunca ele havia brigado com Isabelle por causa de nada e agora ele estraga tudo com seu orgulho masculino ferido.

Ele aproxima-se da porta do banheiro e encosta sua cabeça na porta, ficou alguns segundos em silencio e pôde ouvir que ela chorava.

— Isabelle... Desculpe-me! Vamos conversar? Por favor?

— Não! E saí daqui agora!

— Eu não vou sair enquanto você não abrir esta porta e vier falar comigo.

— Caso você não tenha percebido seu imbecil já estamos conversando, apesar de que eu preferiria ficar sozinha agora, é mais cômodo.

— Cômodo pra quem? Eu estou confuso, é muita informação de uma vez e... Eu não quero te perder, você é a única que me entende, que sabe dos meus problemas, que me dá apoio, que me protege...

— Mesmo assim Ray, têm horas na vida em que precisamos ficar sozinhos pra pensar, ou você acha que é fácil gostar de alguém e escutar essa pessoa dizendo que ama outra, e essa outra pessoa não está nem aí pra ele e quando a gente tenta avisar, ele ainda defende a outra pessoa? Eu cansei Raymond... Cansei de sofrer por você.

— Não diga isso Isabelle! Apesar de você querer se cansar de mim, eu ainda vou estar aqui ao seu lado, até você tentar me matar eu não vou sair do seu lado, sempre foi assim e...

— Acontece Raymond que o tempo passa e as coisas não podem continuar do mesmo jeito, todo mundo muda um dia, ou você acha que algum dia, por exemplo, o Richard vai querer largar tudo e voltar para a Central só pra se encontrar com a Violet? Isso é ridículo, outro dia mesmo eu fui com ele no... Ah esquece!

— O que foi? Começou, agora termina.

— Deixa pra lá.

— Isabelle.

— O que é?

— Fala logo, onde você foi com o Richard? Por acaso vocês dois tem um caso?

— Você é burro por acaso? Eu disse que sou apaixonada por você e não pelo seu irmão, por que eu teria um caso com ele?

— Mas tem aquele ditado de quem não tem cão, caça com...

— Mas isso não se aplica aqui, o Richard e eu somos velhos e bons amigos.

— É, grande coisa, eu também achei que fossemos.

— Só você que não sabia que eu era afim de você.

— Mas não fuja do assunto, onde você foi com o Rich?

— Em uma joalheria.

— Já sei. Foram comprar a aliança que eu... Err...

— Não! Eu fui ajudá-lo a escolher uma aliança sim, mas para ele pedir a Simone em casamento e como eu sei praticamente todos os gostos dela, ele me chamou para escolher.

— Então foi isso? E Aquele safado nem me disse nada.

— É por que ele não pretende pedi-la agora, ele, assim como todo mundo menos você sabia que a Helena iria fugir com um cara aí e ele disse que seria injusto ele estar feliz em um momento que você iria estar arrasado.

Ela caminha e abre a porta, encontrando um Raymond sentado ao lado da porta, agora aberta do banheiro. Ela se abaixou e abraçou-o e ele sem entender muito retribuiu o gesto. Assim que ela se afastou dele, Raymond olhou-a melhor e notou o quanto ela havia crescido, e apesar de tudo estava ao seu lado.

— Belle, vamos comigo.

— Aonde Raymond?

— Na casa da Helena, eu preciso de você comigo ou não terei forças de dar nem dois paços.

— Isso é o que você ganha por não se divertir como a gente, quem manda perder noites inteiras, trancado dentro de casa, se comportando e sendo o “senhor certinho” se no final das contas é dos desleixados e dos que curtem a vida que elas vão atrás?

— Você tem razão, eu deveria ter aproveitado mais a minha adolescência.

— Você ainda é jovem e tem muito o que aproveitar, aprenda mais com seu pai e com seu irmão, eles são exemplos de vagabundisse, como dizia meu pai.

Ele riu – Você é a única que me faz rir em uma hora como estas.

— Viu como não é difícil se divertir? Basta você querer que a vida sorri pra você Ray.

— E se eu quiser recuperar alguém muito importante pra mim?

Ela respira fundo – Então Ray, corre atrás dessa pessoa e não a deixe fugir, diga o que sente do fundo do coração, mas duvido muito que a Helena vai querer saber de você, ainda mais com o cara com quem ela está agora.

— E quem te disse que é dela que eu estou falando?

— Err... Mas não é? Eu achei que você a amasse.

— Mas a pessoa mais importante pra mim é você Isabelle, e que por um erro te fiz sofrer – ele toca a face dela com uma das mãos – Eu não quero te perder nunca, você é o que eu tenho de mais valioso e tenho medo que algum dia você nunca me perdoe.

— Quem ama sempre perdoa, sabia?

— Não... Mais ainda bem que você está aqui pra me ensinar.

— Seu bobo, algum dia eu não estarei mais aqui e quero ver o que você vai fazer sem mim.

— Aí eu morro, por que até pra respirar você tem que estar do meu lado.

— Pare de dizer bobagens! Imagina o que o Cabo Raiam vai pensar de mim? E se ele decide investir em outra por aí, como eu fico?

— Fica comigo, oras.

— Raymond, eu estou falando sério.

— Eu também.

— Eu não sou esse tipo de pessoa que fica com o primeiro que aparece depois que foi largado.

— E se eu for?

— O problema é seu, desde que não me envolva nisso.

— Por quê? Achei que amigos eram pra essas coisas, sabe, dar um apoio, um ombro amigo...

— Eu não quero me machucar mais Ray, eu sei muito bem que se eu continuar a te ver, pelo menos por agora, eu vou acabar sofrendo muito e é esse um dos motivos para a minha mudança para a Central com o Raiam.

— Espera aí! Você tem alguma coisa com o Raiam?

— Nós estamos juntos há duas semanas, só você que não notou por causa do seu romantismo cego pela Helena.

— Então eu te perdi antes mesmo de ter conseguido.

— Você sempre me teve, mas foi burro demais para não enxergar, eu me cansei Raymond e o Raiam estava lá pra mim, espero que continuemos...

— Amigos?! – ele levanta-se e anda até a porta – Eu não quero a ver mais só como a minha amiga Isabelle, quando você precisar eu estarei aqui te esperando, assim que nos reencontrarmos novamente eu espero que tenhamos algo a mais que apenas amizade, eu quero que você seja minha Belle.

— Eu sempre vou ser sua, Raymond.

— Então seja minha agora!

— Ray... – ela não teve tempo de dizer mais nada, pois Raymond se aproximou dela rapidamente e se apossou de seus lábios de tal maneira que ela jamais iria resistir.

Depois que ambos se separaram do beijo, Raymond já se preparava para o tapa que receberia a seguir, mas nada aconteceu. Assim que olhou para Isabelle, percebeu que lágrimas escorriam de seus olhos e ela não dizia nada, apenas encarava-o.

— Espero que essas lágrimas não sejam de tristeza, pois nunca me perdoarei se você chorar por minha causa.

— Não é tristeza Raymond...

— Então... Você gostou?

— E como eu não poderia? Mas você entende que isso é uma despedida, e que se algum dia isso voltar a se repetir...

— Shiii... Vamos aproveitar este momento, eu sei que passaremos um bom tempo sem nos vermos e por isso quero aproveitar cada segundo com você.

— Quem te vê falando assim pensa que você vai morrer na guerra.

— Eu te prometo que isso não vai acontecer comigo.

— E como você pode ter tanta certeza de que não vai morrer em combate como tantos soldados?

— Por que eu tenho que voltar pra ficar com você, nem que para isso eu demore a eternidade, mas eu prometo que volto.

— E como sabe se eu vou te esperar por tanto tempo?

— Eu já sei que você me ama e isso me basta, se você me esperou por tanto tempo sem eu saber, agora que eu sei você não esperará muito, somente o tempo de esta guerra maldita acabar.

Ambos não disseram mais nada e nem poderiam, pois suas bocas estavam concentradas em outra coisa naquele momento... – deixo a critério de quem estiver lendo essa m#rd@ o que eles estavam fazendo.

Continua... Quem sabe, se eu estiver afim....

Notas finais
Críticas...?
Küsse.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.