Destinos das Próximas Gerações -
7 Kapitel 7
Notas iniciais
Na hora da saída Richard estava na porta à espera da irmã, e viu de longe Violet se encontrando com o tal do Noivo, e para piorar a situação ela andava com ele em sua direção.
- Richard!
- Olá Violet!
- Quero te apresentar o meu noivo Robert.
- Oi Robert.
- Oi Richard, Violet já me falou muito sobre você.
Eles deram as mãos e Richard quase triturou a mão do noivo de Violet. Ele apenas parou por ver a irmã vindo em sua direção.
- Rachel que bom que você chegou, podemos ir para casa agora.
- Já vão, nem conversamos ainda, queria que você conhecesse melhor o Robert.
- Não temos tempo, e também não estou com muita vontade de conhecer nenhum homem agora, se fosse uma amiga sua vai lá, mas um cara... Vê se te enxerga Violet.
- Idiota como sempre.
- Me chama de idiota mais uma vez, que a minha língua fica soltinha para falar de coisas que acontecem com certas mulheres quando estão sob a influência do álcool.
- Desde quando você se importa que eu te chame assim?
- Eu acho que para um oficial do exercito não fica bem ser chamado de idiota por uma civil.
- Desculpa não te chamo mais assim quando estiver fardado.
- Não quero que me chame assim nem mesmo quando eu estiver sem ela, entendeu?
- Que bicho te mordeu Rich? – Rachel o olhava sem entender a sua atitude.
- Muito estresse no trabalho maninha – súbita mudança de comportamento (raivoso/gentil) – vamos para casa?
- Ta.
- Tchau para vocês e felicidades.
Ele não lhe deu nem tempo para que o casal respondesse, entrou no carro e arrancou, sem ao menos olhar para trás. Violet ficou com uma pontinha de satisfação, afinal tinha conseguido fazer Richard Mustang sentir ciúmes.
Richard dirigiu para casa em silêncio e com muita pressa, ao chegar entrou e foi direto para o banheiro tomar um banho sem ao menos cumprimentar os presentes.
- O que aconteceu com Richard?
- Desde que me buscou na escola está assim.
- Aconteceu alguma coisa por lá?
- Não, ele cumprimentou a Violet com o Noivo e depois brigou com ela como de praxe, e veio para casa desse jeito.
- Eles brigaram?
- É.
- Parece que o tempo passa e nada acaba mudando no final das contas.
Richard estava em seu banho extremamente frio enquanto pensava em todos os problemas que o atormentavam durante o dia, a Violet ter o abandonado de manhã e depois lhe apresentar o noivo. Ele não queria e não iria deixar isso barato, gostaria de se vingar de Violet da mesma maneira, mostrar a ela que não se importava com o que ela fazia ou deixava de fazer.
Saiu de seu banho, e ainda enrolado na toalha foi andando em direção ao seu quarto, mas não pode continuar seguindo pelo mesmo caminho, ouviu sua mãe atirar e convocar todos imediatamente na sala. Não pensou em se trocar antes de descer as escadas de toalha, e quando chegou à sala, avistou a Família Elric e o noivo de Violet com eles.
- Agora é moda andar de toalha por aí? – Violet o provocava.
- Se for às mulheres dessa central ficarão loucas.
- Loucas elas seriam de dar em cima de você.
- Então já era – Raymond se intrometia – o hospício do leste a esta hora já está transbordando de tantas mulheres.
- Obrigado irmão.
Mais um tiro.
- Mãe para com isso, não está vendo as visitas? – Richard falava depois do susto que levara pelo tiro.
- Eu digo o mesmo para você, vá se trocar imediatamente.
- Sim senhora – ele sai da sala.
- Então Winry, eu posso saber o porquê da sua visita tão repentina e com toda a sua família? – Era Roy quem falava.
- Nós viemos convidá-los para o noivado oficial da Violet, será uma festa para os amigos mais íntimos da família, espero que estejam la.
- E quando será?
- Amanhã à noite.
- O que tem amanhã à noite? – Richard adentrava a sala dessa vez com roupas.
- A minha festa de noivado.
- É isso? Eu acho que não poderei ir.
- E posso saber por que?
- Com tantas mulheres solteiras na central, você acha que eu iria ao noivado de uma? Você realmente não me conhece Violet.
- Mas eu gostaria muito que você fosse. – ela fazia uma cara um pouco decepcionada com o que ele dissera.
- E por que?
- A gente se conhece a muito tempo e...
- Se não tiver um bom argumento esqueça. – disse se virando para a porta da frente. – Mãe eu vou sair, não sei se volto hoje.
- Tudo bem.
Violet fica triste e ao mesmo tempo sem entender as atitudes que Richard estava tomando desde aquela tarde, ela nunca o vira assim, ele nunca a tinha tratado mal e nem com arrogância, aquele garoto que ela conhecera e amara um dia parecia ter se perdido para sempre.
- Tudo bem meu amor – Robert se aproximava mais de Violet.
- Está sim, não precisa se preocupar.
- Não ligue para o Richard – Roy sem se importar muito – ele deve estar assim por causa do excesso de trabalho que ele tem agora aqui na central.
- Querido, mesmo assim ele não tem motivos para tratar a Violet assim, ou tem? – Riza encarava Violet como se já soubesse o que tinha acontecido.
- Não que eu me lembre, nunca fiz nada para que ele me tratasse assim.
- E quando vocês ficaram naquela lanchonete ontem à noite? – Raymond sem perceber a perguntara, não ligando os fatos do noivo dela estar presente – ele não te fez nada ontem?
Ela corou – Não, você e o Gregori estavam presentes e podem comprovar que ele não me fez nada.
- Mas e na hora que saímos e deixamos vocês dois sozinhos?
- Er... Ele me levou para a casa de uma amiga e depois acho que ele deve ter saído com a garota que estava olhando para ele na lanchonete.
- Que garota? Lá o que tinha mais era homem, era raro encontrar uma mulher ali, e mesmo quando Gregori e eu estávamos lá não tinha mais nenhuma garota.
- É que depois chegou um grupo com umas quatro garotas, aí acho que ele não resistiu.
Raymond ficou um pouco pensativo até chegar a uma conclusão.
- Estranho as histórias de vocês não se encaixarem, porque o Richard me disse que te levou até a sua casa e depois foi para uma boate e encontrou uma loira e a levou para um hotel. Como você chegou em casa e na casa da sua amiga ao mesmo tempo?
- Ele estava um pouco bêbado e não deve se lembrar com detalhes.
- E sua amiga?
- O que tem ela?
- É bonita?
- Por que?
- Se for, me apresenta.
- Acho que ela não curte caras mais novos que ela.
Após um pouco de conversa a família Elric se encaminha de volta ao seu lar, Violet se despede do noivo na porta e quando entra, vai direto para o seu quarto em silêncio, alguma coisa a atormentava, provavelmente era Richard, mas ela não diria isso a ninguém, pelo menos até organizar os seus sentimentos.
Winry já estava indo se deitar no quarto, quando decidiu ir dar um beijo de boa noite na filha, na próxima noite ela iria ficar oficialmente noiva de um dos homens mais ricos e charmosos de toda a central, e essa noite com toda a certeza seria exaustiva para ela. Winry bateu de leve na porta e adentrou no quarto, viu sua filha deitada na cama e abraçada com um ursinho de pelúcia que ela ganhara de Richard antes que ele partisse para o leste.
Winry se sentou na cama e abraçou a filha, não entendendo porquê tanta tristeza nas vésperas de seu noivado, foi então que ela reparou melhor no objeto que Violet segurava com tanta força.
- Foi o Richard que lhe deu este ursinho, não foi?
- Foi sim, eu o guardei durante todos estes anos para poder me lembrar dele.
- E agora que ele está por perto?
- Gostaria que ele estivesse longe novamente – deitando-se no colo da mãe – seria tão mais fácil.
- Mas fácil para quem? Para ele ou para você?
- Acho que para ambos, por que ele tinha que aparecer na central novamente justo quando eu estou com a minha vida toda organizada, com um belo noivo, um emprego estável, uma vida comum...
- Minha querida, você tem que aprender que nessa vida nada é comum e é esse incomum que todos nós carregamos é o que nos faz sermos especiais aos olhos de quem mais nos ama.
- Mas o incomum do Richard me desestabiliza e me faz perder a consciência e a razão.
- Isso é um bom sinal.
- Sinal de quê?
- De que você continua amando ele apesar dos anos que vocês passaram distantes um do outro.
- Então por que ele me trata tão mal?
- Nunca ouviu falar de ciúmes ou mágoa?
- Ciúmes eu duvido que ele tenha, e por que ele teria mágoa de mim?
- Violet Elric, você acha mesmo que eu engoli a história de que a senhorita foi dormir na casa de uma amiga àquela hora da noite?
- Como assim?
- Seu pai só acreditou porque você é a princesinha dele, mas eu não sou cega e nem burra, então me diga o que houve entre você e o Richard?
- Mãe... – Violet não sabia direito como falar isso para a própria mãe, mordia os lábios e tentava desviar o olhar mas parecia que nada adiantava – Eu e o Richard...
- Continue.
- A gente...
- Estou ouvindo, prossiga.
- A gente... – Ela falou em um impulso de coragem – Eu perdi a minha virgindade com ele naquela noite.
Winry ficou um pouco surpresa por Violet ter falado tão claramente, mas ela já sabia o que a filha iria dizer. Ela sabia muito bem que Violet sempre o amou e que nada e nem ninguém iria tomar um lugar com tanto destaque no coração dela quanto Richard.
- Obrigada por me contar Violet, mas o que pretende fazer agora em relação a ele?
- Nada. – falava ela tristemente.
- Não vai querer ficar junto dele?
- Não posso.
- E por quê?
- Esqueceu do Robert? E o meu noivado?
Winry olhou para um ponto fixo no chão um pouco pensativa antes de responder a filha.
- Você ama realmente o Robert?
- Antes do Richard aparecer de novo eu achava que sim.
- E depois que ele voltou?
- Eu já não sei mais, o Richard não pode aparecer na minha vida e sumir quando bem entender, isso mexe muito comigo e me deixa louca.
- Louca a ponto de não deixar de amá-lo?
- É.
- Se você quiser ainda dá tempo de cancelar todo o noivado.
- E o que eu diria para o Robert? Desculpa ter que acabar com todos os nossos planos, mas eu transei com um amigo de infância e voltei a ficar apaixonada por ele.
- Não dessa forma, mas é um jeito.
- Mamãe, você nunca esteve em um lugar como o meu então não tente dar opiniões sobre as minhas atitudes, eu sei que tudo vai ficar melhor assim.
- Você ficando infeliz e com um homem que não ama?
- Eu o amava e vou voltar a amar, vamos nos casar e o Richard vai ser uma página virada na minha vida.
Winry se levanta e vai até a porta – Espero que esteja certa do que está fazendo.
- Eu também mamãe.
Após Winry sair, Violet volta a se deitar e abraçar o bendito urso. Ela ficou praticamente a noite toda em claro, pensando no que iria fazer de agora em diante, ela estava resolvida e não muito feliz com o que havia escolhido, decidiu ficar com Robert, apesar de tudo ele não era nenhum mulherengo e a respeitava muito, coisa que Richard nunca poderia lhe dar.
O dia amanheceu e toda a vida de Violet iria começar a mudar a partir daquele instante, ela se levantou, tomou um demorado banho e foi tomar o seu café da manhã calmamente – ela deveria estar alegre, e radiante neste dia, mas estava aparentando que ela estava se preparando para um velório do que para um noivado – tomou o seu café em silêncio e neste mesmo silêncio saiu de casa para espairecer um pouco.
Ela andou por todo o quarteirão, chegou na praça – aquela que ficara perto de sua casa e que ela passou por muitas coisas – sentou-se em um banco e começou a olhar para as nuvens no céu. Ficou durante meia hora olhando para o céu, até ser distraída por uma sombra em sua frente, ela virou-se e se deparou com alguém parado em sua frente a encarando.
- O que você está fazendo aqui a uma hora dessas meu amor?
- Bem eu...
- Você não deveria estar muito ocupada com os preparativos desta noite?
- Eu sei, queria apenas relembrar umas coisas do meu passado, lembrar da minha infância e adolescência...
- Você ainda está chateada com o que o seu amigo disse? O tal do Richard?
Ela apenas lhe deu um sorriso amarelo.
- Não se preocupe, vou chamá-lo para conversarmos e convencê-lo a ir ao nosso noivado, não quero te ver com essa carinha triste logo hoje e se ele é importante para você, para mim também será.
- Obrigada Robert, você é um amor.
Robert se despediu da noiva e foi em direção ao quartel tentar encontrar Richard, chegando lá ele foi direto para a recepção perguntar onde estaria Richard para uma das atendentes.
- Com licença.
- Sim, no que posso ser útil senhor?
- Bem, eu gostaria de saber se é aqui que um homem, o tal de Mustang trabalha?
- É sim, mas a qual deles o Senhor se refere?
- Como assim? Tem dois deles?
- O senhor não sabe nem o primeiro nome dele ou que patente ele tem?
- Bom... Acho que o nome dele era Richard.
- Ah! O senhor deve estar se referindo ao Tenente-Coronel, o que o senhor quer com ele?
- Eu gostaria de conversar um assunto muito particular com ele.
- Vou ver se ele está disponível no momento... e me desculpe, não perguntei o seu nome, o senhor poderia me dizer para que eu possa anuncia-lo?
- Claro, diga que é o Robert, ou para que ele possa entender, diga que é o noivo de uma amiga dele.
A moça pegou o telefone e esperou até que Richard atendesse.
(ligação ON)
- Desculpe te interromper Tenente-Coronel...
- Não precisa se desculpar e me diga logo o motivo da sua interrupção, eu estou um pouco ocupado.
- É que tem um senhor aqui querendo falar com o senhor.
- E que é?
- Ele disse que se chamava Robert.
Richard pensou durante poucos minutos e não reconheceu o nome – Dispensa o cara, nunca ouvi falar de alguém com esse nome.
- Ele disse que era noivo de uma amiga sua.
- Minha querida, pode fazer uma boa pesquisa por todo o leste e você vai descobrir que todas as minhas amigas não tinham noivos e muito menos eram casadas ou estavam namorando, e se estivessem elas rompiam por minha causa. Provavelmente ele deve ser um desses malucos que levou um pé na bunda e veio tirar satisfações comigo.
- Tem certeza Senhor?
- Tenho sim e caso não cumpra as minhas ordens eu não te chamarei para sair qualquer dia desses.
A moça corou – Sim senhor eu entendi.
(ligação OFF)
A moça coloca o telefone no lugar e direciona a sua atenção a Robert que estava parado em frente ao balcão esperando uma resposta.
- E então?
- Sinto muito, ele não vai poder te atender, está muito ocupado.
Robert faz uma cara de decepção, mas não esperava que uma pessoa que estava passando pelo corredor visse tal cena.
- Com licença, você é o noivo da Violet, não é?
Ele se vira e se depara com um homem fardado e com uma arma nas mãos.
- Sim, sou eu mesmo. Nós nos conhecemos?
- Eu sou amigo dela, Raymond Mustang.
- Ah é mesmo! Como eu pude me esquecer.
- O que você faz por aqui? Robert né?
- Isso! Eu estava tentando falar com o tal do Richard, eu gostaria de pedir para que ele fosse no meu noivado, a Violet ficaria muito feliz, mas ele está muito ocupado.
- O Richard? Ocupado? Imagina, ele deve estar pendurado no telefone conversando com algum rabo-de-saia, vamos até a sala dele, eu te levo e você vai ver com os seus próprios olhos a ocupação dele.
- Mas isso não seria contra a lei?
- Você está acompanhado de um oficial do exercito, não tem nada de ilegal nisso, e alem do mais, eu sou irmão dele e não pega nada.
- Tem certeza?
- Confia em mim.
Raymond começa a caminhar pelos corredores sendo acompanhado de Robert, que ainda estava inseguro com essa decisão de segui-lo. Chegaram em frente a uma enorme porta e Robert viu o Homem a sua frente abri-la sem ao menos bater, e logo foi chamado para entrar dentro da sala.
No instante em que ele entrou na sala se deparou o quão grande era, e era também muito sofisticada, grandes cortinas vermelhas nas janelas e uma enorme mesa, na qual estava sentado em uma cadeira de couro o jovem Tenente-Coronel pendurado no telefone.
Richard se espantou ao ver o irmão invadir a sala sem ao menos bater na porta, ele estava em uma conversa muito importante, e que por um milagre do destino não era com uma mulher e sim com um dos chefes de estado. Raymond esperou junto com Robert até que a conversa de Richard chegasse ao fim, para depois poderem se pronunciar.
Richard desligou o telefone e encarou o irmão e Robert com um ar irritado.
- O que vocês fazem na minha sala? E por acaso não sabem bater na porta?
- A mano, eu sei bem que você nem se importa com essas formalidades, e também eu acho que não interrompemos nada de mais, você deveria estar falando com alguma de suas amiguinhas.
- Engano seu.
- Como assim? Vai me dizer que não era uma mulher?
- Não, eu estava conversando com um dos chefes de estado e recebendo informações sobre a minha mais nova promoção.
- Não acredito? Você vai ser promovido?
- Vou passar a ser Coronel a partir da semana que vem, na minha nomeação oficial.
- Injusto.
- E por que?
- Você não faz nada.
- Você é que pensa, e falando em não fazer nada, que é esse aí? – ele apontava para Robert.
- Esse é o noivo da Violet, ele queria falar com você e não acredito que não se lembre dele?
- E eu tenho culpa, só vi ele de relance umas duas vezes, não sou bom em guardar rosto de homem na minha memória.
- Sei bem...
- Então, o que você queria comigo Robert?
- Bem eu não quero interrompe-lo em seus afazeres...
- Mas já que interrompeu, diga logo.
- Sim...– ele estava em pânico e suava frio ao ver o homem fardado o encarando – eu gostaria muito que você comparecesse ao meu noivado com a Violet hoje à noite, ela ficaria muito feliz.
Richard se levanta e vai em direção a sua garrafa de wisky, enche dois copos e entrega um deles nas mãos de Robert.
- Fique mais calmo, e apenas o fato dela ficar feliz não muda a minha decisão de não comparecer.
- Mas a Violet...
- Eu não estou nem aí para ela – virou um gole de bebida na boca – ela passou longos anos sem me ver e não é agora que ela vai ficar triste se eu não estiver presente.
- Mas ela gosta muito de você.
- Duvido, na nossa infância brigávamos mais que gato e rato.
- Eu concordo – Raymond se intrometeu na conversa.
- Não se mete e vai trabalhar Raymond.
- Sim senhor – e ele sai da sala.
- E como dizíamos...
- Por favor, que gostaria muito que você fosse.
- Não tenho interesse em festas deste tipo, não tem mulheres.
- Mas tem pessoas familiares.
- E que te lembram as burradas que você fez na sua juventude, não obrigado eu prefiro sair em uma noitada e descolar alguma mulher interessante por aí.
- Me desculpe perguntar mas, você nunca amou ninguém?
Richard vira o resto da bebida na boca – Já amei sim, mas nunca deu certo.
- Porque?
- Morávamos muito longe um do outro e ela não confiava em mim como um homem fiel.
- Motivos ela deveria ter.
- E tinha vários, de motivos com os cabelos morenos até as loiras.
Os dois riram do comentário, e logo foram conversando de mais coisas sobre a vida de ambos, desde pequenas molecagens até grandes amores do passado. Secaram a garrafa de wisky, o que não deixou Richard nada feliz, eles saíram então, foram para um bar não muito longe dali para continuarem a conversa, que foi se estendendo a vários copos de bebidas alcoólicas e muitas gargalhadas.
Continua...
Notas finais
Bjossss até a próxima.
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