Destinos Traçados

6 Capítulo 6- Na Central


Notas iniciais
Capitulo adiantado. Pois como sabem, é semana de natal e devo estar fora na sexta.
Boa Leitura

-Essa não, e agora? -perguntou Winry.

-Agora, é descobrir quem fez isso. Ah, mas se eu encontra a pessoa responsável... -eu disse.

-O que você vai fazer? -Ed me perguntou.

-Bem,...não faço a minima ideia. -respondi e todos capotaram depois dessa. -Que foi? Posso até ser um pouco violenta, mas não sou boa quando o assunto é fazer um plano. Isso é com o Ed e o Al. -disse olhando pra eles.

-Conosco? -eles perguntaram surpresos.

-Sim, faz sentido. Vocês conhecem os lugares melhor que a gente. Por favor, nos ajudem. -pediu Jenny.

-Nós vamos ajudar. Mas, nesse momento, esta sendo bom irmos pra Central. -Ed disse.

-Por que Ed? -Winry perguntou.

-Vamos precisar de ajuda do Coronel. -ele respondeu.

O resto da viagem foi silenciosa. Pela cara dos outros, estavam pensando num jeito de resgatar a Carol, mas assim que o trem parou na estação, perguntei se conseguiram pensar em algo ou em alguém que pode te-la raptado. Todos negaram com a cabeça e eu fiquei mais preocupada ainda. Al percebeu minha preocupação e falou:

-Não se preocupe, nós vamos acha-la. -e me deu um sorriso. Isso acabou me encorajando e tendo certeza de que a encontraríamos. Sorri de leve pra ele e fomos rumo ao Quartel General da Central. Durante o caminho, comecei a ficar nervosa, não por causa da Carol, eu já estava confiante de que a encontraríamos, mas por causa da Jenny. De todos nós, ela era a mais baixa, mas só um pouco. Na verdade, ela era alguns centímetros mais alta que o Ed, mas ainda sim, estava prevendo que alguma coisa ia acontecer. Mas preferi não falar nada, vai que eu to errada né?.

Tínhamos chegado ao Quartel e estávamos andando rumo a sala do Roy. Quando chegamos a frente da porta da sala, engoli em seco, Al se virou pra mim e perguntou:

-Esta com medo?

-Um pouco. -admiti envergonhada.

-Não se preocupe, nada vai acontecer. -ele me disse e pegou minha mão. Só assenti com a cabeça e entramos.

Estava muito calmo o lugar. Quando todos nós entramos na sala, percebemos que só tinha o Roy e a Riza no local e vi que o Roy já tinha notado nossa presença e começou a falar com o Ed. Pelo seu tom de voz, ou ele estava sendo sarcástico ou estava só querendo irrita-lo:

-Ora, se não é o baixinho e o Alphonse. -foi nessa hora que olhei pro Ed e já sabia o que ia acontecer. Me afastei um pouco e esperei pela explosão dele que não demorou a ocorrer.

-QUEM VOCÊ TA CHAMANDO DE MINI PROJETO DE AQUÁRIO SUA FOGUEIRA AMBULANTE? -Ed gritou pra ele.

-Ele não falou tudo isso. -Al e Winry disseram. Nessa hora, Mustang levantou-se de sua cadeira e veio andando até nós.

-Alphonse... -ele começou.

-Sim, senhor? -Al perguntou.

- Primeiro de tudo, peça para o seu irmão abaixar o tom de voz com seu superior. E segundo, quem é essa linda dama ao seu lado? Por o acaso é sua namorada? -Roy perguntou quando estava de frente pra mim e pro Al. Percebi que devia ser uns 4 centímetros mais baixa que ele, mas fiquei quieta quanto a isso, pois estava muito vermelha com as duas perguntas que ele fez. Na verdade, não consegui falar nada e nem me mover, estava paralisada.

-Não é nada disso coronel. -Al disse largando minha mão e ficando um pouco vermelho. -O nome dela é Letícia. Ela e seus amigos Jenny e Rafael -ele disse apontando pra eles. -vieram de outro mundo e querem voltar para lá.

-Mas no caminho pra cá, outra amiga deles, a Carol, acabou sendo sequestrada e precisamos de sua ajuda. -Winry disse.

-Entendo. mas por que querem minha ajuda? -Roy perguntou.

-Pois não fazemos ideia de quem foi e pra onde a levou. -disse Ed ainda irritado.

-Tudo bem, vou ajuda-los, mas primeiro, quero saber a sua história. -ele disse olhando para mim. -Tem como me contar agora? -me perguntou. Quando eu ia respondeu me impediram.

-Não, não tem como. Se não ouviu a historia direito, vou repetir. Nossa amiga foi sequestrada e temos que salva-la agora mesmo. -disse Jenny a ele.

-Nossa, já não basta o baixinho aqui na minha sala. Agora aparece mais uma? -ele perguntou.

-Esta me chamando de baixinha? -Jenny perguntou a ele. Quando ela ia pular no pescoço dele, ouvimos um tiro vindo do canto da sala e Riza falando:

-Coronel, por favor, comporte-se.

-Caramba, tinha me esquecido de que ela tava aqui. -disse Rafael assustado.

-Que tal antes de partimos para uma busca, não tentássemos descobri quem foi que a sequestrou? -Roy perguntou. Foi nessa hora que eu me lembrei de uma coisa.

-Sabe, no trem, eu senti alguém pisar no meu pé. A pessoa não estava usando sapatos e ainda senti rapidamente um cabelo tocando minha mão quando me abaixei. O cabelo devia ir até a cintura mais ou menos. -todos olharam pra mim, principalmente Ed, que falou depois de um tempo:

-É isso. Foi o...

--------------------Enquanto isso (narração Carol desde o Trem)----------------------

\"Ai, é um alivio que eu não precise mais puxar a Jenny e nem segura-la, meus braços estão muito doloridos, mas paciência. Posso até ser a mais forte, mas cansa depois de um tempo ficar puxando uma pessoa.\" eu pensei enquanto estava conversando com a Winry. Quando o trem passou por um túnel, segundos depois senti alguém me segurando e amarrando meus pulsos.

-AI, SOCO... -tentei gritar, mas a pessoa me amordaçou, tapou meus olhos e me prendeu em alguma coisa, acho que num saco. Senti que ele me pegou no colo e pulou de alguma coisa ou de algum lugar, devia ter pulado do trem. Comecei a me debater pra tentar sair dessa situação, mas a pessoa só falou:

-Não se preocupe, estamos quase chegando. -eu não conhecia a voz e continuei me debatendo. Depois de um tempo, senti que me tiraram do saco e me prenderam em algum lugar. Por sorte, a corda que estavam em meus pulsos tava meio frouxa e consegui tira-la facilmente. Tirei a venda e o negócio que estava na minha boca. Quando olhei em volta, via só a escuridão e mais nada, pude sentir que estava presa na parede e ouvi alguém falando:

-Finalmente consegui sequestrar o baixinho de aço, já não era sem tempo. -eu conhecia aquela voz e o jeito de chamar o Ed de baixinho. Não acredite nos meus ouvidos, mas quando a pessoa acendeu uma luz fraca, ainda não dava pra ver seu rosto, mas a silhueta era a mesma e ao invés de eu ficar quieta, gritei com raiva:

-ENVY.

Notas finais
Capitulo dedicado a Panda_Lorac, que é minha super amiga e faz o papel da Carol.
Deixem reviews. P.S: Desculpe pelo capitulo pequeno, compenso no próximo.