Destinos Ligados
2 Novo lar
Notas iniciais
POV Merida
Ouço um barulho forte, como se algo muito pesado caísse perto de mim...
O barulho continua, até que decido acordar de uma vez. Abro os olhos vagarosamente e percebo que são malas. Dou um pulo da cama assustando Mauddie, nossa governanta.
– Ah, desculpe, Merida. Não queria acorda-la – ela exclama assustada e encabulada
– Tudo bem, Mauddie. – olho ao redor e me lembro do dia anterior.. – Isso significa que o papai decidiu mesmo se mudar por causa dos negócios, não é?
Mauddie assente e volta a reorganizar minhas coisas. Deito novamente na cama e imagino como será o novo local onde iremos morar.
Eu nunca havia saído da Escócia, mas sempre quis conhecer o mundo afora. Entretanto finalmente conheceria algo além de onde estive, e isso me deixava uma pilha de ansiedade.
– Se arrume, por favor. Você tem 1 hora para ficar pronta e partimos ainda hoje. – ela olha para mim – O Sr. North fez questão que todos nós fossemos jantar na casa dele hoje a noite.
– Já vou – me estiquei e decidi que era hora de me aprontar. Provavelmente não teria tempo nem de trocar de roupa ao chegar nesse tal lugar, portanto iria com algo aconchegante, e isso significa: jeans, all star e uma blusa qualquer.
Fui tomar um longo banho pela última vez na casa onde cresci e rapidamente me arrumei. Quando sai do banho, a loira gorduchinha não estava mais lá.
Desci as escadas observando tudo ao meu redor e dando adeus mentalmente. Avistei meus pais conversando com um homem de cabelos brancos e olhos azuis, grandalhão igual ao meu pai.
– Bom dia – cumprimentei os três adultos e mamãe me apresentou ao sócio deles
– North, essa é a Merida. A Astrid já deve estar... – nesse momento ela apareceu – Ah, ai está ela!
– Oi, gente. – falou olhando para todos nós já reunidos e se apresentando – Prazer, Sr., sou Astrid Hofferson.
– O prazer é todo meu, senhorita. Pode me chamar de North. – e com isso nós duas entendemos que estávamos dispensadas para aproveitar os últimos momentos por ali
Deve estar se perguntando o que a Astrid tem haver com a nossa família, bem, deixe-me explicar. Mas antes, precisa saber que o sobrenome verdadeiro dela é McGuffin.
Ano passado meu pai sofreu um grave acidente e ficou de cama por vários meses. Com isso, apareceram adversários econômicos querendo pegar o que ele conquistou, mas não roubando, através de mim. Fizeram as mais variadas propostas para que meu pai cedesse a minha mão em casamento; como se atualmente as coisas ainda funcionassem como na época em que os DunBroch eram os soberanos do reino.
Eles ofertavam as mãos dos seus primogênitos. Que desesperados para casarem com alguém, aceitavam. Mas um deles tinha um contato maior com a nossa família, pois meus pais são padrinhos da Astrid e ela é quase uma irmã para mim.
Após tudo que ocorreu e que eu me recusei a casar com todos, chegando ao ponto de humilha-los diante do local onde vivíamos, um cara sinistro, chamado Mord’u apareceu. Ele tentou casar-se com Astrid, mas essa recusou-se e o rejeitou; então ele destruiu a casa dela achando que a morte seria o preço que ela deveria pagar por rejeita-lo.
Mord’u incendiou a casa dos McGuffin, contudo Astrid escapou e conseguiu chegar a nossa casa antes que o homem a alcançasse. Meu pai o deteve e o entregou a polícia; mas antes ele jurou vingança contra nossa família.
A garota ficou muito abalada, mas nós a acolhemos como uma integrante da família. Após se recuperar do choque, e da promessa feita por Mord’u, decidimos que seria melhor ela trocar o sobrenome. Tentamos integra-la no sobrenome DunBroch, mas ela recusou-se e perguntou o sobrenome da minha mãe, antes dela se casar; Mamãe já não tinha mais parentes vivos além da família que construiu, portanto o sobrenome Hofferson a muito tempo já não era de fato, de alguém.
Astrid escolheu acolher esse nome como um novo início de tudo e como uma nova família de coração.
– Merida, hora de ir. – antes que eu me desse conta, eu e a loira havíamos andado tudo e estávamos prestes a embarcar rumo ao novo local que iriamos habitar.
Nos acomodamos no jatinho e sobrevoamos o oceano.
~ algumas horinhas depois ~
– Chegamos – Norrth anunciou super feliz – Astrid e Merida, não sei se Elinor e Fergus as contaram, mas eu tenho um casal de filhos da idade de vocês. Irão conhece-los no jantar de hoje e faço questão que eles as apresentem aos conhecidos.
Nós duas nos entreolhamos enquanto o homem nos dava as costas e descia da aeronave; sabíamos que estávamos no meio do ano letivo e que conhecer alguém veterano facilitaria ou dificultaria muita coisa.
Mamãe, papai, Mauddie e os trigêmeos já estavam indo na direção da descida. Astrid levantou e eu a segui. Os trigêmeos eram Hubbert, Harry e Hamish. Os três haviam acabado de completar 14 anos.
Para eles, qualquer lugar era pura diversão, pois viviam para aprontar e o seu alvo preferido era irritar a Mauddie. Fomos de táxi até o endereço onde jantaríamos e provavelmente passaríamos a noite; aproveitei o caminho para começar a absorver a nova paisagem que seria meu lar.
North abriu a porta de sua casa e nos convidou para entrar. Nos apresentou sua esposa e ela e minha mãe se identificaram de cara, parecendo amigas de infância que não se viam a anos.
O clima era bem aconchegante, tanto do lado de fora, como dentro da casa; esta tinha detalhes vermelhos e azuis por todo lado, fotos espalhadas por todos os lados (e seja lá quem fosse o responsável pelas fotogragias, era realmente bom) e tiradas no momento exato de ficarem perfeitas. Fui interrompida de observar os detalhes quando Astrid me cutucou e me guiou para onde todos estavam indo.
– Mil perdões, nossos filhos estão atrasados. Vou agora mesmo busca-los. – North disse indo em direção a porta de saída – Fiquem a vontade!
– Não vai ser necessário, pai. Chegamos bem na hora. – uma garota, que só podia ser a filha da Periwinkle e do North, falou entrando em casa.
– E aí, pai?! – um garoto seguiu a menina e o nosso anfitrião
– DunBroch’s e Hofferson, esses são nossos filhos, Elsa e Jack Frost. – o homem falou e foi se sentar, indicando que os filhos deveriam fazer o mesmo – Durante o jantar, faremos as devidas apresentações.
Mas os dois ficaram alguns segundos a mais em pé; a garota corou um pouco, baixou a cabeça e foi se sentar, não sem antes puxar o irmão.
Esse, antes de ir, deu um sorriso travesso. Daqueles que, basicamente, sugerem que a sua vida irá mudar a partir daquele momento.
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