Destinos Ligados

10 3.10 - Última Tentativa


Notas iniciais
Tina e Brody se aliam e põem seu plano em ação. É hora da última tentativa da asiática, Blaine e Sam estão em sua mira.

Sam acordou cedo, hoje era seu primeiro dia no trabalho. O loiro espreguiçou-se e lembrou-se do que aconteceu na última noite. Olhou para o lado, viu B. O solista dormia com um sorriso no rosto, parecia feliz. Mais tarde ele teria ensaio com Santana e Carmen Tibideaux, pois a diretora planejava organizar outro concurso de Musa da NYADA e queria que Santie e B. cantassem juntos na ocasião. Ele iria ajustar os detalhes. O bocudo resolveu acordar seu noivo com medo de que ele se atrasasse.

– Hey. – Disse enquanto levava a mão ao braço do solista e mexia – Acorde, dorminhoco. Está na hora. – Sussurrou ao ouvido do noivo.

Blaine virou-se para o loiro, abriu os olhos e sorriu. Depois se espreguiçou e o abraçou.

– Mas já? – Perguntou.

– Sim, o dia já começou. – Respondeu o bocudo e sorriu para B. Recebeu um beijo depois disso – Eu tenho que ir trabalhar e você à faculdade.

– Eu só queria que todos os dias fossem assim. Acordando ao seu lado, planejando o dia... – Disse B.

– E vão ser. Só que logo, logo teremos uma família também. Então teremos mais responsabilidades.

– Uou! – Ele riu — Mas já? – Perguntou B. novamente.

– Para que perder tempo? Sei que o cara que eu quero é você. E sim, quero dois filhos e um cachorro. – Sam piscou.

– Pode deixar. Logo, logo eu implanto meu útero. – Brincou Blaine. E os dois riram.

– Idiota! – Sam o beijou – Vamos tomar banho.

– Juntos?

– Sim. Por que, não quer?

– Acho que é o que estou desejando agora. – Disse o solista e piscou. Depois levantou e correu para o banheiro. Sam foi em seguida.

Blaine e Sam entraram e foram logo tirando a roupa entre risadas e gracejos. O moreno encarou o loiro, que sorriu. B. levou a mão até o ombro de Sam e o empurrou, deixando-o entre ele e a parede. O solista segurou na nunca do noivo e começou um beijo. Primeiro distante, depois foi encostando, até que os corpos nus do casal estavam colados. Sam deslizou a mão pelo corpo do noivo, até chegar a suas nádegas, onde as deixou até o término do beijo. Blaine investia com a língua na boca do noivo, que roçava seu corpo no do outro e a sua mão na bunda de B.

Eles cessaram o beijo, Blaine mordeu o lábio inferior de Sam e puxou, o loiro deu um gemido baixo. B. foi descendo e beijando o corpo do loiro. Pescoço, peitoral, abdômen, virilha. A cada parte que o solista tocava com os lábios, o bocudo suspirava. Por fim, Blaine chegou aonde queria, a área do corpo de Sam que ele tanto almejava no momento, seu membro.

B. pegou o pau do noivo e segurou, depois o arregaçou, deixando a cabecinha bem a mostra. Ele levou a língua até a região e a circundou algumas vezes, sentindo o gosto do noivo e deixando sua glande toda babada. Sam fechou os olhos, levou as mãos até a cabeça do noivo e ficou fazendo carinho enquanto deixava Blaine comandar lá embaixo. O solista, após brincar com a língua na cabecinha rósea do pau do bocudo, começou a segurar e puxar o prepúcio com os dentes. Ele fez algumas vezes e depois desceu, mordendo de leve a lambendo todo corpo do cacete duro de Sam.

O moreno chegou até as bolas do noivo, onde as engoliu de uma vez. Ficou brincando com ambas na boca enquanto observava as caretas de prazer de Sam. Após um tempo, ficou chupando uma e outra, revezando enquanto levou o dedinho ao anelzinho do loiro e ficou esfregando de leve. Sam podia explodir e chegar ao seu ápice a qualquer momento, vendo isso, B. voltou a investir mais em cima. Voltou ao pau do noivo e o engoliu por completo, ficou indo e voltando rapidamente, chupando e fazendo movimentos com a língua no membro do bocudo. Chupou, chupou e chupou. Até que o loiro não aguentou mais e gozou na boquinha quente do solista. B. não cessou, mesmo com os jatos chegando a sua boca e os espasmos no pau de Sam, ele continuou com movimentos, dessa vez chupando e sugando todo líquido que o loiro ejaculou.

Ao terminar, ele lambeu os lábios e limpou as últimas gotas de porra do noivo bocudo, depois subiu e beijou Sam.

– Agora sim, você está pronto para o trabalho. – Brinco e riu. Depois piscou.

– Banho? – Perguntou Sam rindo.

– Só se for agora! – E B. levou o loiro para debaixo do chuveiro.

Blaine foi à faculdade para falar com Carmen Tibideaux. Ela queria discutir com ele e Santana sobre uma apresentação que aconteceria em alguns meses no concurso de Musa da NYADA. Por Santie e B. terem se apresentado na peça organizada por ela ano anterior, e a latina ter ganho o último concurso, a diretora queria um dueto dos amigos para abrilhantar ainda mais seu concurso.

Após a reunião e todos os detalhes acertados, Blaine convidou Santie para almoçar. Ela aceitou e pediu para que fossem até o café onde Puck trabalhava, pois era perto e lá serviam comida, além dela poder ficar um pouco de tempo com o namorado também. B. concordou e eles foram.

A verdade é que o solista precisava da ajuda da latina, ela já desconfiava um pouco que se tratasse de um favor, mas nada comentou. Deixou que o amigo pedisse.

Eles chegaram, sentaram, chamaram Puck e fizeram o pedido. Depois Santana olhou para Blaine.

– Então, gostou da ideia da Tibideaux?

– Ah, sim. Adorei nosso dueto. – Falou o solista sorrindo – Vai ser bem legal cantar Shakira com você. – Riu.

– Vou adorar também. – Ela disse, mas um pouco sem expressão.

– Algum problema? – Algo parecia errado em seu humor — Você é sempre tão cheia de vida e comentários, seja sobre qualquer assunto. Hoje estão tão para baixo. – Comentou o rapaz.

– Só um pouco cansada e confusa. – Explicou Santie.

– Mas com o quê? – Blaine, que vinha para tratar de um problema dele mesmo, viu-se querendo ajudar à amiga também. – Você não é do tipo de pessoa que parece viver indecisa. – Ele riu um pouco.

– Dilemas... E objetivos que eu perdi. Não sei mais quem eu sou, o que quero e o que vai ser de mim. – Falou a garota sem rumo.

– Perdida... Sei bem como se sente, já estive assim. – Ele suspirou – No meu caso, perdoar foi a solução para encontrar-me novamente. Não sei do que se trata o seu, Santie, mas se está perdida, por que não voltar ao começo e tentar tudo de novo? Tentar reencontrar seu caminho? – Sugeriu B. segurando a mão da amiga em forma de apoio.

Santana então o olhou por um tempo, algo pareceu passar por sua cabeça, uma ideia, que talvez fosse louca, mas que poderia ajuda-la.

– Obrigada, Blaine! Você é um gênio! – Disse sorrindo. – Já sei o que fazer.

– Ótimo. – B. riu – Agora é sua vez de me ajudar.

– Claro. Conte-me tudo.

– É o seguinte, Sam e os pais brigaram. Eles não o aceitam... Desde então, ele esteve muito triste. Nós pretendemos nos casar no segundo semestre, pensei que eles só precisassem de um tempo para pensar, se arrependerem e voltarem atrás... Mas vejo que não. O pior, achei que até nosso casamento eles já estariam bem de novo com o Sam. Contudo, o pai dele é muito cabeça dura e leva a mãe consigo. – Blaine suspirou – Tenho medo, Santie. Sam os ama muito, eu sinto. Ele é muito apegado aos pais. Talvez, ele não continue bem por muito tempo estando assim, brigado com eles. – Explicou o solista.

Santana ficou calada um tempo, olhando para um local fixo, pensando em tudo que B. havia dito. Até que pensou ter achado uma solução.

– Você disse que a mão dele é levada pelo pai, não? – Perguntou ela.

– Sim, sim. Pelo que ele me fala, ela talvez o aceitasse, se não fosse pelo Sr. Evans.

– É isso, aí está a chave para esse problema. A mãe dele, ligue para ela, converse sobre ele. Nenhuma mãe iria querer ver o filho mal. Não se esqueça de que ela o gestou nove meses dentro de si.

– Mas e se ela não quiser conversar comigo? Sou o noivo do filho dela, pivô de todos os seus problemas familiares. – Falou o rapaz triste.

– Adicione-a no Facebook. Mantenha contato, faça amizade sem que ela saiba que é você. Aos poucos, se torne próximo, gostando de você vai ser mais fácil de aceitar. Mas antes não se esqueça de bloquear seus amigos, para que não veja que o Sam é amigo em comum de vocês. – Falou a morena – Parece uma ideia louca, eu sei. Mas pode ser a única saída. Depois que forem amigos, conte-a a verdade.

Blaine parecia assustado com a ideia, mas não tinha outra alternativa.

– Muito bem, vou tentar. – Disse para a amiga, um pouco sem esperanças – Mesmo que eu não consiga, eu vou ter tentado ajudar ao meu amor. – Falou sorrindo.

– Você o ama muito, não é? – Perguntou Santana.

– Mais do que eu gostaria. – Respondeu B. e riu. Puck vinha com o almoço deles nesse momento. Blaine olhou para ele – E você, não o ama, não é?

Aquilo foi como um soco no estômago dela.

– Quem disse isso? – Perguntou assustada.

– Não tente se enganar, Santana. Eu consigo ver mais sobre você do que você pensa. Talvez você não tenha se perdido em Nova Iorque, mas em você mesma.

Puck então chegou e eles acabaram com o assunto. O rapaz notou que eles estavam meio sem jeito.

– Então, qual o problema? – Perguntou forçando um sorriso.

– Nada, querido. – Santie o puxou e o beijou – Estávamos apenas falando sobre nossa apresentação no concurso da Tibideaux. Venha, sente-se conosco e nós te contaremos tudo. – Disse a morena.

Blaine, Santana e Puck então almoçaram juntos.

No dia seguinte, Tina e Brody caminhavam juntos em direção à casa de Rachel. Era hora de Brody tentar reconquistar o antigo amor e de Tina por seu plano em ação, de sua última tentativa.

Eles pararam em frente à porta.

– Está aqui. – Disse Brody entregando um frasco pequeno e cor de âmbar a Tina – Mas cuidado, hein. Uma gota deixa a pessoa sonolenta, duas faz alguém dormir e três...

– Eu sei bem o que faz. – Disse ela arrebatando o frasco da mãe dele, que ficou sem ação e espantado com tanta falta de educação da parte dela — Dê-me isso e vamos ao que interessa. A Rachel. Vou entrar e você vem junto. Já disse a ela que vinha vê-la. Vamos. – Disse e os dois seguiram.

Brody tinha um frio na barriga. Fazia um tempo que ele não falava com Rach, desde o acidente. Talvez por temer vê-la frágil, ou por temer que ela o maldasse e confundisse suas intenções, já que agora estava sem o Finn. Rachel estava na sala, sentada quando eles entraram.

–Tina! Brody! – Falou com um meio sorriso. – Fico feliz por virem me ver. – Falou. – Venham, sentem-se comigo. Vamos comer biscoitos. Carole está fazendo uma fornada deliciosa!

Tina piscou para o rapaz, sem que Rachel visse, e eles foram.

– Carole? – Perguntou Brody.

– Sim. É mãe do Finn. Ela virá de vez em quando para me ajudar com a casa e depois a cuidar do meu filho. – Explicou. – E você? Por que não disse que vinha? Estou surpresa.

– Fui eu que o chamei, Rachel. Desculpe-me se fiz errado. – Tina entrou na conversa – É que sei que ele te salvou da Cassandra. Pensei que poderia ficar feliz em ver um velho amigo. Sei também que está em uma fase horrível de sua vida... Sinto muito. – Falou a asiática.

– Sim, está sendo difícil. Mas meus amigos e filho que está em minha barriga estão me ajudando muito. E mais, a música, ela é minha válvula de escape. Sempre que me sinto mal, vou escrever, buscar expressar meus sentimentos. E quanto estou bem também. Isso tem me ajudado bastante. – Ela ouviu uma voz, era Carole a chamando – Vocês me dão licença?

– Claro. – Falaram em uníssono.

Rachel levantou e foi até a cozinha. Carole a viu e sorriu, pediu que a ajudasse com uma bandeja cheia de biscoitos. Também pegou uma caixa de achocolatado na geladeira e colocou em outra. Rachel sorriu.

– Preocupada com a fome deles, não? – Perguntou Rach assustada com a quantidade de biscoitos.

– Não só com a deles, mas com a sua e de meu neto. – Falou a mãe de Finn. Ele se aproximou mais um pouco da garota – E aquele belo rapaz, será que já está...

– Por favor, Carole. – Rachel a interrompeu, envergonhada. – Eu e Brody não temos nada.

– Mas já tiveram, certo? – Rachel corou com a pergunta, Carole balançou a cabeça e sorriu – Você não pode ficar a vida toda só, querida. Nem eu, nem o Finn iria querer isso. Deve superar o que aconteceu e ser feliz, seguir adiante.

– Eu estou fazendo isso, mas aos poucos. Namorar agora não faz parte dos meus planos. – Explicou Rachel.

– Tudo bem. – A mulher sorriu – Mas acho que você deveria voltar a voar, meu passarinho. Não quero que esse bebê cresça envolto de tristeza.

Rachel sorriu e abraçou a amiga de forma calorosa. Ter Carole por perto a ajudava a superar um pouco do que aconteceu. Contudo, ter outra pessoa em sua vida, no momento, não estava em seus planos mesmo. Ela nem sentia nada por Brody, o que tornava ainda mais difícil alguma aproximação.

Ela voltou à sala, Carole permaneceu na cozinha. Ao chegar, percebeu que Tina não se encontrava mais.

– Ué, mas para onde foi a Tina? – Perguntou confusa e depositou a bandeja com comida em uma mesinha.

– Teve que ir, tinha um almoço marcado com o Blaine. – Explicou Brody.

– Ah. Que pena. – Disse Rachel – Falando em almoço, quer almoçar conosco mais tarde?

Brody sorriu, isso seria bom. Tudo que ele precisava era aproximar-se de Rachel.

– Claro. – Falou feliz. Rachel sorriu para ele e ambos foram conversar sobre os últimos acontecimentos.

Tina foi à casa de Blaine. Era hora de executar sua última tentativa. Se não tivesse Blaine para ela para sempre, teria ao menos uma vez. Para isso, iria fazer com que Blaine o traísse com ela, mesmo que a força. Ela seguiu, não podia olhar para trás, senão iria titubear.

A asiática chegou, abriu a porta e entrou. Era horário de trabalho de Sam. O almoço só estava marcado para mais tarde. Tina abriu a bolsa, olhou mias uma vez para o frasco que Brody havia dado. Respirou fundo e chamou por B.

– Blaine? Está aqui? – Gritou. – Blaine? – Foi adentrando a casa.

– Tina? – Respondeu o rapaz alguns minutos depois – Estou no banheiro, só um momento! – Gritou.

– Tubo bem. – Ela então sentou e esperou por ele.

Blaine chegou, estava um pouco suado e meio pálido.

– Você está passando mal? – Ela perguntou e pulou rapidamente, levantando-se e indo até B.

– Não, não. Não precisa se preocupar. — Disse ele, rindo um pouco da reação da amiga. – Foi só um sorvete que tomei. Pensei ter comprado sem lactose, mas me enganei. – Tina fez cara de quem não entendeu – Ah, você não sabe, é verdade. Eu fui diagnosticado com intolerância a lactose.

A garota então se deu conta do que ocorreu.

– Já sei. – Disse ela, tendo uma ideia. Aquilo caiu perfeitamente em seu plano – Vai para cama, deita. Você precisa de um bom suco de frutas, precisa se hidratar. Vou fazer. — Falou e, sem dar chances de Blaine ao menos discutir, foi o empurrando para o quarto e deitando-o na cama.

Ela o deitou e desabotoou sua camisa, depois a tirou, alegando que estava fazendo calor. Blaine estava visivelmente constrangido, mas ela não se importou muito. Depois foi à cozinha. Abriu a geladeira. Havia leite, algumas frutas e bastante comida. Pegou frutas e água, já que leite estava fora de cogitação. Pegou o potinho que Brody a deu e cotejou uma vez. Mexeu bem e foi.

– Aqui está – Disse a asiática entregando o copo ao amigo e sorrindo – Vai se sentir melhor, pode acreditar. – Blaine bebeu tudo, enquanto ela se aninhava ao lado dele, deitando em seu peito nu.

– Tina... Acho que isso não é certo... Mesmo eu sendo gay, sou noivo. É melhor sair daqui.

– Shiu... – Ela levou um dedo aos lábios do solista e os selou – Deixa o Sam para lá, agora somos eu e você. – Disse e sorriu. Blaine começava a fechar os olhos, o remédio já fazia efeito. Ele não dormiria, mas ficaria meio inconsciente. Era hora – Você é meu, B. Eu sempre soube disso, o Sam vai saber hoje.

Tina foi para cima dele, sentando em seu colo. Levou as mãos ao peitoral nu do rapaz e desceu até sua barriga, alisando. Há tempos ela queria aquilo, era como se tivesse, enfim, vencendo. Blaine parecia querer lutar, mas não tinha forças. Ela foi descendo e deitando por cima dele, até aproximar seu rosto do rosto do rapaz. Sentiu sua respiração próxima a dela e então mergulhou seus lábios e beijou os do rapaz.

Nada foi como ela imaginou. Os lábios de Blaine, que ela imaginava quentes e molhados, eram frios e secos. O corpo do solista era gélido, suas mãos suavam, mas não de calor e sim de nervosismo. O membro do rapaz era mole, seu corpo era sem vida, seu amor era de Sam. Tina o largou, se encheu de raiva, não só de Blaine, por não amá-la, mas também dela própria por se atrever a realizar tal ato tão sujo.

Tina levantou-se e deixou B. lá, foi até a cozinha. Embora se arrependesse do que fez a Blaine, ainda odiava Sam. Não queria o loiro e o solista juntos. Ela abriu a geladeira e pegou uma jarra de leite, suas mãos tremiam e o liquido no recipiente estava inquieto. Rapidamente, ela pegou o frasco em sua bolsa, abriu e jogou todo ali. Intolerância a lactose era o que passava por sua cabeça. Então saiu dali com a certeza de que havia perdido Blaine para sempre e, se tivesse sorte, Sam também, só que de outra forma.

Um pouco mais tarde, Sam chegou em casa. Era hora do almoço já, o loiro estava faminto por comida e por atenção que sempre recebia de Blaine. Entrou e não viu o solista. A casa estava silenciosa, achou estranho e continuou a adentar, até chegar à porta do quarto e abrir. A primeira reação dele foi empalidecer, ficou parado ali, sem saber o que aconteceu. Depois foi ao encontro do noivo e o abraçou forte.

B. estava sentado em um canto no chão, com a cabeça apoiada na cama e chorando. Ele soluçava baixinho, parecia muito assustado. Sam apenas o abraçou sem perguntar nada, deixou que o pavor passasse. Depois de alguns minutos, já um pouco melhor, o solista contou tudo que aconteceu. O loiro ouvia cada palavra horrorizado, sem saber o que mais esperar de Tina.

– E pensar que a gente ia... – O loiro suspirou – Ela é uma louca, B. Ela tentou te estuprar! Precisamos denunciá-la.

Blaine riu de forma torta daquela grande ironia. Uma garota tentando abusar sexualmente dele. Era no mínimo engraçado. O rapaz levantou-se, limpou as lágrimas e deu a mão ao loiro, para que ele levantasse também. Em seguida, o abraçou.

– Deixe-a. Não quero vê-la nunca mais. Isso basta. Vamos apaga-la de nossas mentes, removê-la de nossas vidas. O que importa é que estamos aqui, juntos. E nada pode nos separar. – E abraçou o noivo de novo, mais forte.

Sam sorriu e cheirou os cabelos pretos e enrolados do noivo.

– Como pode ser tão bom, mesmo com alguém tão ruim? – Perguntou – Não sei se mereço alguém como você. É bom demais para mim. – E riu de forma singela.

– Bobo. – Blaine sorriu. Aquilo foi gratificante para o loiro. – Você é quem eu amo. Nunca ninguém vai mudar isso. – Blaine pensou um pouco – Já sei! Vamos cantar? Quem sabe assim eu não me acalmo e a gente não esquece um pouco disso?

Sam assentiu com a cabeça. Eles foram para a sala, B. pegou o violão e ambos sentaram no sofá. O solista escolheu a música, Sam adorou. Eles deram um beijo de amor e então B. começou a tocar o violão.

Ambos:

You love who you love?

Who you love?

You love who you love?

Who you love?

Sam:

My girl, she ain’t the one that I saw coming

And sometimes I don’t know which way to go

And I’ve tried to run before

But I’m not running anymore

'Cause I fought against it hard enough to know

That you love who you love

Who you love?

You love who you love?

Who you love?

You love who you love?

Who you love?

Oh, you can’t make yourself stop dreaming

Who you’re dreaming of

If it’s who you love, then it’s who you love

Blaine:

My boy, he ain’t the one that I saw coming

And some have said his heart’s too hard to hold

And it takes a litle time, but you should see him when he shines

‘Cause you’d never want to let that feeling go

When you love who you love

Who you love?

You love who you love?

Who you love?

You love who you love?

Who you love?

Oh you can’t make yourself stop dreaming

Who you’re dreaming of

If it’s who you love then it’s who you love

Oh, you love who you love?

Ambos:

Who you love?

You love who you love?

Who you love?

You love who you love?

Who you love?

Oh you can’t make yourself stop dreaming

Who you’re dreaming of

If it’s who you love, then it’s who you love

You're the one I love

Após aquilo, Sam beijou Blaine com todo amor e ternura do mundo. Seus olhos marejavam de emoção, B. também chorava. Eles foram dormir e tentar não sonhar com todos os acontecidos do dia.

Ao amanhecer, Blaine acordou ao som de gritos.

– Blaine! – Gritava o loiro da cozinha – Rápido, vem aqui! – Berrava ele. – Blaine! Blaine! – Parecia desesperado.

B. jogou as cobertas e correu, ao chegar ao local, já era tarde.

Notas finais
Músicas: Who You Love - John Mayer feat. Katy Perry Espero que gostem e comentem. Estou voltando, só para constar! Logo, logo posto mais. Abraços e boa leitura!