Destinos Ligados

5 3.05 - A Verdadeira Vitória


Notas iniciais
Will perde e toma uma decisão. As notícias chegam a Nova Iorque, Kurt vem a Ohio. Blaine, Marley, Sam e os outros dão o último adeus a Mr. Shue e, juntos, eles constatam a Verdadeira Vitória.

Alguns dias se passaram desde que Sue deu sua última sentença. Will e seus alunos caíram em imensa dor. Enquanto os pupilos e amigos se consolavam, o professor evitava o contato com qualquer um deles. Tudo que estava presente em seus alunos lembrava o Glee, isso era muito doloroso. Eles aceitavam a decisão do professor, embora também quisessem ajuda-lo.

Logo as notícias também chegaram a Nova Iorque e, junto com elas, a triste informação de que Will e Emma iriam embora de Ohio. Ele não suportava viver mais ali perto de tudo que fazia-o lembrar-se do clube que tanto amou e empenhou seu trabalho. Kurt veio dar seu adeus.

O ex de Blaine chegou de surpresa, cheio de remorso e se sentindo um inútil por não ter vindo antes e não ter ajudado o clube. Contudo, não era só isso. Kurt estava mal sim, com os olhos marejados, mas a sua preocupação ia, além disso, englobava algo além do Glee.

Foi até a sala de coral, onde não encontrou nada. Ela estava vazia. Então ligou para Blaine e marcou de se encontrar com ele e o resto do pessoal mais tarde. Kurt saiu e, para a sua alegria e surpresa, encontrou-se no corredor com uma velha amiga.

– Emma! – Disse e abraçou a mulher com um sorriso singelo.

– Kurt, meu querido. Veio ver o Will, não é? As notícias já devem ter chegado lá. – Falou tristemente.

– Chegaram sim. – Ele sorriu tentando confortar a conselheira.

Ela também estava arrasada. Seus olhos se perdiam dentro de uma imensa quantidade de maquiagem, mas, mesmo assim, suas olheiras eram visíveis. Emma ajudou muito Will com o Glee e amava aqueles garotos como os filhos que ela nunca teve.

– E os outros?

– A Rachel não pôde vir, porque estava indisposta. A barriga já começou a crescer. Não tenho muito contato com Artie e Tina, então... Mike e Mercedes não localizei. Santana e Puck não puderem vir, mas trouxe algo para Mr. Shue feito por eles junto com a Rachel. – Explicou.

Cada palavra que Kurt exprimia saia com um imenso pesar. Seus olhos estavam longe, era como se não estivesse totalmente presente naquele local. Aquela não era sua única preocupação. A mulher não deixou de notar isso.

– Você parece muito preocupado. – Emma olhou para o ex-aluno e viu algo mais em seu semblante. Não havia só preocupação, tinha também angústia. – Está acontecendo algo mais?

Ele a olhou e pensou sobre o que estava ocorrendo, talvez fosse hora de se abrir com alguém. Contudo, não acreditava que Emma fosse a melhor pessoa para isso. Talvez Rachel...

– Sim, está. Mas não acho que quero conversar sobre, Emma. – Respondeu ele.

– Para de bobagens! Você é jovem, mas tem que aprender que todos têm problemas e precisam resolvê-los. Venha – Ela pegou na mão dele – Vamos até minha sala onde teremos mais privacidade. Lá você me explica tudo.

Ela o conduziu até seu local de trabalho, onde ambos se sentaram, um em cada lado da mesinha que havia lá. Kurt suspirou. Ele não queria falar sobre, teria que dar um jeito de enrolar a mulher.

– Então, pode falar, Kurt. Pode se abrir comigo. – Disse Emma.

– Emma... É que... Olha, eu não quero ser grosso, mas é que isso não é da sua conta. E, além do mais, estou aqui pelo Glee. Problemas pessoais meus não estão como prioridade. Acho melhor a gente encontrar um método de ajudar o Mr. Shue.

Emma o olhou e sorriu. Levou a mão até a do ex-aluno e deu novamente um imenso sorriso. Ela compreendia as dores dele. Sabia também que ele não poderia prosseguir, muito menos ajudar alguém, com aquele fardo em suas costas.

– Meu querido, como você vai conseguir ajudar o Will, ou confortá-lo, se não consegue nem olhar nos olhos das pessoas de tão sobrecarregado de pesares que está? Você precisa pensar primeiro em seu problema, Kurt. Que não está aqui, em Lima. Ou seja, não é prioritariamente o Glee. Certo?

– Certo. – Ele sorriu meio sem graça ao admitir. Depois suspirou – Ele está no Canadá, na verdade.

– E “ele” tem nome? – Perguntou Emma, que estava disposta a cumprir seu dever a aconselhar seu amigo.

– Adam. Esse é o nome dele. – Kurt riu – Você conseguiu, tudo bem. Tudo isso tem a ver com uma proposta que ele me fez há pouco tempo. Proposta que vai mudar minha vida... Só que, tenho muitas dúvidas. Ela mudaria minha vida drasticamente, Emma. Não sei se estou disposto. – Falou Kurt, que retomou o semblante triste após a risada.

Foi aí que a conselheira entendeu a gravidade do problema e percebeu qual seria a proposta ou, pelo menos, algo que continha nela.

– Kurt, penso que seu caso é um pouco mais complicado do que nós dois pensamos. Acho que sei quem é esse Adam e lembro-me de um sequestro quando esse nome me vem à cabeça... – A mulher suspirou e sorriu – É difícil realizar certas mudanças em nossas vidas, passar por cima de nosso orgulho, nossas convicções e das opiniões de pessoas que nos rodeiam e que só querem o melhor para nós. Também é muito difícil sair de nossa zona de conforto, do que consideramos seguro e partir para algo que não temos ideia do que vai nos trazer futuramente...

– Nossa, Emma... Você parece até que sabe realmente do que se trata... – Falou interrompendo a mulher, que logo o interrompeu de novo, com um sorriso.

– Esse é meu trabalho, esqueceu? Aconselhar. – Sorriu de novo – Mas voltando... Tudo isso é difícil, meu querido. Contudo, se tratando de buscar nossa felicidade, devemos lutar e mudar, se for preciso. Adaptar-nos a novas situações... Aos novos ambientes e lugares. – Ela o olhou bem nos olhos – O que importa nessa vida, Kurt. É ser feliz. Mesmo que para isso precisemos arriscar. Aja, decida-se e, acima de tudo, busque seus ideais, sua alegria, sua felicidade.

Kurt ficou sentiu um arrepio da ponta do pé até os seus inúmeros fios de cabelo. O que Emma falou foi extremamente tocante. Ela percebeu que havia conseguido o que queria, seu trabalho com o velho aluno e amigo estava feito.

– Agora que eu te ajudei, é sua vez de ajudar. Vá até seus amigos, soube que estão preparando algo para o Will. Pediram minha ajuda. Você pode ser importante para eles agora. – Falou a mulher.

– Claro. Vou ligar para o Blaine e fazer isso agora mesmo. – Eles levantaram-se, Kurt a abraçou – Obrigado. – Disse apertando-a entre seus braços – Você não faz ideia do quanto me ajudou. — E se foi.

Na casa da Sra. Rose, Blaine, Sam, Marley e companhia estavam reunidos. Eles tentavam buscar uma solução para ajudar Mr. Shue.

A doce garota chegava da cozinha com uma fornada de biscoitos. Os amigos estavam acomodados em sofás e cadeiras.

– Hum... – Disse Sam sentindo o cheirinho do que acabava de chegar – A Sra. Rose sempre uma deusa na cozinha!

– Engraçadinho! – Marley riu com a brincadeira – Sabe muito bem que minha mãe está trabalhando e quem fez foi eu.

– Minha garota é tão boa quanto a mãe na cozinha, isso eu os asseguro. – Disse Ryder. Marley colocou a bandeja em uma mesinha de centro e sentou-se no colo do namorado. – O que estamos esperando para começar?

– O Jake e a Kitty. – Respondeu Blaine – Eles ainda não chegaram. Eram membros do Glee. Pensei que iam querer participar. – A porta abriu – É, acho que não precisamos esperar mais...

Mas precisariam. Para o espanto de todos, quem entrava não era Kitty, muito menos Jake. Era Kurt. Todos os receberam com inúmeros sorrisos e abraços. Era bom ter o velho amigo de volta.

– Onde está seu celular, Blaine? – Perguntou o irmão de Finn – Eu te liguei mil vezes e não me atendeu nenhuma. – Reclamou.

– Acho que descarregou. – Ele pegou o celular – Acho não, tenho certeza. – O jogou na mesa.

– Não importa. – Kurt sentou-se – A questão é que eu vim aqui ajudar vocês. E mais, temos que ser rápidos... O Mr. Shue viaja depois de amanhã. – Disse com um imenso pesar. Eles então começaram a pensar em conjunto.

Na casa de Jake, Kitty acordou. Ela estava na cama do rapaz, havia dormido com ele depois de mais uma noite de balada. Sua cabeça doía, ela levou a mão até ela, estava com uma terrível ressaca. Depois se espreguiçou e levantou. Olhou para cama de novo, Jake estava deitado e nu. Ela também estava. Só aí se deu conta do que aconteceu de verdade.

– Jake! Acorda, vai. Acorda! – Disse revirando o garoto – Acorda, caralho! – Berrou.

– O que foi? – Perguntou o Puckerman ao abrir os olhos – Alguém morreu?

– Não, seu idiota. Mas olha para nós!

Jake olhou. E viu o mesmo que a loira viu. Os dois estavam nus, ele deitado e ela de pé. Isso tudo depois de uma noite de bebida e sexo. Ele sorriu e sentou na cama. Puxou a loira e beijou-a na boca.

– Largue-me, seu idiota. – Disse ela, ao se soltar – Que brincadeira sem graça.

– Não foi nenhuma brincadeira o que aconteceu agora, Kitty. Nem o que aconteceu ontem... Nem que vem acontecendo conosco! Será que não percebe?

– Percebo que é hora de ir embora. Estamos atrasados para aquela reunião, esqueceu? A na casa da Marley. – Uma pontada na cabeça. Kitty lembrou que aquele nome talvez não devesse ser citado ali, na frente de Jake. Ele percebeu a expressão dela.

– Relaxa. Eu não me importo mais com isso. Deixa a Marley lá com o namorado dela. E eu aqui com a pessoa que tem me ajudado muito. – O rapaz sorriu.

– Ah, Puckerman! Você me tira o juízo! – Disse ela revirando os olhos de aborrecimento – Eu vou indo, vou a casa dela.

– Como assim? Mas sem falar nada sobre...

– Para, Jake. Pode parar. Vou indo, tchau! – E saiu.

Na casa de Marley, a conversa continuava. Os amigos estavam reunidos há algumas horas e tentavam conseguir um modo de ajudar o professor, mas nunca chegavam a uma conclusão. Pensaram em bater de frente com Sue, denunciá-la, ir aos jornais, aos políticos, mas não adiantaria. Ela tinha dado uma tacada de mestre.

– Precisamos de algo! – Esbravejou Sam.

– Sim, não podemos apenas deixar o Mr. Shue partir. – Marley levantou-se. Exausta e triste, ela abriu-se com seus amigos – Sabe, ele nos ensinou tantas coisas... – Falou em quanto pensava – E nos ajudou tanto. Ele é um verdadeiro professor, mas não só da escola e sim da vida! Se comigo foi assim, com vocês então imagino que foi de forma bem mais grandiosa. – Disse referindo-se a Blaine, Sam e Kurt.

– É isso, Marley! Bingo! – Blaine levantou-se – Talvez a chave não seja não deixar o Mr. Shue partir, mas sim deixa-lo ir, mas com uma certeza: Ele não perdeu. Pode estar indo, mas seu legado continua aqui. Seus ensinamentos, tudo... Ele é um grande vencedor e nós somos a prova viva disso!

– Seus pupilos. – Disse Sam, sorridente – Você tem razão, B. Talvez seja o destino dele.

– O destino... – Marley suspirou nos braços de Ryder.

– Sim, o fatídico e cruel destino. Mas, se tem que ser assim, será. Só posso garantir uma coisa, ele não vai sem antes ouvir o que temos a dizer. – Disse B. – Ele é mais que nosso professor, o Will Shuester é o grande pai da gente! Ele nunca será esquecido.

– Eu acho posso implementar a ideia de vocês, Blaine. – Disse Kurt – Eu tenho um vídeo que poderá nos ajudar.

– Ótimo. – Disse B. já alegre – Então, juntos? – Perguntou olhando para todos.

Juntos! – Todos o abraçaram.

Eles passaram o resto do dia terminando de falar sobre os detalhes do plano. Blaine e Sam passaram quase que a noite inteira em claro. Tudo tinha que ficar perfeito. E assim seria, se dependesse do empenho deles. Marley e Ryder se encarregaram de ligar para o Jake e Kitty e atualizarem os dois faltosos. Kurt combinou com Emma.

O outro dia chegou. Não era hora ainda, mas Ryder já se encontrava no Mckinley. Ele ficou encarregado de arrumar o auditório, já que a sala do clube havia sido fechada por Sue. Lá encontrou Harmy, ela também ficou com a tarefa.

– Que bom te ver aqui. – Disse o rapaz, meio tímido – Então, como vão as coisas com o Hunter?

– Ah, vão bem, eu acho... Ele ainda está internado, mas não fui vê-lo. Não quis perturbar. – Disse meio acanhada.

– Só por isso? – Ryder sorriu para ela – Pode confiar em mim. Afinal, somos amigos, não somos?

– Não só por isso... – Ela admitiu – Tenho medo da resposta que ele disse que me daria depois das Nacionais. E se for não... – Disse tristemente.

– Aí ele é um idiota! E não merece a garota incrível que você é.

– Obrigada. – Disse Harmy sorrindo – Você que é ótimo – Ela pegou não mão do amigo – A Marley é que é sortuda. Sempre teve os melhores homens aos seus pés.

– Boba. Você é incrível! Vai se dar bem com o seu cara, eu sei que vai. – Ele a abraçou – Agora vem, vamos limpar isso. – E foram.

Era hora. Todos se reuniram, enfim, no auditório. E logo Emma chegou trazendo seu marido. Eles vinham de mãos dadas e Will não entendia o que aconteceria ali. Todos estavam ali. Blaine, Sam e Kurt de um lado; Marley, Ryder, Unique, Jake e Kitty do outro. No meio do palco havia um projetor.

– Mas o que significa isso? – Perguntou ele após sentar-se em uma das cadeiras da plateia, Emma sentou-se ao seu lado.

– Somos nós, Mr. Shue. Seus pupilos, seus alunos, seus filhos. – Disse Sam, sorrindo.

– Sabemos que você vai embora, então viemos aqui nos despedir. Viemos para dizer que você vai, mas vai sabendo de algo... – Falou Blaine com uma lágrima no canto do olho – Vai sabendo que tudo que nos ensinou nunca morrerá. Que todas as vezes que estivemos mal e nos ajudou a levantar sempre vai fazer parte de nossas lembranças.

– Que sua música nunca deixará de ser ouvida. – Continuou Kurt.

– Que seus ensinamentos nunca deixarão de ser repassados. – O loiro também chorava.

– Que você é o verdadeiro vencedor, Mr. Shue. E que nós, seus queridos e amados gleeks, nunca deixarão de acreditar. – Concluiu Blaine.

Kurt apertou um botão. Um vídeo começou. Nele estavam Rachel, Santana e Puck. E uma música, conhecida muito bem por todos que ali estavam presentes começou a tocar.

Puck:

Just a small town girl

Livin' in a lonely world

She took the midnight train going anywhere

Rachel:

Just a city boy

Born and raised in South Detroit

He took the midnight train going anywhere

Santana:

A singer in a smoky room

The smell of wine and cheap perfume

For a smile, they can share the night

It goes on and on and on and on

Blaine e Sam:

Strangers waiting

Up and down the boulevard

Their shadows searching in the night

Streetlights, people

Living just to find emotion

Hiding somewhere in the night

Kurt:

Working hard to get my fill

Everybody wants a thrill

Payin’ anything to roll the isse

Just one more time

Blaine:

Some will win, some will lose

Some were born to sing the blues

Oh, the movie never ends

It goes on and on and on and on

Sam:

Strangers waiting

Up and down the boulevard

Their shadows searching in the night

Streetlights, people

Living just to find emotion

Hiding somewhere in the night

Blaine, Sam e Kurt.

Don't stop believin'

Hold on to the feelin'

Streetlights, people

Marley e o restante do novo New Directions:

Don’t stop believin’

Hold on to the feelin’

Streetlights, people

Todos juntos

Don't stop believin'

Hold on to the feelin'

Streetlights, people

A música começou com o vídeo, surpresa preparada por Rachel, Santana e Puck. Eles cortaram o resto depois da terceira estrofe e seguiram juntos. Mr. Shue estava aos prantos no palco, Emma o abraçava.

– E não acabou. – Disse Marley, com o velho sorriso doce no rosto – Sabe, Mr. Shue. Lembra-se de quando eu cheguei aqui? Eu era uma menina. Frágil e indefesa. Boba e inocente. Só tinha minha voz e foi nela que você confiou. Depositou uma confiança em mim que ninguém nunca havia depositado antes. Você me ajudou, você me amparou, você me fez crescer... Você me ensinou.

– Você me aceitou, Mr. Shue. – Disse Jake – Você fez de mim não a sombra do Noah Puckerman, mas o Jake Puckerman.

– Sempre mostrou que esse é clube das diferenças, onde não é aceita nenhuma e qualquer forma de discriminação. E eu sou a prova viva disso – Falou Unique.

– Sempre acolhedor. – Ryder e Hamorny falaram em uníssono e de mãos dadas.

– Sou imensamente grata ao destino que nos ligou a você, William Shuester. Nós erámos os proscritos, hoje somos vencedores! E tudo isso graças a você!

Marley:

Who's to say

Who's not okay?

The breakaways

Will outlast, will outlast

Jake:

Sticks and stones

Won't break these bones

They're just some drones

To get past, I'll get past

Unique:

Feeling downcast

Like an outcast

Underdogs, it's time to bite back

Todos:

We are, we are, we are (We are!)

Stronger from every scar, (Scar!)

Brighter than any star (Star!)

We're the outcast, o-o-outcast

Marley, Blaine e Sam:

There's nothing you can say (Say...)

To blow our dreams away

We rise above the fray, (The fray)

We're the outcast, o-o-outcast

Jake e Kitty:

In this skin, I’m better than

I’ve ever been, so take that, yeah, take that

Ryder e Harmony:

The esto f time will show who shines

It will be mine

Yeah, the last laugh, the last laugh

Unique e Marley:

Feeling downcast, (You're feeling)

Like an outcast (Like an outcast)

Underdogs, it's (Yeah!) time to

It's time to, time to bite back

Todos:

We are, we are, we are (We are!)

Stronger from every scar, (Scar!)

Brighter than any star (Star!)

We're the outcast, o-o-outcast

There's nothing you can say (Say...)

To blow our dreams away

We rise above the fray, (The fray)

We're the outcast, o-o-outcast

I'd rather be outrageous than

Just another door pushing again

I'd rather be a rainbow than

Just some

Shade of gray

We are, we are, we are

Stronger from every scar, (Yeah...)

Brighter than any star (Yeah...)

The outcast

The outcast, yeah

Stronger from every scar

The outcast, (Outcast!) o-o-outcast (Outcast!)

(Oooh!) Brighter than any star (Oooh!)

The outcast, o-o-outcast (The outcast! Yeah...)

We are, we are, we are (Yes, we are) the outcast, o-o-outcast

Todos pularam do palco e correram até o professor. Abraçaram-no, enquanto o homem chorava.

– O que eu posso dizer... – Começou ele.

– Nada. – Uma voz o interrompeu – Pelo menos não antes de eu falar algo. – Eles olharam em sua direção. Era Bree.

– O que faz aqui? – Kitty ia em sua direção, mas Jake a segurou.

– Vim prestar minha homenagem ao Mr. Shue e agradecer. – Disse a morena.

– Agradecer? – Ele perguntou.

– Sim. – Ela tinha tristeza no olhar – Você também me ensinou muito, Mr. Shue. Eu me arrependi profundamente de tudo que fiz. E graças a você. Sabe, você me deu uma chance... Mesmo eu tendo dado inúmeras provas de que não era digna de confiança. Você é bom, Will. Homens como você são difíceis de achar. Espero que a Sue não tenho o derrubado.

– Não, ela nunca conseguiu isso. Não foi dessa vez. – O homem sorriu – Venha, junte-se a nós. – Chamou-a para o abraço e ela foi. – Nós podemos ser perdedores, mas, mesmo assim, ainda obtivemos a vitória. – Disse o homem.

Eles se abraçaram, todos juntos. O professor então se deu conta de tudo que ele havia feito e que tudo que disseram era verdade. Ele havia ensinado que cultuar as diferenças e aceita-las era necessário. Que perder era um ponto de vista e perdedores um dia podiam virar o jogo. Will mostrou aos seus pupilos que acreditar em seus sonhos valia apena. Ele ensinou-os a amar. Aquilo nunca ninguém, muito menos Sue, tiraria deles. Seu legado persistiria, mesmo com a distância. Aquela era sua verdadeira vitória. Troféu nenhuma valia tanto quanto ela.

– Volta logo. – Disse Blaine em meio a aquele abraço e várias lágrimas – O mundo precisa de você, essa escola precisa de você. Nós precisamos de você.

– Um dia, quem sabe. – Falou o homem e sorriu.

O dia da partida chegou. Ele e Emma estavam de malas prontas, mas o professor precisava resolver uma última pendência.

– Will, você aqui? – Estranhou Sue ao vê-lo na sala de coral, que ela mesma havia mandando trancar – Venho contemplar sua derrota? – Perguntou com um sorrisinho no rosto.

– Não. Vim constatar minha vitória. – Disse o homem, com um semblante feliz.

– Você só pode estar louco.

Will riu.

– Estou muito bem, obrigado, Sue. – Ele olhou mais uma vez para a sala – Só você que não vê. Eu vou, mas meus alunos ficam. Eles são a prova de que eu venci, Sue. E isso você nunca poderá negar. – Ele sorriu para ela – Agora, eu vou indo. Mas pode ter certeza, um dia, eu volto. E seus dias de tirania terão fim.

Will se foi. Sue, como era do seu feitio, ficou lá, bufando de raiva. Derrubou algumas cadeiras e depois voltou ao seu posto. O professor e sua esposa foram para outra cidade e deram continuidade aos seus trabalhos. Fazendo o que mais gostava de fazer, cantando, lecionando e ensinando as pessoas a realizarem seus sonhos e a nunca deixar de acreditar, pois, perdedores ou não, o mundo dá voltas e a vida pode ser amarga hoje, como também poderia ter no dia seguinte o sabor da verdadeira vitória.

Notas finais
Músicas: Don't Stop Believing - Journey Outcast - Glee Cast É isso pessoal! Desculpem a demora, mas tive problemas com meu computador. E esse capítulo já havia sido pensado há algum tempo, desde que eu escrevia a Season 2. Então, qualquer semelhança com o episódio 100 é coincidência. Abraços e até a próxima!