Destinos Ligados
4 3.04 - A Última Sentença
Notas iniciais
Já se passou quase um mês desde que Blaine voltou a Lima. Era final de Dezembro e as Nacionais serão no dia seguinte. Todos haviam ensaiado arduamente, por isso tinham tirado o dia para descansar.
Blaine e Sam, Marley e Ryder, os dois casais estavam na casa da senhora Rose jogando conversa para o ar. Era manhã, um pouco antes do almoço. A mãe de Má, a sempre prestativa Sra. Rose, iria fazer uma refeição suculenta para os amigos. Ela estava feliz, pois sua filha estava feliz. Parecia que, enfim, Marley havia se encontrado e trilhava um belo caminho ao lado de Ryder.
A Sr. Rose passava pela cozinha, com travessas quentes de comida em suas mãos enluvadas, quando Blaine a viu de relance pelo arco que ligava a sala de jantar à sala de estar. Eles estavam sentados em almofadas no chão, cada um ao lado do seu respectivo parceiro, jogando algum jogo de cartas. O loiro lembrou-se do que Marley planejava após as Nacionais e um questionamento veio a sua cabeça.
– Ela sabe? – Perguntou o loiro, dirigindo um olhar a mãe e depois a filha.
– Não. – Respondeu Má. Ryder a olhou de forma apreensiva.
A questão era que Marley queria muito ir a Vegas com o namorado. Lá ela tentaria realizar todos os seus sonhos. Cantar ao lado de Ryder e construir uma vida ao lado dele parecia ter se tornado parte deles. Contudo, a doce e vivida garota, que agora já era mulher, ainda sentia um frio na barriga ao pensar em falar com a mãe sobre o assunto. Ela era a única pessoa que a Sr. Rose tinha no mundo, deixa-la iria partir o coração da mãe. Marley tinha medo, não só de a mãe sofrer, mas de fraquejar no fim.
– É melhor que ela não saiba... Pelo menos por enquanto. Na hora certa, eu contarei.
– Marley, a gente já conversou sobre isso... – Disse Ryder – É melhor que você diga logo. Eu mesmo já contei aos meus pais. Eles nem se importaram. Também, são tão ocupados com o trabalho... – Reclamou o novato – Mas sua mãe não, Má. Ela te ama muito. Ela vai sofrer muito se for pega de surpresa.
– É melhor assim, Ryder. Não quero discutir sobre isso. Deixa-me mal. – Ela suspirou.
– Marley. – Blaine levou a mão até a da amiga e acariciou-a – Se precisar de mim na hora, me chama, por favor. – Falou o solista.
– E de mim também, Má. – Disse Sam. Ela sorriu. De repente, ele também havia começado a chama-la da forma que só Unique e Ryder chamavam.
– Eu amo vocês! Sabiam? — Falou de forma doce e puxou os dois para um abraço. Todos riram e Ryder se uniu a eles, abraçando os três.
– Marley! Venha junto com os garotos, a comida está pronta. – Disse sua mãe, que a observava do arco que ligava o cômodo em que eles estavam a outro, com um sorriso meigo, parecido com o que a doce garota tinha. Ver a filha feliz deixava-a feliz. Marley sabia disso e era o que mais doeria no processo de separação.
No Mckinley, Jake andava pelos corredores com uma bolsa pelas costas. Ele iria sair com Kitty, novamente, hoje à noite. Queriam festejar e encher a cara antes do grande dia. Viajariam cedo até a cidade que sediaria as competições, então dormiriam no ônibus. O rapaz saiu da escola, mas parou, pois viu algo no chão que parecia ser uma nota, dinheiro talvez. Ao fazer isso, sentiu algo esbarrando em si. Ele levantou-se e virou. Era Bree.
– Podemos conversar? – Perguntou ela.
– Claro. – Disse Jake.
Eles foram até um local mais afastado, onde havia uns bancos. Eles se sentaram lá.
– O que quer? – Perguntou o Puckerman assim que chegou. Ele não podia perder muito tempo ali, tinha o compromisso com Kitty.
Bree o encarou e sorriu com escárnio.
– Quem vai foder hoje à noite? Por que tanta pressa?
– Não viemos aqui para discutir minha vida, pelo menos é o que acho. – Jake se irritou com a pergunta da garota – Fale logo o que quer, pois preciso ir.
– Tudo bem, vamos direto ao ponto. Você acredita em mim? – Perguntou e olhou-o nos olhos a espera da resposta.
– Como?
– Você entendeu, Jake. Não se faça de bobo. Acha que estou tentando prejudica-los de alguma forma? Ou acha que eu, realmente, estou redimida e tentando ajudar o Glee?
Jake a olhou e buscou algo nela, fosse em seus gestos ou feições, ele queria alguma coisa que explicasse aquilo que a garota estava fazendo. Bree apenas o encarava em busca de respostas.
– Eu não acredito em você. Nunca vou acreditar. Não sei o que quer, mas eu e a Kitty vamos descobrir.
– Você e a Kitty... Andam muito juntos ultimamente, não? – Ela riu – Mas isso não importa. – Bree levantou – A Marley confia em mim, sabe... – Falou pensativa – Às vezes, Puckerman, a gente só precisa de apoio para tomar decisões certas na vida. Mas o que é o certo e o que é o errado afinal, não é? – Ela riu de novo. Jake não entendia nada do que ela falava. Olhava-a como se tivesse uma louca em sua frente – Faz bem em não confiar em mim, isso só mostra porque eu me apaixonei por você.
– Por quê? – O rapaz agora a olhava com curiosidade.
– Porque somos muito parecidos, Jake Puckerman. – Bree piscou e se virou, seguindo caminho – No seu lugar, eu também não confiaria mim – Pensou.
A noite chegou e depois a madrugada. Jake e Kitty caminhavam bêbados pela rua. O rapaz fez questão de deixar a moça em casa. Já era a quarta vez que eles saiam juntos. De certa forma, a loira estava ajudando o rapaz a esquecer-se de Marley. Doía ainda, mas não como antes. Kitty estava cuidando de Jake, assim como prometeu a Puck.
– Amanhã nós vamos vencer! – Jake berrava pela rua – Vamos vencer aquela porra! E depois, Sue Sylvester, vou ter o prazer de te mandar tomar no cu, e pessoalmente! – Ele e Kitty gargalhavam.
– Calma, Jake. Você não vai fazer isso.
– Por que não? Está do lado dela agora? – Brincou.
– Não! – Kitty riu – Você não vai fazer isso antes de mim. – Os dois caíram rindo na rua. Depois se sentaram em uma calçada.
– Sabe, a Bree... Ela veio com uns papos estranhos para mim hoje. – Falou o rapaz. Embora bêbado, ele demonstrava preocupação ao tratar daquilo.
– Relaxe, pois daquela vadia cuido eu! – Kitty piscou – O que é dela está guardado. Estou apenas esperando o momento certo.
– Você é impossível mesmo! – Jake riu – E pegadora. Não sabia que ficava com garotas também.
– Só de vez em quando. Beijos de garotas são mais doces e os peitos macios. – Kitty riu – Meu negócio mesmo é outro!
– Sei bem qual é...
– Sou uma vadia completa, ué. – Brincou – Fiquei com cinco dessa vez! E só um era garota. – Os dois riram.
– Dessa vez... Da última, foram oito! E três garotas!
– É, eu me excedi um pouco... Mas e você? Nunca provou um cara?
– Não... – Jake respondeu um pouco sem graça – Não é minha praia mesmo. Como bom Puckerman que sou, gosto é de boceta! – Eles riram até que Jake pousou a cabeça no colo de Kitty – Inclusive, a sua está bem quente. Pelo menos é o que parece.
– Faz alguns dias que não transo, então... – Explicou a loira.
Jake levantou-se, meio constrangido. Ele olhou para Kitty, ela olhou para ele. Os dois suspiraram, a loira mordeu o lábio e Jake sentiu algo subindo, uma espécie de calor. Eles não se seguraram, Kitty pulou no colo do amigo e começou a beijá-lo ferozmente. Eles ficaram se beijando e se esfregando por quase quinze minutos. Jake já estava duro.
– Chega! – Disse Kitty, que pulou do colo dele – É melhor pararmos. Temos que ir descansar um pouco. Logo estaremos dentro de um ônibus.
– Tem razão. – Falou Jake recuperando o fôlego – Mas antes... Só mais uma coisa. Você já transou com garotas? – Perguntou ele, ainda curioso sobre o assunto. Kitty riu.
– Sim. Umas três vezes. Uma foi em um ménage, sabia? Foi muito bom. Fodi com um cara e com uma garota ao mesmo tempo. Foi delicioso. Bocetas têm um sabor bom, mas que não me agrada provar frequentemente.
– Bom saber... Transar com duas e vê-las se pegando é desejo de grande parte dos héteros.
– Quem sabe um dia eu não satisfaço seu desejo, hein? – A loira piscou.
Os dois riram e se levantaram. Depois, Jake deixou Kitty em casa e se dirigiu a sua. As próximas horas do dia seriam decisivas para o futuro do Glee. Eles queriam dar o melhor de si para ajudar Mr. Shue e era isso que fariam.
O outro dia chegou e eles foram até a cidade onde aconteceriam as Nacionais. Chegando lá, foram levados a um quarto reservado a equipe, como era de praxe. Cada aposento com comida, sofás e poltronas confortáveis para que as equipes pudessem disfrutar. Havia também dois banheiros e, ao entrar no banheiro, notava-se que não se ia direto a casa de banho, mas sim a um compartimento com uma pia, espelho e um closet, onde estavam as roupas que os amigos usariam para competir. Foi assim que descobriram qual era o feminino e qual o masculino.
– É isso, pessoal. – Disse o professor. Todos já começavam a se preparar. Logo seria a vez deles. – Saibam que, seja qual for o resultado, eu sempre estarei com vocês. Com ou sem Glee. – O homem suspirou. Seu trabalho estava feito. Sobrava aos seus pupilos o resto.
Aos poucos, todos foram se aproximando e abraçaram Mr. Shue em um caloroso abraço coletivo.
Harmony, que não se aguentava mais de saudades de uma certa pessoa, deu uma escapadinha. Ele se esgueirou pelos corredores e enviou uma mensagem de texto. Esperou, até que ele chegou.
– Eu vim rapidinho a ver, só porque pediu. – Disse Hunter – Logo eu competirei, Harmy. – Ele não conseguia a encarar bem. Parecia ter vergonha de competir contra ela. – Eu sei que a vitória é muito importante para você, e que você pretende obter sucesso com isso. Talvez até consiga, pois a plateia está cheia de olheiros... Mas...
– Eu sei que não pode afrouxar. Eu nem quero também. – Disse ela sorrindo – A vitória é sim muito importante. Mas não só pelo meu sucesso, mas sim por uma causa bem maior que isso. – A tristeza a tomou conta de suas feições. Hunter não entendia. – Contudo, quero muito competir com você, e vencer. – Ela sorriu.
– Agora estou preocupado. O que está havendo?
– Não precisa se preocupar com isso. — Harmy se moveu e abraçou o rapaz – Eu só queria mesmo te ver. Logo terei a resposta que tanto quero, não é? – Perguntou e beijou o Warbler – Hein?
– Sim. – Hunter e beijou na testa – Mas agora preciso ir. Cuida-se e... Espero que dê tudo certo para vocês.
As apresentações, aos poucos, foram ocorrendo. Eram muitas, já que vinham corais do país inteiro. Mas uma era crucial, a dos Warblers. Eles seriam os últimos, depois do New Directions. Isso afligia a todos ainda mais.
– Onde está o Jake? – Perguntou Kitty ao grupo, a garota acabava de chegar.
– Ele deve estar no banheiro. Acho que foi isso que ele falou quando saiu daqui há pouco. – Respondeu Unique.
Na sala reservado ao ND, Bree se encontrava descansando. A morena alegou que não estava se sentindo bem, que não gostaria de ficar na plateia com todos. Isso e que Kitty poderia ataca-la a qualquer momento. Todos concordaram que era melhor manterem distância mesmo. Mas a verdade era outra.
Depois de um tempo lá, sozinha, a ex-líder presumiu que era hora de agir. Ela saiu, foi até o corredor, não havia ninguém. Depois caminhou um pouco, foi até as cadeiras na plateia, mas não se aproximou a ponto que pudesse ser vista pelos outros. Vendo que estavam lá, Bree voltou até a sala. Ela entrou na sala onde estavam as roupas e o banheiro.
Bree procurou por dentro do Closet a parte que cabia a Kitty. Estavam todas as roupas dentro de pacotes plásticos com os nomes de seus donos colados a embalagem. Depois de um tempo, ela achou. Puxou uma faca do bolso. Pequena, porém amolada. Ela foi até a porta da salinha novamente, abriu e certificou que não havia ninguém ali, e voltou aonde estava. Ela abriu a sacola e pegou as roupas e o sapato de Kitty. Suas mãos estavam trêmulas.
– Não, eu não posso desistir agora. – Bree chorou, parecia que não queria fazer aquilo – Eu já entrei demais nisso. Não devo prejudicar todos, mas ela merece.
A morena pegou a faca e cortou a sola dos sapatos de Kitty, depois os colou com uma cola vagabunda, sabendo que eles descolariam assim que ela começasse a dançar. Pegou o vestido de Kitty e passou a faca em alguns pontos da costura interna. Depois embalou tudo de novo e guardou.
– Pronto. Feito. – Disse quase que sussurrando e saiu.
Bree foi até onde todos estavam e sentou-se ao lado de Marley, longe de Kitty, que a encarou de forma muito hostil.
– Onde está Jake? – Perguntou a morena, procurando por ele.
– Parece que todas estão atrás do Puckerman hoje. – Brincou Unique, que cedeu o lugar para a morena sentar, ficando entre ela e Má – Ele saiu há um tempo e não voltou. Deve estar no banheiro.
O grande momento chegou, dentro de instantes, seria vez do New Directions. Eles se dirigiram a sala reservada e vestiram-se e maquiaram-se. Kitty e Bree seriam as primeiras.
– Calma, tá? – Instruiu Blaine – Deixem a matança para a performance! – Brincou e todos riram.
– Pode deixar. – Kitty piscou e saiu.
– A performance vai ser inesquecível, eu garanto. – Bree sorriu e seguiu a loira.
As duas entraram no palco. Deram as mãos e sorriram para plateia, depois uma para a outra.
Bree:
I fell in love in a 7 11 parking lot
Sat on the curb drinking slurpees
We mixed with alcohol
We talked about all our dreams
And how we would show 'em all
I told him I got a plan and I'm gonna dominate
And I don't need any man to be getting in my way
But if you talk with your hands
Then we can negotiate
Ambas:
I just keep moving my body, yeah, yeah
I’m lways ready to party, yeah, yeah
No, I don’t listen to mommy, yeah, yeah
I never say that I’m sorry
Bree:
I am an american girl
Hot blooded and I'm ready to go
I'm loving taking over the world
Hot blooded, all american girl
I was raised by a television
Every day is a competition
Put the key in my ignition
Oh-way-oh
Kitty:
I wanna see all the stars
And everything in between
I wanna buy a new heart
Out of a vending machine
It’s a free country so baby we can do anything
Kitty e Bree:
I just keep moving my body, yeah, yeah
I’m lways ready to party, yeah, yeah
No I don’t listen to mommy, yeah, yeah
I never say that I’m sorry
I am na american girl
Hot blooded and I’m ready to go
I’m loving taking over the world
Hot blooded, all american girl
I was raised by a television
Every day is a competition
Put the key in my ignition
Oh-way-oh
Kitty:
You know we're gonna shine so bright
(oh we're gonna shine so bright...)
Oh baby gonna go all night
(oh we're gonna go all night)
You know we're gonna shine so bright
(oh we're gonna shine so bright...)
Oh baby gonna go all night
Kitty e Bree:
I am na american girl
Hot blooded and I’m ready to go
I’m loving taking over the world
Hot blooded, all american girl
Kitty:
I am an american girl
I was raised by a television
Every day is a competition
Put the key in my ignition
Oh-way-oh
I am an american girl
Hot blooded and I'm ready to go
I'm loving taking over the world
I am an american girl
A apresentação poderia ter sido perfeita e impecável, se os acidentes calculados por Bree não tivessem ocorrido. No primeiro refrão, a sola do sapato de Kitty caiu, elas deveriam ter cantado juntas, mas, de tão assustada que estava, a loira se calou. Contudo, logo se recuperou, tirou os sapatos, jogou-os para plateia e voltou a cantar. Elas duelaram estrofe por estrofe, vendo quem se sobressaía mais. Até que o pior aconteceu. As costura do vestido de Kitty desataram, o vestido quase caiu, mas a loira o segurou e o enrolou feito lençol. Bree sorriu para ela. A fúria de Kitty inflamou seu sentimento de vingança. A loira chutou a morena no meio da canela, Bree caiu e Kitty seguiu cantando só. Implacável. Aquilo foi perfeito, pelo menos para o público. A “encenação” convenceu. Kitty sofreu durante toda a performance para vencer no final, e de forma gloriosa. Mas nem tudo havia acabado, Bree ainda teria as contas acertadas com a loira, ela podia ter certeza.
Elas voltaram à sala. Bree bufando de raiva, Kitty vitoriosa.
– Então, era isso desde sempre, não é? Sempre soube que tinha um plano, vadia! – Esbravejou para a morena. – Mas hoje eu acabo com sua raça, cadela prematura! – Ela avançou, mas Mr. Shue a segurou.
– Chega, Kitty! Chega! – Vociferou – Depois falamos sobre isso. Por sorte, pensaram que o que aconteceu foi encenação. Mas, se não conseguirmos algo melhor, poderemos perder... – Disso o homem, que estava nervoso.
– E a Sue ganha. – Sam suspirou.
– Assim como a Bree planejou, não é? – Questionou Kitty. Todos olhavam para a morena, ela parecia assustada e acuada. Bree abriu a porta e saiu. – Ah, você não vai!
– Deixe-a! Eu já disse. – Mr. Shue gritou agora. Kitty permaneceu. – É com você, Sam. Espero que ganhe essa para nós. – O homem sorriu.
Sam saiu e se dirigiu até o palco, Blaine o acompanhou.
– Quebre a perna. – Disse antes de abraçar o noivo.
– Vou quebrar sim. – Falou o bocudo – Mas, mais que isso, eu vou deixar minha marca lá. Nós vamos ganhar, B. Prometo. – Ele beijou o solista.
Sam entrou e sentou-se em uma cadeira que havia no meio do palco, depois pegou um violão. Olhou para o lado, Blaine estava lá no canto. O solista soltou um beijo para o amado. O loiro olhou para a plateia, mas não a enxergava. Nada podia dar errado, no fundo, ele só queria ver a vitória. Foi nisso que ele se concentrou. Sam começou e logo os outros entraram, eles fariam o coro no refrão.
Voted most likely to end up
On the back of a milk box drink
Looks like I'm letting 'em down
'Cause seven, seventy-five isn't worth
An hour of my hard work and time
When you can't afford
Half the shit they advertise
Oh, I'm worth more then they ask
More than the toe-tag generation full of regret
Oh, I won't settle no
Oh, I can't settle
I wanna break the mold
I wanna break the stereotype
Fist in the air
I'm not going down without a fight
It's my life and I'm not sitting
On the sidelines watching
It pass me by
I'm leaving you my legacy
I gotta make my mark
I gotta run it hard
I want you to remember me
I'm leaving my fingerprints
I'm leaving my fingerprints
I'm leaving my fingerprints on you
Representing you and me
Don't you wanna go down in history?
Rather then end up begging on the streets
Trading under table favors
For a place to sleep
'Cause I'm worth more than this
So stop writing prescriptions
For my Ritalin
I can focus my attention
I wanna break the mold
I wanna break the stereotype
Fist in the air
I'm not going down without a fight
It's my life and I'm sitting
On the sidelines watching
It pass me by
I'm leaving you my legacy
I gotta make my mark
I gotta run it hard
I want you to remember me
I'm leaving my fingerprints
I'm leaving my fingerprints
Don't give up
Don't give in
Build your house on the rock
Oh, not in the sand, in the sand
In the sand, in the sand
It's my life and I'm not sitting
On the sidelines watching
It pass me by
I'm leaving you my legacy
I, I gotta make my mark
I gotta run it hard
I want you to remember me
It's my life and I'm not sitting
On the sidelines watching
It pass me by
I'm leaving you my legacy
I, I gotta make my mark
I gotta run it hard
I want you to remember me
'Cause I'm leaving my fingerprints
I'm leaving my fingerprints
I'm leaving my fingerprints in the end
O resultado foi esmagador. Juntar Sam e um violão sempre dava nisso. Blaine sabia, por isso sugeriu. Todos aplaudiram de pé, uns suspirando e outros sorrindo. Todos prestigiando. O loiro levantou e correu até o noivo, beijou-o e afagou seus cabelos.
Depois que terminaram tudo, eles foram até a plateia. Bree havia sumido, talvez voltado a Lima. Era hora dos Warblers, era o momento mais crucial da noite.
A equipe sentou e esperou. Esperaram cerca de quinze minutos quando o nervosismo começou a tomar conta.
– Mas o que é isso? Algum tipo de tortura psicológica? – Perguntou Kitty, que já estava a ponte de ter um troço. Só não caía por já estar sentada.
– Não. Eles não são disso. Deve ter acontecido algo. – Falou Harmony. – Eu vou ver, esperem. – Ela saiu.
A garota bateu no quartinho reservado a equipe do quase namorado, mas ninguém atendeu. Andou mais um pouco, a procura de alguém que pudesse dizer o que estava acontecendo, mas também não encontrou ninguém. Voltou então. Bateu, bateu e bateu na porta. Bateu até que não tinha mais forças, até cair em desespero. Encostou-se a porta e desceu, deslizando, até que se sentou no chão. Já se passava quase meia hora desde o horário marcado para apresentação deles, mas nada.
– O que faz aqui? – Perguntou uma senhora que passava pelo corredor. – Você está bem?
– Graças a deus! – Ela levantou-se e olhou para a mulher, cheia de esperanças – Você sabe o que aconteceu com as pessoas daqui? Os Warblers. Eles deveriam ter se apresentado já, mas não foram.
– Ah, sim. O rapaz, o vocalista, creio eu. Ele se acidentou, meu amor. Está hospitalizado, machucou a perna, mas não a quebrou. Ele logo ficará bem, mas não poderá competir. Por isso, todos desistiram. Eles eram realmente um time.
Harmony ouviu tudo sem questionar, talvez por espanto, ou porque estava prestes a cair de novo. Para sua sorte, a mulher a segurou.
– Calma, minha querida. Não caia, pois não queremos outro acidente hoje! Vamos, vou anunciar o vencedor agora.
– O vencedor... – Harmy suspirou. Eles tinham mais chances agora – Claro, vamos. – Ela e a mulher saíram. Depois procuraria Hunter e veria o que ocorreu.
Harmony voltou ao seu assento e explicou tudo aos amigos. A mulher fez o mesmo com a plateia. Depois, abriu um envelope e disse que anunciaria quem ganhou. Todos do ND cruzaram os dedos, era a sua grande chance.
– E os vencedores desse ano são... – Ela olhou para o papel, depois para a plateia – New Directions! De Lima, Ohio! Do Mckinley High!
Todos gritaram e se abraçaram, jogaram tudo para cima e festejaram com o resto da plateia. Estava feito. Mesmo com a intromissão de Bree, o New Directions havia vencido os outros clubes, e Will havia vencido Sue.
O outro dia veio cheio de alegria. Na escola todos comemoravam mais uma vitória. Kitty e seu inseparável amigo Jake vinham pelos corredores recebendo as congratulações dos amigos. A loira vinha calada demais, por isso Jake estava um pouco assustado.
– Não está feliz com a vitória? – Perguntou à loira.
– Não é isso. Estou muito. É só que... A Bree. Ela novamente nos atrapalhou. Eu tenho certeza que foi ela.
– Eu também. – Disse Jake. Kitty o olhou esperando respostas – Ontem, na hora que eu fui ao banheiro, ela não estava lá como disse que ficaria para descansar. Eu fui ao masculino, mas estava trancado. Então, como não havia ninguém, entrei no feminino. – Explicou – Depois que me tranquei, ouvi um barulho e alguém falando só. Era a Bree, Kitty. Ele fez isso não para prejudicar o ND, mas para se vingar de você. Pelo menos foi o que eu entendi.
Kitty se calou por um tempo, como se estivesse digerindo aquilo ainda.
– Sabe, Kitty. – Continuou Jake- Eu , às vezes, penso que se nós tivéssemos acreditado nela e a apoiado, ela teria desistido dessas loucuras de ajudar a Sue.
– Não importa! Ela fez o que fez, então agora é minha vez de agir. Ela e Sue que se fodam! – Kitty saiu com os olhos fulminando. O moreno a seguiu.
Kitty buscou em cada sala e em cada buraco pela inimiga. Até as latas de lixo e loira abria a procura de Bree. Para o azar da líder e aliada de Sue, ela a encontrou enquanto procurava pelo banheiro.
– Encontrei você! Vagabunda! – Berrou.
Não houve tempo para reagir, nem para que Bree pudesse correr. Kitty avançou e a derrubou. Ela caiu deitada e a loira sentou-se em cima, quase que imobilizando a rival.
– Isso é pelo sapato! – Bree levou uma tapa. – Isso é pelo vestido! – Outra tapa. Mais três a sucederam, totalizando cinco. – Isso é pelo seu plano com a Sue! – A loira cerrou o punho e direcionou a boca de Bree. Ela desceu com ele fechado e atingiu em cheio. Sangue escorreu pelo canto da boca, Bree sentiu o gosto do liquido preencher sua língua.
A loira estava estapeando a líder quando Sue chegou e a segurou. Jake veio e a tirou de perto de Bree.
– Chega! Você quer ser expulsa, sua idiota? – A diretora seria capaz disso, Kitty viu nos olhos dela.
– Não. – Falou mais calma. Ela olhou para Bree. Ela segurava o queixo, chorando e gemendo de dor. Sua boca sangrava muito.
– Venha, eu vou te levar para enfermaria. – Sue conduziu a cumplice.
– Você é louca? – Perguntou Jake depois que elas saíram.
– Sou. – A Loira respondeu com um sorrido. Jake lembrou-se da velha Kitty e teve medo de que ela pudesse estar voltando – Mas ela não é mais. Se a Bree for louca de cruzar meu caminho de novo, eu a quebrarei por inteira! Não só a boca. – E saiu.
Alguns dias se passaram. A sala de coral não estava sendo usada neles. Foi enfeitada, pois logo fariam uma festa para comemorar a vitória. Will e os integrantes do Glee estavam lá, preparando alguns últimos detalhes quando Sue entrou com um sorrido no rosto.
– Sue. – Falou Will. Que não tinha mais medo. Respondeu um sorrido com outro.
– Will. – Ela aproximou-se e estendeu a mão. Ele a apertou. – Meus parabéns! – Disse olhando para todos. – Vocês conseguiram. Venceram e trouxeram outro título a minha escola. Estou muito agradecida. Mas quero que desocupem a minha sala já!
– Você é louca? A gente ganhou. Não pode pedir isso! – Exclamou Blaine.
– Não posso? Eu sou a diretora, meu caro. E você não é nada, nem aluno daqui é mais. Cale-se, portanto. – Disse a mulher sem fazer questão nenhuma de disfarçar as grosserias com sarcasmo.
– Sue, nós tínhamos um trato... – Começou o Will.
– E eu o desfiz! – Terminou Sue – É isso, Will. É o fim! Aceite. – Ela sorriu de novo – Eu nunca disse que jogaria limpo, disse? – Gargalhou – Amanhã quero essa sala vazia e limpa! Tenho planos para ela.
– Isso não vai ficar barato. – Disse Will.
– Não mesmo. Pois, se tentar algo, eu acabo não só com você, mas com suas crias. – Ela referia-se a seus pupilos – Sabiam que a Bree foi agredida esses dias? É. – Falou dirigindo-se a todos. – Você podia ir parar na cadeira, Kitty. E se expulsa daqui também. Mas não vai, sabe por quê? – Ela olhou para Will agora – Porque ele não vai deixar.
Sue saiu caminhando devagar. Sorridente e vitoriosa. Os outros ficaram, agora só restavam se consolar uns aos outros. Era o fim. O Glee havia acabado para sempre.
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