Notas iniciais
Esse é o penultimo capítulo espero que gostem.

A manhã seguinte chegou e com ela viriam muitas coisas pela frente, o casal de militares já havia se levantado e se arrumado, eles estavam prontos para seguirem com o plano. Esse plano nada mais era do que algo bem simples, fazer os dois se sentirem e passarem pelo o que ambos já aviam passado (o flash back lá atrás) e saber qual seria a reação de Edward, se ele os enfrentaria pelo coração d amada ou apenas se separariam.

Roy fez questão de ir bater na porta do quarto para acorda-los, quando se aproximou da porta estava tudo um silencio, o que indicava que os dois ainda dormiam – Roy sorriu – após destrancar a porta – que ele mesmo havia trancado com alquimia – ele começou a dar fortes batidas na porta e a gritar do lado de fora.

— WINRY ACORDA, JÁ ESTÁ NA HORA!!!! EU VOU ABRIR A PORTA! – ele se anunciou antes de abrir a bendita porta.

Ao abrir teve uma breve lembrança de sua vez com Riza, estava tudo da mesma maneira, mas ele pretendia piora-la.

— POSSO SABER O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO EDWARD ELRIC?

Os dois acordaram em um susto, o que o Roy estava fazendo parado na porta daquele quarto? Que direitos ele tinha de ficar berrando com os dois? Não demorou muito para que notassem que estavam nus sobre a cama, cobertos apenas por um fino lençol.

Winry escondeu o seu rosto por entre os lençóis, Ed tentou ficar na frente dela para protege-la, Riza ao escutar o barulho subiu as escadas correndo com uma arma na mão, e deixara o seu filho nos braços da empregada.

— O que foi que aconteceu? Escutei berros lá da cozinha.

— Riza olha o que esse nanico...

— QUEM VOCÊ ESTÁ CHAMANDO DE FEIJÃO?

— Cala a boca – o casal na porta dizia.

— Continuando RIZA, eu encontrei esses dois dormindo, do jeito que você está vendo.

Riza fez uma cara de pasma, mas era apenas uma atuação, destravou a arma e mirou na cabeça de Ed, fazendo em seguida uma cada de poucos amigos que geralmente ela faz.

— Se explique.

— É que...

— Amor, eu acho melhor discutirmos isso lá em baixo, não quero que você atire em um cara pelado – Roy se virou.

— Tem razão, é melhor eles se vestirem – Riza também fizera o mesmo – mas não demorem, ou eu atiro.

Os dois saíram do quarto e encostaram a porta, Winry estava muito envergonhada, não entendia também a atitude de Riza, ela estava totalmente diferente do dia anterior. Ed levantou-se e se vestiu, via que Winry não queria se levantar da cama por estar com muita vergonha, então ele se sentou ao lado dela e lhe falou calmamente.

— Não fique assim, eu dou um jeito – sorriu faceiro para ela.

— Nunca me senti tão envergonhada em toda a minha vida quanto agora – ela abaixava a cabeça.

— Você tem vergonha de mim?

Ela levantou a cabeça novamente e viu que ele olhava um ponto fixo no chão, ela pegou em seu queixo e o puxou para que ele a encarasse.

— Nunca tive vergonha de você, muito pelo contrário, sempre tive orgulho de dizer que te conhecia e que eu era a sua namorada.

— Então não tem nada do que se envergonhar nesse momento, o que aconteceu aqui foi uma prova do nosso amor.

Ela o abraçou, ainda tinha medo do estava por vir, mas se ele estivesse ao seu lado não teria o que temer. Winry se arrumou depressa ao ouvir um tiro vindo da sala, parece que Riza já estava impaciente de esperá-los.

Eles desceram correndo as escadas, Winry quase caiu, mas fora segurada pelo loiro. Chegaram a sala de mãos dadas, viram Riza e Roy sentados no sofá e em frente duas cadeiras, que obviamente era para eles. Ed se sentou primeiro e puxou Winry para sentar na cadeira ao lado, ela olhava para o chão e ele encarava os dois a sua frente com determinação.

— Comecem a se explicar.

— Não temos nada a dizer.

— Então o fato de terem transado debaixo do meu teto não merece explicação? – Roy o olhava enquanto se segurava para não rir de toda aquela cena.

— Eu acho que não fizemos nada de mais.

— Por acaso não é ‘nada de mais’ tirar a virgindade de uma moça? – Riza falava em um tom de superior como se fosse mãe da Winry.

— Não é isso que eu quis dizer.

— Mas me pareceu isso Edward, por acaso você não se importa com ela para dizer que não é ‘nada de mais’?

— Eu me importo com ela mas...

— Mas o que do aço? Seja homem e assuma os seus atos como tal, eu nunca fugi de assuntos como esses.

— É claro não é querido, você não fugiu, a gente só foi separado mas, isso não entra em discussão no momento.

— Eu amo a Winry, e para um casal que se ama, acho que isso é normal.

— Para um casal que se ama o normal é se casar, não concorda querida?

— Plenamente – Riza e Roy trocavam olhares, sabiam que o seu plano estava fluindo muito bem.

— Como assim casar? – Ed estava atônito com o que os dois disseram, ele e Winry eram muito jovens para pensar em casamento, pelo menos era o que ele pensava.

— Isso mesmo! Se quiser continuar a ver a senhorita Rockbell, vai ter que torna-la sua esposa, está muito difícil ou você quer que eu desenhe para você poder entender?

— Parem de falar de mim como se eu não estivesse presente – Winry se levanta da cadeira um pouco irritada – Não sei por que tanto alvoroço, foi uma noite apenas, nós somos namorados a muito tempo e pensei que achariam normal depois do que fizeram para nos deixar a sós.

— Winry, pelo o que eu reparei na sua mesinha de cabeceira, vocês não se preveniam, estou certa? – Riza a encarava com um olhar acusador.

— Como você...

— Esqueceu que eu tenho a alcunha de olhos de falcão? Algo assim não é nada para mim.

— Bom...

— Nós queríamos unir mais vocês, mas nem tanto, não queríamos que chegassem a esse ponto – Riza levanta-se.

— Riza, então porque fizeram tudo isso?

— Eu queria apenas forçar o senhor Elric a tomar uma atitude em relação a você, afinal vocês já estão juntos a mais tempo do que meu filho tem de vida e meu casamento de idade.

— Vocês também enrolaram para se casar.

Roy apenas responde a Ed com um estalar de dedos, formando algumas faíscas em volta dele.

— Mas nós não enrolamos para nos casar, apenas para ficar juntos.

— Isso mesmo – Riza consente.

— Porque querem que nos casemos agora?

— Agora é pelo fato dela poder engravidar, mas o anterior foi por uma belíssima promoção que apostamos com o Führer – Roy dizia na maior cara de pau.

— Aposta?

— É aí eu passo a ser General mais depressa e a Riza a Capitã.

— E também foi por uma boa causa, uma missão que não poderíamos recusar – Riza complementava.

— Não acredito que fizeram isso conosco.

— Se você quer continuar livre e trabalhando para o exército iria ter que se casar de qualquer forma.

— Como assim?

— As novas regras do Führer dizem claramente, que se o alquimista em questão for casado terá mais direitos de escolha e quase nenhuma objeção em caso de ser chamado para uma guerra.

— E como está crescendo a guerra no oeste, logo você seria convocado – Riza se encaminha para uma mesa e volta com papéis nas mãos, os entregando nas mãos de Edward – Se não acredita, veja por si mesmo.

Ed olhava as folhas com atenção, penava o que aconteceria se ele fosse convocado para essa guerra e como ficaria a Winry? Ele nunca conseguiria deixa-la sozinha, a guerra para ela é uma tortura já que os seus pais nunca voltaram dela com vida, o único jeito de protege-la de mais um sofrimento seria se casando com ela. Deus pensamentos foram interrompidos por Roy, que começava a lhe falar.

- Já nos pediram os nomes de nossos melhores soldados para essa guerra, Riza convenceu ao Führer de que vocês já estavam para se casar, se conseguíssemos fazer vocês se casarem e provar isso a ele antes da convocação oficial de soldados iríamos subir de cargo.

Ed e Winry estavam em silêncio, eles não queriam ser forçados dessa maneira a se casarem, queriam se casar algum dia sim mas não agora, se não se casasse iriam ser separados por uma guerra e se casassem ficariam juntos de um jeito um pouco apressado e forçado.

Edward se virou para Winry, a encarando, não sabia muito bem como dizer, mas queria saber a opinião dela quanto tudo aquilo.

— Então Winry, o que a gente faz?

— Eu não sei – ela olhava para o chão, segurando-se para não chorar.

— Winry, se você quiser se casar comigo...

— Não quero que se case por obrigação.

— Se fosse uma obrigação, eu adoraria passar o resto dos meus dias ao seu lado – ele levanta o rosto dela – agora que estou tão perto, não sei se sou capaz de passar tanto tempo longe de você.

As lágrimas que Winry tentava segurar foram escorrendo por todo o rosto da garota, ela o abraçou com força e ele a retribuiu a segurando nos seus braços.

— Você ainda não me respondeu, o que devemos fazer?

— Não sei se devemos, mas sei o que queremos – ela sorriu graciosamente para ele e depois se beijaram.

O beijo não durou muito, pois outro tiro fora escutado por eles. Riza atirou no teto novamente com a intenção de faze-los não perder o foco do que realmente interessava, Roy olhava para o teto e via que iria precisar chamar um pedreiro para tampar os dois buracos feitos pelas balas da esposa.

— Então, se decidiram?

— Sim – os dois gaguejavam ao ver aquela mulher enfurecida.

— E o que vai ser?

Os dois se olharam – vamos nos casar o mais rápido possível.

— Espero que nem tão rápido.

— Porque Mustang?

— Irão pensar que a Winry está grávida.

— Bem pensado, mas então o que faremos?

Estavam todos pensativos na sala de estar, o único barulho que quebrava todo aquele silêncio eram sons baixinhos de choro do casal. Riza saiu da sala para ver o que acontecia com o filho e deixara os três na sala pensando, quando ela voltou estavam todos do mesmo modo de quando havia saído.

— O que houve com o nosso filho?

— Ele apenas se assustou com os tiros.

— Ele está melhor?

— Sim e já pensaram em algo?

— Ainda não, mas gostaria de ter tido essa opção aquela vez.

— Eu também.

Ed interrompe – Que vez vocês estão se referindo?

— Não te interessa – Riza é seca como sempre.

Todos ficam calados por algum tempo, até que Winry tem uma idéia.

Continua....

Notas finais
Até o final dessa semana chega ao fim " DEstinos Escritos Sobre as Mesmas Linhas" espero que tenham gostado até agora, e não percam o último capítulo.