Destinos Entrelaçados.
21 Surpresas
Notas iniciais
Nos sentamos nas escadas de uma estatua antiga, que tinha desenhos geométricos esquisitos, e fomos comer nossa pizza, que por sinal estava ótima.
– desculpe isso é ridículo – Dom começou a rir – esse não é o tipo de encontro que imaginou.
– hey – reclamei – não zombe do meu encontro, gosto dele, então pare com isso.
Ele levantou as mãos.
– desculpe senhorita.
Nós conversamos um pouco, era engraçado estar com ele, Daniel tinha a incrível capacidade de fazer eu me senti bem, era bom.
– então – comecei – vai mesmo sair da cidade?
– é – ele tomou um gole de cerveja – como eu disse, meu pai me odeia, e o único momento que tenho paz é quando estou longe daqui.
– você não odeia sua família então?
– não, nunca — ele suspirou – amo meu pai, e meu irmão mais ainda, me sinto mal pelo que fiz com ele.
– o que fez com ele? – franzi a testa.
– eu matei minha mãe, assim que nasci ela teve uma hemorragia grave e morreu – ele parou um pouco – meu irmão era muito ligado a ela se foi, em parte acho que ele nunca me perdoou por isso, é por isso que quero que ele tenha você.
– eu? – franzi a testa – desculpe não entendi.
– Anna, Sabe, desculpe falar assim com você e, por favor, não pense que não é bonita, eu gosto de você, mas eu quero que fique com Dominic.
– você quer?
– Anna – Daniel pegou minhas mãos – eu nunca vi meu irmão tão feliz em toda minha vida, sabe se o acha mal humorado hoje é por que não o conhecia antes, ele não se importava com ninguém, a não ser com ele mesmo, agradeço por cuidar dele.
– então como irritar ele me chamando para sair vai faze-lo ficar bem comigo?
– ele gosta de você, mas não vai admitir isso nunca, comigo dando em cima de você ele vai ficar louco – Daniel deu uma risadinha – ele vai te pegar de volta.
– não sou um objeto – retruquei.
– e é exatamente isso que eu quero mostrar para ele.
– então não gosta de mim? – não sei o que eu estava sentindo aquele momento.
E de repente chegou de novo, aquela onde de nojo comando conta do meu estomago, corri até a lixeira mais próxima e foi só o que eu consegui fazer antes de colocar todo meu jantar de fora.
– Anna – Daniel se aproximou.
–Sai – pedi.
Quando terminei limpei a boca.
– desculpe – murmurei – acho que a pizza não me fez muito bem.
– foi a primeira vez? – ele quis saber.
– não – senti outra vontade de vomitar — é frequente, mas os vômitos são recentes, e é constrangedor.
Daniel me olhava como se estivesse em choque.
– Anna você pode vir comigo até minha casa?
Meu peito deu um salto.
– Apenas amigos lembra?
Ele começou a rir.
– não se preocupe gatinha, eu já disse que quero que fique com meu irmão. – ele pegou minha mão – mas preciso checar se está bem.
E foi nessa hora que meu encontro acabou, entramos no carro dele e Daniel me levou até o apartamento dele, achei a estranho o fato das luzes estarem acesas e as janelas abertas.
Ele simplesmente girou a maçaneta e abriu a porta.
– Anna quero te apresentar uma pessoa – ele sorriu – Ashelly, está em casa amor?
Amor?
Uma garota surgiu com cara de sono, ela tinha os cabelos ruivos cortados bem rente ao couro cabeludo, de modo que pareceu bem bagunçado, ela usavam uma blusa social aberta que provavelmente pertencia a Daniel, ela esfregou os olhos e sorriu assim que nos viu.
–Dan – Ashelly abriu um sorriso enorme – essa é a menina?
– é, Amor essa é Anna – ele apresentou – Anna essa é minha noiva, Ashelly.
Meu queixo caiu, noiva?
– prazer – sorri, ainda em choque.
Sem qualquer tipo de aviso ela se aproximou me puxando para um abraço de urso, o ar escapou dos meus pulmões.
– Ah – exclamei.
– Ashelly, Anna não se sente bem – Daniel interferiu – por isso estamos aqui.
– oh – ela me soltou – o que ouve querida?
– Enjoo.
Ela me deixou e entrou no outro cômodo, Daniel a seguiu, me deixando sozinha, comecei a observar a sala deles, era pequena e pratica, aconchegante, havia fotos deles em cima da lareira de forma carinhosa, eles voltaram logo em seguida.
– Anna – Ashelly me chamou – venha.
Eu entrei no outro cômodo, e ele era como um mini consultório, olhei para ela desconfiada.
– calma menina – ela riu – eu sou enfermeira, agora sente-se, eu vou ver sua barriga, isso vai mostrar
Ela pegou um aparelho e um scanner passou pela minha barriga, era engraçado, fazia cocegas.
– Ah...Anna, posso te fazer uma pergunta pessoal? – Ashelly parecia nervosa.
– ok.
– Sabe...quando você... – ela parecia desconfortável – tá vou falar de uma vez, que nem injeção, sabe quando você e Dom transam costumam usar preservativo?
Meu rosto corou instantaneamente.
– só responda Anna.
– As vezes – meu rosto estava em chamas – mas ele diz que gosta de me sentir...
Queria me esconder em algum lugar.
Ela concordou, como se achasse aquilo normal.
– isso não é uma maquina para meu estomago não é?
– não Anna – ela suspirou colocando o aparelho sobre meu ventre, e ouvi um barulho estranho — Você está gravida.
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