Destinos Entrelaçados.
18 Salvação.
Notas iniciais
Dom estava com uma tranquilidade infinita, seu rosto não demonstrava sentimentos, era como se ele fosse um dos seus androides.
Castiel havia comentado comigo sobre Diego ter uma família, mas nunca comentou sobre ter uma filha pequena, ela deveria ter entre 10 a 13 anos, e era magrinha, parecia quase desacordada nos braços de Dom, e eu odiei aquilo, ela era só uma criança, não tinha ideia dos trabalhos ilegais do pai, por que ele fizera aquilo?
Meu corpo estremeceu novamente, parecia que havia levando um banho de água fria quando Daniel parou de me tocar, precisava que alguém chegasse perto de mim....se concentre Anna, não é o importante agora.
– você não pode – Diego gritou – ela é só uma criança, solte-a Romanoff.
– o que você acha que Anna é? – ele estava me assustando – eu só fiz isso Diego, porque quero que sinta a mesma dor que eu senti quando descobri que havia pegado ela, quebrou nossa única aliança, não envolvemos família,
Ele se virou na minha direção, seus olhos frios pareciam congelantes.
– você está bem? – ele perguntou – irmão?
Concordei com a cabeça e Daniel parecia em choque, acho que ele não acreditava que Dom estava aqui.
– o que você quer? –Diego falou.
– eu já disse a menina e meu irmão e garantias de que vamos sair daqui pela porta da frente – ele deu um pequeno sorriso – depois que eu matar você.
O que? O que ele pretendia? Matar ele na frente da filha?
– Dom – tentei me levantar, mas oscilei e acabei caindo – não, nem uma criança merece ver isso.
Ele olhou para mim.
–Daniel ajude Anna a se levantar.
– espera – Diego olhava fixamente para a menina nos braços de Dom – como posso ter certeza de que que vai solta-la, vai deixa-la segura?
– te dou a minha palavra Veega, de que ela vai ficar bem – Dom garantiu – mande seus homens soltarem as armas, vai ser só eu e você.
E ao sinal deles os capangas soltaram as armas no chão.
Daniel passou o braço pela minha cintura e me ergueu, e parecia que algo dentro de mim quebrou assim que me aproximei da menina, eu queria abraça-la, dizer que ia ficar tudo bem, mas Dom tinha outros planos, que envolviam a arma que ele tirou do bolso.
– Dom – pedi de novo – por favor, não...
–Leve ela com você – ele soltou a menina que veio em minha direção de forma submissa.
Não.
Olhei para ele, mas Dom Simplesmente encarava Diego, Daniel me puxou em direção à porta, levando a menina conosco.
– pode atirar Romanoff – Diego encarava a filha – só, por favor, atire no coração.
– Você merece muito mais do que essa bala.
– Sim, eu quebrei nosso pacto, brinquei com um fogo maldito e agora mereço as consequências – o ouvi suspirar.
– pelo menos agora vejo um pouco de sanidade em você.
Dom guardou a arma e levantou as mãos.
– Como eu disse, vai ser só eu e você.
Já estava do lado de fora, mas sabia que Diego estava apanhando, Dom era mais forte, mas treinado e mais jovem, com certeza ele estava pagando muita coisa numa única noite, mas não me dei ao luxo de sentir pena, eu sentia nojo daquele homem.
E então ouvi um tiro, meu coração parou de bater, segurei a menina com força, mas ela parecia estar mais fria com a situação do que eu, ele era pai dela.
– sinto muito – murmurei – me desculpe.
Ela me encarou com os mesmos olhos escuros dele.
– aquele homem não era meu pai – ela me encarou séria – ele nunca estava em casa, nunca veio a um aniversario, nunca foi a minha escola, ele batia na minha mãe, não sei o porquê dele ter me defendido, por um instante achei que ele diria ao senhor Romanoff para me matar que ele não se importaria não se desculpe por seu senhor mata-lo, ele me contou o que aquele que se diz meu pai fez com sua irmã, e eu que sinto muito.
Ajeitei-me, era impressionante a frieza que havia naquele olhar, ela de verdade, não amava aquele homem, e eu finalmente pude respirar aliviada, minha Vicky estava vingada.
Daniel me ajudou a entrar no carro, e Dom veio logo em seguida, pelo seu olhar aquela sombra obscura não havia sumido, ele estava furioso.
Ele deixou Daniel no seu apartamento, que para mim me pareceu simples demais para um Romanoff.
– Boa noite Anna – ele sorriu para mim – Quem sabe não te chamo pra sair uma noite dessas, e continuamos de onde parei?
Corei instantaneamente diante do olhar que Dom me lançou.
Em seguida levou a menina até a casa da mãe, ele a levou até a porta e se despediu, em seguida entrou no carro, batendo a porta com força, não sabia se podia respirar aliviada ainda.
Ele dirigia feito louco, mas de repente parou o carro, e eu tentei não pensar que estávamos a milhares de metros do chão.
– você está bem?– seu tom de voz mudara completamente – ele machucou você?
Fiz que não com a cabeça, mas o desconforto entre minhas pernas era agoniante.
– o que foi? – ele seguiu minhas mãos.
– estou excitada – falei baixinho.
– o que? – Dominic franziu a testa.
– Ele me deu alguma coisa – corei – estou excitada.
O Volante sumiu instantaneamente e Dom Soltou meu cinto de segurança.
– Vem aqui – ele bateu na própria perna.
E eu estava agoniada demais para contestar, me sentei de frente para dele, de modo que coloquei uma perna de cada lado de sua cintura.
– vou fazer ficar melhor – ele murmurou.
E naquele momento, percebi que ele precisava de mim, tanto quanto eu precisava dele.
Dom abaixou o tecido fino do pijama que eu usava, e começou a beijar meus ombros, seus beijos formaram um caminho molhado até meus seios, onde ele começou a sugar e a morder com carinho enquanto suas mãos apertavam minha bunda, peguei seu rosto e o beijei avidamente, como eu sentira falta daquela boca, do seu gosto do cheiro, senti sua ereção crescendo bem abaixo de mim e não contive o gemido, movendo meus quadris contra aquela parte sensível.
Ele se afastou um pouco e pude ver seus olhos de gelo em chamas, dom passou as mãos por trás de mim e ligou o carro.
– Não – ele falou rouco – aqui não, vamos para casa.
– qual o problema do carro – protestei envergonhada.
– nenhum – Dom mordeu meu lábio inferior – mas preciso de você na minha cama.
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