Notas iniciais
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhh eu recebi uma linda recomendação...da lindaaa Amy Lee Winchester ... milhões de obrigadas, sua linda, eu ameiiiiii, e eu adoraria escrever algo com você, seria uma honra..... Esse capitulo é dedicado a você, espero que goste S2 Ps: leitoras novas, bem vindas, não sejam tímidas, deixem um comentário...Beijooos!!

Não vi o dia clarear, só percebi que o tempo havia passado quando Marta me pegou pelos braços e me colocou em cima da cama, eu chorei a noite toda, e pela manhã Dom ainda não havia voltado.

– minha nossa senhora – ela pois a mão sobre o peito – o que ele fez com você?

Ele interpretou errado o fato de me encontrar seminua.

Eu simplesmente não conseguia falar, não conseguia me mover, se match estivesse vivo ele protegeria ela, se ele não tivesse ido atrás de mim naquela colina, talvez eles estivessem bem, eles chegariam a tempo na arvore, mas agora ele estava morto.

Quem diria a um mês atrás que estaríamos nessa situação, estávamos eu, Vicky e Match terminando o nosso abrigo, e me lembro perfeitamente do jeito com que ele me tocava, me abraçava, era um amor tão fraternal, tão puro, sempre achei que um dia acabaria namorando com ele, e quem sabe me casar, mas em um mês muita coisa podia mudar, muita coisa mudou.

– por favor Anna se levante – Marta começou a implorar – você precisa comer alguma coisa, menina vamos.

Foi quando notei que já estava anoitecendo, eu passara a noite e o dia inteiro jogada naquela cama, e mesmo agora não queria me levantar.

Senti mãos passando por debaixo do meu corpo me erguendo do chão, não me preocupei em olhar quem era, nem em olhar o que queria, só achei que queria morrer no meu estado vegetativo.

– Anna consegue tomar um banho? – a voz de Castiel me despertou.

Foi quando notei que estava no banheiro de uma dos quarto de hospedes, e ainda só de calcinha, na frente dele, marta estava parada na porta com o olhar marejado, obvio que ela pensava que Dom me molestara.

– deixe-a filho – ela pediu – vou banha-la, vá terminar o serviço dela.

Ele me fitou por um instante antes de sair pela porta, o que Marta quis quiser com o serviço dela?

“Você vai trabalhar a partir de agora”

A voz de Dom ressoou na minha cabeça.

Era isso, Castiel estava fazendo o meu trabalho e o dele.

Marta me deu um banho e me vestiu com roupas descentes, eu não sei o porquê de estar agindo assim, eu sentia meu corpo em choque, pois, só de pensar que eu fiquei paralisada com o jeito que Dom me tocou, não consigo imaginar o jeito que Vicky estaria, com aquele monstro em cima dela, machucando-a, e eu aqui, sem puder fazer nada.

Eu tinha que reagir, meu sub consciente me convenceu de que Dom só me daria a liberdade de sair de novo se me comportasse, então estava disposta a mostrar para ele que podia se submissa, pelo menos por enquanto.

Assim que terminei de me vestir, penteei meu cabelo para traz e desci, sentei na bancada e como sempre Marta encheu meu prato.

– Dom não vai gostar de está me dando a mesma comida que ele come – murmurei.

Eu tinha plena consciência de que nem livre eu deveria estar.

– aquele menino vai se ver comigo – Marta falou – eu vi aquele garoto nascer, dei o primeiro banho nele, quem ele pensa que é pra dizer o que eu tenho que cozinhar? Dominic pode mandar lá fora, mas que cuida dessa casa sou eu, então trate de comer.

Sorri e dei uma garfada no macarrão ao molho pardo, e como toda comida dela, estava uma delícia.

Comi rapidamente e fui ver Castiel, ele estava no pomar e colhia as maças, armazenando-as em cestos. Ele estava com uma camiseta verde, o que acentuava seus olhos, e deixava o ruivo dos seus cabelos bonito. Ele estava em cima de uma plataforma e colhia as frutas com ajuda de alguns androides.

– hey – cumprimentei.

Assim que seus olhos se viraram na minha direção eu senti meu corpo ficar vermelho, lembrando-me que ele vira meus seios.

Se ele notou minha vermelhidão disfarçou maravilhosamente bem, desceu da plataforma e sorriu, formando uma covinha em seu queixo, era a primeira vez que sorriam desse jeito para mim, senti meu rosto corar de novo.

– acho que me deve um encontro.

– o que? – me assustei.

– sabe dá muito trabalho fazer suas tarefas – Castiel deu de ombros – pegar ou lagar.

– eu largo – murmurei – sou uma escrava lembra? Tenho tarefas, e não tenho permissão para “sair” com caras.

– mesmo se forem gatos como eu?

Uma sombra de algo que me pareceu um sorriso me passou pela boca.

– nem se forem gatos como você – concordei – o que tem de tarefas para mim?

– bem, pelo que o senhor Romanoff disse – ele olhou para trás – você vai trabalhar nesse pomar, tem que encher 50 cestos todos os dias, vinte e cinco antes de cada refeição...e bem...eu terminei por hoje.

– jura? – me admirei olhando os cestos – obrigada.

– eu disse, me deve um encontro.

Balancei a cabeça e ele sorriu novamente.

As pessoas daqui me pareciam estranhamente bipolares, isso era assustador.

– posso fazer uma pergunta?

– claro – ele sentou em cima da plataforma – mas isso vai acrescentar um beijo ao encontro.

– O que Diego é de tão importante? – eu o ignorei.

– ainda atrás dele? – Castiel suspirou – ele é o ministro da cidade, mas sabe, ele tem muitos negócios ilegais, a maioria das pessoas não sabem disso, a família dele nem sonha, mas muita gente importante já sumiu por causa de Diego Veega.

– e por que ele e Dom se odeiam tanto?

– é simples – Castiel pegou uma das maçãs e deu uma dentada – a família Romanoff, meio que empresta dinheiro, tipo, muito dinheiro, a homens ricos que ferrão com a herança e Veega é concorrente deles, dizem que a muitos anos ele trapaceou a família Romanoff, isso fez com que Dom odiasse ele, e ele nem era nascido na época, dizem que tudo aconteceu com Aslam.

– Aslam? – perguntei.

– o pai.

– entendi – murmurei – então Dom, o pai e Daniel são agiotas?

Ele começou a rir de forma jocosa como se tivesse acabado de contar uma piada.

– se você dizer isso para ele, eu acho que arrancam sua língua – Castiel ainda ria – não chamamos agiotas, isso é coisa para gente pobre, eles tem um império aqui, e sem contar é claro que a única reserva de água potável que existe na região pertence à família Romanoff, eles mandam em praticamente tudo, a cidade é deles, no Caso é de Aslam, quando o velho morrer será de Dominic, Daniel não se envolveu nisso, o pai o odeia por isso, todo mundo sabe que o velho odeia o filho mais novo por ele não se juntar aos “negócios da família”.

– uau.

– acho melhor você entrar – ele murmurou.

Olhei para trás, e vi o carro de Dom se aproximando, engoli em seco, sentindo um calafrio passar pelo meu corpo, me despedi de qualquer jeito e entrei correndo, passando por Marta e indo direto para minha cama, não sabia o que fazer, então me encolhi entre os lenções esperando.

Ele entrou sem realmente me olhar, tirou o terno e a camisa, fiquei espiando, meu coração quase parou quando ele se virou na minha direção, lembranças da noite passada vaguearam na minha cabeça, mas esse foi o máximo que ele fez, deixou seus pertences em cima do criado-mudo e saiu.

Foi quando uma ideia me passou pela cabeça, eu disse que deveria ser eu, mas...e se fosse?

Diego mostrou claramente que me queria, então, por que não dar para ele exatamente o que ele queria?

Tive que esperar a noite inteira.

Fiquei na cama irrequieta, só fiquei esperando, que ele levantasse para ir trabalhar, e quando o dia finalmente amanheceu, me sentei na cama olhando-o se vestir, Dom parou por um instante antes de ir, caminhou até minha cama, não me levantei, apenas fiquei olhando- o de onde estava, ele me fitou por uns instantes, e depois se foi.

Quem diria que essa seria a última vez que nos veríamos.

Assim que a barreira magnética desceu, me dando permissão para ir trabalhar, abri o criado mudo e peguei o telefone.

– destinario? – uma voz irritante de mulher perguntou.

– Diego Veega – murmurei com medo de ser ouvida – diga que é da casa dos Romanoff.

Esperei alguns instantes na linha com o coração a mil, até que seu rosto apareceu a minha frente, tão nítido que parecia real, assim que me reconheceu abriu um sorriso.

– senhorita — ele cumprimentou.

– quero fazer um acordo – disse firmemente.

– nossa, direta, continue...

– quero saber se estaria disposto a trocar sua Selirion.

– o que quer especificamente?

– Eu, no lugar de vicky – minhas mãos estavam tremendo.

– só uma coisa – ele estava pensando – Dom sabe dessa negociação?

– não – engoli em seco.

– ótimo –ele abriu aquele sorriso amarelo.

– então você aceita?

– com certeza!

Alguma coisa no olhar dele me fez ficar arrepiada, mas era o preço a pagar, era minha vida, pela dela.

E lá se foi meu plano de ser submissa.

Notas finais
UM AGRADECIMENTO ESPECIAL A MINHA AMIGA DYOVANNA, ELA QUE ME DEU A IDEIA, DO FINAL DESSE CAPITULO E DO PRÓXIMO TODINHO, A IDEIA FOI DELA E ELA ME DEIXOU USAR...OBRIGADA AMIGA s2