Destinos Entrelaçados.
29 Luna
Notas iniciais
Era uma dor Dilacerante.
A do meu coração, me aproximei de Dom, seu peito estava manchado de vermelho com o sangue que saia de lá. Fiquei desesperada. Não podia perde-lo, não podia.
Eu era totalmente apaixonada por Match, mas naquele momento eu queria machuca-lo, queria que ele sentisse dor, se Dom estivesse morto eu não sei o que faria.
– Dom – Chamei – Dom, meu deus, acorde.
E devo admitir que levei um susto quando ele abriu os olhos e se levantou, fez um careta e olhou para o lado esquerdo do corpo, vendo a mancha na blusa.
Me levantei com dificuldade e foi nessa hora que ele pareceu perceber minha presença.
– Você está bem? – fiquei chocada.
Ele se parecia tonto.
– se eu estou bem? – ele se aproximou – Anna eu não malho tanto para morrer com um único tiro, acho que bati a cabeça.
Ele esfregou a nuca.
E nessa hora não era apenas Match com a arma apontada para nós, agora todos os rebeldes estavam mirando em nós.
Senti outra pontada forte na barriga e uma coisa quente descendo pelas minhas pernas, fiquei apavorada, minha bolça havia estourado, não, ele não podia nascer agora.
Uma dor, a pior dor da minha vida tomou conta de mim, teria caído no chão se Dom não tivesse me segurado.
Ele me pôs no degrau da escada, deu pra ver que ele sentia dor por me segurar estando ferido.
– por favor – Dom se virou para Match – por favor faça o que quiser, só me deixe chamar um médico para ela, por favor, eu estou implorando.
Vi de soslaio quando Daniel saiu da casa e veio na minha direção, no momento que ele me pegou pelos braços outra contração tomou conta do meu corpo, e senti uma vontade louca de empurrar, e isso não podia ser bom sinal, eu gritei alto e isso fez Match olhasse para mim, ele abaixou a arma.
– ligue – ele falou – mas não pense que vai sair daqui Romanoff, qualquer gracinha e meu próximo alvo será sua cabeça, vamos ver se você consegue sobreviver a isso.
Dom olhos para próprio peito, ainda estava saindo sague, a mancha se estendia até o final da blusa, ele pegou o telefone e começou a falar rapidamente em russo.
–Na minha língua Romanoff – Match parecia irritado.
Ele continuou falando só que na nossa língua.
Mas o que ele disse eu perdi, pela onde de dor que se apossou de mim.
– Anna você está sangrando – Daniel comentou.
Olhei para baixo desesperada, não, não, não podia haver nada de errado com meu bebê.
Não sei quanto tempo se passou, eu gritava de dor e parecia que meu corpo começou a entrar numa leve inconsciência, Match mandou os soldados irem dar reforço aos companheiros, ele disse que aqui era pessoal, e que se algo acontecesse a ele, o resto teriam que matar Dom e o resto da família, sem exceções, ele disse isso olhando para mim.
O medico chegou e me levaram para dentro, Eles me colocaram na cama de um dos quartos de hospedes, eu estava sentindo um frio tomar conta do meu corpo e sentia calafrios me percorrendo a espinha.
Dom ficou do meu lado segurando minha mão, mas Match parou na sala, estático assim que viu Vicky, eu podia ver o sangue ficando para traz conforme me levavam para dentro, e tive uma sensação de perda.
Estava completamente sem forças para empurrar e o medico se preparou para fazer uma cesariana de emergência.
E fiquei viajando entre a consciência e a inconsciência, era como se a luz da lua me chamasse para ela, dava para ver ela crescendo e se tornando um buraco negro, me puxando pra dentro, eu queria desesperadamente ficar, queria me concentrar na mão que apertava a minha bem do meu lado, mas levemente eu estava perdendo a luta, ouvi quando Dom me chamou, mas parecia distante, todos pareciam distantes, ouvi a palavra Hemorragia, e outras coisas que acabei perdendo...
–Anna – Dom estava esmagando minha mão – olhe para mim, não durma, olhe para mim.
Tentei virar a cabeça na sua direção, mas minha cabeça parecia pesada demais, e o sono se apoderava de mim.
Não sei bem quando eu escutei, só sei que quando ouvi aquele chorinho baixo e constante alguma coisa quebrou dentro de mim, senti as lagrimas descendo pelo meu rosto, Dom soltou minha mão e uma sombra apareceu na minha frente, era uma coisinha tão diminuta, tão pequena que tive que piscar algumas vezes para foca-la, era um bebê pequenino com espeços cabelos negros grudados na cabeça, ele tinha uma pele branca como leite e as bochechas rosadas, ainda de olhos fechados mas esperei que focem da cor dos olhos dele, ele estava sujo mas ainda era o bebê mais lindo do mundo.
– Veja amor – ele falou – é nossa princesinha.
Uma menina, olhei para ela refletida a luz da lua.
– ela vai se chamar Luna – sussurrei – minha pequeña Luna.
Ela seria minha lua particular.
– Luna — ele repetiu.
Foi então que tudo ficou escuro e minha visão falhou, senti sangue invadindo minha boca e tiraram Dom de perto de mim, eu queria gritar, implorar que deixassem eu ver minha filha, mas a voz não saia, Vi quando Ashelly entrou para ajudar o médico e tive a impressão de ouvir Dom chamando meu nome.
Ele pegou minha mão novamente, e estava tão quente, como ele podia ser tão quente quando estava congelando de frio?
– cuide dela – falei – não a odeie como seu pai te odiou.
Mas parece que essas palavras não foram ditas, ele não pareceu perceber, acho que falei isso na minha mente.
– Anna olhe para mim – ele pediu – Eu amo você o.k.? Então só fique comigo.
Eu sorri, ou ao menos tentei.
Estava fraca demais para dizer que eu o amava. Mas ele sabia, sabia que era tudo para mim, não eram necessárias palavras.
Olhei para ele e naquele momento eu soube que ele sabia que eu o amava, mas do que tudo.
Eu o amava.
Simples assim.
Então deixei a luz me puxar.
Estava cansada demais para resistir.
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