Notas iniciais
Oi gente, nossa amei os comentários no primeiro capitulo...obrigada de coração, e obrigada a que favoritou já no primeiro capitulo, agora eu tenho a obrigação de escrever algo digno dessa confiança rsrsrs capitulo novo, espero que gostem!

Meu corpo inteiro estava dolorido e rígido com a posição que eu havia sido colocada de qualquer jeito.

Tentei enxergar vicky através da mare de coletores, mas não pude encontra-la, então prometi a mim mesma que não importa o que acontecesse, eu iria encontra-la, e de alguma forma sairíamos dali.

Quando finalmente chegamos, fiquei surpresa com a exuberância do lugar, havia realmente ouvido muitas histórias de como aquele lugar era incrível, pobres contadores de histórias, não sabiam como aquela cidade era mil vezes mais bela e cheio de vida.

Paramos a alguns metros do campo de força e o coletor que me levava fez alguma coisa, não pude ver, estava tonta demais para conseguir me concentrar direito.

Um buraco se abriu e entramos, indo direto para o que me pareceu ser a base deles.

Senti meu corpo ser pego e fui colocada numa maca flutuante.

– hey, cuide bem dessa aqui – o coletor apontou para mim – quero ela perfeita para o leilão, vai me render uma boa recompensa.

Fui levada até uma sala totalmente branca e uma enfermeira entrou, ela tinha cabelos vermelhos cortado em estilo Chanel, se aproximou de mim, amarrando-me na maca, então pegou uma seringa e assim que ela me deu a injeção meu corpo se liberou imediatamente.

Ela parecia estar no modo automático e demorei vários minutas para perceber que ela na verdade era um androide, a semelhança com o ser humano era impressionante, eu havia achado estranho o fato deles me deixarem sozinha somente com uma mulher, mas tinha certeza que um androide conseguiria me deter.

Ela girou a maca, de modo que eu fiquei em pé, ela desceu minha cabeceira e fiquei sem ter onde apoiar o pescoço, então ela começou a cuidar dos meus cabelos, o lavou e secou, de modo que ficasse escovado, rasgou minhas roupas e lavou meu corpo ainda amarrado, ela esfoliou minha pele e cortou e pintou minhas unhas, não iria facilitar o trabalho dela, então para que me maquiasse foi necessário paralisar meu rosto, ela trabalhava com uma eficiência sobrenatural, depois me vestiu com um top e um short pequeno, que cobriam apenas o básico da minha intimidade, senti-me completamente envergonhada com aquele tipo de tratamento. Ela tirou meu sangue para algum tipo de teste e me pesou. Novamente ela injetou algo na minha veia e na hora tudo ficou embaçado e meu corpo mole, ela me dera uma droga para que não ficasse agressiva. Estava cansada de tantas agulhas.

Depois disso, ela passou correntes magnéticas pelo meu pescoço e pulsos, dando-me liberdade pela primeira vez para andar, fui levada por uma série de corredores completamente brancos e abarrotados de coletores em todos os cantos, em uma certa altura ela abriu uma porta e me levou para dentro, as luzes estavam completamente apagadas e não pude enxergar nada além das luzes que as correntes magnéticas emitiam, fui presa em algum lugar no chão e meu corpo foi obrigado a ficar agachado, dava para ver que eu não estava sozinha, as luzes que as correntes emitiam revelavam que haviam pelo menos vinte outras pessoas ali comigo, um mulher, não sei ao certo onde, estava chorando.

Não sei quanto tempo passamos ali, esperando, mas em um certo momento as luzes foram acesas e pela primeira vez notei que estávamos num palco, e a nossa frente, mesas estavam distribuídas por um salão realmente vasto e homens e mulheres, todos vestidos de forma elegante nos olhavam com interesse, era como se fossemos cachorrinhos numa vitrine em exposição. Androides passavam a todo tempo entre as mesas, servindo os convidados.

– boa noite senhoras e senhores – uma voz sonora ecoou pelo salão – estamos dando abertura ao centésimo quarto leilão dos Selirions.

Era assim que eles chamavam os escravos por aqui?

– nosso primeiro Selirion a ser leiloado é uma rapas de 18 anos e é forte e saudável — o apresentador que parecia ser de meia idade e usava roupas extravagantes – nosso primeiro lance será de 10 milhões.

dez? Tipo dez milhões de dólares?

– aqui – um homem com cara de mafioso levantou o dedo.

– quem dá mais? – o apresentador incentivou.

– quinze – uma mulher loura levantou a mão.

– vinte...

Minha cabeça começou a girar, como eles podiam fazer isso? Gastar tanto dinheiro para comprar um outro ser humano? Tantos estavam morrendo de fome só na minha cidade, sem contar com os outros povos e eles gastando tanto aqui.

O rapaz foi vendido por quarenta e cinco milhões para o homem com cara de mafioso, no momento que o martelo foi batido senti pena do menino, ele não teria uma boa vida como escravo.

Em um certo momento um outro homem chegou, com duas mulheres altas e com aparência de modelos, ele parecia ter de quarenta a cinquenta e cinco anos, ele fumava um charuto, se sentou e eu senti um calafrio quando seu olhar me esquadrinhou, ele abriu um sorriso amarelo, e disse algo ao companheiro de mesa, os dois me olhavam como se fossem me devorar e abaixei a cabeça me sentindo envergonhada, não podia ser comprada por aquele homem, nem um dos dois, eu não sou nem um tipo de escrava sexual e não seria um brinquedo para eles.

A mulher que estava ao meu lado foi vendida por cerca trinta milhões, e na hora que minhas correntes começaram a subir, me puxando para cima eu entrei em pânico, não.

– essa é uma menina de 16 anos, pesa 45 quilos e é saudável, sem nem um tipo de doença – ele passou a mão no meu corpo como se testasse a qualidade – essa é uma espécie realmente linda não acham? Nosso lance inicial será de 50 milhões. Eu sei que é bastante, mas olhe só para ela, não encontramos uma beldade assim todos os dias. E então vamos começar.

– aqui – o velho que chegara com as mulheres levantou a mão.

Não.

– cinquenta e cinco – o companheiro dele se manifestou.

Notei que dessa vez eles trocaram olhares não muito amistosos.

– quem dá mais? – apresentador parecia empolgado.

– cinquenta e seis. – primeiro levantou a mão.

– cinquenta e oito e vamos acabar com isso meu camarada – o das mulheres riu jocosamente. – vou cobrir qualquer lance que derem por essa Selirion.

– eu dou sessenta – o segundo pareceu irritado.

– sessenta e cinco – o das mulheres parecia se divertir.

– sessenta e cinco, alguém da mais? – apresentador pegou o martelo – sessenta e cinco doo-lhe uma, sessenta e cinco doo-lhe duas, sessenta e cinco doo...

Senti um calafrio percorrer meu corpo, não, eu preferia morrer a ser violada por aquele homem.

Ouvi passos se aproximando de mim e de alguma forma isso fez com que o apresentador se calasse, levantei a cabeça para o homem a minha frente, ele usava um terno preto, da cor exata da camisa social, aparentava ter seus vinte cinco, trinta anos, seu rosto era moldado como se por um anjo, mas parecia inflexível e sombrio, seus cabelos negros estavam repicados em todas as direções, de modo rebelde e elegante, ele era pálido e tinha olhos azuis gelo, e assim como seu dono, eles eram frios, ele tinha cerca de 1,90, era realmente alto.

Um silencio se apoderou de todo o salão quando ele parou a minha frente com uma maleta cinza, colocando-a em cima do palco.

– eu dou cento e vinte milhões por essa Selirion, a vista – ele falou baixo, mas sua voz tinha autoridade o suficiente para que um calafrio me subisse a espinha – e acho que isso já me dá uma margem grande demais para que alguém queira cobrir minha oferta.

Ele disse se referindo ao velho das modelos, o fulminava com o olhar, seu divertimento desaparecera.

Meu queixo caiu. Cento e vinte milhões? Era a oferta mais alta da noite e pela cara do apresentador, era a mais alta em muito tempo.

– ela é sua – ele ofereceu a mão para o recém chegado e notei que seus dedos tremiam.

Quem era aquele homem que parecia meter medo em todos a sua volta? Por que tanto interesse por mim? Eu não valia tudo isso.

Mas nada disso importava agora, a única coisa que eu precisava saber, era que eu era uma escrava, e agora, tinha um novo dono!

Quem era ele?

Notas finais
E ai o que acharam???? Quem será esse homem?