Notas iniciais
Oi gente, :) Obrigada pelos comentarios...nossa tãao lindooos, ameiiiiiiiii! e obrigada pelas favorotações ( essa palavra não existe) kkkkk bem outro capitulo pra vocês...espero que gostem...

Ele abriu a porta de uma sala e por um instante temi o que teria lá dentro, mas minha teimosia sempre fora maior que meus medos, e eu não sairia dali sem saber algo sobre vicky, a sala, na verdade era um escritório, bem apertado para se sincera, ele se sentou na cadeira acolchoada e ofereceu a outra para que me sentasse.

– então – ele começou – você disse, um favor pessoal para o senhor Romanoff?

– sim – engoli em seco – ele me deu autorização para usar seu nome se necessário nessa negociação.

Ele riu de forma engasgada.

– não, não senhorita...

– Anna.

–Senhorita Anna – ele sorriu – não é uma negociação...digamos, uma troca de favores.

– o que você quer? – senti um bolo na garganta.

– senhorita Anna você não deveria ficar por ai, oferecendo que pessoas comuns aceitem fazer favores a um Romanoff, eu sou J.J o dono da companhia coletores e pode pedir a mim.

Ele estava enrolando.

– você ainda não disse o que quer?

– nada por hora é claro, mas me agradaria muito saber que um Romanoff me deve um favor.

Senti um arrepio me subir a espinha.

– contando é claro que meu pedido seja realizado – me impressionei de como eu não parecia apavorada.

– com toda certeza – ele concordou – o que deseja?

Respirei fundo, talvez eu conseguisse.

– quero saber o paradeiro de um Selirion – ele começou a anotar – ela se chama vicky, mas é provável que não saibam o nome dela, ela tem nove anos e é bem baixinha, tem cabelos dourados e olhos escuros, ela chegou a mais ou menos uma semana.

Não contei a ele que ela chegou junto comigo pois achei irrelevante.

– só tem mais uma coisa – falei assim que ele se levantou.

– o que deseja?

– quero isso agora – tentei ao máximo parecer firme no que dizia – não posso...quer dizer...Romanoff não espera.

J.J pigarreou.

– claro, espere aqui.

Ele saiu e sai que me vi sozinha, me peguei pensando cada misero segundo que eu seria pega, não teria como eu ter uma sorte dessas, isso não acontecia comigo, coisas boas quero dizer. E não via o porquê de começar a acontecer agora.

Não sei ao certo quanto tempo durou, uma ou duas horas, e a cada segundo meu coração batia mais forte, sempre pensando que Dom entraria e me arrastaria pelos cabelos de volta para casa.

Depois de um tempo que para mim pareceu uma eternidade ele voltou, com um sorriso nos lábios e um documento nas mãos.

– bem senhorita Anna – ele se sentou à minha frente – parece que a menina que procura foi vendida ao Dr. Diego a alguns dias.

Nem quando estava caindo aquele barranco senti meu mundo desabar daquele jeito, se Dom me falara a verdade, Diego era o homem que havia tentando me comprar junto com ele, o homem dos dentes amarelos.

– e não teria a mínima chance de conseguir falar com ela?

O sorriso dele desapareceu.

– senhorita – J.J deu de ombros – nisso eu não posso ajudar, sabe, agora ela é uma propriedade dele.

– entendo – murmurei – acho que vou...

– mas sabe – ele me interrompeu – amanhã haverá uma festa dos Romanoff, todos os homens poderosos dessa cidade comparecerão e com certeza levaram seus brinquedos novos.

Eu o encarei de modo ríspido, e ele pareceu perceber o erro.

– não que eu esteja dizendo que a senhorita seja qualquer tipo...

– eu entendo – me levantei – agradeço seus serviços.

– foi um prazer senhorita – J.J se curvou beijando os nós dos meus dedos.

Senti uma raiva tão grande quando sai daquele lugar que chutei a porta do carro com força, meu pé ficou dolorido sob a bota, mas eu não me importei, só de pensar no que vicky estaria passando com aquela besta em forma de homem, mas do que nunca precisava encontra-la, mas ninguém daria a uma Selirion o endereço de um homem importante como Diego, mesmo que fosse a Selirion de um Romanoff.

Eu não tinha escolha, precisava voltar e me certificar de que Dom iria a festa, eu fugiria de lá, mas até que a noite seguinte...

– qual o seu destino?

– Me leve para casa – suspirei.

Segurei o volante com as duas mãos, e fechei os olhos com força, enquanto o carro subia.

Não conseguia respirar direito até que finalmente aterrissássemos, desci quase beijando o chão gramado.

– dia difícil? – Castiel se aproximou para pegar o carro.

– não gosto de altura – respirei fundo e tentei normalizar minha respiração.

– péssimo lugar para se morar – ele entrou no carro.

– ele está aqui?

– acabou de chegar, provavelmente está na academia – ele colocou o carro no modo manual e se foi.

Revirei os olhos, era sempre assim, se não estava trabalhando estava naquela academia, parecia o único lugar que ele tinha paz, não sabia o que ele fazia, mas sabia que era grande.

Passei por marta que cozinhava alegremente, e fui procurar aquela academia que Dom se escondia, e devo admitir que demorei alguns minutos para encontrar a porta de aço maciço quase escondido entre as molduras.

Bati algumas vezes sem nem uma resposta antes de abrir uma pequena frecha, não preciso dizer que meu queixo caiu ao ver aquele homem sem camisa com calças largas, golpeando um boneco de treino como se estivesse num deserto ele fosse o ultimo copo de água, era um desespero que eu não conhecia.

– Dom – chamei baixinho.

Ele se virou para mim, com o suor descendo pelo pescoço branco e pingando no abdome definido, Dom parecia uma fera que acabara de sair da jaula.

– o que faz aqui? – um robô se aproximou trazendo uma toalha.

– eu...desculpe, eu não sabia que...

–poupe-me de escutar idiotices – ele se dirigiu a saída.

O que acontecera? Ele estava tão bem a poucas horas; preocupado.

– tem uma festa amanhã – eu o acompanhei.

– eu sei, a festa é do meu pai.

– eu vou? – era minha única chance.

– ele quer conhecer minha Selirion – ele começou a tirar a roupa — Tenho um vestido pra você.

Não importa quantas vezes eu escute isso, sempre vou me sentir uma animal.

– vai para me exibir? – retruquei – como uma animal exótico.

Dom se aproximou de mim com apenas uma toalha enrolada na cintura, ele pegou meu queixo levantando minha cabeça. Prendi a respiração.

– Foi exatamente para isso que te comprei – ele disse de forma sarcástica.

Dom me soltou e foi em direção ao banheiro.

Peguei a caixa do vestido em cima da cama e revirei os olhos, as atitudes dele sempre me fazia querer ir embora, deitei na minha cama e deixei que a barreira magnética subisse, ele sempre achava que eu o atacaria de noite então ainda não me dera a liberdade de ficar livre durante a noite, eu sabia que aquela noite não conseguiria dormir, pelo amor de deus, ela só tinha 9 anos, não podia simplesmente ser um brinquedo daquele homem, virei o rosto em direção a cama de Dom, olhando de novo para o vestido com estampa de onça, como eu mesma disse, um animal exótico.

Notas finais
Se vocês acham que nessa festa vai ter muita confusão, acertarem, acredite...previa...só pra deixar vocês curiosos. (...) - Já chega Anna - ele gritou furioso - não quero saber, já estou de saco cheio. - eu... - Cala a boca - Dom parecia tão furioso que pensei que ele fosse me bater - se você quer ser tratada como uma escrava que assim seja, a partir de agora as coisas vão mudar por aqui... Kisses.!