Notas iniciais
oieeeeeeeee...como estão?! Gente quero agradecer mil vezes a Sonhos de tinta pela recomendação maravilhosaaa...eu amei de verdade, linda, lindaa de verdade...Esse capitulo pertence a você.

Me sentei ao lado de Vicky, ela havia adormecido de novo, acariciei seus cachos dourados e me lembrei de quem ela herdara aquilo, eram tão parecidos que incomodava.

– Anna, já voltou querida – Marta entrou – o médico acabou de ligar, ele disse que amanhã ele vira de novo ver como ela está.

Concordei com a cabeça.

Deixei ela dormindo e fui em direção ao pomar, minhas costas estavam pegando fogo, Castiel estava deitado perto de uma macieira, estava com as mãos atrás da cabeça e parecia olhar para o nada.

Sorri me aproximando.

– hey, muito trabalho duro? – provoquei.

– olha quem está de volta – ele se sentou – veio trabalhar?

– é, sabe como é – coloquei as mãos no bolso – tenho que honra meu senhor.

Castiel se levantou.

– está falando sério?

– não, estou com minhas costas ferradas.

– juro que você é a escrava que mais não faz nada que eu conheço — ele começou a rir – eu que sou contratado trabalho mais do que você.

– isso porque sou um bichinho de estimação – franzi a testa – esse lance de trabalhar ele disse porquê estava com raiva.

– sabe, estou pensando em fazer um piquenique aqui no pomar, quer vir?

– claro – sorri – Vicky vai amar.

–Vicky? Sei.

Balancei a cabeça.

Eu iria aproveitar o máximo enquanto Dominic não chegasse, sei que ele me proibiria de muita coisa dessa vez, eu estava encrencada.

Marta estava contente enquanto arrumava a comida, peguei uma toalha consideravelmente grande e forrei abaixo de uma sombra, peguei Vicky no colo e dei um banho nela, tive que segurar o choro, o corpo dela estava realmente machucado, e quando fui lavar suas partes intimas ela gritou de dor, tive que colocar uma das minhas blusas, que ficou como um vestido para ela, penteei seus cachos com carinho. Quando chegamos lá fora estava tudo posto, quem diria que num dia ela estaria sendo abusada e no outro estaria num piquenique agradável.

Seria realmente uma vida agradável se eu fosse livre.

Estava anoitecendo quando Vicky adormeceu nos braços de Marta, ela entrou dizendo que voltaria logo.

– sabe – Castiel sorriu se aproximando – ainda me deve um encontro.

– depois desse encontro maravilhoso você ainda quer outro? – disse com o choque fingido.

– esse encontro não conta – ele murmurou – não dava pra fazer coisas que fazemos num encontro normal.

– tipo o que? – perguntei — nós nos divertimos, conversamos.

O que ele queria? Nunca tive encontros.

– bem, o principal não deu.

– o que...

Ele me beijou, assim do nada, fiquei em choque, para alguém que nunca havia beijado, esse já era meu segundo beijo num só dia.

Me afastei.

– Castiel eu...

– vai para dentro – aquela voz me congelou.

Olhei em volta, Dominic estava parado a alguns metros com as mãos no bolso.

– Anna entre – ele falou gelado – e Castiel, é melhor não estar mais nessa casa quando eu voltar.

O que?

–Anna?

Ele estava bravo, muito bravo, levantei e corri para o lado dele, merda, esse homem tinha o dom de me pagar fazendo o que não devia.

Assim que passamos pela porta ele me pegou pelo pulso e me jogou em cima do sofá, ficando por cima de mim, prensando-me contra seu corpo.

– então tudo foi uma piada para você? – seus olhos de gelo perfuravam minha alma – você vai até meu escritório e me beija, então volta pra casa e beija meu empregado, é mais uma das suas piadinhas Anna? Está brincando comigo?

– não, não é – tentei mostrar que estava falando sério – beijei você porque eu quis, aquilo com Castiel foi... um acidente.

Ele bufou se levantando

– não interessa mais, ele vai embora, quer saber todos eles vão embora, vá chamar marta.

O que?

– por que? – perguntei – ela faz tudo por você.

– porque estou de saco cheio de todos estarem querendo ter você – seu olhar era frio – você é minha Anna, pertence a mim e a mais ninguém.

– sim –concordei – sou sua, só sua, mas por favor, não os mande embora.

– se importa tanto com ele assim?

– eles precisam desse emprego Dom – argumentei – por favor, por mim.

Ele me olhou estreito.

– eu faço muito por você Anna – Dom se jogou no sofá.

Caminhei até ele e me ajoelhei a sua frente.

– eu sei – beijei sua mão – mas meu senhor, Marta cuida de você desde que era um menino, não seria justo manda-los embora por um erro, eu prometo que não irá se repetir.

Dom levantou minha cabeça com o dedo, me fazendo olhar em seus olhos.

– só de pensa que outro homem pensa em toca-la, isso já me faz perder a cabeça – ele me olhou sério – nem um deles tem esse direito, você é minha.

– sua – concordei.

– eles ficam – ele suspirou – mas se aquele menino beija-la novamente, eu vou pessoalmente arrancar a língua dele.

E foi nessa hora que eu aprendi, a submissão era uma arma, nas mãos de uma mulher que soubesse manusear, e eu acabara de aprender como funcionava.

Sorri me levantando, Dom ficou me olhando e percebi que ele estava pensando no beijo, no nosso beijo.

O único momento que eu ficava esquisita era quando corava, por ser muito branca meu rosto todo ficava vermelho, me dando um estranho tom rosado.

Ele se levantou também e senti meu corpo se arrepiar.

– aquilo foi para ser só uma vez ou tenho permissão para fazer de novo? — ele acariciou meu rosto.

– você... você tem permissão meu senhor – murmurei.

Ele sorriu, um sorriso de verdade, o primeiro desde que eu chegara.

– gosto quando me chama assim.

Dom abaixou a cabeça, para que ficássemos a milímetros de distância um do outro.

– eu estava pensando – seu hálito soprou sobre o meu rosto – que tipo de punição você vai ter por ter feito aquilo comigo? Se vender a um homem, eu quero dizer.

Engoli em seco.

– não sei...

– ah... eu tenho tantas ideias Anna – ele me lançou um olhar psicopata – tantas ideias que a fariam se contorcer de uma dor prazerosa, e ver seus espasmos, seus gemidos, você implorando já seria o suficiente para mim.

Puta que...

– não sei se estou pronta para esse tipo de castigo agora – sussurrei.

– não se preocupe, sou um homem paciente.

Ele começou a se afastar mas não deixei, passei meus dedos por sua nuca, tendo plena consciência de que ele só me beijaria se quisesse, a distância que havia entre nós, só ele podia quebrar.

E quebrou, Dom me segurava pela base da minha coluna, tendo consciência de que o alto dela estava cortada, então suas mãos desceram até a base da minha bunda, levantando-me, entrelaçando minhas penas em sua cintura, fique quase na mesma altura que ele, pelo menos dava para alcançar sua boca.

E que beijo, devo dizer, meu histórico de beijos deixava a desejar, mais eu sabia que o dele era bom pelo simples fato deu querer beija-lo até o dia amanhecer.

Entrelacei meus dedos em seu cabelo curto e sedoso, eles tinham um cheiro de champanhe e era maravilho, Dom pediu passagem com a língua e eu cedi com prazer, participando mais ativamente do beijo dessa vez.

Ele me pois no sofá novamente, com cuidado, mas sem parar de me beijar, ele estava meio sentado, meio em cima de mim, suas mãos entraram por dentro da camiseta indo em direção aos meus seios, arqueei o corpo quando ele os alcançou acariciando cada um com desenvoltura, puxando os mamilos, beliscando, segurei um gemido.

– Anny – o grito de Vicky me fez abrir os olhos.

Ela estava parada na frente da sala com o cabelo bagunçado, seu olhar estava vidrado nas mãos de Dom dentro da minha camiseta.

Eu as tirei rapidamente me sentando, sentido as minhas costas reclamarem.

– hey – cumprimentei – você acordou.

– tive um pesadelo – os olhos dela estavam marejados.

Olhei para Dom, ele fitava a cena com desgosto tenho certeza que ele iria querer continuar de onde havíamos parado.

– tenho que ficar com ela – respondi – posso dormir no quarto dela hoje?

Ele ficou encarando a figura diminuta que abraçara minhas pernas.

– tudo bem – ele bufou.

Segui com Vicky até o quarto de hospedes que ela estava dormindo, a cobri com os lençóis e me deitei com ela, o quarto automaticamente gelou, numa noite quero era a melhor das sensações.

– vou ficar aqui a noite toda – sorri — pode dormir, o pesadelo não vem mais.

Foi quando notei que ela estava chorando.

– o que foi pequena? – perguntei.

– foi por isso que ele me comprou? – ele fungou – você prometeu que venderia seu corpo se ele me comprasse? O senhor Romanoff é tão nojento quanto Veega e eu os odeio, os odeio por fazer isso conosco Anny.

Meu coração se quebrou em mil pedaços.

– não diga isso – pedi – Diego Veega era um monstro e merece a pior das mortes, mas nunca prometi nada a Dom, eu nem sabia que ele havia comprado você.

– então por que faziam aquilo? – ela me olhou – ele estava tocando você.

– eu sei – fiquei envergonhada por ela ter visto – mas eu deixei que ele fizesse.

– por que Anny? Isso dói, machuca.

– Bem...porque eu gosto dele Vickitoria – acariciei seu cabelo – e não machuca quando é com alguém que gostamos.

Era verdade, não havia me dado conta disso, até realmente gostar de quando ele me tocava, mas ele nunca saberia disso, e eu ainda ia embora.

Uma vida sem liberdade não é Vida.

Não nasci para ser escrava.

Notas finais
Cara as coisas estão esquentando com esses dois...kkkk o próximo capitulo promete!!!! PS: agradeço os comentarios, não respondi alguns porque a net ainda está muito ruim, demorou um ano pra conseguir postar esse!!! kkkkkkkkkk e eu acho que Anna aprendeu como "controlar" o Dom kkkkkk