Destinos Entrelaçados
4 Capítulo IV - Casamentos e Jogos
Notas iniciais
Após o meu encontro com a Marceline, seguimos diretamente para o castelo e dormimos cedo, por volta de umas 19h:30min. Acordei com os gritos de Marceline em meu ouvido, ela já estava arrumada e para minha surpresa, Finn estava vestido com um terno e parado perto das janelas de meu quarto.
– Marcy, o que isso significa? – Perguntei sonolenta, me levantando da cama.
– Bonnie, hoje é a sua reunião, se esqueceu? – Marceline havia me lembrado da reunião.
O mordomo me trouxe torradas e uma xícara de chá preto, eu tecnicamente engoli meu café da manhã, isso vai me trazer problemas mais tarde... Fiz minhas necessidades básicas e vesti o primeiro vestido que veio na minha frente, o relógio já badalava avisando que dará 12h:00min. Finn, Marceline e eu caminhamos até o reino café da manhã, onde seria o local da reunião.
– Marceline, nós não vamos poder entrar, tem algum lugar que que ir? – Finn perguntou para Marceline, ele parecia desinteressado.
– Cara, aposto que a princesa café da manhã vai permitir que eu fique, sou casada com a Jujuba. – Marceline falou, sorrindo confiante.
– Marcy, melhor ir com o Finn. – Murmurei, tristonha.
– Ué, por que? – Ela perguntou, sei que devo explicações.
– Olha, eu te conto quando eu chegar em casa, okay? – Falei, me distanciando dos dois.
Após uns vinte minutos, chegamos no grande castelo instalado no deserto. Finn e Marceline já estariam bem longe dali e por fim, acabei entrando no reino café da manhã. Todas as princesas já estavam reunidas no grande salão e sentadas em pequenos banquinhos de madeira, até a princesa caroço estava lá.
– Boa tarde, princesas de toda Ooo. – Gritou a princesa café da manhã, cumprimentando a todas. – Hoje nós vamos discutir uma lei que a atual governante do reino de fogo propôs.
Maldita Flame, era disso que ela estava falando ontem?!
– Princesas, minha lei é bem simples... – Falou a rainha de fogo já no microfone – Todas as princesas são obrigadas a ser casadas para poder administrar algum reino, caso não, seu reino não vai ser oficialmente reconhecido e poderá ser sujeito a ataques.
– Oh glob! Eu não sou casada minha querida. – Escandalizou a princesa caroço, raivosa.
– Caroço, eu chamei 21 homens dispostos a casar com cada uma princesa. – A princesa café da manhã disse e num bater de palmas, 21 homens saíram dos portões principais.
As princesas se agitaram e foram escolhendo os homens com quem iam se casar, não havia sobrado nenhum para mim. Claro que não, afinal, Flame estava por trás disso tudo. Após as coisas se acalmarem, todos levaram seus olhares para mim.
– Jujuba, não sobrou nenhum homem para você e agora? – Comentou a princesa tartaruga, me fitando preocupada.
– Pois é Jujubinha, e agora? – Disse Flame.
– Eu... Já sou casada!
Eu dei um grito enorme para que todos do salão ouvissem, os guardas do reino ficaram perplexos assim como a própria Flame, mas logo o semblante de surpresa desapareceu e um sorriso sarcástico tomou conta de seus lábios.
– Sério Princesa? E quem seria esse seu marido? – Ela perguntou se aproximando de mim.
– Não é um noivo. Eu sou casada com a Marceline. – Falei.
As princesas ficaram totalmente estressadas e praticamente pularam em cima de mim, eu e Marceline que costumávamos brigar muito na frente delas, estávamos casadas de uma hora para outra? Eu entendo a agitação delas, para minha sorte, Finn estava próximo do reino e conseguiu me tirar de toda a agitação.
– Obrigada Finn, foi muito nobre de sua parte. – Falei, arfando.
– Amorzinho, o que foi aquilo tudo? – Perguntou Marceline, acariciando meu rosto.
– Eu disse que éramos e elas ficaram loucas. – Falei, sentando-me numa rocha qualquer.
– Isso realmente é motivo para bagunça. Mas bem... Onde quer ir agora? – Finn Perguntou, já ajeitando a carroça ao seu lado.
– Preciso ir até o reino gelado... – Falei, receosa.
– O QUÊ? PARA QUÊ PRINCESA? — Gritou Finn, surpreso.
– Todo o ano, existe os jogos reais. E esse ano vai ser no reino gelado. – Marceline falou antes de mim.
Após muitas explicações, entramos na carroça e seguimos em direção ao reino gelado, como de costume passamos primeiramente no castelo doce e na casa da árvore, afinal, o reino gelado ficava bem próximo de ambas. Por algum motivo, Rei Gelado já estava nos esperando juntamente com Gunter, o pinguim.
– Fiquem na carroça, eu volto logo. – Falei.
Pulei da carroça e segui em direção ao velho, deixando minha esposa e Finn para trás. Eu particularmente não gostei da ideia dos jogos reais serem no reino gelado, todo mundo sabe que o rei daqui é o maior tarado de toda Ooo.
– É o seguinte, quando vai ser os jogos reais? – Perguntei com ignorância, já me sentando num dos bancos de gelo.
– Semana que vem minha querida. Vai ser ótimo. – Ele falou todo ansioso, ele estava curtindo mesmo aquilo..
– Ok... Quais vão ser as disputas?
– Vai ser um desafio e logo após do desafio, uma batalha, entende?
– COMO ASSIM? VAI NOS FAZER BATALHAR?
– Sim, ué. Nas leis de Ooo, diz que o governador do reino que os jogos reais acontecerem, pode escolher as disputas.
– Você não vale o pão que o diabo amassou rei gelado!
Sai dali sem esperar nenhuma resposta e me sentei raivosa no banco da carroça, Finn e Marceline já sabiam que não deveriam falar nada comigo. Eu apenas queria chegar no castelo e tomar um bom banho quente, mas o que é isso...? TEM MUITA FUMAÇA NO REINO DOCE.
– O que está acontecendo? – Gritei, mordo menta foi em minha direção.
– Algo explodiu em seu laboratório, todo o exército doce foi derretido pelas altas temperaturas, o povo doce está refugiado.
– Onde?!
– Na câmara de proteção contra bombas nucleares, princesa.
– Ótimo.
Corri em direção ao castelo, desviando dos escombros e passando pelas chamas, meu corpo não aguentaria muito tempo naquele local tão quente, por fim, consegui achar a mangueira de emergência, Marceline me ajudou a ligar a mesma e conseguimos extinguir o incêndio no reino.
– Ufa...
– Essa foi por pouco, vamos descansar? – Falou Marceline.
– Vamos.
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