Destinos Entrelaçados.
11 Saida....
Notas iniciais
Como prometido o médico veio assim que amanheceu, ele era jovem, jovem demais para meu gosto. Suspeitei de sua integridade até Dom cumprimenta-lo, segundo ele, Jason era o melhor médico daquela cidade, ele cuidava do próprio Aslam.
Ele era negro, tinha uma cor achocolatada bonita e lábios carnudos, junto com um par de olhos cor de mel, de tirar o folego, se ele fosse um Selirion seria muito caro, mas pra sorte dele ele era livre.
Dr. Jason não deixou que eu ficasse no quarto enquanto ele examinava Vicky, passei as duas horas que ele ficara lá dentro com os nervos à flor da pele.
– menina se ficar ai não vai ajudar em nada – Marta pegou minha mão – vamos tomar café.
Assim que ela pois o prato a minha frente Dom ficou olhando enquanto ela colocava as mesmas coisas que havia dado a ele no meu prato, pensei que ele iria dizer alguma coisa mas ficou em silencio, fiquei feliz por ele não ter ficado muito bravo.
– Anna?
– Sim – olhei enquanto ele terminava de beber café.
– Vamos viajar hoje à noite.
Meu coração começou a bater muito rápido.
– vamos?
– tenho alguns negócios fora da cidade e quero que vá comigo.
– Vicky poderia ir? – murmurei.
– A menina?
– sim, nós três se não se importa. – pedi – eu não quero deixa-la.
Ele pareceu está pensando.
– se ela não der trabalho...
– não vai – sorri – mas sabe não temos...
– vou arranjar roupas – ele se levantou e se foi.
Um doce não? Franzi a testa para ele enquanto caminhava em direção a porta, eu sabia que a primeira impressão que seu pai tinha de mim não era boa, então não importava o que eu fizesse, eu precisava agradar ao velho, começando por não chama-lo de velho.
Quando o médico saiu, para o meu alivio ele falou que os ferimentos de Vicky estavam cicatrizando, e que isso não influenciaria sua vida no futuro.
Vicky disse que iria a garagem, fique meio receosa de deixar, mas a essa altura eu faria qualquer coisa por ela.
Ajudei a marta a fazer uma sobremesa de tortilhas, que eram deliciosas e muito difíceis, mas ficaram realmente boas, Castiel e Vicky comeram quase tudo em alguns minutos. Então tive que ir arrumar as coisas, não que fossem muita coisa, então peguei alguns itens de limpeza pessoal, alguma roupa de dormir e finalmente tínhamos uma bolsa que cabia perfeitamente nossas coisas.
Ajeitei Vicky o melhor que pude antes de ir me arrumar também, provavelmente ficaríamos num hotel importante, então não poderia ficar parecendo uma garota comum, então tentei me arrumar o melhor que pude, Dom não tinha roupas próprias para meninas aqui e isso me fez fazer uma anotação mental de falar com ele sobre isso.
Eu estava terminando de me arrumar quando bateram na porta, fiquei totalmente surpresa ao constatar que era Castiel parado no meu batente.
Arregalei os olhos.
– não – ditei – sai, agora.
– eu só vim...
– eu te desculpo, volte a garagem, agora, — eu o empurrei – agora Castiel.
– ele não pode mandar em quem você vai se apaixonar – ele argumentou.
– Vá embora – pedi – por favor, vá.
Ele ficou alguns segundos me olhando e se foi, respirei fundo assim que isso aconteceu, não podia me dar ao luxo de deixar Dom irritado novamente.
Quando ele chegou realmente estava anoitecendo, e a única coisa que fez foi tomar um banho e me chamar para ir, Marta me deu algumas tortilhas para levar alegando ser as favoritas de Dom, coloquei Vicky no banco de traz que automaticamente se adaptou à altura dela.
Dom chegou apressado e foi direto ao banco do motorista, me sentei olhando-o, ele estava bonito, o cabelo estava penteado para a cima de modo casual, sua blusa social preta tinha dois botões abertos deixando-o descontraidamente sensual, ele tinha cheiro de champanhe.
O carro deu uma arrancada fazendo-me segurar com força no banco, acho que ele percebeu meu desconforto, pois ele reduziu.
– Anna?
– tenho medo de coisas muito rápidas – murmurei.
Ele não disse mais nada, mais também não acelerou.
A viajem não demorou muito, saímos da cidade em poucos minutos, e foi quando uma luz brilhou para mim, ele estava me dando uma chance de ouro, a chance de ir embora, e com certeza eu não perderia essa oportunidade.
– sinto o cheiro de tortilhas – Dominic me tirou dos meus devaneios – Marta as fez?
Não contive o sorriso, ela tinha razão, ele gostava mesmo.
– você quer? – balancei a vasilha.
Dom me olhou de um jeito que eu percebi que ele realmente queria, peguei uma de chocolate.
– coloque o carro no modo piloto automático. – falei.
– dê para mim – Dom abriu a boca.
Levei em direção a sua boca, era maravilhoso ver aqueles lábios finos envolvendo a tortilha como se fosse a coisa mais erótica que ele já tinha visto, senti meu corpo responder aquele tipo de incentivo e fiquei envergonhada por aquilo, me distrai tanto com o fato de Dom está comendo que nem percebi que havíamos chegado, estávamos fora da proteção de Baltic.
Um senhor chegou abrindo a porta para nós com uma elegância exagerada, ele ficava falando que era um prazer receber um Romanoff no seu humilde hotel.
E de humilde só tinha o que o que o homem falava, era um lugar extremamente sofisticado, e eu me senti completamente inadequada e agradeci mentalmente por Vicky não se importar com isso.
Ficamos na cobertura, que na verdade era um andar lindo, com três suítes e hidromassagem, havia um androide que ficaria a nossa disposição o tempo todo, a vista era maravilhosa e dava pra ver das cidades em volta, toda a suíte respondia ao controlador que Dom usava na cabeça
Fiquei admirada de quando chegamos e alguns carregadores chegaram trazendo nossas malas, quer dizer, as mala que Dominic havia trazido.
Me sentei no sofá com Vicky no meu colo, a noite já estava avançada.
Dom ficava para lá e para cá conversando com mil pessoas ao mesmo tempo, ele saia e entrava, brigava e gritava.
Vicky acabou adormecendo no meu colo e eu a levei até um dos quartos, assim que a pus na cama ela abriu os olhos.
– Dorme comigo?
– Claro – sorri – eu já volto.
Dom voltou com o que me pareceu ser comida italiana nas mãos.
– onde está a menina?
Eu não sei o que ele fez mas uma música suave começou a tocar.
– ela foi dormir – falei.
– não vai jantar? – ele colocou a comida sobre uma mesinha – ela precisa comer.
– está preocupado com ela Dominic?
– ela é só uma criança, claro que me preocup...- ele parou – você me chamou de que?
– ah...desculpe – fiquei vermelha – seu irmão ele...
– Daniel...é claro – ele murmurou – desde criança ele me chama assim por dizer que é um nome de menina.
O que?
– é um nome bonito – falei sem pensar – eu acho...sexy.
E pela primeira vez desde que o conhecera Dom riu de gargalhar, era um som melodioso e muito bonito, eu gostei daquele som.
– então, você pode me chamar assim — ele pegou minha mão e me levantou. — além do meu pai, é claro.
– que honra — comecei a rir.
– vamos dançar – ele começou a se mover no ritmo da música.
– isso não me soou um pedido.
– não foi – Dominic me girou.
Fiz um bico para aquela resposta mas decidi não bancar a rebelde agora, estávamos indo tão bem.
Dançamos umas duas músicas consecutivas e dava pra senti uma conexão nos puxando um para o outro, eu acho que realmente poderia chegar a gostar dele mais intensamente, poderia até ama-lo, se não houvesse rótulos entre nós, aquilo me despertou, não estávamos num momento romântico, ele não estava me galanteado, era apenas um senhor, se mantendo entretido com sua escrava, enquanto o sono não vinha.
Me afastei por instinto.
– o que foi? – ele franziu a testa, e sua covinha no queixo ficou acentuada.
– eu tenho que dormir – inventei – estou cansada.
Dominic se aproximou de mim, como se exercesse toda sua influência somente com o olhar, pagando minha mão num convite irresistível.
– fica comigo essa noite – ele pediu com a voz rouca – dorme comigo.
Eu tive certeza que se ficasse a última coisa que eu faria seria dormir, era tentador.
– Não posso – corei – eu...
– tudo bem – ele me soltou – pode ir dormir, teremos um dia cheio amanhã.
Me deitei ao lado de Vicky me xingando internamente.
Ouvi quando a música parou de tocar e a porta da frente foi fechada com força.
– eu sou muito idiota – murmurei.
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