Notas iniciais
Oiiee...véspera de ano novo, então resolvi dar um presente pra vocês... Vamos conhecer ele...o cara misterioso kkkkkkkk

Assim que o negócio foi fechado o homem que me comprara simplesmente desaparecera, deixando-me lá, sozinha.

Fui desamarrada e dois homens/androides me escoltaram para o lado de fora, colocando-me em uma sala branca, fiquei curiosa do que iriam fazer, mas assim que pagaram a seringa minha curiosidade passou, dessa vez a seringa era realmente grande, e algo me disse que não era algo liquido que injetariam em mim, notei que dentro da seringa havia um pequeno micro chip, tentei fugir mas as correntes magnéticas não permitiam que meu corpo se movesse.

Não vou mentir, doeu, doeu de verdade.

Eles colocaram aqueles chips no meu pescoço, pulsos, pernas e tornozelos, em cada buraco o sangue jorrava abundantemente e cada misero lugar doía, com a carne rejeitando os corpos estranhos. Passaram uma máquina na frente do meu corpo, como se para se certificar de que o aparelho funcionava, e então me soltaram, passando-me para os homens/ androides.

Simples assim? Agora eu era propriedade de outra pessoa?

Fizeram todos os documentos comprovando que agora eu era propriedade de alguém, durante a discussão, descobri que os dois androides pertenciam ao meu novo dono e também ouvi o nome Romanoff. Não era possível que eu fosse pertencer justo a um Romanoff, eles comandavam mais da metade de toda Baltic e sem sombra de dúvida, era a família mais rica e poderosa desse lugar, agora eu pertencia um deles, assim que tudo ficou prontos os androides me levaram a um carro baú, onde fui colocada em uma cela.

Fiquei observando os robôs que me escoltavam, eram o retrato perfeito de homens. Os dois eram loiros e pareciam gêmeos, os mesmo traços, a mesma altura, os mesmos olhos escuros. Eles estavam em pé, parecendo não se importar com o movimento do carro, ficavam apenas me observando, como se eu fosse desaparecer. Queria que aquela cela tivesse algum tipo de janela, precisava observar para onde estava indo, e ainda tinha que encontrar vicky.

O carro parou de repente fazendo-me cair no chão com o solavanco, a cela se abriu e eles me pegaram pelo braço, e quando abriram a porta, meu queixo caiu, naquilo não poderia ser chamado de casa, com certeza não, parecia mais um castelo construído tecnologicamente, isso porque estávamos a três mil metros do chão e a única forma de se chegar aqui, aparentemente seria voando.

A casa, por assim dizer, tinha um amplo jardim na frente, com grandes arvores, e pelo que me pareceu, havia um pomar na parte de traz, a grama estava verde e em frente a porta havia uma piscina com o brasão da família Romanoff.

No momento que desci do veículo, sentindo a grama sobre meus dedos um carro esportivo chegou em alta velocidade, ele cinza e de aparecia bem cara, já sabia quem estava lá dentro antes mesmo dele sair, com seu olhar gelado e corpo quente.

Ele me olhou com indiferença, e com um aceno mandou os androides irem embora, eles voltaram para o carro baú e se foram, fiquei parada a frente dele sem saber ao certo o que fazer, se não estivesse tão longe do chão com certeza já estaria correndo.

– venha – ele chamou andando pelo caminho de pedra – vamos entrar.

Ponderei por um momento o que eu deveria fazer, fugir não era um opção no momento, então eu o segui.

Era realmente um jardim suntuoso, magnifico, e em toda parte, algum ser mecânico cuidava dele.

Assim que nos aproximamos a porta dupla de cedro do Líbano se abriu de forma automática, e se por fora era bonito, por dentro era de tirar o folego, a sala era decorada em preto e branco, com equilíbrio exato das cores, para que parecesse um hospital e nem ficasse muito obscuro, os sofás eram brancos e seus adornos de madeira maciça, eles flutuavam na frente de uma televisão que tomava conta de uma parede inteira, havia um piano, lareira, uma bar, e outras coisas que eu nunca tinha visto na minha vida, continuamos andando até uma escada dupla que subia em espiral até o andar de cima, um tapete vinho tomava conta das escadas e do hall do segundo andar, as paredes eram brancas, e a única coisas que as adornavam eram quadros antigos, fomos em direção ao corredor em que todas as portas eram brancas, e estavam fechadas, todas menos a porta principal no fundo do corredor a porta dupla de imbuia escura, dando um contraste com o resto do corredor, eu sabia por que vivi minha vida inteira na floresta e com o tempo, você passa a discernir uma arvore da outra.

Assim que nos aproximamos dela a porta se abriu e achei aquilo curioso, como ele conseguia fazer aquilo?

Foi só quando notei que estávamos num quarto, talvez a parte mais obscura da casa, as paredes eram pintadas de forma escura, e elegante, com desenhos elementares em todo ele, uma cama redonda realmente grande flutuava no cento com travesseiro cinzas e um lençol negro, um tapete de pele estava posto elegantemente no chão e havia duas portas, o que supus ser o closet e o banheiro, uma outra porta dupla dava lugar a uma sacada com vista para o pomar.

Ele foi em direção a cama e colocou alguns objetos que estavam no seu bolso em cima do criado mudo, e mãos mecânicas apareceram da parede colocando cada coisa em seu lugar, fiquei assustada com aquilo e pela primeira vez, notei que ainda estava parada na porta.

– sua cama fica ali – ele apontou para uma outra cama que eu não havia notado.

Meu corpo se guiou para lá sem que eu percebesse, eu não queria entrar, não queria me sentar na cama, porém, lá estava eu.

Uma barreira magnética subiu, separando-me do resto do quarto.

Mas foi só quando ele começou a tirar a roupa que eu verdadeiramente entrei em pânico, não que ele não fosse bonito, mas meu medo era grande demais para conseguir discernir alguma coisa, ele tirou no paletó jogando-o de qualquer jeito sobre a cama, parecia nem se dar conta da minha presença e nem ligar para eu o estar observando, ele tirou a blusa social, e corei instantaneamente com a visão do seu tronco nu, ele não era bonito, era lindo, com o corpo denunciando que ele passava longas horas malhando, meu coração quase saiu pela boca quando ele retirou a calça ficando apenas de box, ele abriu uma porta e desapareceu lá dentro. Meu deus, seria assim? Ele voltaria e traria algum tipo de lingerie constrangedora e me forçaria a usa-la enquanto se preparava para tirar minha virgindade?

Meu corpo começou a tremer de forma incontrolável, não podia ser assim.

Quando ele voltou meu coração quase parou de bater, ele se aproximou e seu andar me lembrou o de um leopardo, a barreira magnética se desfez e ele jogou alguma coisa em cima de mim, estava em pânico demais para prestar atenção.

– você pode usar meu banheiro hoje para que se acostume, e acho que essas roupas vão servir, se precisar de alguma coisa marta ira ajuda-la – ele se virou, e notei que estava usando calças largas e uma camiseta – Dinger cuide do banho dela.

Dinger? Marta? Não sei a quem ele se referiu, mas quando entrei, a banheira estava cheia e o vapor saia delicadamente da água, tranquei a porta e procurei algum objeto que pudesse ser usado como arma, não encontrei nada, a escova de dentes era elétrica, e o barbeador também, tirando isso só tinha o fio dental e uma pasta, o que eu achei que não me parecia muito mortal, então, entrei na água e deixei o banho quente me envolver, e ele fez com que todos os machucados causados pelos chips doessem terrivelmente, tirei todo vestígio de maquiagem do meu rosto e lavei o cabelo para que ele não ficasse assim tão liso, meu coração quase parou quando braços mecânicos surgiram de todas as partes, lavando meu cabelo, esfregando minhas costas, ensaboando meu corpo, parecia que a banheira estava viva, e quando finalmente pude sair de lá, minha pele estava rosa e pinicando, vesti o que ele me dera, percebendo que ainda não sabia seu nome.

Sai do quarto com shorts azuis e uma blusa branca, passei pelo corredor e os quadros antigos pareciam me acompanhar com os olhos de tinta.

Desci as escadas e passei pela ampla sala e descobri a cozinha, ela era maior do que minha antiga casa, talvez duas vezes maior, eram tantos aparelhos que fiquei tonta só de olhar, uma senhora gorducha de cabelos grisalhos estava no fogão cantarolando alegremente enquanto cozinhava.

– bom dia – murmurei.

Ela se virou para mim surpresa.

– ah... você deve ser a Selirion que Dom me avisou, eu sou marta– ela sorriu com doçura – pobrezinha, deve estar tão assustada.

Dom? Dom Romanoff?

Fiquei em silencio mesmo sabendo que ela esperava por algum tipo de resposta, depois de alguns minutos ela quebrou o silencio.

–venha querida não precisa dizer nada por agora – ele me puxou até a bancada de granito – estou fazendo o jantar e tenho certeza de que você vai amar.

Fiquei sentada, vendo-a montar meu prato, a maioria das coisas que estavam ali eu nunca vira na vida, e ela colocou comida o suficiente para dar para vicky, match e eu.

Mas eles não voltariam, match se fora para sempre.

Pretendia não comer nada daquilo, mas estava a tantas horas sem comer nada e cheirava tão bem que quando me dei conta, já estava na metade do prato, nada que eu comera minha vida inteira se comparava com aquele manjar.

A porta se abriu silenciosamente e Dom, eu acho, entrou completamente suado, sua camiseta estava molhada e seu cabelo estava grudado na testa.

– marta estou com fome – ele se sentou do meu lado, me deixando arrepiada.

Perdi o apetite na hora.

Marta colocou um prato tão generoso quanto o meu na frente dele.

Um pequeno buraco se abriu no balcão e dele saiu um copo, com algo que me parecia alcoólico.

– e então – ele falou depois de um tempo– qual é seu nome?

– anna- murmurei.

Estava desconfortável, queria sair dali.

– anna – meu nome saiu da boca dele suavemente – tem um belo nome.

– quero ir embora – falei baixo demais.

– vá – ele não parecia mais tão interessado – a porta está aberta.

– está falando sério? – franzi a testa.

– eu não brinco anna – de alguma forma, sabia que era verdade.

Sai da cadeira, marta me observava silenciosamente do canto, como se seus olhos já tivessem visto de tudo.

– anna – ele me chamou assim que cheguei a porta da cozinha – só me devolva.

– devolver? – fiquei confusa – do que está falando?

– dos cento e vinte milhões que gastei para te salvar. – ele disse sem tirar os olhos da comida.

Engasguei. O que?

– devolver? Não tenho esse dinheiro.

–bem, preciso avisar aos meus acionista onde coloquei cento e vinte milhões de dólares – ele levantou a cabeça – se quer ir embora, simplesmente devolva.

– sabe que eu não posso – murmurei.

– então não vai a lugar algum – ele limpou a boca com um guardanapo. – obrigada marta.

Fiquei furiosa, como ele ousa brincar assim com meus sentimentos? Me dando esperança?

Ele foi em direção ao quarto e eu o segui.

– não pode fazer isso.

– já estou fazendo – Dom entrou no quarto – e deveria me agradecer em vez de reclamar tanto.

– agradecer? – debochei – está de brincadeira?

Ele ficou bravo com meu tom, seus olhos de gelo brilharam de fúria, ele não deveria ser o tipo de homem que era contrariado.

– já disse a você que não brinco anna, se você acha que está pior aqui comigo do que estaria com Diego, eu pessoalmente te darei de presente a ele – Dom se aproximou perigosamente de mim – acha que viver nessa casa é uma tortura, então vai adorar viver num lugar em que prostitutas tem mais respeito que você.

Senti um calafrio percorrer meu corpo.

– desculpe – murmurei.

– melhor assim – seu rosto se desanuviou – acho melhor começar a revisar seus modos anna, escravos não respondem, não desobedecem, não contestam.

– o que quer que eu faça?

– nada – ele suspirou – comprei você porque meu pai acha que sou rico demais para não ter nem um escravo, e achei que você não duraria na mão de Diego.

– nada? – então ele realmente me salvara?

– exatamente, Dinger se arruma sozinha, meu jardim já tem androides o suficiente e marta fica com a cozinha- ele tirou a camisete molhada e eu fiquei olhando suas costas trabalhadas – você vai ser apenas uma adereço para as festas, preciso de algo para me distrair, só isso,

Adereço? Objeto?

– Dinger?

– a casa – um braço mecânico saiu da parede com uma toalha — minha garota.

Ele tratava a casa como uma pessoa? Talvez fosse louco.

– se me der licença –ele foi em direção ao banheiro.

– espera- pedi antes de me conter.

Ele se virou com uma expressão curiosa no rosto.

– por que tenho que dormir aqui? – apontei para a cama – tem quarto de hóspedes o suficiente aqui.

– porque você não é uma hospede, e eu não confio em você.

– então por que estou livre? – tentei não soar sarcástica mas acho que não deu.

– por causa disso.

Ficou paralisado, eu tentei me mover mais eu não consegui, ela como se eu fosse uma estátua, era como se ainda estivesse com o efeito daqueles dardos, o pânico invadiu meu corpo quando me lembrei, os micro chips

Meu corpo se liberou e olhei assustada para ele, que tinha um pequeno sorriso no rosto.

Foi nesse momento que notei um pequeno aro preto em volta da sua cabeça, era fino o suficiente pra que passasse despercebido, e era preto na parte de trás, que se fundia com os cabelos negros e na frente era transparente para não chamar atenção, então era assim que ele me controlava e fazia as coisas se moverem sem dizer nada?

Um pensamento me ocorreu. Se ele podia controlar meu corpo, o que ele poderia fazer comigo enquanto eu dormia?

– é uma opção interessante – ele me tirou dos meus devaneios. – mas não estou interessado.

– você lê mentes?

– não é preciso, está escrito no seu rosto – ele estava com o rosto indecifrável – e não se preocupe, eu não a comprei para ser minha escrava sexual, não preciso forçar ninguém a fazer isso, quando uma mulher vem até mim, ela vem pelo prazer que ela saber que vou lhe dar, não por estar sendo obrigada. Não vou força-la a nada...que você não queira, mas como disse, não estou interessado, você é uma criança e eu não gosto de crianças.

Por que ele parecia está dizendo a verdade? Não o conhecia, mas quando fui deixada sozinha, de alguma forma, sabia que ele nunca me forçaria a nada...que eu não quisesse.

De qualquer forma, não ficaria tempo o suficiente para querer alguma coisa.

Notas finais
Não gostei muito desse capitulo, se vocês também não gostaram me desculpem...estou meio sem criatividade, mas queria desejar boas festas a vocês...Kisses. E até 2014!!! Me digam o que acharam? e o que acham do Dom?