Destinos Cruzados
34 Capítulo 34
Notas iniciais
POV.VIOLETTA
Quando cheguei em casa desatei a chorar. Rios de lagrimas estavam fluindo involuntariamente e eu não estava com a mínima vontade de me controlar.
Até que desabei, nunca havia chorado tanto em todos esses anos.
Sentia-me sozinha novamente, como se o meu mundo não fizesse mais nenhum sentido.
Estava desolada!
Havia prometido para mim mesma que não iria chorar, mas não consegui. Todos tentaram me ajudar, mas não havia nada que eles pudessem fazer, nada do que eu queria e necessitava naquele momento. Só precisava de uma coisa nessa hora, Léon Vargas!
Não sei por quanto tempo fiquei ali, sentada em minha cama. Não sei se foram horas ou somente alguns minutos. Perdi totalmente a noção do tempo.
Só sei que de tanto chorar, minhas lágrimas pararam de sair.
Estava exausta!
Resolvi tomar uma longa e relaxante ducha quente para tentar me recompor.
Entrei no banheiro, liguei o chuveiro, me despi e entrei naquela deliciosa água. Fiquei pensando em todos os momentos felizes que passei ao lado do Léon.
Aquilo me ajudou um pouco naquele momento.
Quando terminei, desliguei o chuveiro, peguei minha toalha e fui em direção ao closet. Coloquei uma roupa confortável e peguei um bom livro para tentar me distrair um pouco. Mas infelizmente isso não funcionou. Só conseguia pensar em uma coisa naquele momento.
Depois de alguns minutos ouvi batidas na porta.
– Pode entrar. – logo vi minha mãe parada na porta com um olhar preocupado.
– Filha, o jantar está pronto.
– Não estou com fome mãe. — disse com a cabeça baixa.
– Minha linda. – sentou do meu lado. – Eu sei que dói, e dói muito por acaso, mas a vida não acabou. Ela continua dia após dia. E te quero ver bem. – colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. — Então desça, coma alguma coisa, se distraia um pouco.
– Não sei se é uma boa ideia mãe.
– Hoje a Francesca ligou aqui em casa, queria saber se você estava bem. Porque vocês não dão uma saída hoje? Ou diga para ela vir aqui em casa. Faz tempo que não passam um tempo juntas. E isso seria bom para você.
– Tem razão, vou ligar para ela.
– Ótimo. – disse com um sorriso satisfeito no rosto. – Te espero em cinco minutos lá embaixo na cozinha. – disse saindo do dormitório.
Depois de ligar para a Francesca e explicar tudo a ela, desci para jantar.
Quando cheguei lá, me deparei com minha comida preferida. Frango xadrez.
O cheiro estava ótimo, mas por alguma razão, aquele aroma me causou uma sensação estranha e comecei a me sentir enjoada novamente.
Nessas ultimas semanas esses acontecimentos tem sido frequentes. Mas felizmente essa sensação passou rápido.
– Violetta você está bem?
– Sim, foi só um daqueles enjoos. Estou tão estressada ultimamente mãe.
– E se não for por causa do stress filha? E se for algo a mais? – disse desconfiada.
– Não estou entendendo.
– Deixa para lá! Acho melhor você comer. Não colocou nada na boca o dia inteiro. Deve ser por isso que está passando mal. – ela não parecia convencida.
Depois de comer, subi para meu quarto para esperar a visita de Francesca. Admito que não estava nem um pouco a fim de conversa hoje, mas achei que seria bom ela vir aqui me dar uma força. Afinal estou um caco.
– Amiga. – disse desesperada me abraçando com toda a força do mundo. — Você está bem? Sinto muito pelo que aconteceu.
– Estou melhor. Mas ainda não posso me dar o luxo de dizer que estou bem! Porque o destino tem que ser tão cruel Fran, porque? – não consegui me segurar.
– Fique tranquila Violetta. — disse afagando meus cabelos enquanto chorava. – Tudo vai dar certo.
– E se não der? Ele voltou para a cidade dele Francesca, ele voltou para a Stephie também.
– Pare de dizer bobagens Violetta. Ele nunca voltaria para ela.
– Você não a conhece Fran, agora que não estou no caminho dela, vai fazer de tudo para conquistar o Léon novamente. E ele vai se esquecer de mim.
– Olhe para mim Vilu, ás vezes é preciso se afastar das pessoas que você ama, mas muitas vezes não quer dizer que você vai as amar menos, as vezes significa que você as amará mais ainda. – suspirou. – O Léon te ama muito e sei que o que vocês dois tem é verdadeiro. Então fique tranquila, pois mais cedo ou mais tarde, o destino vai fazer o favor de juntar vocês de novo. Eu acredito nisso e sei que você também acredita.
– Tomara Fran. — disse a abraçando.
– Vilu, sua mãe disse que ultimamente você não tem se sentido bem. Está tudo bem?
– Acho que sim, tenho passado mal ultimamente, mas acho que é por causa do nervoso mesmo.
– Você não acha que precisa ir a um médico dona Violetta?
– Você sabe que eu odeio médicos.
– Mas e se for alguma coisa grave? Você prefere morrer?
– É claro que não sua idiota. E não é uma coisa grave, fique tranquila.
– Como você tem certeza? Fez faculdade de medicina por acaso? Opa esqueci, eu acho que não.
Eu amo a Francesca, mas tem hora que ela me irrita pra caramba.
– Haha, muito engraçadinha você.
– Você sabe que eu te amo não sabe. Agora falando sério, você precisa ver o que está acontecendo. Isso não é normal.
– Eu sei, mas eu tenho medo do que pode ser.
– Quais são seus sintomas?
– Quase não tenho sintomas, só me sinto enjoada algumas vezes ao dia e me sinto incrivelmente tonta, a ponto de desmaiar.
– Violetta? – disse com um olhar preocupado.
– O que? – já estava ficando assustada.
– Você e o Léon, já se relacionaram alguma fez?
– Porque a pergunta? Eu acho que estávamos conversando sobre meus sintomas, você também não acha. – disse irônica.
– Só responda minha pergunta, por favor.
– Sim. – disse meio obvia.
– Violetta. – disse cautelosa. – Eu acho que você está gravida!
– Gravida? –gritei totalmente assustada.- Não,isso é impossível,eu não posso estar gravida agora Francesca,será que você não entende?O que o Léon vai achar disso,se eu estiver realmente gravida?E meus pais?E a mãe dele?
Eu não podia estar grávida, pelo menos não agora...
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