Destinos Cruzados
20 Capítulo 20
Notas iniciais
POV.VIOLETTA
Acordei com os raios solares invadindo meu quarto, e só naquele momento lembrei que tinha esquecido de fechar a janela e me amaldiçoei por isso.
Fiz minha higiene matinal e fui para o apartamento do Léon. Tomamos café juntos e fomos direto para o hospital.
– Violetta, Léon, que bom que chegaram. Vocês não sabem o que aconteceu – disse minha mãe tentando puxar algum ar para os pulmões dela.
Olhei para o Léon e o mesmo me olhava assustado.
O que será que tinha acontecido?...
– Fiquem tranquilos, eu sei que sou um pouco dramática.
– Um pouco?Você quase me matou do coração mãe.
– Desculpa filha, não era minha intenção te assustar.
– O que aconteceu?
– A Sofia voltou a falar e se movimentar, coisa que ainda não era esperada. E o médico disse que ela não teve nenhuma sequela e o Léon já pode cuidar dela novamente. — fiquei super aliviada quando ela disse isso, afinal, agora tinha certeza que ela estava bem.
– Bom, então acho que já vou começar meu turno no hospital. Estou super feliz com essa noticia e quero ver a Sofia o mais rápido possível.
– Tudo bem. – disse. – Mas, quando podemos vê-la?
– Eu já vou liberar ela para vocês. Primeiro vou conversar com o médico, fazer alguns exames pequenos e depois venho os chamar. O que acham?
– Eu acho perfeito.
– Vou indo, tchau amor. — disse me dando um selinho. – Tchau senhor e senhora Castillo.
– Tchau Léon.
POV.LÉON
Graças a Deus a Sofia está se recuperando bem. As chances de ela sobreviver eram quase improváveis, e agora ela já está se movimentando. Tenho certeza de que isso foi um milagre, pois nem mesmo os melhores médicos conseguem explicar esse tipo de coisa.
Não vejo a hora de poder conversar com ela novamente, para mim, ela é como se fosse minha irmã mais nova, e sinto necessidade de protegê-la, não só por mim, mas também pela sua família. Afinal, Sofia tem uma vida bem longa pela frente, e é o meu trabalho fazer com que ela fique saudável e consiga aproveitar cada segundo de sua vida, como se fosse uma experiência inesquecível.
Peguei meu jaleco, meus instrumentos médicos, e fui rumo ao seu quarto.
– Olá princesinha, quanto tempo!
– Tio Léon, como senti sua falta.
– Eu também senti muito a sua falta. E ai, você está bem?
– Sim, mas minha cabeça está doendo um pouco.
– Isso é por causa da cirurgia que você fez, mais fiquei tranquila, vou providenciar um remédio para você não sentir mais dor ok?
– Sim. – disse com um sorriso no rosto.
– Bom, tenho uma noticia que talvez você não goste muito.
– Que noticia?
– Você terá que fazer mais alguns exames e...
– Ah – falou Sofia triste. – Não quero fazer exame de sangue de novo. A agulha dói muito. – sussurrou ela.
– Eu sei que dói, mas também sei que você é uma menina muito forte, e tenho certeza que a senhorita vai aguentar. E eu prometo, é o ultimo exame que vou fazer essa semana.
– Eba!
Depois que tirei o sangue da Sofia e os enviei para o laboratório voltei para o quarto.
– Prontinho Sofi.
– Até que enfim.
– Sabia que tem algumas pessoas loucas para te ver?E que estão morrendo de saudade e querer dar um abraço super apertado?
– Minha família está aqui?
– Na verdade, eles não saíram nenhum minuto de perto.
– Eu também estou morrendo de saudades deles.
– Então vamos fazer assim, eu vou chamar um por vez aqui, pode ser?
– Pode. – falou com um lindo sorriso.
Fui para a sala de espera e disse:
– Bom gente, vocês estão liberados para ver Sofia.
– Graças a Deus, estou morrendo de saudade. – falou Maria
– Todos nós estamos. – disse Violetta
– Já podemos vê-la?
– Sim, mas somente um por vez, para a segurança de Sofia.
– Filha, vai você.
– Eu?Mas você é a mãe e...
– Eu tenho certeza que a primeira pessoa que ela quer ver é você Violetta. O amor que vocês duas sentem uma pela outra é inexplicável. É simplesmente mágica a proximidade que existe entre vocês, e tenho certeza que ela te considera mais sua mãe do que a mim.
– Tudo bem, eu vou. Obrigado mãe. — falou dando um abraço em sua mãe.
Andei pelos longos corredores do hospital ao lado da minha querida Violetta. Notei que ela estava nervosa de ver a sua irmã depois de tanto tempo. Tudo bem que não era tanto tempo assim, mas, suas mãos estavam literalmente prendendo a circulação dos meus dedos. E seu olhar estava preocupado. Quando chegamos até a porta do quarto de Sofia, ela simplesmente parou.
– Ei, amor, o que foi?
– Eu não sei. Não sei por que eu estou nervosa, afinal, ela está bem não está?A Sofia é uma menina muito forte, eu sei disso, ela acabou de fazer uma cirurgia na cabeça e...
– Violetta, respira. Eu sei que isso dá medo. Eu também tenho medo de acontecer alguma coisa. Mas pense,o pior já passou,esqueceu?E ela quer muito te abraçar, eu tenho absoluta certeza disso.
– Tem razão, eu vou entrar.
Ela entrou no quarto e Sofia logo veio em sua direção para abraça-la. Vi como a Violetta ficou emocionada com este pequeno ato.
– E ai minha pequena, como você está bonita!
– Bonita, eu?Tatá não precisa mentir não tá. Impossível eu estar bonita com essas faixas na cabeça. — falou ela rindo.
– Ah, mas para mim você está parecendo à cinderela.
– Já que você disse então tá bom né. – Sofia disse e todos nós rimos. – Mais não tem só eu de princesa não, você também, esta parecendo a bela. Não é tio Léon.
– Com certeza. Vocês duas são as princesas mais lindas do mundo inteiro. E tenho certeza disso.
– Ai que fofo. – A Vilu fez uma cara muito engraçada. – E Sofi?Quem é o príncipe mais bonito do mundo?
– O tio Léon. – demos uma risada.
Ficamos brincando e rindo de coisas aleatórias durante há primeira hora. Quando fico perto dessas duas meninas maravilhosas, consigo esquecer tudo, de todos os meus problemas e de todas as minhas preocupações. Estávamos parecendo uma família feliz e isso me deixou muito contente. Às vezes fico pensando, em como seria lindo eu e a Vilu casarmos e formarmos uma linda família. Mas não sei se esses sãos seus planos. Além do mais, ainda está muito sedo para pensar em casamento.
Depois de todos irem visitar a Sofia, seus pais decidiram ficar com ela, e me pediram para ficar com a Vilu durante a noite.
Saímos do hospital e fomos direto para o hotel. Como já era praticamente madrugada, resolvemos ir dormir, afinal iríamos ter um dia cheio. Eu iria para o hospital logo de manhã e a Vilu ficaria cuidando dos preparativos de sua festa de formatura junto com sua amiga Francesca.
Estava um dia consideravelmente frio, então decidimos dormir na mesma cama.
– Te amo meu médico preferido.
– Eu também te amo, minha arquiteta louquinha.
– Arquiteta não. Você sabe que eu não gosto. – disse com uma cara emburrada.
– Eu sei por isso amo te chamar de arquiteta. – disse rindo.
– Irritante.
– Seu irritante.
– Exatamente, meu irritante.
Fomos nos aproximando e selamos nossos lábios com um simples beijo que acabou se aprofundando. Pediu passagem com a língua e eu cedi agora minha língua estava explorando todos os cantos da sua boca, e confesso que isso estava me deixando louco...
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