Destinos Cruzados
18 Capítulo 18
Notas iniciais
POV.VIOLETTA
Onde será que o Léon se meteu?Já faz um tempinho que ele saiu e ainda não voltou. Estou ficando preocupada!
– Onde será que o Léon está?
–Calma filha, ele ainda deve estar conversando com o médico. Fique tranquila. – minha mãe falou.
–Quer saber, eu vou procurar ele. – falei me levantando da cadeira.
Andei por quase todos os lados à procura dele e nada. Já Estava ficando nervosa.
Fui em direção a um corredor que nunca tinha visto e ao me aproximar comecei a ouvir vozes.
– Sim, mas ela é muito...
– Sofia é uma menina muito forte, mas não sei se ela vai conseguir passar por tudo isso. Crianças não mereciam sofrer tanto, mas infelizmente é a vida. Eu sei que você se apegou muito a sua família, mas temos que ser realistas, é muito improvável que ela sobreviva. Não estou sendo pessimista, ou nada do tipo, somente perdi as esperanças. Já vi muitos casos desse tipo e sinceramente, nenhum sobreviveu por muito tempo. Além do mais, acho que o tumor no cérebro é cancerígeno. Gostaria que você não comentasse nada para o Germán, Maria, ou Violetta. A sua função agora é dar apoio à família, independente do que acontecer.
Fiquei totalmente paralisada quando ouvi aquelas palavras.
Como assim Sofia poderá morrer?O médico disse que estava tudo bem e que a cirurgia tinha sito ótima. Ele mentiu para a minha família!Não acredito nisso. Então minha irmãzinha não está bem?
Tudo começou a girar e eu comecei a ficar tonta. Só lembro-me de ter entrado na sala e dito:
– O que? Você mentiu para a minha família, eu...
Não consegui terminar a minha frase. Quando me dei conta, tudo já tinha ficado escuro.
POV.LÉON
–Rápido, me ajuda! – disse um pouco alterado.
– Porque ela desmaiou?
– A Violetta é uma mulher muito sentimental. Acho que ela ouviu nossa conversa e começou a passar mal.
– Era justamente por isso que eu não queria contar para eles o estado de Sofia.
– Não se preocupe. Eu cuido dela.
– Mas o senhor não está de folga?
– Sim, mas ela é praticamente da minha família então...
– Vou providenciar uma maca.
– Não. Ela precisa descansar, vou leva-la para sua casa.
– Tudo bem então.
Peguei a Violetta no colo e fui em direção ao meu carro. Avise seus pais e fui rumo ao hotel.
Quando cheguei ao apartamento, coloquei-a deitada em sua cama e fui preparar alguma coisa para ela comer quando acordasse.
Sentei em uma poltrona e fiquei olhando para Violetta. Como eu tinha sorte de ter ela.
Depois de alguns minutos, a vi se despertando. Fui em sua direção e disse:
– Oi meu amor, se sente melhor? – ela parecia confusa.
– O-o que aconteceu?
– Bem,... – estava tentando encontrar as palavras certas. – Você acabou desmaiando no hospital, pois... – fui interrompido.
– Léon.
– Sim. — falei passando a mão pelo rosto dela.
– É verdade aquilo que eu ouvi?
– Aquilo o que?
– Sobre a Sofia, você sabe morrer. É verdade isso? – respirei fundo.
– Sim, infelizmente é verdade.
– Você acha que ela pode realmente falecer?
– Eu?Eu tenho certeza que ela vai passar por isso e poderá ter uma vida normal.
– Tomara que seja assim. – ela disse suspirando.
– Ei, nada de ficar triste ouviu. Que tal assistirmos um filme?
– Eu acho melhor a gente voltar para o hospital. Eu já estou me sentindo melhor. E quero ficar por lá.
– Nada disso Violetta Castillo. Pense nesse dia como um dia de descanso, um dia para você esfriar a cabeça e aproveitar para ficar comigo, que tal?
– Hum, acho uma ótima ideia. – falei dando um sorriso.
POV.VIOLETTA
Fizemos pipoca e sentamos no sofá. Se disser que prestamos atenção no filme estaria mentindo. A cada dois minutos trocávamos selinhos, e isso era muito bom.
– Até que enfim esse filme acabou. – eu disse.
– Até que enfim mesmo, ele era muito chato.
– Concordo – demos uma risada.
–Amor, você poderia pegar esse balde de pipoca?
– Qual esse?
– Esse mesmo.
– Então toma.
Peguei o balde de pipoca e joguei tudo em cima dele. Confesso que a cena foi muito engraçada, pois ele ficou com uma cara estranha. Logo cai na gargalhada.
– Violetta, você me paga.
– E o que você vai fazer?
– Vem aqui.
– Só se você me pegar primeiro.
Quando me dei conta, estávamos nós dois correndo pela casa parecendo dois idiotas. Mas confesso que até era meio fofinha a cena.
Como o Léon era bem mais alto do que eu sabia que não conseguiria correr por muito tempo, e estava certa.
Senti dois braços me rodeando e me pegando no colo. Tentava escapar, mas todas as minhas tentativas foram em vão.
Ele me colocou no sofá e começou a fazer cócegas em mim.
– Léon, por favor, para! – falei gargalhando.
– Só se você me pedir desculpa.
– De-desculpa. – disse não aguentando mais.
– E isso é para você nunca mais mexer com um Vargas.
– Chato. – falei emburrada.
– Seu chato.
– Exatamente. Meu chato. – dei um sorrisinho.
– Te amo sabia?
– Eu também te amo. Mais do que você pensa.
Somente naquela hora percebi a nossa proximidade, e confesso que estava gostando. Fazia tempo que não tínhamos um tempinho só para nós, e ele me ajudou a tirar todo o estresse que antes eu sentia.
– Sabia que você é minha baixinha?
– Sou mesmo, sua baixinha.
Nesse momento, nossos lábios se selaram, mas dessa vez foi diferente. Estava cheio de carinho e amor,como se necessitássemos desse beijo,depois de todos esses dias que passamos. Não sei quanto durou, nem quanto tempo levou para nos separarmos, não queria contar, aquele beijo foi único e queria telo na memória para sempre. Só sei que aquele momento foi mágico e totalmente diferente das outras vezes. Ele me puxou para mais perto e eu coloquei minha mão em sua nuca, acariciando seu cabelo. Não queríamos nos separar. Acho que como eu, ele queria que durasse para sempre.
Terminamos o beijo entre selinhos e nossos olhos se encontraram. Não precisávamos mais de palavras para se comunicar. Nossos olhares já diziam tudo. Eles diziam o quanto nós se amávamos...
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