Destinos Cruzados
16 Capítulo 16
Notas iniciais
POV.LÉON
– Rápido peguem os medicamentos, precisamos salvar essa menina.
– Doutor não há mais nada que podemos fazer, precisamos esperar o cirurgião chegar.
– Eu não vou desistir tão fácil assim dela estão me ouvindo!Vamos continuar.
– Doutor, ela está sem pulso.
– Meu Deus o que está acontecendo com ela? Rápido, peguem o desfibrilador agora! – falei desesperado.
Ela não podia morrer, pelo menos não agora, essa iria ser a única chance dela e sei que ela é muito forte. Simplesmente Sofia não podia ir embora, e minha função era não deixar isso acontecer. A sua família ainda precisava muito dela...
– Todos para trás agora, precisamos reanimar ela!Rápido, deem quinze miligramas de epinefrina.
– Mas Doutor, ela é nova e está muito fraca. Os riscos são muito altos.
– Não custa tentar, o nosso trabalho é salvar vidas não é?Talvez essa seja a única chance da Sofia.
– Já estamos fazendo a massagem cardíaca, por que não esperamos?
– O tempo é curto e você sabe disso. Preciso dar esse remédio agora para ela. – falei já me estressando. – Quer saber, vou falar com os pais dela, se eles autorizarem, injetamos o remédio. Não parem!
Sai correndo daquela sala e fui direto encontrar com os pais da Sofia e a Vilu, não sabia como dar a noticia a eles mais era necessário!
– Senhora e Senhor Vargas – disse tentando recuperar o fôlego.
– Léon, como está a Sofia?
– Está muito mal, estamos esperando o cirurgião chegar, mais precisamos que os batimentos cardíacos dela estejam pelo menos instáveis.
– Instáveis?O que aconteceu com ela – perguntou Vilu. -Respirei fundo antes de dizer.
– Ela teve uma parada cardíaca, e estamos tentando reanima-la, por isso vim aqui. Talvez só tenha mais uma chance de fazer Sofia voltar a vida, mais preciso dar um medicamento muito forte, que talvez traga danos no futuro. – toda a família já chorava nesse tempo.
– Eu não sei, é a única chance dela?Você tem absoluta certeza disso? – disse Maria soluçando de tanto chorar.
– Infelizmente sim
– Léon, de quantos são os riscos? – disse Violetta.
– Há 70% de chance de ela ter sequelas. Mas preciso mesmo arriscar.
– Mãe, olha, o Léon prometeu que cuidaria dela, o deixe fazer isso. Eu confio nele.
Ouvir aquelas palavras da minha namorada de um lado me acalmou, mais do outro me assustou ainda mais. Afinal, era a vida de Sofia que estava em minhas mãos.
– Tudo bem Léon, nós te autorizamos a dar o medicamento para ela. Só nos venha dar noticias, por favor.
– Pode deixar Maria. – falei com um sorriso no rosto.
Voltei correndo para o quarto de Sofia e fiquei feliz ao saber que nenhum deles tinha desistido.
– Muito bem pessoal, está autorizado. Deem epinefrina a ela.
Esses foram os piores minutos da minha vida. Parecia que o tempo não passava e estava com os nervos a flor da pele.
– Doutor, ela tem pulso de novo. – todos os médicos deram um pulo de alegria com essa noticia.
– Os batimentos estão instáveis?
– Sim senhor
– Ótimo, liguem para o cirurgião e a internem, por favor.
– Pode deixar Dr.Vargas.
Depois do susto que levei, resolvi lavar meu rosto e dar noticias da Sofia. Quando cheguei à sala de espera, todos vieram me fazendo perguntas.
– Como ela está?– perguntou Violetta
– Ela está bem? — disse Maria
– Podem ficar tranquilas, o remédio fez efeito e deu certo.Só não sabemos se haverá sequelas,mais ela está fora de risco por enquanto.Já ligamos para o cirurgião e ela fará a operação amanhã de manhã.Agora levamos ela para o quarto do hospital,para poder descansar um pouco e ela ainda está desacordada.Ela passou por muita coisa hoje e precisa descansar.Meu turno já acabou,mas vou passar a noite aqui com a Sofia.
– Léon, muito obrigada por salvar nossa filha – disse Maria. – Você não sabe o quanto sou grata por você.
– Não foi nada Maria.
– Quando podemos vê-la? – perguntou Germán.
– Hoje de noite já vão poder visita-la.
– Vamos sair para respirar um pouco e depois voltamos. Violetta, você vai junto?
– Não, vou ficar aqui.
– Tudo bem, Tchau.
Vimos os pais dela saírem e reinou um silencio entre nós até que eu o quebrei:
– Por que você não quis ir com seus pais?
– Porque queria te fazer companhia, e queria ficar perto da Sofia, não sei, só de pensar que quase a perdemos, isso já é assustador para mim.
Fui em sua direção , envolvi meus braços em volta de sua cintura e disse:
– Vou para meu apartamento tomar um banho. Quer uma carona?
– Adoraria – falou ela em um tom baixinho.
– E que tal, depois irmos jantar antes de voltarmos para cá. Pois pelo o que te conheço, você não vai sair daqui tão rápido. – ela deu uma risadinha.
– Seria ótimo, faz tempo que não passamos um tempo juntos, só nos dois.
–Pois é- disse dando um selinho nela -Já volto. Vou tirar esse jaleco e já vamos. Me espere.
– Demore o quanto precisar.
Depois que saímos do hospital foi tudo tranquilo. Tivemos um jantar agradável e logo voltamos para lá. Seus pais visitaram Sofia que ainda estava desacordada.
E agora estávamos eu e ela sentados em um sofá. Violetta estava dormindo com a cabeça encostada em meu ombro e eu estava brincando com seu cabelo. Não sei como uma mulher consegue ser tão perfeita assim.
Eu por outro lado já não conseguia dormir. Estava pensando em tudo o que aconteceu hoje e o que poderá acontecer amanha. Tudo bem que eu deveria pensar positivo, mais minha profissão não me permite. E o que me deixa mais assustado é que não sou eu quem vai fazer sua cirurgia. Deixando minha cabeça, cheia de problemas.
Fiquei a noite inteira acordado e quando percebi que os raios solares já estavam batendo na janela do hospital,decidi acordar a Vilu.Comecei a distribuir beijinhos em toda sua face,e parece que ela gostou,pois quando cheguei em sua boca ela correspondeu com um beijão.
– Bom dia meu amor – falei e ela logo sorriu.
– Bom dia – disse se espreguiçando. – Que horas são?
– Umas sete horas da manhã, se quiser, ainda dá tempo de tomar o café da manhã no hospital.
– Não, obrigado. Estou muito nervosa para comer qualquer coisa.
– Fique tranquila, vai dar tudo certo.
– Tomara.
Nesse mesmo instante chegaram os pais da Vilu para se despedirem da Sofia que já havia acordado fazia um tempinho.
Hoje era meu dia de folga, então não iria trabalhar.
– E ai Sofia, preparada para a cirurgia?...
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