Destinos
8 Capítulo 8 - Conversa de pai e filho
Notas iniciais
Já era a hora saída do Colégio do Limoeiro, todos os alunos estavam indo embora para suas casas, enquanto isso Cebola estava esperando a chegada do seu pai que iria busca-lo e depois leva-lo até a casa da dona Luísa para poder assim o seu Cebolácio e a dona Maria terem certeza que o jovem ia mesmo cumprir sua promessa de cuidar da Mônica.
Só que o ex troca-letra não estava sozinho, enquanto o seu pai não chegava ele estava com a companhia de uma bela jovem da sua idade, ela era dona de longos cabelos loiros ondulados e os seus olhos eram da cor azul, a mesma se chamava Carmem e é conhecida por ser a garota mais rica esnobe e convencida de todo o colégio. Os dois estavam no maior amasso mais ou menos perto do portão da escola nem se importando um pouco se todos lá presentes olhavam a cena deles.
—Hum...To vendo que tava mesmo com saudades dos meus beijos, em gata?! —Cebola disse bem sexy após terminado o longo beijo.
—Fazer o que, se o seu beijo é o melhor do mundo! Só que... —Carmem confessou com malicia só que antes de terminar sua fala ela hesitou de continuar.
—Só que?! —Ele indagou retorico estimulando a continuar enquanto arqueava a sobrancelha estando intrigado pela curiosidade.
—Hoje eu vi você andando com a periguete da Irene na maior intimidade! E não curti nem um pouco o que eu vi! —A loira respondeu enciumada e ao mesmo tempo melosa.
—Aff! Não começa, Carmem! Tu sabe muito bem o que rola entre nós, só estamos ficando e nada mais além de amizade, é claro. Não tem nada serio rolando entre a gente. —O moreno protestou num tom serio e um pouco sem paciência.
—Eu sei, mas que culpa eu tenho se você é tudo de bom e eu estou caída de amores por você, meu gato gostoso. —Ela se justificou esclarecendo de um jeito toda dengosa e maliciosa num tom de voz sexy.
—Não se esquenta gata, mesmo que o meu coração pertence a todas, eu posso ser todinho seu nesse momento. Então é bom aproveitar. —Cebola propôs sendo todo sexy e malicioso.
—Cebola, seu canalha... Credito... Cachorro... Gostoso... Deus grego! Eu te amo! —Carmem debochou com uma voz manhosa e sexy sussurrando no ouvido do Cebola, o mesmo não aguenta a provocação começa a beijar intensamente a boca da Carmem que a mesma retribui com maior prazer de beija-lo.
Os dois continuavam com o beijo até que eles escutam uma voz atrás deles chamando atenção dos dois jovens em seu momento intimo e interrompendo o beijo, assim eles param de se beijar e olham pra ver quem é.
—Caham...! Desculpa por interromper o seu namoro filho, mas já podemos ir! —Cebolácio anunciou ao mesmo tempo chamando o seu filho para eles dois irem embora juntos para poder leve-lo até a casa da Mônica ondo o Cebola iria passar a tarde toda cuidado da jovem garota.
—Pai?! Que caralho! Fala serio! —O rapaz resmungou irritado com o pai por atrapalhar o beijo.
(N/A: Valeu seu Cebola, eu te adoro sabia?! *-*)
—Ah! Então esse é o seu pai, Cê?! Prazer finalmente conhece-lo o senhor, meu nome é Carmem e eu sou a na... —A loira se apresentou gentilmente, mas acabou sendo interrompida pelo Cebola.
—A minha amiga! Né!? —O ex troca-letras a repreendeu enquanto encarava a garota de modo serio.
—Er! É sim! —Carmem confirmou de cabeça baixa desanimada não querendo admitir que não é namorada do Cebola.
—Hum! Tá bom! Prazer é todo meu em conhecer uma amiga tão bonita do meu filho. —O homem cumprimentou a jovem educadamente.
—Ham... Pai vamos logo! —Cebola apressou o pai estando impaciente não gostado daquela situação onde seu pai estava conversando com uma das suas ficantes.
—Claro, vamos! —Seu Cebolácio concordou um pouco alegre por pensar que o seu filho estava cooperando.
—Tchau, Cê! Até amanha! —Carmem se despediu acenando a mão.
—Tchau Carmem! —Cebola apenas se despede um pouco rígido indo com o seu pai até o carro.
[...]
Cebola já havia entrado dentro do carro do seu pai se sentado no banco passageiro da frente e já o seu Cebola também entra lá dentro se sentado no banco do motorista e começa a conduzir o veiculo dirigindo.
—Aquela sua "tal amiga" era mesmo bem bonita! Não sabia que você mantinha esses "tipos de amizade", tava mais parecendo sua namorada. —Seu Cebola comentou surpreso.
—Ah velho, se toca! Deixa de ser quadrado, hoje em dia o mundo tá assim, não precisa namorar para beijar uma mina! —Cebola explicou achando tudo normal.
—Eu sei, só tava puxando conversa com o meu próprio filho! Já faz tempo que a gente não tem uma conversa normal de pai e filho sem brigar. —O homem esclareceu sendo cauteloso e passivo com as suas palavras. —Senti falta disso, sabia?! —Ele revelou dando uma rápida olhada em sua prole e depois volta dar atenção ao transito sem deixar de dirigir o volante do automóvel nenhum segundo.
—Hum... To sabendo! —O jovem moreno declarou entediado sem dar importância.
—Então, esta nervoso com o seu primeiro dia na casa da Mônica? —Seu Cebola perguntou interessado querendo puxar uma conversa com o jovem rapaz.
—Nervoso é pouco! Sinto que os meus miolos vão soltar da minha cabeça. Ai Deus por que justamente eu tenho que passa por isso?! —O garoto contou resmungado inconformado.
—Cebola, você fala como se fosse uma coisa horrível ter que cuidar de uma menina tão adorável! —O adulto mencionou incrédulo com a reação do filho.
—Pai, coloca na sua cabeça de uma vez! Isso não é o horrível. É um pesadelo, isso sim! —O jovem retrucou reclamando com as duas mãos em cima da testa se sentido enraivado e injustiçado.
—Mas por que? Não entendo o tanto drama?! —Seu Cebola exclamou perplexo com o exagero do seu filho. —Você só tem que passar algumas horas na companhia de uma garota linda da sua idade e só. —Ele opinou de modo sugestivo dando uma breve olhada de canto no adolescente problemático a qual se encontrava sentado no banco do carro ao seu lado.
—Mas pai, antes fosse só isso! Você não viu na hora não?! —Cebola questionou retorico encarando o seu pai serio. —Aquela garota é uma idiota insuportável, que não sabe fazer nada além de me provocar. A gente vai acaba se matando naquela casa sozinhos. —Ele argumentou sem deixar de se sentir indignado e irritado só de pensar em ter que aturar a Mônica o dia todo.
—É isso que você quer acreditar. Que eu me lembro foi você que a provocou primeiro e também vocês não precisam brigar o tempo todo. Por que ao invés de brigar você não tenta ser amigável com ela?! Assim a Mônica vai ver que tirou más conclusões de você e vai passar a te tratar bem e quem sabe até querer ser sua amiga. —Cebolácio sugeriu de forma sendo bem sensato.
—Humpf! Falar isso é fácil e eu não sei se quero ser amigo daquela garota. Muito menos sei se ela quer ser minha amiga! —O jovem reprimiu a sugestão do pai com desdém.
—Der o tempo ao tempo! Com o tempo você vera as coisas da vida de outros modos e até mesmo se surpreender com o que ela tem a oferecer. —Seu Cebola aconselhou o rapaz com a esperança que o filho finalmente compreendesse suas palavras.
—No meu caso nada! A minha vida a única coisa que sabe me oferecer é nada! —O garoto discordou sendo negativo em total desprezo.
—Cebola, meu filho, francamente você é muito pessimista, vai ver por isso que sua vida nada esta dando certo. Você tem que mudar isso. —O homem incentivou estando pasmo com o garoto ao seu lado dentro do carro.
—Mudar, mudar e mudar! Sempre sou obrigado ouvir essa palavra. Por que sempre tenho que passar por essa merda de palavra?! Nesse exato momento minha vida esta acontecendo mais uma nova mudança e nada agradável. Odeio essas porra de mudanças. —O rapaz queixou-se de modo rígido com raiva.
—Sei que você odeia certas mudanças, mas as mudanças nem sempre são boas, mas outras podem ser a melhor coisa que acontece na nossas vidas. —Cebolacio orientou tentando ajudar de todas as formas o ressentimento que carrega o seu filho.
—Pra você velhote, pra você! Não é o meu caso. —Cebola revidou sarcástico.
Seu Cebolácio suspirou desanimado. —Ah Cebola, você ainda tem tanto pra aprender, mas já estou feliz de ver que esta sendo meio caminho andado. Sei que não vai acreditar no que vou dizer, mas algum me diz que essa Mônica veio pra ser uma grande mudança na sua vida! E uma mudança muito boa pra ser mais franco. —Ele supôs o que acredita sorrindo de leve e olhando brevemente o rapas ao seu lado.
—Hampf! Como não percebi isso antes, essa garota mal entrou em minha vida e já esta mudado de ponta a cabeça. —Ele ironizou com desdém. —Só que nessa parte que o você disse dela ser mudança boa isso tá longe de ser verdade, pois ela é sem duvidas nenhuma é a pior mudança da minha vida! Não é a toa que odeio essa garota. —Cebola decretou cheio de raiva olhando para baixo com uma expressão melancólica, por mais que tenha dito isso nem ele sabia ao certo se a odiava mesmo, claro que sentia raiva dela e achava irritante, mas ódio que sentia não sabia se vinha era por causa da Mônica mesmo ou se ele estava a enxergado como uma prisão que seus pais o colocaram para castiga-lo ainda mais. Já não bastava toda magoa que os seus pais lhe causaram no passado com as brigas dos dois e conseguintemente a separação do casamento, agora tinha mais essa de punição fazendo ter que cuidar de uma garota "inútil, estupida e insuportável" de acordo como o Cebola pensava sobre desrespeito da Mônica.
—Cebola não fala assim, você ainda vai se surpreender muito com Mônica. Escuta o que o seu pai disse. —Seu Cebola advertiu reprendendo o filho, estando abismado por ter ouvido as palavras frias do jovem garoto.
—Bah! Não sei como ainda tenho cabeça pra escutar você velhote. —O adolescente reclamou sem a menor paciência. —Uffa! Graças a Deus que chegamos. Já não aguentava mais esse papo sem pé e sem cabeça. —Ele agradeceu aliviado ao chegar em frente a casa da Mônica, pois assim não teria que continuar aturando o seu pai e a conversa insuportável de acordo como achava.
—Cebola, pensa bem na nossa conversa, os pais sempre estão certos (ou quase sempre) sobre os filhos! —Seu Cebola o avisou após ter estacionado o carro em frente a casa da Mônica.
—Tá, tá! Já é! —Cebola afirmou não se importando muito com o que o pai dizia saindo dentro do carro e em seguida batendo a porta com força que faz um grande barulho estrondoso ao fechar.
—Tchau filho, se precisar de alguma coisa é só chamar ao lado, hoje não vou esta no trabalho. —Seu Cebola comunicou se despedido enquanto gritava para que o jovem revoltado que já estava um pouco afastado da li pudesse ouvir.
—Belê! Já saquei! Não se esquenta, velhote! Tchau! —Cebola assim que ouviu se virou em direção do seu pai o correspondendo e em seguida se despediu de um jeito seco e ríspido.
—Tchau filhão, papai te ama, sabia! —Seu Cebola murmurou já sabendo que não teria resposta e ver o seu filho de costa tocando o botão da campainha da casa e começa pensar —"Ai Cebolinha, você não consegue ver que ainda é tão jovem, a vida ainda tem tanto pra ter ensinar e você tanto para aprender".
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