Destinos
30 Capítulo 30 - Novamente reunidos na casa da Mônica
Notas iniciais
Após as ultimas aulas serem todas encerradas no inicio da tarde, os alunos foram liberados pelos professores para irem embora pra as suas casas, sendo assim o Cebola e o Cascão foram até o encontro da amiga Magali, que estava com as amigas conversando sobre diversos assuntos banais próximo ao portão da escola enquanto esperava por eles. Quando o Cebola e o Cascão chegaram aonde ela estava, a Magali se despediu das suas amigas e se uniu aos os dois rapazes para ir na casa da sua melhor amiga, Mônica.
Durante o caminho os três conversavam de vários assuntos banais e divertido de coisas de amigos, eles estavam ansiosos para chegar na casa da dentucinha. Se bem que nem todos, já que o Cebola estava meio tenso de encontrar a sua bela amiga, a qual nutria estranhos sentimentos que nem ele mesmo sabia entender e também só de lembrar daquele estranho sonho que teve com a mesma o deixava meio constrangido de ter que encara-la sem demostrar alguma indiferença.
Ao chegaram na casa da Mônica, o Cebola apertou o botão da campainha e logo depois a porta foi aberta. Lá estava a dona Luísa que havia ficado surpresa de ver o Cebola, a Magali e mais um estranho o adolescente que nunca havia visto antes, enfrente a porta de sua residência, mesmo assim ela os convidou para entrar dando espaço na porta e assim os três entraram na casa.
Já dentro de casa após os três terem cumprimentado a Mônica, o Cebola e a Magali explicaram para a dona Luísa que eles já se conheciam faz tempo e que o Cascão era amigo deles dois e o mesmo havia virado amigo da Mônica também no outro dia. A Luísa por sua vez entendeu toda a historia, ficando muito feliz de ver que sua filha já começava a fazer novas amizades e ficou admirada pelo rapaz além de ser bonito também era bastante simpático, — apesar do cheiro do jovem não ser lá muito agradável, — por isso fez um bom gosto de tê-lo como uns dos amigos de sua filha.
Assim que havia terminado a rápida conversa, dona Luísa se despede de sua amada filha e depois se despediu daqueles três adolescentes, em seguida ela saiu de sua casa para ir pro seu trabalho antes que pudesse se atrasar, deixando sua filha Mônica novamente nas responsabilidade do Cebola e mais dos amigos da jovem.
Com a partida de dona Luísa, os quatro amigos ficaram sozinhos naquela casa dentro da sala pensando o que fazer agora, até que a Mônica se manifestou interrompendo o silencio.
—Tô surpresa de encontrar os três aqui novamente. O Cebola tudo bem, já que ele é praticamente obrigado a vir. —Ela disse com um sorriso animado desenhado em sua semblante se sentido alegre por receber os seus amigos em sua casa.
—Ah sabe como é amiga, me bateu uma saudade de você que eu tive que vim aqui pra te ver. —Magali explicou estando entusiasmada em rever sua melhor amiga, com o seu clássico sorriso meigo formado em seu rosto e abraçando a mesma, que retribuiu o abraço logo seguida.
—Er... Eu também! É que eu adorei a ultima vez que curtimos nós quatro juntos. —A dentucinha admitiu ficando meio sem jeito, tendo as suas bochechas levemente coradas, após o abraço ter sido desfeito pelas duas garotas.
—Já eu... Como você mesma disse: "já que eu sou praticamente obrigado a vir". —Cebola insinuou sendo irônico, gesticulando aspas com os dedos ao ar e encarava a Mônica com um sorriso cínico debochado modulado em sua face.
—Ai Cebola! —Mônica reclamou murmurando estando impaciente enquanto revirava os olhos, preferindo apenas ignorar as brincadeirinhas sem graça do ex cinco-fios do que se estressar com ele a preço de nada. —De qualquer modo fico muito feliz que tenham vindo, eu gostei muito da ultima vez que vocês vieram. —Ela contou ao mesmo tempo compartilhava pros seus amigos um singelo sorriso amistoso.
—E se depender de mim amiga, eu vou vim sempre ou quase sempre. —Magali decretou estando convicta dando um doce sorriso amigável enquanto fitava a amiga dentuça.
—É, também pode contar com a minha presença. —Cascão garantiu de um jeito descontraído com o seu largo sorriso amistoso e animado estampado em sua feição.
—Ai não! Só que me faltava, vou ter que aturar esses dois daqui pra frente pra atrapalhar o meu trabalho de cuidar da Mônica. —Cebola queixou com o seu "clássico" jeito indiferente de ser.
—Hei careca, não me diz que esta com ciuminhos da gente com a Mônica?! —Cascão provocou sendo sugestivo malicioso, com um sorriso maldoso e travesso esculpido em seu rosto.
—Que mané ciuminho o que! O que eu tava dizendo... —O garoto protestou sentido bastante irritado e ao mesmo tempo corado de constrangimento ao ponto que nem sabia o que argumentar em sua defesa. —Bah deixa pra lá! Não devo dar satisfação sobre isso. —Ele revidou em um bom tom de voz enraivado, virando o pescoço pro lado e mantendo os braços cruzados.
—Tá bom! —Cascão assentiu preferindo se redimir com o seu melhor amigo do que continuar o atiçando ainda mais.
—E ai galera, o que vamos fazer? —Mônica interrogou começando a ficar animada querendo fazer algum divertido junto dos seus amigos com um sorriso amigável modelado em sua faceta.
—Hum... Que tal vemos um filme? —Magali sugeriu achando uma ótima ideia e em seguida sorriu de forma amistosa.
—Ah não, da outra vez nós assistimos um filme. —Cascão discordou reclamando, com os braços cruzados fazendo um biquinho e com um olhar de desdém.
—Então, o que vai ser? —Cebola questionou de modo interessado em querer fazer alguma coisa junto com os seus amigos.
—Mô, você tem videogame? —Cascão perguntou estando bem animado, torcendo pra resposta da amiga fosse sim.
—Sim, tenho um playstation 4. —Mônica comunicou ficando um tanto intrigada com a pergunta feita pelo amigo.
—Ai que demais! Então vamos jogar gemas bem maneiro. —O garoto sujinho propôs não conseguindo disfarçar o seu entusiasmo pra jogar videogame com seus amigos. —Posso ver os jogos que você tem?! —Ele pediu olhando diretamente para a Mônica.
—Claro, fica a vontade! Eles estão li guardados dentro do raque. —Mônica orientou apontando com dedo indicador pro local para amostrar onde os seus jogos de videogame estavam guardados.
—Hum... Eu tinha eu tinha um XBox... —Cebola relatou de um jeito meio vago e distante com uma expressão entristecida formada em sua face.
—E que aconteceu com ele? —Mônica indagou demostrando um súbito interesse em saber.
—Advinha né, Mônica?! —O troca-letras especulou sendo retorico olhando em direção da garota.
—Você vendeu ele pra compra drogas!? —Mônica cogitou já suspeitando que só podia ser isso.
—Hum... —Diante da resposta correta Cebola apenas ratificou grunhindo com melancolia ao sentir o ressentimento do seu passado e também se lamentava por não teve outra opção em ter desfasar do seu precioso videogame.
—Poxa que desperdício. —Magali opinou com tristeza pelo seu amigo.
—Que mancada cara, Isso que eu chamo de "vacilar feio". —Cascão comentou se lamentado pelo seu melhor amigo.
—Tadinho de você Cê, deve ter passado por uma época muito difícil pra desfazer de um videogame tão caro e bom. —Mônica lamentou o confortando de modo terno, se sentido triste pelo passado do amigo.
—Bah! Mas não vem ao caso agora. Isso é passado. —O jovem resmungou meio a contragosto demonstrando indiferença como não se importava mais com isso.
—Er... É melhor não falamos mais disso. —A dentuça considerou querendo encerrar esse assunto a qual desconfiava que não trazia boas recordações para o Cebola. —E ai Cascão, já escolheu o jogo? —Ela perguntou olhando para o amigo, com objetivo de mudar o rumo da conversa o mais rápido possessível.
—Sim, e vai ser esse de luta, Mortal kombat! —O sujinho respondeu amostrando a capa do jogo pra sua amiga poder ver qual é.
—Ah não, jogo de luta não! Eu odeio esses jogos violentos. —Magali negou achando uma péssima ideia por ser uma pessoa meiga, gentil e sensível, e isso fazia ela detestar violência de todas formas possível.
—Infelizmente com a Magali é assim, ela não gosta muito de videogame e os únicos que ela joga é jogos de plataforma como Mario Bros ou Sonic. Ela não sabe reconhecer um game foda como "Resident Evil" por exemplo. —Cascão mencionou debochando apenas de brincadeira.
—E dai que eu gosto desses joguinhos bobinhos sem violência, eles são clássico e super da hora. —A garota gulosinha justificou fazendo um biquinho fofo de indignação.
—Fica fria Maga, nada contra. Eu também gosto desses clássicos. — Cascão esclareceu apoiando a sua adorada amiga comilona, com um leve sorriso afetuoso sublinhado em seu rosto direcionado pra ela.
—Ei povo vamos parar de enrolar que já estão me dando nos nervos e vamos jogar logo!? —Cebola apressou os seus amigos já começando a perder a sua preciosa paciência com eles.
—Ham, vou logo avisando que não vou jogar, vou ficar só assistido vocês. —Magali informou estando mais que decidida com a sua decisão.
—Ah Maga, joga também! Você nunca joga. —A garota dos dentes avantajados insistiu quase implorando para sua querida amiga jogasse junto com ela.
—Foi mal Mô, você sabe que eu não gosto desses tipos de jogos. —A morena recusou conformada a não querer jogar mesmo.
—Tá bom né, fazer o que. —A dentucinha aceitou mesmo ficando inconformada que a Magali não queria jogar de maneira alguma.
Assim eles começaram a jogar videogame logo após ter ligado o console e a televisão conectando um ao outro. Como o jogo só dava pra jogar dois ao mesmo tempo duelando com o personagem do outro, quem ganhasse a luta continuava jogando com o próximo jogador da vez e por ai vai. Até que uma hora a Magali ficou enjoada de só assistir e topou em jogar também, no início ela estava toda desordenada, mas com paciência e orientação dos amigos acabou pegando pratica no jogo, ela até estava gostando de jogar, só que o seu respeito do jogo ser violento não havia mudado, principalmente nas partes de Fatality.
(Momento Wikipedia autora: Fatality é o golpe final super violento do jogo que serve pra dar aquela finalização no adversário. :P)
Depois de quase duas horas jogando, eles enjoaram e decidiram fazer alguma outra coisa para variar.
Como a dona Luísa havia saído de casa com pressa para não chegar atrasada no trabalho não teve tempo de fazer o almoço pra filha, apenas o café da manhã, mas ela havia constatado que o Cebola sabe cozinhar e por isso deixou que ele cuida-se dessa parte. A Mônica já estava sentindo muita fome, mas não era só ela, o Cebola, o Cascão e a Magali também estavam, — na verdade a Magali já estava quase surtando de fome — , o jeito foi o Cebola ir pra cozinha preparar o almoço pra eles quatro. Enquanto o antigo troca-letras cozinhava na cozinha, o Cascão e a Magali estavam na sala esperando pela comida e ao mesmo tempo tentando decidir o que eles podiam fazer para se divertirem após almoçarem todos juntos, já a Mônica preferiu ficar na cozinha ajudando o Cebola caso ele precisasse de auxilio e também pra fazer companhia para o mesmo.
—Puxa Cebola, você tem mesmo uma habilidade incrível na sozinha. Parece até esses mestres samurais da culinária. —Mônica elogiou o amigo com um leve sorriso simpático contornado em sua feição, admirada pelo dotes culinários do rapaz.
—Hahaha! Ora fico agradecido por reconhecer os meus talentos, mero mortal. E olha que isso vindo justamente de você é o que mais me deixar surpreso. —O troca-letras debochou levando para brincadeira estando cheio de si e com um sorriso convencido criado em sua face.
—Ah para! É só elogiar um pouco que já fica ai todo se achando. —A morena reprimiu o amigo cruzando os dois braços e o encarado com um sorriso travesso brincalhão.
—Hahahaha... Olha que eu não sou de me achar! —Ele argumentou se envolvendo cada vez mais nessa brincadeira.
—Humpf! Imagina então se fosse! Hahahahaha... —A garota dos dentes proeminentes insultou de modo amigável apenas lavando para brincadeira, depois acabou caído na gargalhada, que logo foi seguida pelo o Cebola que ria junto com ela.
—Hahahahaha... —Continuando com suas risadas gostosa e descontraída até que o Cebola para de rir e dar um longo suspiro ao admirar a Mônica sorrir contente de um jeito linda e encantadora como ela sempre é. —Huh... Você é tão linda! —Ele declarou sem menor intensão acabou a elogiando sem querer e em seguida um sorriso torto maroto surgiu em sua semblante.
—Hã! O que disse? —Mônica exclamou estando incrédula e completamente sem jeito ao ponto que as suas bochechas ficaram coradas.
—Eu disse que você é linda! —O moreno replicou o elogio se sentido encabulado com suas bochechas levemente corada, sinal de que revelar o que ele acha da Mônica era mesmo algum embaraçoso pro próprio.
—Ham! Por que tá me falando isso agora? —A dentuça questionou sem deixar de estar abismada tentando entender aonde que o Cebola queria chegar com esses elogios, afinal ele nunca foi de ficar elogiando, pelo ao contrario, só sabia ficar zombando dela, pelo menos isso era assim no começo quando os dois se conheceram.
De qualquer forma, ver o Cebola a elogiando mexia muito com ela de um jeito que a Mônica não conseguia compreender do por que estar se sentido assim só por ter ouvido isso de um rapaz, e não era um rapaz qualquer, era justamente o Cebola, o que tornava tudo ainda pior.
—Porque me deu vontade de falar. Por que tá me perguntado sobre isso? Não gostou o que eu disse? Olha, saiba o que eu disse é a mais pura verdade. —O rapaz proclamou demostrando estar bastante determinado com o que pensa.
—Verdade é... Hm... Cebola! —Mônica o chamou ficando cada vez mais corada e a suas emoções não paravam de mexer com ela.
—Hum! Sim!? —O garoto correspondeu estando intrigado em saber o que a sua amiga queria.
—Serio, não fica me chamando de linda. —Ela suplicou mantendo a sua cabeça abaixada preferindo não continuar encarando o rapaz a sua frente.
—Por que não? Você é linda de verdade. Ah já sei, você prefere que eu te chame de baranga. É isso?! —Cebola zombou sendo sarcástico levando apenas para a brincadeira por não ter resistido a oportunidade.
—O QUE? Não, piorou! Nem se atreva moleque! —A dentuça alertou esbravejando sentido indignada e bem irritada com o seu amigo.
—Hahahaha... Relaxa, só to zoando! Hahaha... —O jovem assimilou com um sutil sorriso brincalhão montado em sua faceta, tentando conter os seus risos.
—Humpf! Bestão! —A jovem retrucou enquanto franzia o cenho em uma expressão enfezado e com os seus braços cruzados.
—Haha! Tá bom, na real! Por que não posso te chamar assim? —Cebola interrogou estando bastante interessado na resposta ao mesmo tempo arqueando uma das suas sobrancelhas.
—É que... Quando você me chamou de linda eu me senti... Estranha! —A moça confessou voltando a ficar com sua macieira avermelhada de tanta vergonha que estava sentido naquele momento.
—Estranha?! —Cebola estimulou a prosseguir de modo retorico ficando ainda mais confuso e curioso.
—É, estranha! Não me pergunte o porque, prefiro não responder. —Ela confirmou ainda continuando a se sentir constrangida e em seguida virou o rosto em direção oposta do Cebola para não ter que encara-lo naquele estante.
—Okay! Mas de qualquer maneira o meu pensamento de ter achar linda não vai mudar nunca. —Ele assegurou mantendo em sua semblante um sorriso torto irresistível fitando de um jeito sugestivo a bela dentucinha.
—Cebola! —Mônica repreendeu o amigo cerrando os punho de raiva e ao mesmo tempo estando descrente com ele, a vermelhidão de constrangimento que surgiu em sua face era mesmo nítido sem duvidas.
—Hahahaha... Tá, parei! —O troca-letras afirmou com um sorriso maroto travesso que criou-se em sua feição sem deixar de fitar intensamente a jovem menina qual estava conversando.
—Ai só você mesmo, eh! Huhuhu... —A dentuça contestou num bom tom de brincadeira e depois disso acabou soltando uns risos que logo foi acompanhada pelas risadas descontraída do Cebola.
—Mônica, falando serio agora. Se lembra que eu queria saber a sua resposta sobre você querer ou não querer ir pra escola?! Nós combinamos que você daria a sua resposta definitiva hoje. Lembra? —Cebola pronunciou querendo desfazer da conversa de antes para corta um certo clima diferente que formou entre os dois e também queria saber da resposta da amiga.
—Claro que eu não esqueci, eu fiquei desde de ontem pensando e até que cheguei numa conclusão. —A menina anunciou sentido incerta sobre a sua escolha e pensado principalmente o que o Cebola iria achar.
—E qual é ela? —Ele perguntou mais que ansioso pra saber logo e torcendo pra que a resposta da sua amiga fosse sim.
—Hum... Cebola, eu me decidi que... Que sim! Sim, eu vou começar a estudar numa escola e vai ser na sua escola. —Mônica revelou com um grande sorriso alegre formulado em seu rosto, se sentido contente por tomar a decisão certa mesmo ainda estado receosa de voltar frequentar a escola.
—Hã? Serio? Verdade? —Cebola exclamou com um sorriso maior do que da Mônica, ele estava com toda certeza vibrando por dentro, por ver que sua adorada amiga finalmente estava preste a voltar viver de verdade.
—Sim verdade, verdade verdadeira! —A dentuça consentiu assentindo com a cabeça e depois acabou sorrindo não querendo conter a sua felicidade.
—Mô, isso é demais! Você não sabe o quanto to feliz de ver você se libertando da sua prisão de ouro e seguindo sua vida em frente. —O moreno festejou sem menor vontade de controlar seu entusiasmo. —E a sua mãe, ela concordou né?! —Ele constatou supondo que a dona Luísa já devia estar sabendo da escolha de sua filha.
—Uhum! Foi ela até que me ajudou a fazer a escolha certa. —A garota dos dentes salientes comprovou começando a se contagiar com alegria do seu amigo.
—Então, você vai começar amanhã?! —Cebola indagou voltando a dar atenção pro almaço que estava sendo preparado dentro da panela em cima do fogão ligado.
—Amanhã?! Sabe Cebola, é que eu não sinto tão preparada pra isso, é tudo muito novo pra mim. Por isso que eu preciso de uma semana para poder me preparar e também é claro, para a minha mãe fazer minha matricula e agendar tudo mais. É só dar uma semana para poder me programar que tudo estará certo. —Mônica avisou contando de uma vez com intenção de esclarecer qualquer duvida que restava no garoto.
—Ah entendo! Claro, por mim tudo bem! Eu aguento uma semana numa boa. Aposto que o Cascão e a Magali vão surta quando souberem disso. —O troca-letras presumiu com um sorriso entusiasmado sem deixar de sentir ansioso para ver a reação dos seus amigos como iriam ficar assim que os dois contassem a grande novidade.
—Também acho a mesma coisa. —A dentucinha concordou sorrindo animada, se sentido tão ansiosa para dar as noticias pros seus dois amigos quanto o Cebola estava.
—Você vai querer contar pra eles hoje, né? —Ele deduziu após ter virando o pescoço na direção da amiga pra olha-la enquanto falava.
—Sim claro, a gente fala assim que terminamos de fazer o almoço. —Mônica concedeu amostrando um pequeno sorriso amistoso moldado em sua faceta, já prevendo como seus amigos ficaram felizes com a noticia.
—Tá, okay! —O rapaz certificou continuando manter ao seu entusiasmo intacto. —Em uma semana nós quatro estudaremos juntos. Vai ser muito foda, cara! —Ele comemorou sem conseguir disfarçar o enorme sorriso de alegria em seu rosto enquanto olhava para a Mônica.
—Ai Cê, estou tão nervosa para o meu primeiro dia de aula. A muito tempo que eu não entro numa escola. —A morena assumiu estando aflita toda receosa, com a cabeça olhando para o lado.
—Não se esquenta com isso! Confia em mim que tudo vai dar certo, vou estar ao seu lado com o que der e vier. —Cebola encorajou a amiga indo até onde ela estava localizada.
—Esta bem, eu confio em você. Sei que poderei sempre confiar em você não importa o que aconteça. Obrigada Cebola, obrigada por tudo que esta fazendo por mim. Sinto como se parece que você estar me oferecendo uma nova oportunidade de poder viver. —Ela agradeceu com toda sua sinceridade, com um lindo e delicado sorriso de gratidão delineado em sua face destinado para o seu amigo.
—Não precisa agradecer dona Mônica, quem deve agradecer sou eu. Você me mudou sabia?! Me mudou pra melhor, por isso eu sou eternamente grato a você. —O moreno alegou sentido agradecido com o timbre de sua voz era bastante sereno e atencioso, estando em posição acocorado bem de enfrente pra cadeira da dentucinha, com suas duas mãos em cima das mãos da jovem, a fitando com um olhar de ternura e um meigo sorriso em seu rosto direcionado somente para ela.
—Haha... —Em troca do gesto tão amável do Cebola, Mônica dar um sorriso amoroso pro mesmo, até que ela para ao perceber o quanto o Cebola estava perto dela e isso só a fazia desejar que ele estivesse cada vez mais próximo de si.
Nesse estante, Cebola começa acariciar com carinho num toque suave dos seus dedos sobre a bochecha rosadas da Mônica e isso fazia a mesma se derreter ao sentir aquele doce toque. Com isso fez o Cebola sentir um imenso desejo de beijar a Mônica, sendo assim seguindo no impulso do calor daquele momento ele começou a se aproximar o seu rosto ao encontro do rosto da garota, cada vez indo em direção aos lábios dela. O coração dos dois já começava disparar no batimento cardíaco de modo descompensado, ficando mais rápido a cada aproximação que os dois davam com os seus rostos, principalmente o coração da Mônica batia ainda mais rápido, pois ela sabia o que ia acontecer e ansiava para descobrir como era saber de verdade a sensação de um beijo.
Quando os seus lábios se encontraram criando um doce e amoroso beijo, o Cebola beijava a Mônica de forma mais gentil e carinhoso possível, já a Mônica por sua vez em nenhum momento foi relutante com aquele beijo, a verdade era que ela retribui logo de imediato, o que fez o Cebola se surpreender bastante e ao mesmo tempo o deixou muito feliz pela aceitação do beijo da dentucinha, a qual carregava fortes sentimentos por ela. O beijo aos poucos ia ficando mais intenso de acordo que as línguas deles ia aprofundando mais do prazer de saborear cada canto da boca um e do outro, nisso fazia crescer o desejo que ambos estavam sentindo com aquele beijo os fazendo quererem se beijarem ainda mais e desejando que o beijo não tivesse fim ou então que pelo menos prolongasse por mais tempo.
Eles só pararam de se beijar quando escutaram o som que fazia a panela de pressão que estava cozinhando o feijão, os dois levaram um susto ao ouvir o som da panela, fazendo o Cebola se afastar rapidamente da Mônica se levantando. Ambos ficaram corados de tanto constrangimento e ao mesmo tempo se sentindo confusos, aquele era o "segundo beijo" deles e foi tão especial quando o primeiro, principalmente pra Mônica que dessa vez estava lúcida e aquele beijo parecia ser o primeiro em toda sua vida, mesmo sabendo que já havia sido beijada pelo Cebola quando estava delirando de febre algumas semanas atrás.
—M-me desculpe! Eu não sei o que deu em mim! —O jovem se desculpou ainda constrangido e nervoso indo em direção ao fogão com intenção de se afastar da moça o quanto antes, pois não conseguia ficar perto dela, pelo menos não naquele estante tão embaraçoso.
—T-Tudo bem! —A garota aprovou demostrando a mesma reação que a dele. —Cebola...!
—S-Sim! —Ele incentivou a continuar, ainda estando bem ansioso, confuso e sem graça.
—Não faz mais isso... Por favor?! —Mônica implorou com uma voz vaga olhando para baixo, com os seus braços envolvidos nela mesma estivesse dando um abraço si própria, fazendo entender como se quisesse de alguma maneira confortar ou proteger a si mesma de algum, os seus olhos estavam marejados e ela não entendia o por que de estar se sentindo assim, prestes a querer chorar.
A jovem garota por mais que tenha gostado, — ou melhor: ter amado muito, — daquele beijo, ela estava convencida que não podia se apaixonar pelo Cebola de jeito nenhum se não quisesse acabar sofrendo por amar um rapaz mulherengo que apenas gosta de se divertir com todas e nada mais além disso. Então a Mônica viu que a única forma de evitar qualquer aproximação era pedir o Cebola para nunca mais a beijasse, "essa era sua única arma que podia se defender para não cair nas garras dele e acabar sendo apenas mais uma", assim como a dentuça estava pensando que fosse. Só que no fim das contas por alguma razão que nem ela mesma sabia o motivo, a Mônica sentia que era doloroso pedir isso ao o Cebola.
—Er... Esta bem! Essa é a segunda e a ultima vez que eu te beijo. Não precisa se preocupar. —Cebola prometeu mantendo a cabeça virada pro lado, com uma voz um tanto seca e meio rígida, afinal ele estava acreditando que a Mônica parecia não querer que aquele beijo tivesse ocorrido.
Por mais que tivesse prometido isso a sua amiga, Cebola se sentia que não era bem isso que queria fazer, mas como ele não tinha outra escolha o jeito era cumprir sua promessa, pois jamais teria coragem de magoar novamente a "sua preciosa" Mônica, desrespeitando a vontade dela.
Mônica dar um suspiro pesado antes de prosseguir com a sua fala adiante. —Obrigada por me compreender. —Ela agradeceu com uma voz meio que distante melancólica.
Depois disso o Cebola apenas havia retornando a cuidar do preparo do almoço, já a Mônica ficava ali na cozinha no seu próprio canto sentada em sua cadeira de rodas sem querer mais atrapalhar ele e ainda continuava pensando em cada detalhe e gostinho do beijo, mesmo contra sua vontade de se lembrar. Enquanto o Cebola por sua vez, também pensava no beijo de modo involuntário, ao mesmo tempo em que continuava o seu trabalho de cozinhar o almoço.
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