Destinos
27 Capítulo 27 - Sentimentos confusos
Notas iniciais
Depois que o Cebola se despediu da dona Luísa e da Mônica, ele havia indo foi embora retornando de volta para a sua casa. Enquanto isso mãe e filha continuavam dentro do quarto até que a Luísa começou a se manifestar iniciando uma conversava com a jovem morena.
—Mônica me conta filha, o que Cebola e você estavam falando sobre querer sua resposta? O que ele te perguntou? —A mulher questionou amostrando um certo interesse repentino.
Em seguida dona Luísa caminhou até a cama da sua filha e se sentando logo seguida, pra assim pode conversar perto da mesma.
—Nossa mãe como você é curiosa! Hahaha... —Mônica zombou levando apenas para o lado da brincadeira com um sorriso divertido contornado em seu rosto.
—Ora essa! Sou sua mãe, eu tenho que saber o que está acontecendo com a minha filhotinha. Qual é o problema nisso?! —Luísa protestou de braços cruzados amostrando estar um pouco indignada.
—Problema nenhum mãe. Você até que esta certa, só que sua curiosidade vai além do limite. Hahaha... (E que historia é essa de filhotinha, que tosco). —A dentuça debochou de modo brincalhão e em seguida soltou umas gargalhadas entre os risos.
—Tá bom, pode ser talvez! —A mulher admitiu estando derrotada. —Mas me diz o que o Cebola quer de você? —Ela perguntou despertando a mesma curiosidade de antes.
—C-Cebola querer de mim?! De mim ele não quer nada, imagina. (Quem dera) —Mônica comentou meio corada ao entender errado o que a mãe quis dizer. —Olha mãe, o que esta acontecendo é que o Cebola colocou na cabeça dele que eu deveria começar a ir pra escola e só que eu não quero, então ele me deu um tempo pra pensar e eu concordei dizendo que amanhã eu daria a minha resposta á ele. Entendeu agora?! —Ela esclareceu contando tudo lodo de uma vez pra não houvesse duvidas em sua mãe.
—Ah tá filha, então é só isso! —Dona Luísa afirmou sendo compreensiva.
—O que mais a senhora pensou que fosse? —A dentuça indagou com um sorriso bobo moldado em sua face e arqueando uma das sobrancelhas, estando desconfiada de que sua mãe não havia pensado boa coisa.
—Nada, o que poderia ser. —Luísa respondeu de modo totalmente inocente sem entender o que sua filha quis dizer com essa pergunta.
—Ham... Sei! —A jovem insinuou sarcástica mantendo o mesmo sorriso travesso de antes. —Mas mãe, quero saber a sua opinião do que você acha? Você acha que eu deveria ir pra escola? —Ela interrogou estando um tanto apreensiva e confusa, ainda não estava certa qual escolha tomar.
—Filha te ver bem numa escola é o que mais quero, apesar que eu respeito o sua vontade de não ir por seus motivos. Talvez o Cebola tenha razão. —A adulta decretou sendo sensata de forma que amostrava sua compreensão. —Por que você não tenta ir uma vez pra ver o que acha!? Aposto que você vai gostar de estar numa escola, conviver e interagir com outras pessoas, fazer novas amizades, aprender o que os professores tem pra ter ensinar (Mesmo que você já sabe e tudo que aprendeu nas aulas em casa). Mas ai é você que decide meu amor e não eu. —Ela aconselhou estando convicta sobre o que é melhor pra sua filha, enquanto delicadamente pousava a sua mão na bochecha da Mônica, fitando a mesma de modo doce com um sorriso singelo e carinhoso pra sua "pequena" dentuça.
—Hum... Valeu pela força mãe. Você ajudou muito. —Mônica agradeceu retribuindo o mesmo sorriso e em seguida abraçou a sua mãe, que em imediato foi correspondido o abraço.
—Não tem o que agradecer Mônica. Agora vou trazer sua janta. Aposto que esta morrendo de fome. —A mulher comunicou após ter desfeito o abraço junto com sua filha.
Hourr! —Este foi o som da barriga da Mônica roncando anunciando que ela estava com fome.
—Pior que é mesmo! Hahahaha... —A jovem morena concordou estando meio sem graça e seguida começou a cair na risada.
—Hahahahahahaha... —Luísa também havia sido contagiada pelos risos da mais nova.
Como ela amava ver sua filha sempre feliz rindo e se divertido como qualquer jovem dessa idade, pena que era sempre tão raro poder ver a sua pequena Mônica assim.
—Mãe, queria perguntar uma coisa antes. —A dentucinha pronunciou com certo receio em fazer ou não a sua próxima pergunta.
—Pergunta então querida. —Luísa encorajou de modo retorico incentivando a jovem a continuar.
—Er... Como é que é... Er... É esta... Apaixonada? —A garota perguntou sentido nervosa e receosa, com as suas bochechas completamente enrubescidas.
Apesar do tamanho do seu constrangimento de fazer essa pergunta pra sua mãe, ela conseguiu vencer o constrangimento pela sua grande suplica curiosidade de saber desse repentino interesse.
—Como? Por que esta me perguntando isso, Mônica? —A mãe exclamou estando muito surpresa, pois não esperava esse tipo de pergunta vindo da sua jovem filha. —Ai espera aí, não me diz que você esta... —Ela supôs de modo sugestivo já imaginando o que poderia ser colocando um sorriso bem largo em sua face de tão alegre que havia ficado por sua menina.
—Não, deixa de ser boba! Só estou perguntando por curiosidade. Nah! Se você não quer responder deixa pra lá. —Mônica argumentou ficando ainda mais envergonhada, mantendo os braços cruzados e a cabeça virada de lado se sentido irritada com a própria mãe.
Ela tentava esconder a sua curiosidade que ainda martelava na sua cabeça, só que essa curiosidade era perceptiva, pois dona Luíza pode ver muito bem isso pela expressão intrigada da garota.
—Não, tudo bem eu respondo sua pergunta. —Luísa aceitou com um pequeno sorriso amistoso admirando a forma como a sua filha havia crescido, já estava até querendo entender e descobrir tudo do universo do amor. —Ai acho tão lindo minha filha esta apaixonada. —Ela mencionou debochando na brincadeira fazendo uma vozinha melosa de apaixonada, com com suas mãos fechadas na outra mantendo próximo lado esquerdo da sua bochecha.
—MANHÊ EU NÃO ESTOU APAIXONADA! Para com isso já! —A dentuça repreendeu a sua mãe estando bastante enraivada e constrangida, cerrando os punhos pra poder se controlar sua paciência.
Ela estava muito vermelha mesmo, o que era difícil de saber se era vermelha de raiva ou vergonha.
—Hahaha... Calma só estou tirando uma com você. —A mulher justificou explicando pra ver se conseguia acalmar a sua filha.
—Vai me responder então? —A garota apressou estando impaciente, com os braços cruzados e encarando de modo serio a mulher que havia colado no mundo.
—Vou sim! —Luísa confirmou de um jeito atencioso com um leve sorriso amável que estava desenhado em sua feição direcionado para a garota dos dentes salientes. —Bem filha, quando você se apaixona você sente o seu coraçãozinho bater acelerado a cada vez que você pensa ou ver aquela pessoa especial. Você deseja esta sempre perto da pessoa amada o tempo todo e quanto esta longe bate aquela saudade, aquele aperto no peito. Sabe!? Você passa a maior parte do tempo pensando nela sem saber o porque, que acaba até esquecendo de si próprio e também as coisas importante que tem pra fazer, você fica tão distraída sonhando acordada e suspirando pelo canto que quem te ver de longe até mesmo de perto pensa que você é uma pessoa boba, apesar que se apaixonar é mesmo esta boba e tonta de amor. Isso tudo é uma sensação tão boa de ser sentir, pode parecer estranho pra você querida, mas se apaixonar é uma das melhores coisas da vida, você se senti mais viva quando se apaixona, mais feliz, livre, linda e outros sentimentos positivos. Mesmo que no amor sempre tendo os seus espinhos e tombos onde você pode cair e se machuca mais do que esperado, mas no fim por amor vale qualquer escolha e sacrifício pela pessoa amada que mereça o seu amor, pois aquela pessoa se torna parte da sua vida e você a parte dela, você não consegue desejar mais nada a não ser esta perto do seu amado. —Ela contou com um sorriso meigo modulado em sua semblante e parecia que existia um certo brilho especial em seu olhar enquanto falava.
—Então é assim que você se sentia quando era apaixonada pelo papai?! —A dentucinha indagou sorrindo docemente enquanto fitando a sua mãe.
Mônica se sentia feliz ao ouvir as palavras tão profundas ditas por dona Luísa e saber o quanto sua mãe amava o seu já falecido amado pai.
—Ainda sou querida, ainda sou! —A mais velha declarou dando um sorriso amoroso sublinhado em sua feição enquanto fitava a sua adorada única filha. Seus olhos estava começando a ficar marejado por lembrar do seu amado falecido marido. Por fim ela deu um suspiro profundo para repelir as suas emoções daquele momento e não ter que chorar na frente da filha. —Mônica, vou descer pra trazer o seu jantar. Não demoro, tá!? —Ela informou se levantando da cama da Mônica e em seguida foi caminhando até a porta do quarto.
—Tá bom! —A garota consentiu vendo sua mãe indo em direção até a porta do seu quarto.
—Ai ai minha mocinha finalmente se apaixonou. —Luísa provocou dando uma piscada pra Mônica no meio da passagem da porta, antes dela sair do quarto.
—AAHHH! NÃO É NADA DISSO! —Mônica se queixou gritando, novamente ela havia voltando a ficar furiosa de sua própria mãe.
—HAHAHAHAHAHAHAHHAHAHHAHAHAHAHA...! —Mesmo estando no corredor do andar de cima da casa, Luísa conseguiu ouvir muito bem o que a sua filha havia falado fazendo assim ela dá altas e boas gargalhadas de debochadas.
—Humpf! Ninguém merece uma mãe dessa. —A dentuça resmungou só pra si mesma pudesse ouvir. Logo depois dá um suspiro colocando a mão sobre o seu coração que estava acelerado mais que normal ao pensar num certo "alguém" em especial. —Que diabos esta havendo comigo? —Mônica murmurou parecendo confusa e em seus pensamentos foram tomados por varias questões que pareciam não existir nenhuma explicação. —"Eu nunca fui assim. Eu não posso esta gostando dele. Será que eu estou? Isso não pode acontecer de jeito nenhum. Sei que irei sofrer muito gostando de alguém como ele. O que eu faço agora?"—Ela pensou com melancolia cheia de duvidas e incertezas.
[...]
Cebola que havia chegado em sua casa já fazia horas e estava em seu quarto deitado na cama se preparando para dormi, pois já era bem tarde mais de meia noite. Só que o jovem não conseguia pregar os olhos para dormi porque certos pensamentos vindo de "alguém" não saiam da sua mente não deixando dormi de maneira alguma. Isso já estava irritando um pouco apesar de esta gostando de ficar pensando nela e ninguém mais.
—Mas que caralho hein, que esta acontecendo comigo? Será que estou ficando doido de vez? Talvez eu devesse procurar um bom medico? —Cebola reclamou murmurando um pouco irritado e bastante confuso só pra si mesmo ouvir, enquanto fitava o teto do quarto. Depois dá um longo suspiro colocando a mão em cima do seu peito e sobre o seu coração que a pulsação batia muito agitado mais do que o normal. —Er... Você me mudou por completo mesmo né... Mônica Sousa! —Disse com um sorriso torto em seu rosto, logo após fechou os sues olhos já finalmente relaxando e muito exausto pós a dormi por incrível que pareça por uma noite inteira.
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