Destinos
10 Capítulo 10 - Uma pequena aproximação
Notas iniciais
Cinco horas depois se passaram desde então, Mônica estava dentro do seu quarto deitada na sua cama chorando abraçada no seu coelhinho de pelúcia se lembrado de tudo que havia acontecido naquela tarde, de alguma forma ela se sentia muito mal de ter brigado feio com o Cebola e até que concordava em algumas partes do que o moreno disse sobre ela, mas ao mesmo tempo achava que ele estava totalmente errado de julga-la daquele jeito e dizendo que a vida dela era perfeita enquanto somente ela sabia de cada sofrimento que havia passado até agora.
"Como é que é, garota?! Se eu fosse você virava sua boca antes de falar na vida dos outros sem saber. Não sou assim porque quero ou pra chama atenção. Já passei por tanto nesse caralho de vida que acredito até que Deus só quis que eu viesse ao mundo pra me ferra comendo a porra do pão que o diabo amassou! O único aqui que é um arrogante e insensível que quer chama atenção é você! Só porque esta numa cadeira de rodas não é motivo de fazer dramalhão, quem me dera se o meu problema fosse assim tão simples como o seu, sua idiota."
"Eu te odeio sua estúpida! Por que você teve que entrar na minha vida pra funde-la mais ainda?!"
"Você ainda vai ver!"
—Cebola seu idiota! Por que é sempre tão cruel pra mim?! Por que nunca enxerga como eu me sinto?! Por que temos que brigar tanto?! Será que não existe uma menor chance da gente podemos nos entender?! E o que você quis dizer com: "você ainda vai ver"?! Grrrrr! Que ódio disso tudo! —Mônica resmungou murmurando enquanto suas lágrimas de tristeza e raiva saiam constantemente sem parar.
[...]
O Cebola estava na cozinha da casa tentado aleijar a cabeça enquanto fumava o cigarro, não conseguia esquecer da briga que teve com a Mônica e ao mesmo tempo se sentia péssimo de ter discutido com ela mesmo achando que ela merecia ter ouvido em algumas partes.
Ele estava distraído com os seus devaneios e com o cigarro até que de repente Cebola olha o papel deixado por dona Luísa, que ele havia colocado em cima da pia assim que entrou na cozinha, já havia até esquecido do papel e as suas obrigações importantes de cuidar da jovem garota. Foi ai que ele decidiu deixar esses pensamentos de lado e cumprir tudo que a lista do papel mandava, jogando fora o maço de cigarro na lixeira da cozinha e começou a ler. O primeiro ícone da lista dizia que a Mônica tinha que se alimentar muito bem devido por ter uma saúde fraca e foi ai que o jovem se lembrou que ela estava mais ou menos desde as cinco horas sem comer dentro do quarto, começou a ficar preocupado com a saúde da mesma com medo dela morrer e sobrar pra ele e também é claro não deixaria ninguém passar fome por mais que essa pessoa fosse irritante.
Então o moreno começou a preparar o arroz e o feijão mais rápido que podia e também temperar a carne. Apesar que o Cebola ser assim, ele sempre foi bom na cozinha e gostava de cozinhar, isso era uns dos seus hobbies antes de se revoltar com a vida.
Com o almoço pronto ele foi até o quarto da Mônica carregando uma bandeja de café da manhã com a comida feita dentro do prato e acompanhado com um copo de suco de laranja que foi ele mesmo que fez, era uma das coisas da lista dizia que Mônica precisa de beber muito liquido e também muita vitamina C, suco de laranja era o mais indicado sem mencionar que a própria ama suco de laranja.
Chegando em frete a porta do quarto, Cebola decide bater ao invés de abri de uma vez, vai que a garota ainda estava com muita raiva não querendo vê-lo por nada e ainda dar um fora nele.
—Mônica, posso entra? —Cebola pediu estando do outro lado da porta tentando transparecer mais amigável possível.
—O que você quer agora? Veio me irritar mais?! —A dentuça questionou rígida numa voz chorosa.
—Não, pelo contrario! Vim trazer o seu almoço que eu mesmo fiz e também o seu remédio. Vai me deixar entrar? —Cebola explicou tentando ser cauteloso mantendo sua calma.
Mônica achou muito estranho essa atitude repentina do Cebola, mas como não havia outra forma então o jeito foi ter que dar permissão para aquele jovem garoto entrar em seu quarto. —Ah... Tá! Entra de uma vez. —Ela permitiu com um tom de voz enfezada dando o seu consentimento enquanto secava suas ultimas lágrimas e por fim se ajeita na cama ficando sentada com as costa apoiada na cabeceira da cama.
—Hã hein! Tá bom! —Cebola afirmou um pouco debochado e surpreso, em seguida entrou dentro do quarto da jovem morena depois que abriu a porta e já Mônica fica o encarando com um olhar serio desconfiado. —Aqui esta sua comida madame! Onde coloco?
—Aqui mesmo em cima da cama no meu colo. —Mônica explicou num tom um pouco seco.
—Beleza! —Cebola concordou e em seguida se aproximou mais da cama colocando com cuidado a bandeja que virou uma mesinha em cima do colo das pernas da Mônica. —Pronto, bom apetite! —Ele desejou com um sorriso cínico bobo contornado em sua feição.
Mônica fitava a comida com uma cara de desconfiada que fazia o Cebola estranhar essa atitude da dentucinha.
—Não vai comer a comida? —O jovem delinquente perguntou com indiferença.
—É er... É meio estranho isso. —A dentuça admitiu estando intrigada e ao mesmo tempo receosa.
—O que é estranho? —Cebola indagou cruzando os seus braços a encarando serio.
—Você, ter preparado pra mim o meu jantar. Vai saber que você colocou veneno dentro da comida. —Mônica confessou estando bem desconfiada e depois se vira pro Cebola o encarando com um sorriso cínico debochado sublinhado em seu rosto.
—Hã! O que? —O garoto que tinha dislalia na infância exclamou incrédulo e também começando a se irritar. —Você pirou de vez é isso! Até parece que eu ia querer matar você. —Ele protestou tentando manter sua paciência.
—Ora não é você mesmo que disse "você ainda vai ver" e também disse que me odeia. Pra que agora quer que eu coma?! —A dentucinha argumentou ainda mantendo a desconfiança naquele garoto.
—Garota você é muito paranoica, eu posso ter dito isso na hora da raiva, não significa que eu vou querer tirar a vida de uma pessoa só porque eu não fui com a cara dela. E tem mais, eu to aqui pra cuidar de você, se alguma coisa de ruim te acontecer vai acabar sobrando pra mim. Okay! Se ainda desconfia de mim, então me der esse garfo aqui. —Cebola justificou totalmente irritado e descrente pegando o garfo junto com a comida que estava dentro do prato levando até dentro da sua boca e começa a mastigar por fim engole tranquilamente. —Tá vendo se tem algum veneno agora?! —Ele amostrou num tom de voz rígido enquanto encarava a enfrentando.
—Huhum! —A garota dos dentes proeminente negou balançado com a cabeça em sinal de não finalmente acreditando nas palavras do Cebola.
—Então coma logo de uma vez! —O rapaz do cabelo espetado apressou estando impaciente devolvendo o garfo no prato.
—Com esse garfo que você acabou de usar?! —Mônica indagou retorica olhando diretamente pro garoto responsável por cuidar dela.
—Grrrrrrrrrrrrrrrr! Eu já estou puto da vida por ter ficado ralando uma hora meia dentro daquela cozinha quente infernal cozinhado pra você e faz dois anos que eu não cozinho mais, tentado dar meu duro pra que essa merda de comida fique boa do seu agrado e agora me diz que não vai comer por culpa de um garfo foi usado por mim. —Cebola esbraveou muito nervoso cerrando o punho já sem paciência nenhuma, enquanto encarava a Mônica a fuzilando com olhos como quisesse mata-la.
—Er... Tá bom, tá bom! Eu como, fica frio. —A garota do cabelo chanel decretou assustada com um certo medo dele e começa a comer sem fazer mais reclamações. —Hm... Tá gostoso! —Ela elogiou ao saborear o sabor da comida dentro da sua boca achando muito bom por mais que não conseguisse acreditar. —"Como um mané sem noção como ele pode cozinhar tão bem?" —Pensou abismada.
—Humpf! —Cebola grunhiu orgulhoso se sentindo convencido dando apenas um sorriso de canto satisfatório com os braços cruzados. —Não vai bebe o suco também? —Ele perguntou de um modo ríspido.
—Er... Hum... —Mônica fica olhando pro copo de vidro que continua um liquido amarelado dentro, com uma expressão pensativa um pouco desconfiada.
—Qualé! Não me diz que acha que coloquei veneno dentro do suco. Como você é neurótica, hein?! —O moreno debochou com uma voz um pouco alterado. —Deixa que eu beba pra voc... —Ele já ia pegar no copo enquanto falava, só que foi interrompido antes.
—Não! Não precisa! Tá, eu bebo. —A garota que tem os dentes saliente aceitou de forma seria e pegando o copo com uma das suas mãos levando o objeto até a boca e depois bebe num gole. —Hum... Eu amo suco de laranja! Tá tão gostoso. —Ela revelou de um jeito doce de falar após ter apreciado o sabor do suco e por fim um leve sorriso meigo surgiu em sua face.
—Huhuhu! Que bom saber! —Cebola disse satisfeito sorrindo alegre por seu esforço na cozinha ter valido a pena, por outro lado ele também estava gostando de ver esse jeito amável e gentil da dentuça a qual ele não tinha percebido direito antes.
Já a Mônica por sua vez, ao ter avistado o sorriso do Cebola fez com que ela ficasse bem surpresa de vê-lo sorri feliz pela primeira vez e ao mesmo tempo sentia uma sensação estranha de ter o seu coração pulsar mais acelerado e sentir borboleta no estomago, achando aquele sorriso tão lindo. A menina balança a cabeça negativamente pra esquecer isso e voltar dar atenção a sua refeição.
—Hahahahaha! Que hilário! —O rapaz mencionou dando boas risadas debochadas ao notar o rosto da garota estava com uma sujeira de comida no canto próximo aos lábios.
—O que foi? Do que esta rindo? O que que é hilário? —A garota interrogou confusa.
—Hahaha! Foi mal! É que você se sujou aqui no canto da boca. —O troca-letras contou explicando enquanto fazia gesto amostrando o local com o dedo indicador apontado pro seu próprio rosto.
—Ah da um tempo! Isso não é motivo de riso. —A monera reprimiu um pouco irritada ao mesmo tempo se limpando com os dedos no local, pelo menos onde ela achava que era. —Então, saiu? —Ela perguntou tentando manter a calma.
—Não, não saiu! Ainda não! Também não! —Cebola respondeu analisando a Mônica esfregando a mão em varias parte do canto da boca.
—Argh! Que saco! —A garota dos dentes avantajado reclamou estando impaciente.
—Hahaha! Fica de boa! Deixa que eu limpo. —O antigo troca-letras ofereceu sua ajuda se aproximando mais perto da Mônica, ficando um pouco encurvado em frente o rosto dela e com sua mão delicadamente passa no local onde estava a sujeira limpando por completo, fazendo a dentucinha sentir um estranho arrepio na espinha e ter todo o pelo do seu corpo arrepiado ao sentir aquele toque tão... Doce.
Depois que o Cebola terminou, ele levanta o pescoço fazendo o seu rosto ficar de frente da Mônica e os seus olhares se encontraram sem querer. Os dois ficaram corados cheios de vergonha, sentia seus batimentos cardíacos muito acelerado, um certo calorzinho que tomava o corpo todo dos dois e uma estranha pequena certa vontade de estar mais próximo um e do outro até conseguirem fazer o caminho das suas bocas se cruzarem. Até que o Cebola se afasta após retomado a sua consciência.
—Er... Ar... Er... Lembrei agora. Já passou a hora do remédio e é muito importante você tomar. —O garoto anunciou comunicando ainda estando um pouco tenso e constrangido tentando corta aquele estranho clima.
—Hum...? Ar... Sim, claro! —A jovem menina aprovou confusa e encabulada ficando de cabeça baixa para não ter que encara-lo.
—Aqui tá o remédio e o copo d'agua que eu trouxe junto na bandeja pra isso, para você tomar o remédio. —Cebola avisou amostrando em uma mão o comprimido branco e na outra segurando o copo com um liquido transparente dentro.
—Bah! Remédio! —A morena queixou zombando com desdém revirando os olhos.
—Sim, o que tem? Ah não! Não me diz que acha que ao invés de ser o seu remedo é um veneno pra eu te matar?! —Cebola supôs estando indignado voltando a se irritar com aquela linda garota.
—Não, seu idiota! É que... Eu não suporto esses remédios todos os dias. Eu não preciso deles para viver. (E também vai que é veneno?!) —Mônica esclareceu justificando tentado manter sua preciosa paciência com aquele belo e irritante rapaz.
—Aff! Oh garota chata, como você é cabeça dura. —Cebola insultou reclamando sentido impaciente perdendo a calma de vez. —Cuidar de você esta sendo mais difícil de cuidar da minha irmã mais nova ou até mesmo de... Mim! —Ele hesitou em terminar a sua fala com receio, pois se deu conta o quanto é uma pessoa difícil de lidar.
—Já que sou tão difícil de ser cuidada por que não me deixa sozinha e vai embora?! —Mônica rebateu o provocando se sentido furiosa.
—Dãh! Você acha mesmo que estou aqui porque quero. —O ex troca-letras revidou sarcástico. —E anda logo que já estou perdendo a noção com você. Vai, toma logo esse remédio. —Ele ordenou autoritário.
—Só porque você esta me obrigando não vou mais tomar. —Mônica desobedeceu o desafiando como provocação enquanto encarava com um olhar vitorioso debochado.
—Ah é! É assim que você quer? Beleza! Você vai ver. Ha-ha-ha! —O ex cinco-fios ameaçou com um sorriso maléfico estampado em sua face e com um olhar medonho, o que fez a Mônica arregala os olhos de medo.
Cebola sobe em cima da cama ficando de frente da Mônica, segurando o comprimido na mão empurrando na boca super fechada da garota obrigando ela tomar o remédio e a jovem morena não arregava de maneira alguma, Cebola estava cada vez mais impaciente com a teimosia da Mônica então ele segura o nariz da mesma apertando com os dois dedos impedindo o ar de entrar e sair pra assim a garota desistir de lutar e abri a boca pela falta de ar.
Até que dona Luísa que havia acabado de chegar em casa ouviu os gritos dos dois vindo lá do andar de cima, a mulher entra em desespero de preocupação na mesma hora e foi de imediato pro quarto da filha com medo de prever o pior! Assim que entrou no quarto deparou com uma cena estranha e assustadora ao mesmo tempo cômica com os seus olhos arregalados pela supressa, onde o Cebola estava em cima da cama de frente pra Mônica que estava sentada forçando ela tomar o remédio e apertando o nariz da jovem que já estava roxa de falta de ar.
—Deus do céu, que tá acontecendo aqui?! —A mulher questionou estando perplexa com ocorrido.
—Mãe?! —A dentuça exclamou surpresa e aliviada.
—Ham... E ai dona Luísa! Hehehe... —Cebola a cumprimentou totalmente sem jeito saído da cama e deixado a Mônica finalmente em paz.
—Mamãe, ele tentou me matar! —Mônica acusou se fazendo de vitima apontado o dedo indicador para o Cebola.
—QUE? —Cebola exclamou pasmo e irritado se sentido injustiçado.
—Isso é verdade? —Dona Luísa perguntou incrédula.
—Claro que não dona Luísa! É que doida da sua filha se recusou a tomar essa porra de remédio, eu só estava tentado faze-la tomar. —O jovem argumentou em sua defesa.
—Hum... Sei! Eu acredito em você, Cebola. Sei que tenho uma filha teimosa que nem uma mula. —Dona Luísa zombou de medo sarcástica.
—Como é que é?! —Mônica exclamou estupefata. —Aff! Qualé, até você mãe vai me zoar!? —Ela contestou resmungado indignada e sentido irritada com a sua própria mãe.
—Não minha querida, só to falando que você é teimosa, nada de mais. —Luísa esclareceu se justificando.
—Ah tá! Até parece! —A jovem discordou murmurando, mantendo os dois braços cruzado fazendo beicinho com a boca ainda estando irritada.
—Cebola, pode ficar tranquilo que eu lidero daqui. Já pode ir pra sua casa agora. —A mulher comunicou dando sua permissão de maneira cautelosa com um sorriso simpático desenhado em sua feição olhando diretamente pro rapaz.
—Ah graças a Deus! Aleluia, amém! —Ele agradeceu aliviado debochando.
—Peço desculpas caso a Mônica causou algum problema. —A dona da casa se desculpou estando sem graça por conta do ressentimento a qual estava sentido em depositar o trabalho de cuidar da sua filha em cima de outra pessoa. —E você vai voltar amanhã, né? —Ela fez sua pergunta um pouco apreensiva do garoto recusar.
—É, acho que não tem outra saída infelizmente, sim. —Cebola confirmou inconformado ao mesmo tempo sem deixar de zombar.
—Ah que alivio saber isso. E também um alivio de vocês não terem se matado ou pelo menos quase, né!? —A mulher comentou debochando aliviada e em seu rosto havia se formado um sorriso divertido.
—Ham... Agora to indo nessa, já tá tarde. Tchau! —Cebola se despediu indo a caminho onde fica a porta do quarto.
—Tchau Cebola, obrigada por cuidar tão bem da minha princesa. —Luísa se despede agradecida e satisfeita por "tudo ter dado certo" no primeiro dia, bom pelo menos na medida do possível.
—Cuidado bem?! Fala serio, só faltou ele me matar. —Mônica ironizou zombando.
—Mônica! Para já com isso! —Luísa repreendeu a filha querendo que os dois adolescentes se entendam. —Se despede do Cebola, por favor. —Ela pediu autoritária quase ordenando.
—Tchau! —Mônica se despediu de um jeito frio e distante sem vontade nenhuma.
—Hahaha... Tchau coelha idiota de cadeira de roda! Sei que vai sentir muita falta de mim. Hahaha... —Cebola provocou ao se despedir sem desperdiçar a oportunidade de irrita-la e em seguida saiu do quarto pela porta para poder ir embora daquela casa.
—Grrrrrrrr! Ai que moleque mais INSUPORTÁVEL! —A dentucinha gritou com fúrias. —Tá vendo mãe, como ele me trata?! —Ela apontou encarando a sua mãe com uma expressão em sua face de raiva e também de injustiçada.
—To sim Mônica, to sim! —Dona Luísa afirmou sarcástica e desanimada sem se importar tanto com o drama que a sua filha fazia. —"Ai mais será possível que esses dois não vão tomar jeito?!" —Ela pensou receosa com ironia.
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