Destinos
21 Capítulo 21 - O Beijo (CasxMaga)
Notas iniciais
Cascão e a Magali estavam caminhando pelas ruas à caminho da casa da jovem comilona conversando naturalmente sobre varias coisas e mal podiam sentir o tempo passar, já estavam próximos da rua onde Magali morava.
—Cara foi muito irado o dia de hoje e a sua amiga Mônica é muito gente fina. Não me surpreende ver que você Maga é tão amiga dela. —Cascão comentou estando bastante entusiasmado pelo dia que teve com os amigos, depois um sorriso divertido apareceu estampado em sua feição.
—É mesmo! A Mônica mesmo sendo marrenta e cabeça dura, ela sabe ser gentil e atenciosa com as pessoas. Eu preservo e valorizo muito a amizade que tenho com ela. —Magali contou dando um sorriso alegre e meigo que havia se formado em seu rosto, sentindo uma grande felicidade pela sua amizade com a Mônica.
—Imagino que sim! Só tenho uma parada que fica martelando na minha cabeça. —Cascão constatou estando bastante curioso naquele momento.
—E o que é? —A morena indagou estando curiosa enquanto encarava o rapaz.
—Na moral, não estranha minha pergunta. É que eu fico sem entender por qual motivo a Mônica ágil assim quando o Cebola disse pra ela sair com a gente no domingo? O que ela tem contra sair de casa? —O sujinho perguntou estando intrigado querendo saber, enquanto olhava diretamente para a Magali.
—Ah Cascão foi mal, isso é meio complicado de explicar e também não sei se a Mônica gostaria que eu falasse disso pra outra pessoa. O que posso te dizer é que ela tem os seus motivos. —Magali respondeu sentido meio sem jeito com receio em dizer a razão do ressentimento por trás a qual a Mônica carrega.
—Sussa! Não esta mais aqui quem perguntou. —Cascão aceitou sendo compreensivo com um pequeno sorriso amigável direcionado para a garota que estava ao seu lado caminhando pelas ruas.
—Uffa! Ainda bem que você entendeu. —A gulosinha agradeceu retribuiu o mesmo sorriso para o seu amigo.
—Não tenho noção do que se passa na cabeça da Mônica, mas me dar uma pena dela ser assim. Ela é tão linda e jovem deveria dar mais valor a vida dela e saber como curti a vida. —Cascão opinou estando preocupado com a felicidade da amiga dentuça.
—Também penso a mesma coisa. —Magali concordou e em seguida soltou um suspiro antes de continuar a dizer. —Olha Cas, eu realmente não devia te contar nada, mas como você é um grande amigo (melhor, mais do que amigo pra mim.) e também conseguiu amizade da minha amiga, vou te contar mais ou menos do porque da Mônica ser assim. Mais ou menos pois nem eu sei direito o que ela realmente sente. —Ela comunicou encarando o garoto de medo serio como se estivesse confiando um segredo a ele.
—Falou então! —Cascão aprovou a encarando de volta sentido preparado para ouvi-la.
—Na real, a Mônica nunca foi sempre assim e nem nasceu com essa deficiência. —Magali informou olhando para baixo ainda sentido receosa se devia contar ou não a triste historia da sua melhor amiga.
—Serio?! —O moreno interrogou estando perplexo.
—Sim! Por que? Você achou? —A comilona questionou um pouco abismada pela surpresa dele.
—Ham... Bom... Er... Sim! —O sujinho confirmou sentido meio sem graça naquele momento.
—Tá, saquei! Posso continuar!? —Ela contestou sendo educada tentando ser mais paciente possível com o amigo.
—Óbvio! —Ele afirmou, não aguentando mais conter a sua curiosidade.
Magali deu um suspiro antes de começar. —Como dizia, nem sempre ela foi assim, Mônica só ficou paraplégica com um acidente de carro que sofreu quando tinha apenas 8 anos que também levou a morte do pai dela que dirigia o carro. Isso ai é até onde eu sei. Antes do acidente ela era uma criança muito alegre e feliz, gostava de brincar, correr, dançar e outras coisas que ela fazia. Quando nós duas tínhamos sete anos eu a conheci no campinho do bairro quando ela me chamou pra brincamos juntas e desde aquele momento senti que seriamos muito amigas. Só que depois do acidente tudo mudou, ela não quis mais sair de casa e evitava que outras crianças amigos dela na época viesse vê-la, eu fui a única que insistiu que a Mônica me permitisse de ver ela e continuássemos com a nossa amizade. Foi com muita insistência mesmo porque você sabe né, como a Mônica é famosa por ser teimosa?! Eu tava disposta a não perde a minha melhor amiga de jeito nenhum e continuava insistindo de ir na casa dela contra sua vontade pra vê-la até que uma hora Mônica reconheceu o quanto a nossa amizade era importante e permitiu de eu continuasse a ir na casa dela. —Ela explicou tudo enquanto o Cascão ficava só em silencio prestando a atenção bem atento na historia que a mesma contava.
—Uau! Estou até sem palavras! Deve ter sido realmente dureza tanto pra ela quanto pra você. —Cascão proclamou estando pasmo logo após ter terminado de ouvir a Magali.
—É, desde o inicio não esta sendo fácil pra ninguém, principalmente para dona coi... Digo, Luísa. Haha... Me refiro a mãe da Mônica. —A jovem mencionou estando sem graça por quase ter errado o nome da mãe da sua melhor amiga.
—Cebola e a família dele também é outro que passou por um certo drama. E eu por ser melhor amido do Careca acabei acompanhando, desde da parte das brigas e o divorcio dos pais dele até quando ele caminhou pras drogas. —Cascão assimilou se sentido triste pelo seu melhor amigo.
—Eu também acompanhei o drama dele. —A esfomeada decretou tomada pela mesma tristeza do amigo ao seu lado, se sentido ressentimento pela toda magoa que o Cebola deve ter passado.
—Er... Vamos mudar o rumo da conversa porque esse papo caminhou pro lado triste. —Cascão sugeriu continuando se sentir chateado pelos seus dois amigos.
—É, você tem toda razão. Vamos falar de outra coisa. —A garota assegurou com um leve sorriso amistoso sublinhado em sua faceta sentindo da mesma forma como o Cascão.
—Como por exemplo... Sobre nós dois. —O moreno propôs sem querer apenas seguindo o calor do momento de como se sente ao estar perto da sua amada amiga.
—Como assim? —Magali exclamou estando incrédula e corada de vergonha.
—Er... Que... Er... Aff! Por que tive que falar em tom alto sem querer. —O sujinho reclamou se repreendendo sentido constrangido com o que disse e também com raiva de si mesmo, colocando as duas mãos em cima da sua cabeça que estava baixada.
—Ham! Sabe Cas, é melhor esquecemos isso e... —A menina do apetite voraz considerou preferindo encerrar a conversa, só que foi interrompida pelo amigo que não gostava de banho na infância.
—Não! Que saber, até que foi bom tocar nesse assunto sem querer. Já faz tempo que eu queria me abrir mesmo. —Cascão admitiu estando impaciente de continuar escondendo os seus sentimentos que a bom tempo estava nutrindo por sua melhor amiga.
—Cascão, não preci... —Magali protestou murmurando sentido apreensiva se devia deixar o seu amigo seguir adiante com confissão, só que o mesmo novamente a interrompeu.
—Preciso sim! —O jovem assumiu convicto estando determinado a continuar.
Ele sentia que precisava dizer tudo aquilo que sentia pela sua querida amiga e que talvez nunca tivesse uma outra oportunidade como essa de novo.
—Magali, você sabe o quanto que é especial pra mim, somos melhores amigos a muito tempo, crescemos juntos e sabemos os gosto e gesto um do outro. Você não faz ideia o quanto eu prezo pela sua felicidade, a sua felicidade pra mim já basta pra eu ser realmente feliz. Penso em você quase o tempo todo ao ponto de você invadir os meus sonhos durante a noite e não suporto a ideia de um dia perde você pra outro, se um dia você for embora pra nunca mais voltar e me deixar acho que sou capas de até morre de depressão, minha vida não faria mais nenhum tipo de sentido sem a minha verdadeira vida. Entende o que eu estou tentando te dizer Magali, eu te amo. Te amo mais que amigo ou irmão. Você é tudo pra mim. —Cascão manifestou tudo que o seu coração estavam guardando em sigilo sobre seu mais profundo sentimento enquanto olhava diretamente para sua amada linda comilona bem fundo dos seus olhos e segurando de maneira suave cada lado dos braços da garota.
—Cascão por favor para... Acho que não sou capas de aguentar ouvir voc... —Magali pediu se sentido muito emocionada com os olhos marejados tentando segurar suas lágrimas.
Isso era tudo que ela queria ouvir da boca do "seu melhor amigo", mas existia algum que impedia de poder continuar a ouvir as belas e verdadeiras palavras de amor dele.
—Magali me escuta, eu não quero apressar as coisas pra você e nem te pressionar. Só queria dizer o que estava entalado na minha garganta a muito tempo. Mesmo que você não sinta o mesmo por mim e me rejeite completamente. Queria só ter a certeza de saber que você sabe os meus verdadeiros sentimentos. —Cascão esclareceu com os olhos lagrimejados, tentando fazer o possível pra conter suas lágrimas, ao mesmo tempo segurava o rosto da garota com a mão pausada de um jeito sutil e carinhoso na bochecha dela.
—Quem disse que eu não sinto o mesmo, seu bobo. —Magali revelou estando encabulada ao ponto das suas bochechas ficaram coradas e com um sorriso meigo desenhado em sua face, mantendo a sua mão pausado em cima da mesma mão do Cascão que estava em seu rosto.
—Ham! O que você quer dizer que... —O garoto supôs estando surpreso e emocionado tentando questionar, só que dessa vez foi a Magali que interrompeu.
—Shhh! Ainda não terminei! —A morena avisou pedindo enquanto silenciou com o dedo indicador nos lábios do Cascão, como estivesse dando uma ordem a ele.
—E nem precisa terminar, eu já entendi tudo. Eu gosto muito de você, Magali! Eu te amo! —Cascão se declarou com um sorriso doce moldado em seus lábios destinado para sua amiga de apetite apurado e com um olhar mais sincero e amoroso a fitando.
—E-eu... Eu também g-gosto muito de você! Te amo, Cas! —Magali confessou estando muito envergonhada e corada feito pimenta malagueta, retribuído o mesmo sorriso enquanto fitava o seu querido amigo e ao mesmo tempo saltava as suas primeiras lágrimas que teimavam de querer sair e escorrendo pelo seu belo rosto.
O Cascão começa acariciar o rosto da amada secando as lágrimas dela, depois as suas mãos direciona para a cintura da Magali colocando as suas mãos em cada lado da cintura da garota trazendo o corpo dela pra mais próximo do seu e a imprensando, as suas mãos que continuava na cintura começou a envolver as costa dela abraçando com firmeza e carinho, ela também retribuiu o abraço. Com a medida que os seus rostos se aproximavam já podiam sentir as respirações do outro fazendo os seus lábios cada vez se aproximarem e fechando os seus olhos até que a boca deles se encontram selando um beijo profundo de amor e desejo intenso. A língua do Cascão pede passagem e a Magali concede sem hesitar, eles ficam naquele momento mágico só sentindo o prazer do sabor da boca um e do outro esquecendo totalmente da realidade e a única coisa que vagavam em seus pensamentos era de estarem ali juntos pra sempre sentindo aquele preciosos "primeiro beijo" deles que mal podiam se conter o tamanho que era as suas felicidades e os corações de ambos batiam muito forte como quisesse sair dentro dos seus peitos a qualquer momento.
O beijo teve o seu fim quando chegou a falta de ar fazendo eles desmanchar o abraço e se afastarem, mas não muito. A Magali que estava bastante ofegante ficou totalmente corada olhando para baixo preferindo encarar o chão do que o seu amigo sujinho, enquanto o Cascão que também ofegava a fitava com um sorriso bobo apaixonado de felicidade contornado em sua semblante.
—Desculpa, Cascão! Eu tenho que ir. —Magali se desculpou ainda sem querer encara-lo, tentando segurar as suas lágrimas pra não solta-las de novo.
—Espera Magali, eu tenho que te acompanha até sua casa. —O rapaz argumentou tentando impedi-la de ir tão rápido, ele estava confuso e ao mesmo tempo chateado pela tal atitude inesperada da gulosinha.
—Não será mais preciso, já estamos na minha rua. Tchau! —A moça justificou, depois se despediu de forma seca e pouco fria querendo sair da li o quanto antes.
—Mas... Espera... —Ele a chamou sendo insistente, só que Magali foi mais ligeira e saiu da li caminhando com passos rápido até a sua casa e entrando dentro da mesma, já o sujinho só observa de longe vendo a garota que amava entrar na casa dela e depois ele soltou um breve suspiro. —Tinha tanta coisa que queria acerta com você. E esse beijo?! Por que teve que ir tão rápido depois do nosso primeiro beijo?! Estou tão confuso que minha mente parece que vai explodir. —Cascão disse pra si mesmo com melancolia estando indignado, depois virou-se de costa e começou a caminhar em direção de volta para sua casa.
[...]
Magali entrou dentro de casa correndo às pressas e se dirigiu-se ao seu quarto trancando a porta pois não queria se incomodada por ninguém e depois se atirou na cama abrasando o seu travesseiro.
—Cascão... Me desculpa! Eu sou mesmo uma idiota! —A bela comilona murmurou pra si própria e uma lágrima solitária rolou em seu rosto.
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