Destinos
19 Capítulo 19 - Descobertas e Surpresas
Notas iniciais
Na manhã do dia seguinte, o Cebola já estava na escola dentro da sua classe sentado em sua carteira preferindo encarar a vista da janela do outro lado de fora do que prestar atenção na entediante aula enquanto o professor mencionava sua mataria para os alunos, que alguns prestavam atenção, já outros preferiam ficar de conversa discretamente com os amigos ao lado. Até que finalmente o sinal para o intervalo toca pra alegria não só dos alunos, mas também do próprio professor Rubens que estava cansado de tanto dar aula, assim todos os alunos começaram a sair de dentro da sala de aula, incluindo o Cebola, que estava acompanhado pelo seu melhor amigo Cascão.
Os dois melhores amigos já estavam dentro do refeitório sentados em uma das mesas que havia por lá, após ter pego os seus lanches. Eles estavam comendo cada um o seu próprio lanches enquanto conversavam naturalmente.
—Fala ai careca, como estão as coisas entre você e a tal Mônica? Ainda continuam sem se entender? —Cascão questionou estando intrigado sem conseguir conter sua suplica curiosidade, após isso deu uma mordida no hambúrguer a qual estava comendo.
—Hum... Tó vendo que você está bem interessado nesse assunto meu com a Mônica. —Cebola debochou de modo apenas amigável com um sorriso cínico travesso delineado em sua face, em seguida pegou uma batata-fritas e levou até a boca.
—Nah! Perguntar não custa nada. Fora que nós dois estamos batendo um papo reto tranquilo nada de mais. —O garoto anti-água justificou tentando parecer sensato tendo toda certeza, depois bebeu um gole do seu suco em lata sabor pêssego.
—Uh! Nisso você não deixa de estar certo. —O troca-letras concordou vendo que o seu amigo parentava ter razão. —Tá bem, já que faz tanta questão de querer saber... Olha, por incrível possa parecer ontem as coisas entre a Mônica e eu começou a mudar, obviamente não nos tornamos ainda grandes amigos, mas tudo leva crer que esta caminhando por esse caminho, claro isso vai depender de nós dois. —Ele contou sem deixar de se sentir uma certa felicidade por ver que estava começando se entender com a Mônica, sem nem ao menos compreender o por que disso.
—Serio mesmo vocês estão começando a se entenderem?! —Cascão inquiriu sentido feliz pelo seu amigo e ao mesmo tempo estava surpreso pela a noticia.
—Eu diria que sim! —Cebola assegurou não tendo tanta certeza, mas mesmo assim isso não o impedia de sentisse contente, finalizou bebendo um gole do seu refrigerante em lata sabor laranja.
—Que demais, véi! Isso é ótimo, eu vejo que vai ser bom pra você se entender com a garota que esta nos seus cuidados, isso vai te ajudar no seu processo de reabilitação. —O sujinho opinou com um sorriso alegre formulado em seu rosto.
—Você tá falando como se tivesse toda certeza disso. —O ex cinco-fio zombou duvidoso sem conseguir acreditar direito no que o seu amigo disse fosse mesmo verdade.
—Mas é claro que eu tenho, pode confiar. —Cascão garantiu estando convicto no que ele acredita e finalizando com um sorriso amigável direcionado para o seu melhor amigo.
—Tá bom, se você esta dizendo. —Cebola afirmou retribuído o mesmo sorriso pro seu amigo.
—Véi, é só impressão minha ou tu tá estranho hoje? —Cascão perguntou estranhando atitude do seu amigo, depois deu uma mordida no seu hambúrguer e mastigando em seguida.
—Do que tá falando? —Cebola indagou estando confuso sem poder entender, após ter bebido o seu refrigerante.
—Ah, sei lá! Parece que esta mais tranquilo, esta xingando menos. Nem parece o mesmo Cebola de sempre. —Cascão esclareceu fazendo graças nas suas palavras, terminando deu uma bebida no seu suco de pêssego em lata.
—Ham! Certamente deve ser uma alucinação vinda da sua cabeça sem noção. —O ex troca-letras provocou de um jeito meio irônico, depois colocou uma batata-frita na boca e mastiga logo em seguida. —Sempre vou continuar sendo o mesmo Cebola de sempre. —Ele assumiu decidido e confiante, por ultimo deu mais um gole no seu refrigerante.
—Careca é serio, cê tá mudado mesmo e acho que essa mudança vem dessa garota que você esta cuidado. Não to certo?! —O sujinho deduziu debochando um pouco malicioso, por fim mastigou o seu hambúrguer.
—Cascão, faz um favor?! Vai a merda! —Cebola insultou revidando com ironia estando bastante irritado com o seu amigo enquanto sorria de jeito amarelo debochado pro mesmo.
—Vish! Não tá mais aqui quem falou. Vai ver que eu me enganei. Mas mesmo assim seria tão bom se você... —Cascão hesitou quando olhou para cara nada agradável do Cebola que o encarava, fazendo assim desistir de continuar na hora. —Tá! Mal ai, não vou mais abrir minha boca pra intrometer em sua vida. —Ele se desculpou arrependido de cabeça baixa, depois voltando a dar atenção ao seu lanche.
—Faz isso mesmo pro seu próprio bem, cara. —Cebola orientou sendo sarcástico com um sorriso torto bobo contornado em seu rosto.
—Er! —O sujinho suspirou antes de prosseguir com sua fala. —As vezes é tão complicado ser seu amigo. —Ele declarou desanimando com um sorriso fraco sublinhado me sua feição.
—Oi garotos, posso me sentar com vocês! —Magali cumprimentou com um sorriso amistoso desenhado em seus lábios, enquanto segurava uma bandeja com o lanche em cima, por fim ela se sentou na mesa dos rapazes.
—Oi Maga! Claro, fica a vontade! —Cascão permitiu com um imenso sorriso de felicidade por ver sua amiga se junta-se a eles.
—Hum... É melhor eu sair pra não atrapalhar os pombinhos! —Cebola anunciou se levantado da mesa no momento que percebeu que talvez os seus amigos quisesse ficarem a sós, não querendo estragar o clima dos dois.
—NÃO FICA AI! E NÃO É NADA DISSO! —Cascão e a Magali ordenaram gritando juntos estando nervosos e morrendo de constrangimento ao ponto que as suas bochechas chegaram a ficar coradas.
—Ui! Depois o único nervosinho aqui sou eu. —Cebola debochou irônico voltando a se sentar onde estava.
—Serio Cebola fica, o que eu tenho a dizer tem interesse a você. —Magali pediu de modo cauteloso encarando ele um pouco serio.
—Interesse em mim?! —Cebola exclamou estando confuso, com o dedo indicador alisando o lado direito próximo da testa.
—É, você mesmo! Tem muita coisa que eu queria falar contigo. —A garota confirmou mantendo a pose seria e depois deu uma mordida no seu sanduíche natural.
—Magali, se eu fosse você tomava cuidado com o careca, ele acordou pá virado hoje. —Cascão aconselhou alertando a sua amiga estando preocupado com ela.
—Tudo bem Cas, eu sei como lidar com essa criatura. —Magali assegurou tranquilizando o amigo sujinho com um pequeno sorriso atencioso para o mesmo, em seguida bebeu o suco de melancia em lata, que alias melancia era sua fruta favorita.
—Falo! Você que sabe. —Cascão consentiu meio apreensivo e começou a pensar: "Depois não diz que eu não avisei."
—Então Maga, qual é o papo que você quer tratar comigo? —Cebola perguntou indo direto ao assunto.
—Já deveria saber Cê, você é meu amigo e eu fico tão preocupada com as tretas que você sempre arranja por... —Magali comunicou amostrando preocupação nas palavras, só que antes que pudesse terminar foi interrompida pelo Cebola.
—Magali, se veio pra me pedir novamente pra eu larga as drogas fique sabendo que perdeu a viagem. Já faz uma semana que não uso nenhum tipo desses porres. —Cebola noticiou de forma um pouco ríspido, mas tentando não ser grosseiro com a amiga.
—Ah, isso eu já sabia. Mas eu to falando do cigarro. Até onde eu sei cigarro também é droga, só que é legalizada. —A comilona explicou sendo razoável, o encarando de um jeito serio.
—Também tem as bebidas! Ele não consegue ficar sem beber. —Cascão a lembrou de um jeito brincalhão debochado.
—É! As bebidas também! —A comilona afirmou com desdém por seu amigo gostar tanto de consumir bebida alcoólatra sendo que nem tem idade pra isso.
—MAS QUE PORRA! Vocês querem é fazer uma lei seca em mim. Qual o problema de eu beber pelo menos uma cerveja!? —Cebola esbravejou se queixando sentido irritado e indignado com os seus dois amigos.
—Problema?! Bom por onde posso começar... Primeiro: você não tem idade pra beber. Fato! Segundo: Você não bebe de maneira moderada, você bebe até cair. E terceiro: depois você pode ficar alcoólico. Me diga, o que vai fazer depois?! —Magali repreendeu o amigo de forma seria e autoritária, o encarando com ar de autoridade.
—Que cassete! Acabei de descobrir que não tenho amigos, mas sim pais. Já basta os meus, agora tenho que aturar vocês dois. —O ex troca-letras reclamou zombando, com a mão segurando no próprio maxilar e o cotovelo do braço apoiado em cima da mesa.
—Véi se liga, nós estamos fazendo isso porque só queremos o seu bem, pois somos seus amigos e te amamos. Opa! Pera ai, corta essa parte do "te amamos" que isso vai acabar queimando o meu filme. —Cascão concertou o que pretendia dizer para o amigo rebelde estando constrangido, com um sorriso sem graça modelado em seu rosto.
—Olha que o Cascão pode ser sem noção, mas não deixa de estar certo. —Magali alegou sendo bem sensata com as suas palavras.
—Pô Maga, faz isso não! Assim você estraçalha meu coração, sabia!? —O sujinho queixou demostrando estar magoado, fazendo uma expressão triste e ofendido com beicinho chateado.
—Oh foi mal Cas, mas você sabe que eu não falei por mal. —Magali se desculpou parecendo bem arrependida com o que disse antes, enquanto acariciava a mão do garoto, o que fez ele olhar nos seus olhos sorrindo alegre e ela acabou retribuído o mesmo sorriso também o fitando.
—Ouh, eu ainda to aqui! —Cebola avisou percebendo o clima que havia se formado entre os dois, mantendo em sua face uma expressão intediosa.
—Ah é, mal ai! Onde estava mesmo!? —Magali pronunciou após perceber que o seu amigo troca-letras estava certo, assim ela retoma a consciência estando constrangida e corada querendo mudar o rumo da conversa o quanto antes.
—Na parte... —Cascão já estava começando a relembrar ela só que foi interrompido pela mesma.
—Ah lembrei! Sobre o Cê larga o cigarro. —A gulazinha relembrou sendo direta.
—E a bebida também! —Cascão completou tentado parecer serio.
—Olha, se eu dizer pra vocês que eu to parando com o cigarro vão larga do meu pé?! —Cebola revelou meio entediado e com seu jeito indiferente de ser.
—O QUE? SERIO! —Magali e o Cascão exclamaram gritando juntos surpresos e animados, o que fez todos do refeitório olharem pra eles com caras de incrédulos por tal estranha atitude.
—Por que o espanto? Não era isso que os dois queriam? —Cebola questionou sem entender.
—Sim, claro! Só que assim de repente. —Magali respondeu estando pasma, mas sem deixar de se sentir contente pelo amigo.
—Poxa! Quando acho que o Cebola não tem mais como me surpreender ai que eu racho a cara. —O sujinho ironizou debochando apenas na brincadeira.
—Mas me explica, como que você conseguiu larga o cigarro? —A magrelinha perguntou estando intrigada.
—Ah foi... Na verdade eu ainda não larguei de vez, ainda to na fase do "estou tentado larga". To até começando ter uma abstinência. Por isso eu passei a fumar com mais frequência depois que comecei a evitar as drogas pra compensar o vicio e sem o cigarro não sei o que fazer. Qualquer hora dessa acho vou ter uma recaída isso sim. —Cebola esclareceu se sentido receoso e ao mesmo tempo sem graça.
—Nossa Cebola, estou tão chocada e orgulhosa de você. Você tá mesmo se esforçando. De onde que você tá conseguindo toda essa força!? —Magali elogiou o amigo estando satisfeita e feliz, com um sorriso amigável direcionado pro mesmo.
—Acho que eu sei de onde ele consegue!? —Cascão cogitou de forma sugestiva com um sorriso bobo malicioso moldado em sua feição.
—Ham?! Esta falando do que, Cas? —Magali indagou estando curiosa o fitando.
—É, do que tá falando? —Cebola intrometeu de modo rígido também querendo saber.
—Bom Maga, algum me diz que o Cebola só esta mudando por causa da garota que ele é responsável de cuidar. A tal da Mônica! —Cascão constatou a sua suspeita com um sorriso travesso esculpido em sua semblante.
—MÔNICA! VOCÊ DISSE MÔNICA? —Magali exclamou abismada gritando, o que novamente fez as pessoas do refeitório olharem pra eles.
—Sim, eu disse! Por que esse espanto? —Cascão inquiriu estando meio sem entender.
—Cascão, será que você não pode ficar calado. —Cebola reprimiu já sem nenhuma paciência encarando serio o amigo. —E não é por causa dela que eu estou mudando. É porque eu quero mesmo. —Ele justificou tentando parecer convicto as suas palavras.
—P-pera! Cebola, q-qual é o n-nome da garota que você esta cuidando? —Magali interrogou sentido apreensiva com medo de ouvir a resposta, pois já sabia qual seria.
—Mônica! O mesmo nome que o Cascão disse. Ué, você não ouviu!? —Cebola informou ainda continuado sem entender nada o espanto da amiga.
—Claro que eu ouvi! É que... —Magali tenta explicar mais veio um certo receio o que fez ela hesitar olhando para baixo.
—É o que, o que? Agora me explica porque estou curioso? —Cebola exigiu perdendo a paciência pelo tamanho da sua curiosidade querendo uma resposta concreta.
—Até eu! —Cascão interferiu também estando muito curioso.
—É que... Vocês sabem que a minha melhor amiga desde criança ela é paraplégica, só que eu nunca disse o nome dela a vocês. E o nome da minha melhor amiga também é Mônica! —Magali contou tudo sem mais rodeios.
—P-pera ai! Tá achando que é a mesma Mônica? Existe varias Mônica no mundo! —Cebola considerou estando perplexo tentando de alguma forma encontrar alguma justificativa estranhando essa situação.
—Sim, mas não é muita coincidência ter duas Mônicas com a mesma deficiência e ainda moram no mesmo bairro?! —Cascão presumiu de forma sensato e com ironia.
—Hem... —Cebola e Magali concordaram meio pensativos achando tudo cada vez mais estranho e confuso.
—Então me diz como é sua amiga? Se você disser como ela é e eu dizer como se parece a que eu conheço saberemos se é a mesma ou não. —Cebola sugeriu achando que assim seria bem mais fácil esclarecer tudo.
—Beleza, fui com a ideia! —Magali concedeu vendo essa era a melhor opção. —Então tá, a minha amiga Mônica ela tem cabelos curto chanel castanho muito escuro quase preto, pele clara, um pouco baixinha, olhos castanhos chocolate, e ela é um pouquinho dentucinha! —Ela descreveu o que sabia sobre a Mônica que conhecia.
—Você acabou de descrever a garota que eu estou cuidando. —Cebola decretou com a cara (não literalmente) no chão estando incrédulo pela tamanha surpresa.
—QUE? —Magali exclamou descrente de tão surpresa, pensando "se ele estava mesmo falando serio".
—Resumindo! Elas são a mesma pessoa. —Cascão apontou sendo sarcástico fazendo uma certa graça em suas palavras de brincadeira.
—Nossa que coincidência! —Cebola afirmou estando chocado.
—Eu que diga! Pera ai, se você esta cuidado da minha melhor amiga, eu tenho que tirar toda satisfação com você. —Magali advertiu dando o seu aviso prévio encarando o ex cinco-fios de forma bastante seria cruzando os braços e arqueando uma das sobrancelhas.
—Como assim tirar satisfação?! —Cebola estimulou continuar sem entender a amiga com um sorriso idiota montado em sua face.
—Cebola, não se faça de desentendido que sei que você sabe do que estou falando, você é um maior galinha pegador. Não se atreva encostar um dedinho se quer na minha amiga e se você fizer ela chorar eu arranco seu pescoço. —Magali ameaçou o moreno o fuzilado com os olhos, o que levou o mesmo engolir a seco sem saber o porque.
—HÃ! —Cebola grunhiu espantado e confuso se sentido intimidado por uma garota fofa que aparentemente sempre demostrava ser tão calma e gentil.
—É a Maga pode ser uma garota meiga e tranquila que vive na dela, mas tem momentos que ela pode ser revelar o seu lado sombrio que me da medo. —Cascão zombou de um jeito sarcástico levando apenas para a brincadeira.
—Magali para de falar besteira, nunca passaria na minha cabeça de fazer alguma coisa com a Mônica e também porque faria ela chorar!? Tenho total respeito com ela. —Cebola protestou demostrando certeza em seu argumento.
—Humpf! É melhor mesmo pro seu bem. A Mônica é uma garota muito doce e ingênua, não é acostumada conviver com pessoas de fora, principalmente os garotos. —A morena alertou o lembrando continuando a encarar o amigo de modo serio.
—Mônica! Doce? Ingênua? Não sei aonde. —Cebola debochou sendo bem irônico com um pequeno sorriso cínico de canto, ao se lembrar da personalidade forte que a garota tem e a coelhada que havia levado no dia que a conheceu.
—Você vai ver ela hoje? —Magali perguntou estando bem interessada.
—Sim, sou obrigado todos os dias da semana, menos sábados e domingos que a mãe dela esta em casa e eu não preciso ir lar. —Cebola assumiu querendo saber o motivo da pergunta feita por sua amiga.
—Então tá decidido. Eu irei junto com você na casa da Mônica! —A gulosinha ofereceu sem se importar com a opinião do garoto
—Como é que é? —Cebola exclamou estando estupefato.
—Isso mesmo que ouviu. Quero ficar de olho em você pra saber como anda cuidado da minha amiga e também... Estou com saudade dela. —Magali disse com um sorriso meigo que criou-se em sua semblante só de lembrar a sua tão querida melhor amiga.
—Aff! Já que não tenho muita escolha, tá bom. Você a conhece, então não vai ter problema. —Cebola aprovou pois viu que não tinha outra forma.
—Ei pera ai! E como eu fico?! —Cascão chamou apontado o dedo indicador pra si mesmo.
—Como assim? —Cebola indagou retorico sem entender o que seu amigo quis dizer.
—Qualé! Vocês sabem, vocês vão ver essa tal de Mônica e eu vou continuar sem poder conhece-la. Isso não é justo. Eu quero conhecer a amiga dos meus amigos. —Cascão proclamou insistindo estando inconformado, fazendo manha com um biquinho e mantendo os braços cruzados.
—Ah Cascão não sei não, a Mônica não gost... —Magali tenta argumentar só que foi interrompida antes.
—Você vai! —Cebola decidiu aceitando o convite do amigo sendo curto e direto.
—Como é que é?! —A magrelinha exclamou confusa.
—Eu disse que ele vai. Não quero ficar numa casa sozinho com duas garotas fofocando, por isso o Cascão fará companhia a mim e também... Tá na hora da Mônica começar aprender a conviver com as pessoas e fazer amigos. —Cebola explicou de um jeito decidido e coerente.
—Hum... Sabe, falando agora tenho que concordar com você. Não gosto de ver a Mônica desperdiçando sua vida. Tá bêle, Cascão você vai com a gente na casa da Mô. —Magali aceitou sorrindo animada pro seu amigo sujinho.
—UHUU! VIVA! —Cascão comemorou entusiasmado estando super feliz arqueando os dois braços pra cima.
—Mas por favor, ver se comporta se não vai assustar a garota! —Cebola alertou zombando com um sorriso cínico estampado em sua feição.
—O que você quer dizer com isso, careca?! —Cascão ofendido retrucou cruzando os braços e franzir o cenho.
—Bah! Deixa pra lá! —Cebola resmungou com indiferença revirando os olhos.
—Hahaha... Já vi que nós quatro vamos curti bastante a tarde. —Magali garantiu estando entusiasmada e ansiosa com um sorriso divertido em seu rosto para os seus dois amigos, já imaginando os planos que fariam os quatro juntos.
—Penso o mesmo que você Maga, justamente agora que o Cebola começou a se entender com essa Mônica. —Cascão revelou com um sutil pequeno sorriso contente direcionado pra sua amiga.
—Serio isso?! —A garota inquiriu estando supressa ao mesmo tempo começando a ficar alegre.
—Uhum, foi ele mesmo que me contou. —O menino porquinho confirmou assentindo com a cabeça.
—Ah Que bom! Então você e a Mônica estão ficando amigos. Isso é ótimo! —Magali comemorou sentido feliz pelos seus dois amigos com um sorriso de alegria que havia surgido em sua feição.
—Ai vocês dois, também não exageram! —Cebola restringiu sendo frio e entedioso estando abismado com a empolgação dos seus dois amigos.
—Oi Cê, será que tem um minutinho?! —Cumprimentou uma voz melosa vindo de uma garota bastante magra, longos cabelos negros lisos, de olhos verdes e muito linda.
Quando o Cebola se virou o pescoço pra ver de quem pertencia essa voz viu que era sua mais nova colega de classe que havia se transferido recentemente pro Colégio do Limoeiro.
—Maria Mello! —Cebola exclamou meio surpreso.
—Hihihi! Sim, eu mesma. E não precisa me chamar de Mello, pra você só Maria já esta bom. —A morena pediu sendo gentil e educada com um sorriso caloroso pra ele.
—Ham... Okay Maria, cê que sabe. Mas... O que você quer? —Cebola interrogou estando um pouco intrigado.
—Pode ser meio repentino, mas eu queria te chamar pra um papo, assim poderíamos trocar umas ideias e nos conhecer melhor. O que você acha gatinho?! —Maria Mello propôs num tom de voz manhoso, em seguida acabou mordendo o seu lábio inferior e estando ao mesmo tempo um pouco corada.
—Ah... Tá! Olha linda, não vai rolar. É que eu estou com meus amigos agora. Mas deixa pra próxima. —Cebola discordou já sabendo o que a garota chamada Maria Mello queria com ele, recusando o convite tentando ser mais amigável possível.
Por algum motivo que nem ele mesmo sabia como explicar, o Cebola não sentia vontade de ficar com essa garota e não era o fato dela ser feia, na verdade Maria Mello era muito linda, mal havia acabado de chegar na escola já havia recebido declaração de amor, cartas de admirador secreto e rapazes pedindo pra ficar com ela. E o Cebola sabia reconhecer essa beleza toda, só que não era ela com que ele tinha vontade de estar.
—Ham... Que pena! Mas tranquilo, como você disse deixa pra próxima. Tchau! —Maria Mello se conformou meio desapontada e totalmente sem jeito, transparecendo compreensão sem ter problemas, depois se despede e vai indo de volta pra mesa onde estava sentada com as suas amigas.
—Tchau! —Cebola se despediu também vendo a garota ir embora para mesa dela.
—Véi o que foi isso? Você dispensou a gata da Maria Mello, a nova aluna que todos estão comentando que ela esta afinzaça de você. —Cascão questionou estando pasmo com o seu amigo sem poder acredita no gesto do mesmo.
—Humpf! —Magali enciumada grunhiu cerrando os punhos e cara fechada encarando o Cascão.
—Calma Maga, claro que acho você muito mais gata do que ela. —O sujinho contestou no estante que percebeu o ciúme da amiga, com um sorriso sem graça modulado em sua face.
—Hum! Quem disse que estou incomodada. —Magali rebateu irônica mantendo os dois braços cruzados e fazendo bico com a boca virando o pescoço pro lado.
—Hahaha... Tá bom! —Cascão disse estando sem jeito não querendo ter que discutir com a sua preciosa melhor amiga.
—Cascão, se liga! Não sou obrigado a pegar tudo que é garota que me aparece só porque são gostosa. As vezes prefiro dar um tempo. E eu também não estou com vocês agora?! —Cebola argumentou procurando manter a paciência
—Ah você nunca se importou com isso de deixar a gente pra ir algum encontro com as minas. —Cascão refutou continuando estranhar o amigo delinquente.
—É verdade, concordo com o Cas. —Magali incentivou assentindo com a cabeça.
—Aff! Mas, que puta que pariu. Como vocês são um pé no saco, me dão um tempo. Eu disse que não quero ficar com a mina agora porque não to afim, mas depois eu pego ela sem problema, não tenho pressa pra essas coisas. E eu não to interessado de ficar com ninguém nesse momento, só quero um pouquinho de paz. Sacaram?! —Cebola reivindicou se sentido enraivado com os seus dois amigos.
—Sim, já sacamos! —Magali e o Cascão afirmaram juntos.
—To falando que o careca tá mudando mesmo. —Cascão insinuou pra Magali murmurando baixinho.
—É pode crer com certeza! —Ela concordou murmurando também.
[...]
Não muito longe da mesa onde Cebola e os seus amigos lanchavam e conversavam havia uma mesa onde três garotas conversavam enquanto lanchava, uma tinha longos cabelos negros liso e usava roupas estilo francesa, a outra era uma loira com o cabelos liso preço por duas maria-chiquinha e que usava roupas de inverno, a ultima era uma garota bastante acima do peço, de cabelo cacheado amarrado num peteado maria-chiquinha em cada lado da sua cabeça e usando roupa estilo marinheiro.
Elas estavam observando a mesa do Cebola por algum tempo e viram na hora onde Maria Mello se afastou da mesa com uma cara um pouco decepcionada.
—Olha só isso meninas, vocês viram o Cebola o todo pegador acabou de da um fora na novata que é bem bonitinha. A tal de Maria Mello! —Agnes mencionou estranhando atitude repentina do badboy da escola.
—Humpf! Você acha que eu sou cega e não reparrei, ma chère. Isso que me deixa intrigada, Cebola nunca dispensa uma garrota bonita que dar em cima dele. Hum... O que esta acontecendo com o meu Cebolinha?! —Penha interrogou desconfiada de algum.
—Será que ele tá começando gostar de alguma garota?! —Sofia supôs com os dedos sobre o queixo suspeitando.
—Gr! É isso que eu vou descobrir custe que custar. Agnes e Sofia, tenho uma missão pra vocês duas. Querro que descubram se o Cebola tá interressado em alguma recalque que esta conseguindo roubar o Cê de mim. —A morena francesa ordenou em um bom tom de autoridade carregado no timbre da sua voz.
—Mas como... —Agnes tenta questionar só que foi interrompida antes.
—Não interressa! Só descubra, o mais rápido possível. —Penha mandou sendo rígida e grosseira sem se importar.
—Sim, Penha! Pode deixar. —Agnes e Sofia vendo que não existia outra opção tiveram que aceitar sem fazer reclamação.
—Ótimo! Melhor assim! —Penha decretou satisfeita sendo arrogante como sempre, jogando uma mecha negra de cabelo pra trás do seu ombro de um jeito esnobe.
—Mas Penha, o que você vai fazer quando descobrir a tal garota misteriosa? —A loira perguntou estando curiosa.
—Acho eu que ela pode nem é desse colégio. —Sofia opinou não tendo tanta certeza.
—Simples! Tirarrei ela do meu caminho. Afastarrei essa vadia a qualquer custo do meu homem. Isso serrá moleza pra Penha a Temida. Huhahahaha... —Penha respondeu com um jeito cínico, depois soltou uma gargalhada maléfica.
—Ah... Tá! —Sofia e Agnes exclamaram juntas entendendo finalmente as más intensões da amiga.
—Penha, as vezes você é tão cruel. —Agnes comentou de forma cínica maldosa com um sorriso insano formado em seu rosto.
—As vezes?! Ela é cruel sempre. As vezes tenho até medo de andar com ela. —Sofia confessou sendo sarcástica.
—É, verdade! —A loirinha apoiou concordando com a amiga.
—Vão ficar ai parradas feito duas lerdas ou vão agir logo. Não tenho todo tempo do mundo. —Penha apressou sem paciência com as duas garotas.
—Sim senhora! —As duas garotas sentindo um certo medo da amiga concordam em imediato e logo em seguida se levantaram da mesa largando os seus lanches pra cumprir a ordem dada por Penha.
—Humpf! Como são inúteis. —A francesa criticou com desprezo, depois bebeu o seu suco light sabor uva.
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