Destinos
16 Capítulo 16 - As consequências de um erro
Notas iniciais
Depois que se passaram mais ou menos uma hora, o Cebola retorna pro quarto da Mônica levando o almoço com a comida toda pronta e quentinha numa bandeja de café da manhã, acompanhado por suco de maracujá.
(N/A: Ele fez suco de maracujá, mas não foi a intenção dele de deixar a Mônica mais calma, serio! Er... Continuando!)
Quando o moreno entra dentro do quarto depara com a jovem dentucinha já sentada na cama assistindo a televisão ligada num filme qualquer que ela encontrou em algum canal. O rapaz entrega a bandeja que vira mesinha no colo das pernas da Mônica que não demorou muito pra ela começar a saborear o almoço, a mesma tinha que admitir que a comida estava uma delicia. Até que ela nota que o Cebola não estava comendo e estranhou um pouco.
—Você não vai comer também? —Mônica constatou olhando diretamente para o garoto, parentado estar preocupada com o mesmo.
—Não! Não preciso porque já belisquei algumas coisas que encontrei na cozinha quando preparava o almoço. —Cebola respondeu de modo compreensivo e tolerante.
—Hum! Tá, mas só acho que devia se alimentar melhor também, você com certeza fica dando duro o dia todo pode acabar ficando doente. —A garota avisou demonstrado uma certa apreensão.
—Por acaso esta preocupada comigo? —Cebola questionou ironizando estado desconfiado enquanto encarava a Mônica com um sorriso cínico debochado formado em sue rosto.
—Claro que não, idiota! Só estava... Aff! Deixa pra lá! —A morena discordou um tanto indignada e sem jeito, depois virou o pescoço de lado olhando para baixo com um biquinho fofo sem menor vontade de encara-lo naquele estante.
—Hahaha... Okay! Se não quer me falar, então não fala. —O belo moreno concordou de forma brincalhão misturado cinismo com sorriso divertido desenhado em sua semblante. —Continua comendo logo antes que a comida esfrie. —Ele apressou de um jeito meio autoritário com intenção de encerrar daquele assunto.
—Tá, já estou comendo! Não precisa ficar me dando ordem. —Mônica resmungou um pouco irritada.
Depois ela leva o garfo com a comida até dentro da sua boca, em seguida mastiga a refeição e por ultimo a engolido.
—Sim, senhora! —Cebola concedeu de maneira cínico e debochado lavando apenas na brincadeira.
Após a Mônica ter terminado de almoçar toda deliciosa refeição que havia dentro do prato e bebido o suco que também estava gostoso e refrescante já podia se sentir completamente satisfeita. Com isso, o Cebola pega a bandeja que estava no colo da moça pra pode levar a louça suja de volta pra cozinha, então o jovem sai do quarto indo em direção para a cozinha com objetivo de lavar a louça e guardar tudo depois no lugar certo.
Assim que terminou de concluir essa tarefa, ele sai da cozinha e retorna pro quarto da Mônica, ao entrar no quarto o Cebola encontra a garota estando no mesmo lugar de antes sem fazer nada, só aguardando o retorno dele.
—Voltei! —Cebola anunciou a sua chegada no momento que entrou dentro do quarto.
—Er! To vendo! —Mônica debochou de brincadeira sendo sarcástica.
—O que você quer fazer agora? —Ele perguntou de modo um pouco atencioso tentado ser amigável com aquela garota.
—Hum! Nada! —A dentuça declarou sendo curta e direta
—Nada?! —Cebola exclamou perplexo.
—É, nada! —Ela confirmou de um jeito seco e direto.
—Você não faz nada o dia todo?! —O troca-letras indagou de forma retórica estando descrente com a Mônica.
—Sim! —A garota do dentes saliente garantiu sem entender o espanto do rapaz a qual conversava.
—Ah fala serio! Tem que ter alguma coisa que você faça. Nenhuma pessoa fica o dia todo sem fazer nadinha de nada. Eu mesmo não aguento ficar parado, odeio quando estou com tedio. Agora você diz que não faz nada. —Cebola opinou sem poder acreditar no que acabou de ouvir.
—Ah... Bom... Até que eu faço sim alguma coisa, tipo... Vejo TV, leio livros, uso o PC, ouço musicas. —Mônica esclareceu achando tudo bem normal a sua rotina.
—Só isso!? —O jovem revoltado exclamou estando pasmo.
—Você queria mais!? —A morena de cabelo corte chanel indagou retorica sem entender aquele garoto.
—Não! Não é isso, é que... Sei lá! Você é tão jovem podia fazer mais coisas, como da um role com as suas amigas, ir as festas, estudar numa a escola, tipo isso. —Cebola comentou estando estupefato com a vida monótona que aquela garota leva.
—Eu não saio com minhas amigas porque não tenho amigas, na verdade só tenho uma e ela vem sempre me ver quando pode. E eu não quero e não preciso de escola, estudo muito bem casa. —A jovem menina assumiu tentando não transparecer uma certa tristeza que sente sobre sua vida amargura.
—Eh! Então quer dizer que você estuda em casa!? Não sei o que é pior, estudar em casa ou numa escola!? —O moreno ironizou com desdém sobre sua opinião de ser obrigado ir para uma escola. —Mas me diz, por que não quer estudar numa escola normal? Você pode muito bem frequentar uma escola numa boa mesmo sedo deficiente. —Ele interrogou bastante curioso.
—Olha, por favor não quero falar sobre isso, falo! Não gosto de estudar numa escola e pronto. —Mônica contestou de maneira meio rígida, mas tentando não ser muito grosseira.
—Tá, okay! Não tá mais aqui quem falou. —Cebola aceitou se conformando com essa resposta após ver que não tinha outro jeito. —Mas só me responda uma coisa, como que faz pra estudar em casa? —Ele questionou estando bem interessado em saber.
—Professores particulares e livros. Já disse que amo livros, mesmo se for livros de estudo. Se bem que agora estou sem nenhum professor porque o ultimo teve que se ausentar por questão de saúde. Mas eu nem preciso mais de estudos e nem de escola, já adquirir todo o conhecimento de um aluno concluído do ensino médio. Dizendo em outras palavras eu já me formei, só não tenho diploma pra comprovar. —Mônica explicou sendo bem convencida com um sorriso bobo cínico sublinhado me sua face.
—Ham... Já saquei! Putz me deu até uma certa inveja agora de você. —O ex troca-letras confessou estando impressionado com sorriso de canto moldado em sua feição.
—Hahaha... É né! Fazer o que?! —A dentucinha afirmou sorrindo alegre achando a maior graça no que o jovem delinquente disse.
—Modesta parte minha sem ser exibido, eu também não preciso de escola porque desde que eu nasci eu sou um gênio, só de me explicar uma única vez eu aprendo tudo na hora, as minhas notas das provas sempre foram as melhores de todo meu colégio, as minhas notas só começaram a cair um pouco numa época que meio me distanciei do colégio por motivos das drogas. —O garoto problemático revelou de forma um pouco convencido, logo depois uma expressão triste se formou em seu rosto por lembrar como ele mesmo conseguiu estragar a sua própria vida.
—Eu fico me perguntado, como você acabou entrando nessa vida errada. Ah... Foi mal, falei isso sem pensar. Você não tem que responder nada se não quiser. —A jovem menina se desculpou estando receosa e ao mesmo tempo sem graça com o seu comentário que havia feito.
—Hum... Isso que você disse foi mesmo de repente, mas tudo bem, não precisa se esquentar com nada disso. Geralmente as pessoas que eu conheço acabam me perguntando a mesma coisa. —O rapaz assegurou estando meio surpreso com a pergunta ter sido tão repentina, mas ao mesmo tempo não se sentia ofendido, pois já era esperado de costume outras pessoas fazerem esse tipo de questionamento. —Bom né, já que perguntou então prefiro responder. Eu sou assim do jeito que sou porque tive muito problemas pessoas na minha vida, principalmente os familiares. Sabe, eu era só uma criança de 11 anos e tiver que carregar toda pressão ao vivenciar os meus pais brigarem diariamente e sendo o único ali que podia consolar a minha irmã menor que estava sofrendo sem entender nada que estava acontecendo com a nossa família, por fim a separação do casamento foi a melhor escolha para eles, mas não pra mim e a minha irmã. Toda essa mudança em nossas vidas virou uma bagunça na cabeça nós dois, principalmente a minha, já que por ser o mais velho quem sofria mais era eu porque podia entender o que tava rolando. No fim acabei me distanciando dos meus pais e de bônus comecei andar com pessoas que não prestava pensado que eram boas amizades e por fim deu no que deu me tornando no que sou agora. —Ele contou sentido toda magoa e ressentimento do passado voltar à tona e uma expressão entristecida surgiu em sua feição.
—Pelo visto você deve ter passado muita coisa difícil em sua vida por causa das drogas né?! Pelo menos agora você esta se recuperado. —Mônica mencionou com receio tentado conforta-lo e os seus olhos estavam marejados sentindo certo ressentimento pelo Cebola que chegava da um aperto em seu coração, sem saber o por que disso.
—Hum... Er... Talvez... —Cebola considerou pensativo e distante enquanto pegava em seu bolso da calça jeans uma cartela de cigarro e esgueiro.
—O que você esta fazendo? —A bela jovem perguntou surpresa ao ver o Cebola pegar o cigarro.
—Não tá vendo?! Eu vou fumar! —O moreno rebelde zombou achando óbvio a pergunta feita pela Mônica.
—Sim, eu estou vendo! Só achei que... Você não estava se curando das drogas?! —Mônica interrogou abismada sem poder compreender.
—Haha... Ai que você se engana coelha. Eu estou largando as drogas ilegais, não as legais. E não vai ser um cigarrinho que vai me matar. —O jovem argumentou de jeito frio simplesmente sem se importar com a opinião da garota.
Quando terminou sua frase, Cebola colocou a ponta do cigarro entre os seus lábios da sua boca, em seguida acendeu o cigarro com o esgueiro e depois retira o cigarro saltando uma fumaça cinzenta no ar após dado uma tragada.
—Você é completamente doido. —A menina dos dentes proeminentes insultou de um jeito ríspido estando incrédula pela atitude do Cebola.
—Huhuhu... Vai por mim, não é a primeira vez que me dizem isso pra mim. —Ele insinuou sendo sarcástico com seu jeito indiferente de ser, tendo um sorriso insano contornado em seu rosto.
—Olha não to nem ai se quiser fumar e estragar o seu pulmão, mas será que dar pra fumar em outro lugar, eu não posso com fumaça. —A dentucinha pediu tentando ser mais paciente possível.
—Ah que frescura! —Cebola reclamou debochando com frieza, em seguida deu mais uma vez uma tragada no seu cigarro.
—Não é frescura, é serio! Eu tenho problemas respiratórios a qualquer fumaça forte me faz mal. —Mônica justificou de modo bem serio ficando apreensiva de preocupação.
—Tá, bom! Eu vou fuma perto da janela assim não tem que se preocupar com o cheiro. —O antigo troca-letras comunicou se aproximando da janela aberta e encostando as suas costa tranquilamente no canto da parede ao lado da janela e voltando dar atenção ao seu cigarro.
—Acho que você não me entendeu. Como isso ia fazer alguma diferença. —Mônica decretou de forma irônica muito pasma e irritada.
—Aff! Garota, o que quer que eu faça!? —Cebola queixou-se de um jeito rígido estando impaciente.
—Apaga esse cigarro e jogue fora ele antes que eu... —A garota sugeriu estado sem paciência, mas antes que pudesse terminar sua fala alguma coisa dentro dela a impende de continuar.
—Sem chance! Eu to me sentindo muito tenso com esse tédio, preciso fumar um pouco pra arejar a mente. —Cebola negou num tom de voz ríspido sem se importar achando que aquela garota a qual é responsável por cuida-la estava apenas de fressura como sempre.
—Cebola por favor... Eu não posso mesmo com esse cheiro... Eu... Cof Cof... Cebola... Cof... —Mônica protestou ordenando com dificuldade enquanto tossia muito, começando a sentir problemas pra poder respirar.
—Claro, começou o dramalhão. —O rapaz provocou zombando sem se importar apenas dando atenção ao seu cigarro.
—Cof... Cebola... Cof... Por fa... Cof Cof... —A dentuça suplicou tentando pedir por ajuda, mas sua tosse estava cada vez mais intensa.
Até que ar começou a faltar nela fazendo a sua pele esbranquiçada de tom normal começar a mudar para uma cor levemente arroxada.
—Hã! MÔNICA! —Cebola gritou em pânico ao notar a cor que estava na face da jovem.
—Cof cof cof... Não consigo resp... —Mônica com muita dificuldade disse numa voz fraca de modo como estive implorando pela ajuda dele mais do que nunca.
Fale com o autor