Destino ou não - Brittana

5 Uma amiga para as férias


Notas iniciais
Oi gente o/

“Parabéns pra você, nesta data querida”.

E começaram as férias de verão... Início de Julho, o mês mais esperado por todos os americanos, estudantes ou não, ricos ou pobres. A partir do instante em que o sol quente resolve dar as caras no céu triste dos estados unidos, até segundas-feiras podem ser perdoadas.

Ou não.

— Parabéns. – Disse Robert acendendo a luz, do quarto da filha. – Eu te amo!

Brittany remexeu-se no colchão, um pouco incomodada.

— Você pode apagar a luz, por favor? – Perguntou de olhos fechados. – Ainda tô dormindo pai.

— Desculpa. Eu não posso... Nós viemos cantar feliz aniversário.

A loira abriu os olhos.

— “Nós” quem?

— Seu novo celular e eu. Olha só o que ele faz... Cante parabéns Siri!

O aplicativo começou a “cantar” para a adolescente.

— Ok Robert, obrigada pelo presente. E por abrir ele pra mim também. Posso voltar a dormir?

— O que foi? Você costumava rir da Siri. – Ele sentou no pé da cama. – O que você queria? Seja sincera.

— Voltar pra Seattle, talvez?

Robert riu e sua atenção se voltou a devolver o celular, para a caixa recém-aberta em suas mãos.

— Fazia bastante tempo que você não falava isso. O que aconteceu?

— Eu sei, mas estou sendo sincera. Você pediu pra eu ser. Me desculpa...

— Brittany, quando se formar, você pode ir. Eu prometo... Você aguenta, é só mais um ano até entrar na faculdade. E agora está mais madura... Dezessete anos! Dá pra acreditar?

— Sério? “madura” do dia pra noite? Só porque fiz dezessete? – Ela perguntou em meio a risadas. – Tá bom pai...

— Nós já estamos morando aqui faz seis meses! O que é mais um ano pra você mocinha? Um ano passa voando quando se tem dezessete...

— Eu espero mesmo.

Robert sorriu.

— Eu preciso ir trabalhar Brittany. – Ele levantou e deixou o presente ao lado da filha. – Fica bem.

O homem deu um beijo na bochecha da menina, depois caminhou em direção à porta e apagou a luz.

Sim, Brittany havia completado seus dezessete anos, e não, ainda não se sentia totalmente à vontade na cidade, por mais que arrumara planos com alguns cidadãos Rosefieldianos ao longo de suas férias...

Acompanhada sempre de Quinn Fabray, nada mais nada menos que, a capitã das líderes de torcida do colégio McKinley, Brittany se viu, em meio a, dias e mais dias, de praia, saídas para restaurantes e outros eventos. Nada que chegasse, realmente, aos pés de Seattle, mas dava para o gasto.

Ela não tinha outra escolha mesmo.

Se entrosar com os amigos da Fabray, parecia mais interessante que o teto vazio do seu quarto, de certa maneira... Já que, como ela havia previsto, seu amiguinho Kurt, tinha arrumado vários compromissos divertidos em Nova Iorque, e nem se incomodou em pensar que, talvez, ela quisesse ir junto com ele. Ultimamente, se ver longe das terras de Rosefield, mesmo que por alguns dias, parecia um sonho inalcançável.

Sobre a “recém-amizade” de Pierce e Fabray: As loiras haviam se aproximado muito depois da briga de Puck e David, que passara a ser o assunto mais falado do McKinley, por um tempo. A aproximação começou, exatamente, quando: Quinn ofereceu um ombro amigo a Brittany, porque não podia conter sua felicidade e gratidão, pela outra ter terminado com aquele troglodita esquisito, finalmente.

Aconteceu mais ou menos assim:

— Brittany? – Fabray chamou, enquanto sentava ao lado dela, em um dos bancos do vestiário feminino. – Eu fiquei sabendo da briga do Puckerman com o Karofsky.

— Acho que todo mundo ficou. – A Pierce terminou de amarrar um de seus calçados. – Os dois foram suspensos por duas semanas, né?

— Isso mesmo.

Brittany suspirou e estalou os dedos com calma.

— Você está bem Britt? – A outra loira perguntou pousando a mão em seu ombro. – Sobre tudo isso...

É claro que ela não estava bem, em partes por conta da briga dos meninos de fato. Mas estava pior ainda por pensar no ocorrido do penhasco, quer dizer, do "não lembrado" ocorrido no penhasco de Rosefield com Santana Lopez, a dona dos olhos castanhos irritantes de seus recentes sonhos... E naquela bebida horrível culpada por tudo isso! E que talvez a outra não estivesse sendo sincera quando disse a ela, na noite anterior, que também não se lembrava de nada. Por que a morena vivia com aquele sorriso sarcástico no rosto? E que merda era ficar pensando nisso sem parar...

Mas a loira logo voltou a atenção a Fabray.

— Eu estou bem. — Mentiu. — Obrigada por perguntar, Quinn.

— Mas... Os boatos eram verdadeiros?

— Que boatos, exatamente?

— Sobre você e o Puckerman ficarem...

— Não! Claro que não. – Brittany se ergueu e prendeu os cabelos em um rabo de cavalo. – Nem com o David eu queria ficar... Imagina com o Noah? Ele não disse coisas muito legais pra mim, quando a gente se conheceu. E não parece nem um pouco fiel...

— De verdade, não sei qual dos dois é pior, Brittany. Quer dizer, acho que é o Karofsky... Eu posso ser sincera?

Brittany apenas assentiu.

— Nunca entendi a razão, pra você ter aceitado namorar com ele.

— Admito que nem eu Quinn... Nem eu. Bom, vamos para o treino?

— Claro. – A loira se levantou e caminhou ao lado de Brittany. – Olha, eu sei que você ficou meio chateada com tudo isso. Dá pra ver... Mas fica sabendo que pode contar comigo, ok? Você só estava andando com as pessoas erradas. Estou aqui agora.

Quinn piscou, e Brittany sorriu sem graça.

— Obrigada Quinn.

(...)

Fabray era também, a presidente do clube de celibato, e quando a loira convidou Brittany para participar do mesmo, ela logo aceitou. Foi uma forma que arrumou de evitar mais problemas como: o ex-namorado, David Karofsky. Ou caras que nem o Puck...

Pelo menos, de alguma coisa da cidade ela já estava livre, não?

Durante os dois meses de férias, a líder de torcida, passou todo o período junto a Quinn, Sam Evans, Finn Hudson e Kitty Wilde, assim o mais novo “quinteto maravilha” estava formado.

E ai, fim das férias.

Os queridinhos da cidade voltaram logo a desfilar aqueles “tapetes vermelhos” que eram os corredores do colégio McKinley, com os uniformes de cor vermelha, tão conhecidos, que deixavam uns encantados, outros apavorados.

As lideres de torcida e os jogadores de futebol estavam de volta ao ataque, à popularidade, a glória de estar no topo da pirâmide social, foi quando as férias acabaram, de fato, para os outros meros adolescentes mortais da cidade.

(...)

Brittany acomodou-se em um dos bancos, da sala, da nova treinadora das Cheerios, Roz Washington, acompanhada de Fabray. As meninas encararam a loira mais velha, que parecia meio irada.

— Olá? – Disse Quinn em meio ao silêncio.

— Espero que as franguinhas tenham passado bem as férias... – Disse a treinadora cruzando os próprios dedos sobre a mesa. – Como vocês já sabem, eu sou a nova treinadora de vocês...

Quinn e Brittany trocaram olhares preocupados.

— E sabem por quê? Porque a antiga, sem dúvidas era uma incompetente, eu mal me lembro da cara da fulana, em três anos de trabalho não conseguiu dar um jeito nessa equipe preguiçosa. Não tem um troféu nessa sala, cruz credo... Então, parece que uma de vocês é a capitã da equipe e a outra a co-capitã.

— No caso, eu sou a capitã. – Quinn avisou.

— É, mas isso pode mudar, viu minha filha? Eu que dou as ordens agora! E vocês vão chegar as nacionais! O McKinley daqui de Rosefield, só é conhecido lá fora pelas medalhas da equipe de natação, que eu treinei! É uma vergonha as Cheerios não terem nada! Então eu vou dar um jeito em vocês também... E assim vencerei Sue Sylvester! Aquela múmia vai aprender a abaixar aquela crina de cavalo!

— Ok... – Disse Quinn rindo. – Acho difícil, o McKinley de Lima é superior.

— Não ri não, magrela! Vocês duas tem grande porcentagem de culpa aqui! Estão sentadas com essas bundas branquelas na minha frente, como se eu estivesse falando grego! Vamos trabalhar. Trabalhar! Ouviram? E pesado! Durante todo o ano...

A mulher alcançou uma garrafa de água na mesa e saciou sua sede.

— Mas vamos ao que interessa, como planejado, as inscrições para as Cheerios foram lotadas nos últimos dois dias, por conta da formatura de várias animadoras.

Quinn olhou para Brittany, inquieta.

— Então vamos rápido para o ginásio. – Disse a mulher se levantando da cadeira. – Levantem, vamos!

— Ok. – Disseram Brittany e Quinn juntas.

As três mulheres encaminharam-se até o ginásio do colégio McKinley, onde uma mesa, cor vermelha, extensa com o logotipo da escola estampado as esperava, uma mesa semelhante a que jurados de programas de televisão usam, para assistir os competidores, do conforto de suas cadeiras.

Roz Washington pegou uma buzina e apertou-a, fazendo com que as duas, ao seu lado da mesa, estremecessem de susto.

E progressivamente começou a entrar algumas meninas no ginásio, quem ainda não havia se apresentado na frente de Roz, Brittany e Quinn esperava sua vez calmamente nas arquibancadas.

Todos ali se encontravam, perdendo, horário de aula para isso. Fazer o que, né?

As horas pareciam não passar, mas apesar disso, era engraçado assistir aquelas meninas fazendo de tudo para entrar no time.

— Olá meu nome é Rachel Berry! – Se apresentou orgulhosamente a garota baixinha de nariz avantajado.

— Próxima! – Gritou a treinadora Washington rispidamente. – Anda!

— Eu fiz algo de errado? Eu nem me mexi...

— Você não vestiu o uniforme das Cheerios. – Comentou Quinn, fazendo anotações em seu caderno. – E foi pedido...

— Ah claro, eu não sabia se vestia antes, ou depois de ser chamada, então eu optei por não colocar, porque vai que não podia, ai eu ia vestir a toa e...

— Cale a boca, narigudinha! – Disse a treinadora. – Jesus, como você é entediante.

— M-Me desculpe! Eu vou lá vestir o uniforme. – Falou Rachel abaixando a cabeça e virando-se.

— Volte com disposição, entendeu? Disposição!

— Claro.

Rachel correu para longe dali e Brittany imaginou que talvez a garota não voltasse tão cedo.

— Tadinha. – Escapou dos lábios de Quinn, antes que ela voltasse os olhos verdes a frente novamente. – Ela estava tão feliz...

— Verdade. – Brittany concordou.

— Chega de falação. – Ordenou a mulher mais velha. – Quantas nós já recrutamos?

— Três. – Respondeu Quinn limpando as unhas. – Não precisamos de mais...

— Que tédio, o ensino médio tá cada vez pior. Essas meninas não estão com nada ultimamente. – Disse a Roz revirando os olhos. – Mas vamos continuar. Próxima!

Tudo que as três loiras ouviram, antes de vislumbrar das próximas cenas, foi o som de passos leves pelo ginásio. Repentinamente surgiu um vulto vermelho correndo o ginásio velozmente, embarcando a corrida em diversos saltos mortais até o outro lado do ginásio.

Quinn e Brittany trocaram olhares de boca aberta, enquanto Roz batia palmas descontroladas.

— Era disso que eu estava falando, garotas! – Comemorou. – Muito bom!

A morena que acabara de impressioná-las apertou o rabo de cavalo, de costas, antes de desfilar em direção à mesa, na qual as loiras acomodavam-se.

Um, dois, três passos para a luz.

Brittany arregalou violentamente os olhos azuis.

— Qual seu nome, garota? – Perguntou Roz Washington.

— Santana Lopez. – Ela disse com uma das mãos na cintura, sorrindo debochadamente, os olhos castanhos passaram por Roz, Quinn e Brittany. – É bom ver rostos amigáveis por aqui...

Notas finais
Sorry, alguns capítulos são necessários por mais chatinhos que sejam kkk Até logo pessoinhas ♥