Notas iniciais
Oi o/

— Santana? – Puckerman perguntou, um pouco perplexo.

O garoto ajeitou a jaqueta de couro e passou as mãos pelo moicano molhado, enquanto se direcionava ao vulto que acabara de enxergar no horizonte. Estava garoando por ali. Os olhos de Noah se espreitaram e brilharam ao tomar consciência de que, de fato, era a mulher.

— Você não tinha dito que não ia aparecer?

A Lopez abaixou o capuz de sua blusa preta, enviando um aceno, com o pescoço, para o Puckerman. Tratava-se de uma madrugada de segunda-feira para terça, e ela definitivamente não deveria estar acordada àquela hora, muito menos perambulando por entre as ruas escuras de Rosefield. Só que, talvez, fosse essa a intenção da mesma, não? Fazer o que não deve.

— Não faça perguntas, Puckssauro. Eu tô entediada e irritada. Ok?

Como de costume, a latina havia dado um jeitinho de sair da casa de sua avó pela janela. Não era difícil. Ela gostava de fazer caminhadas noturnas insanas de vez em quando. Por que motivo? Ah sim, estava revoltada por estar morando em Rosefield. Que cidade lixosa. Agora ela e Brittany podiam se casar, porque tinham muito em comum, e fugir para bem longe juntas... Num futuro próximo.

Bom, as caminhadas à noite eram ainda mais insanas, claramente, para quem era menor de idade e tinha que levantar às sete da manhã e chegar ao colégio às oito horas, caso quisesse assistir a primeira aula, exatamente o cenário dela e do menino em sua companhia.

— Tem certeza, que não quer me contar o que houve pra mudar tão rápido de ideia, Lopez?

Santana revirou os olhos, e observou a outra pessoa presente entre eles, um pouco mais afastado, ele estava com um modelito inteiramente preto, capuz sobre a cabeça, e bebendo algo em uma garrafa quadrada, semelhante as que a Lopez tinha posse no dia em que se embriagou junto a Brittany Pierce.

Aquela figura escura localizava-se, encostado numa picape marrom em péssimo estado, suja de terra, e os pneus gastos.

— Quando a gente vai?

— Só falta o Ryder chegar, e ele confirmou, então vamos esperar. – Respondeu o garoto, cujo nome era Sebastian Smythe, ele era magro, alto e forte, jogador de futebol como Puck. – Bom te ver aqui, Santana.

— Tá bom... – A Lopez desviou sua atenção e fixou os olhos castanhos na garrafa presente nas mãos de Noah, e tomou o objeto para si. – Licença.

Ela bebeu o álcool presente ali como se fosse água, e encarou as estrelas do céu, durante o processo. Noite de lua cheia e chuvisco, tão fascinante.

— É sério... Eu não me conformo que você não quer ficar mais comigo, Tana. Somos almas gêmeas, e eu provavelmente te amo.

Noah não se cansava de insistir e não sabia a hora de parar, o mais impressionante é que Brittany havia namorado David e não a ele, e detalhe: os dois garotos tinham jeitos parecidos de lidar com as coisas, só que claramente Puck era melhorzinho porque não saía dando socos e murros no resto da humanidade.

Mas, Santana nem ligava para o jeito dele, diferente de Brittany, a Lopez estava familiarizada com ações assim e não se abatia por qualquer coisinha, como uma cantada insistente. Então no fim, aquela relação de amizade-ou-sei-lá-o-que entre ela e Puck, arrancava alguns sorrisos da morena.

— Isso não existe seu babaca. Você sabe. – A latina devolveu a garrafa para ele bruscamente e sorriu. – Twitter Update: Estou presa a Quinn e a Brittany...

— O que? Como assim?

— A treinadora mandou a gente se juntar e ir pular o arco-íris do clube Glee... Argh, como eu odeio ordens, clubes e bebês...

Puck arregalou os olhos e a interrompeu de imediato.

— Bebês?! – Engasgou. – Você pode ser mais específica sobre isso?

— A minha mãe tá grávida.

— Ah... Parece emocionante, parabéns!

Puck deu um gole em sua bebida e Santana o fuzilou com os olhos. O garoto notou as feições da menina e tentou se corrigir, engasgou no meio, novamente.

— Sinto muito, que ruim. – Puck não sabia realmente o que dizer para a latina, nunca soube. – E como elas estão? Digo... A Fabray e a Pierce? Eu costumava falar mais com elas, eu te contei? Até a Quinn me odiar por beijar ela...

— Ah é? Dessa eu não sabia! – Ela gargalhou. – Faz sentido, Puckerman. Ninguém quer pegar herpes hoje em dia, ainda mais uma garota puritana. Amém!

— Eu jurava que ela queria... – Ele ficou em silêncio por um segundo e percebeu que havia sido ofendido. – Obrigado pela parte que me toca Santana.

— Disponha. – Deu dois tapinhas no ombro de Noah, com a esperança de parar de rir. – Pode continuar...

— E a Brittany começou a me evitar também, mas acho que foi porque eu e o Karofsky brigamos. Aliás, foi depois disso que ela entrou no clube de celibato, se eu não me engano. Mas, acho que a Quinn já tinha pedido antes... Enfim, mesmo depois de todo esse tempo, ela, a Pierce, parece ter medo de mim, ou sei lá... E não gosta de ser chamada pelo sobrenome, não sei o porquê. Já percebeu?

— É. Ela é bem estranha em relação a isso mesmo. Mas, eu não me importo e chamo mesmo! Que se foda. É tão engraçado. – Santana riu pensativa, sua mente se lotou de lembranças com Brittany, e quando se deu conta, os expulsou violentamente, limpando a garganta para voltar à conversa. – Bom, ela... As duas Barbies estão maravilhosamente chatas como sempre.

— Assim como você? – Ele riu.

— Por aí.

Santana se espreguiçou, estava cansada, havia passado as horas anteriores virada em seus cadernos terminando lições acumuladas e cultivando ódio por seus pais malucos que iriam colocar outro ser humano no mundo, propositalmente. Coitado do bebê.

— Vai demorar muito pra esse otário chegar? Jesus...

Os três ouviram um barulho se aproximar prontamente. Um carro preto, que andava em alta velocidade até então, foi estacionado ao lado deles. A única coisa que o veiculo fez, depois, foi ter seus vidros escuros abaixados. O homem lá dentro abriu um sorriso branco de comercial de pasta de dente, que até doía olhar.

O último delinquente havia chegado.

— Entrem, hoje vamos no meu bebê aqui... Oi Santana! – Ryder parecia surpreso com a presença da menina. – Resolveu voltar?

— É. Por hoje...

— Que ótimo.

(...)

Primeiro dia de ensaio...

Brittany só desceu para o segundo andar de sua casa, quando terminou de vestir-se para o colégio, naquela manhãzinha de terça-feira. Ao chegar à cozinha, deu de cara com Vitor e sorriu sem graça, pois estava de saída, o cozinheiro não podia seduzi-la com café. Hoje não. Ela queria correr.

— Bom dia senhorita, Brittany. Não vai tomar café? Eu preparei o seu preferido.

Ele mostrou o copo para ela, com um sorriso convidativo nos lábios.

— Érr...

Robert apareceu no ambiente os interrompendo. Ufa! De roupas sociais, como sempre, achou estranho Brittany estar pronta, um pouco mais cedo, que o normal para sair. Onde ela estava indo tão rápido assim? Estranho. Pensou ele.

— Oi filha. – O grisalho disse e sentou a mesa. – Já está saindo?

— Sim, eu tenho um compromisso.

— Ah... E o café?

Brittany olhou para Vitor, depois para Robert, depois para Vitor de novo, e por último focou em Robert.

— Eu vou comer... Tomar no Breadsticks hoje, pai. Tudo bem?

O homem assentiu sem se preocupar muito, virou o pescoço e fixou os olhos verdes na TV da sala, ele estava assistindo-a antes de adentrar o cômodo.

— Nossa, o vandalismo está aumentando nessa cidade. Um absurdo...

Brittany olhou para o aparelho, também, tentou ouvir o que os repórteres diziam, mas não obteve sucesso.

— O que aconteceu?

— Destruíram a estátua do prefeito ontem à noite. Só espero que prendam logo esses inconsequentes... Bom, tenha cuidado.

— Sim. – A garota foi até a mesa e deu um beijo na bochecha do pai. – Tchau.

A Pierce saiu do condomínio de residências caras, dentro de seu conversível prata, e fez exatamente o que notificou a Robert, foi até o restaurante, onde comeu panquecas e tomou um suco de frutas. Ah, sim, o café da manhã do Breadsticks era bom demais. Ela voltou ao seu veículo e enquanto saia do estacionamento se intrigou ao enxergar Santana andando na calçada.

De onde ela tinha saído?

A latina estava caminhando/correndo em direção ao McKinley, Brittany talvez se arrependesse da ideia que tivera no instante, mas ela gostava de gentilezas, e apesar de tudo, Santana já havia feito várias a ela, mesmo que de um jeito, um tanto quanto, torto. Estava decidida, governou o conversível ao lado da calçada e buzinou para a outra garota parar de andar rápido daquela forma.

— Hey Santana!

A morena olhou para o lado, suas feições estavam péssimas, as sobrancelhas franzidas. Cara de poucos amigos, cara de quem queria dar uma voadora em alguém, cara de quem não dormiu direito. Mas, ao reconhecer a loira que a chamara, um sorriso peculiar brotou em seus lábios.

— Oi Pierce, o que faz por aqui? Tá me seguindo?

O coração de Brittany disparou de nervoso. Ela sabia que não era verdade, mas recordou-se que no primeiro dia de aula da latina, a loira havia sim seguido ela, mesmo que por três minutos. Que agonia! Pois, algo dentro dela ainda a dizia que Santana era perigosa ou algo do tipo, naqueles dias.

— Não! Eu estava no Breadsticks...

— Vou fingir que acredito em você. – Provocou e se aproximou do carro. – Aliás, bom dia!

A Pierce fez um bico, estava emburrada mais uma vez por causa daquela garota, e a Lopez havia dito muito pouco... Que fascinante. A loira bufou e balançou a cabeça. Foco Brittany. Foco. Esqueça isso.

— Bom dia... Então, você quer uma carona até o colégio?

— Claro! Que gentil que você é, coração.— Santana abriu a porta com a mão direita e sentou no banco de passageiro. – Mal posso esperar pra ver a cara da Quinn hoje. Você parece tranquila, ela tentou parecer ontem, mas duvido que esteja.

— É. – Brittany ia voltar a dirigir, mas algo a incomodou. – Coloca o cinto.

— Eu não, a gente nem vai ficar aqui por muito tempo. – Espreitou os olhos castanho-escuros em direção à loira, em seguida, sorrindo. – A não ser que esteja me levando pra outro lugar.

— Para de graça.

Brittany tirou o próprio cinto e se inclinou sobre a outra, colocando o cinto na latina, que riu com a situação. Quando a Pierce voltou para seu lugar, seus olhos azuis se intrigaram com a faixa, que envolvia o pulso e os dedos esquerdos de Santana. Sem pedir permissão, pegou a mão, do pulso enfaixado, delicadamente.

— O que é isso?

— Uma faixa, tá cega?

— Você entendeu muito bem, Lopez.

A morena puxou a mão e olhou para frente, evitando contato visual.

— Não te interessa. Vamos?

— Santana...

— Eu vou sair do carro se você não for logo, Pierce.

A loira suspirou, colocou o cinto e segurou o volante com força. Silêncio absoluto. Chegaram ao McKinley.

(...)

— Sim, eu vou te ajudar Santana. – Rachel confirmou, animada. – Isso é tão legal! Vou te apresentar a sala do coral, agora mesmo, vamos!

— Obrigada. Mas, lembre-se, Berry, que eu não estou fazendo isso porque eu quero...

— E essa é a melhor parte!

Rachel riu vitoriosa, percebendo o incomodo fervoroso de sua parceira de química.

— Antes, vamos buscar as puritanas na salinha delas.

— Sim, sim.

As morenas caminharam corredor afora. Prosseguiram, até chegarem à frente do clube de celibato. A porta de madeira estava aberta, elas se aproximaram com cautela, ficando exatamente no meio da porta, entre: fora e dentro da sala.

— É isso meninas, a Kitty é a minha substituta. – Quinn avisou, parecendo estar chateada. – Até semana que vem.

As garotas do clube assentiram e passaram a conversar, a loira de olhos verdes pôs as mãos na cintura e suspirou, Brittany segurou a mão dela e olhou para a porta, viu Rachel e Santana, e voltou a olhar para a amiga.

— Vamos? Elas já chegaram... Pelo jeito, a Santana convenceu a Rachel, e ela está olhando pra gente de forma esquisita.

— Ela é esquisita, Britt.

A Pierce deu de ombros e guiou Fabray junto a si até as outras garotas.

— Olá! – Berry acenou radiante. – Prontas?

— Você vai mesmo ser a nossa tutora, baixinha? – A Fabray perguntou a encarando dos pés a cabeça. – Fico surpresa de ter aceitado o convite da Santana. Ouvi dizer que ela não é nada legal com você. Quer dizer, com ninguém, né...

— Mas, as circunstâncias são outras agora Quinn. Ela está odiando isso. Percebe?

Santana bufou, por conta da animação ridícula de sua colega, cruzou os braços e deu alguns passos lerdos para trás.

— Vamos acabar logo com isso, por favor? – Pediu, com sinceridade.

— Ok, venham comigo!

(...)

As garotas estavam, há algum tempo, dentro daquela sala, cheia de cadeiras, instrumentos musicais e prateleiras, aparentemente, as únicas coisas que tinham troféus e medalhas naquela maldita escola, eram: o time de futebol americano e o time de natação. Nem mesmo o clube de “artistas” tinha algo para se orgulhar, porque eram preguiçosos. Uma pena.

Rachel havia apresentado superficialmente, as lideres de torcida, para os outros membros, mas, os únicos que permaneceram na sala foi ela, Artie e a banda deles, já que Will Schuester havia concordado em dar aquele dia livre para ajudar as meninas, mas só aquele, o resto seria por conta das mesmas.

Finn adentrou o lugar em passos frenéticos.

— Quinn, ainda vai querer minha ajuda? Você não foi muito específica...

— Pelo jeito não, eles tem uma banda inteira aqui. Estamos gravando...

— Legal! – Ele sorriu e a deu um beijo, em seguida, sentou em um dos bancos. – Vem Evans!

Sam surgiu logo atrás e repetiu as ações do moreno, exceto o beijo em Quinn.

— Boa sorte Brittany. – Ele piscou para a loira, e Santana foi a única que percebeu. – E você também Quinn!

— Vocês sabem que poderiam cantar ao vivo ao invés de gravar né? – Rachel perguntou. – É mais emocionante.

— Não, eu não quero, é melhor gravarmos. – Quinn afirmou. – Vamos continuar.

— Ok, tudo bem... Toma água, sua voz já tá falhando. – Rachel a entregou uma garrafa de água e a assistiu beber. – Melhor?

— Sim.

— Vai logo Fabray! – Santana reclamou andando de um lado para o outro. – Que lerdeza...

— Aí Lopez, só tá demorando porque vocês decidiram que eu ia cantar a maior parte da música!

— Como se você não quisesse... Por que eu e a Brittany estamos aqui ainda? Nós já gravamos a nossa parte. Se a gente não for começar nada hoje, acho que eu já posso vazar né?

— Ora, se você é tão boa assim, como disse ontem, por que não começa a pensar em algo sem mim, "grande Santana"?

A Lopez a olhou com desdém e gargalhou.

— Ah, quer dizer que, você tá querendo jogar suas funções pra mim Fabray? Não obrigada. Você é a líder, querida. Além disso, mesmo com a ideia genial de vocês, de acelerar o ritmo da música, eu ainda não simpatizo muito com ela.

— Tá, tá. Vai lá dar uma volta com a Britt! – Balançou a mão a despachando. – Voltem quando acabar a aula.

— Ótimo! – A Lopez puxou a mão de Brittany, que estava alheia a tudo que ocorria sentada em uma cadeira, de olhos fechados. – Acorda Pierce!

A loira gemeu, abriu os olhos confusos e levantou, sendo arrastada pela outra.

— Aonde nós vamos?

— Andar.

— Ah...

As lideres percorreram os corredores diversas vezes. Vai e volta, vai e volta. Estavam cabulando a aula depois do intervalo, a de espanhol no caso das duas. Tudo culpa de Quinn, que demorava muito, tipo “décadas“ na concepção de Santana, para gravar sua parte na música. Sorte que Will sabia o motivo da falta do dia dessa vez. Brittany suspirou.

— Você tem a voz bonita. – Ela confessou, tentando puxar assunto com a morena, porque sério, era raro ver Santana tanto tempo sem abrir a boca, então a loira queria descobrir o que se passava, e talvez tivesse alguma coisa a ver com o pulso enfaixado. – ... Santana?

— O que foi, Brittany? Eu não quero conversar.

— Por que me trouxe junto com você, então?

— Ah, eu... Sei lá...

— O que aconteceu com o seu pulso, hein?

A latina olhou para ela irritada. Mais alguns segundos se passaram. Impressionante, Brittany havia conseguido mesmo irritá-la.

— Você ouviu o que eu acabei de falar, Pierce?!

— Você não estava assim ontem Santana! É estranho. Você não acha? Porque eu acho...

Santana suspirou com as palavras e parou de andar. Precisava dar uma resposta rápida.

— Eu machuquei em casa. Ok? Só isso. Sério.

— Então, você não vai ficar pro treino hoje?

— Eu vou sim, porque vamos usar esse tempo pra fazer a coreografia da música, antes que nosso tempo acabe de vez... Nosso prazo é curto demais. E acho que, a Roz não vai se importar, já que foi ela que inventou essa história toda.

Brittany assentiu, em câmera lenta, como se ainda estivesse absorvendo a informação, e o sinal tocou. Elas trocaram olhares rápidos e voltaram para a sala em que se encontravam há alguns minutos antes. Finalmente, Quinn havia terminado de cantar. Comemoraram, animadas.

Logo, as garotas voltaram as suas respectivas aulas do dia. Mais tarde, conversaram com a treinadora das Cheerios e receberam uma confirmação para o pedido de usar as aulas de educação física para treinar os passos de dança. Afinal, não iria demorar o resto do ano.

— Eu pensei nuns passos enquanto estava na aula de francês, me digam o que acham. Ok?

— Menos papo e mais ação, ok?

Fabray espreitou os olhos verdes em direção a Santana, e começou a demonstrar suas ideias, naquele canto do ginásio, enquanto cantava a parte da música referente.

— Até que você não é tão ruim, Barbie. Parabéns, isso se chama “ser uma capitã decente”...

— Ah, obrigada sua "maravilhosa"! – Quinn falou em tom irônico. – Vamos continuar...

— Tem uma parte que eu não gostei. – Brittany disse, e repetiu o movimento. – Ao invés disso, poderíamos fazer isso... – E demonstrou a possibilidade em seguida. – E aí?

Santana sorriu, satisfeita.

— Eu achei melhor, Pierce... Gostei.

— Pode ser então. – Quinn concordou, e tornou-se pensativa. – E agora pra fechar, hum... Que tal?

E começou a se mexer frente às outras, novamente.

— É... – Santana assentiu. – Agora, só temos que melhorar isso.

— Lógico Lopez!

E as três se focaram única e exclusivamente em: melhorar as ideias recém-mostradas. O que permaneceu até um tempinho depois da aula acabar. Após, outra conversa sobre a dança, foram para suas casas com a missão de continuar a treinar a coreografia sem descanso. Faltavam, apenas, mais três dias para finalizá-la de vez, porque obviamente não concordaram em se encontrar no final de semana.

E o universo gritou “Trabalhem vadias!”.

Notas finais
Até ♥