Notas iniciais
MUAHAHHA! Terminei meu capitulo lindo e maravilhoso > Emocionada como se tivesse ganhado o oscar Agradeço a minha oto san(temari_sabaku) que me apoiou, a minha beta da fic de naruto (maka_chan), a os leitores que acompanham minha fic que me dá tanto trabalho e esforço para faze-la para meus leitores e meu note que sem eles minha fic nunca sairia / Enfim, obrigado a todos e continuem a ler os próximos capitulos. Arigato a todos!

Capitulo VIII

-Prepare-se vampiro do mal! Saiory está aqui para acabar com a sua festa! MUAHAHAHHA (Ela dá sua risada do mal com as mãos na cintura e olhos fechados)

No seu local de treinamento (a casa abandonada) Saiory ria que nem uma doida para uma árvore. Quem visse aquela cena ia achar que o manicômio deixou escapar alguma doida de alta periculosidade. Ela está tentando mudar a tática de treinamento, já que não tem bonecos para poder lutar fingindo que é o inimigo ela usa as pobres árvores e ajuda no desmatamento. Ela se empenha manejando as miniaturas de katanas e corta o tronco grosso da árvore como se fosse um queijo macio.

-Estou melhorando! Agora um minuto de silêncio pela pobre árvore. (Ela faz uma pausa de exatamente um minuto de olhos fechados e as mãos juntas em respeito à árvore degolada)

Depois dessa pequena homenagem prestada Saiory se empenha fervorosamente no seu treino. Ela apóia-se na parede exausta e feliz pela manhã bem gasta. Percebe então que já está na hora de Zero chegar em “casa” como ela chama. Ela sai correndo desenfreadamente e chega à pensão.

-Olá senhorita! (Cumprimenta gentilmente o dono da pensão)

-Bom dia!! Hoje está um lindo dia não? (Comenta simpática e sorridente correndo em direção ao seu quarto). Ham... o senhor por acaso é o faxineiro daqui também? (Pergunta impressionada por ele estar com uma vassoura na mão e varrendo o chão)

-Sim, na verdade é uma situação bem interessante. Tudo começou quando... (O bom senhor começa a ter seus delírios de contador de história quando é interrompido por Saiory)

-É... desculpe-me, mil desculpas! Eu adoraria ouvir mais uma de suas histórias, mas preciso muito me arrumar. Sabe como é... o Zero, ele... (Ela sem jeito tentando explicar-se)

-Sei como é não se preocupe senhorita Saiory. Vá se arrumar que contarei em uma próxima ocasião. (Fala o senhor compreensivo e sorrindo)

-Obrigada! Eu ouvirei a próxima vez não se preocupe e até já! (Fala já correndo para a porta e acenando)

O dono da pensão se despede e continua sua árdua tarefa de limpar o chão (uma tartaruga seria mais rápida que o coitado) assobiando uma música irreconhecível (deveria ser dos tempos do baú). Saiory tira a roupa e prepara seu banho. Nesse momento Zero chega a pensão, olha com cara de que já vi esse senhor varrendo o chão em algum lugar e vai direto abrir a porta. Percebe que está já está aberta, vai entrando sem importar e ouve um barulho. Pensa que não deve ser nada e segue para o banheiro. Entra (a porta aberta) e fica vermelho dos pés a cabeça. Saiory ainda de costas quando uma sombra misteriosa surge por trás como naqueles filmes de terror antigos, toca uma trilha sonora de filme de terror. Ela percebe certa movimentação e quando se vira para averiguar seus olhos saltam de espanto.

-cena do banheiro de Saiory-

Zero paralisado e envergonhado por estar vendo Saiory nua. E a mesma passando do estado de espanto para raiva descontrolada. Ela fica vermelha como Zero, mas de ódio por ele estar vendo-a sem roupa.

-Seu pevertidoooooooooooooooooooo!!! Eu vou te matar agora mesmo! Diga suas ultimas palavras seu maníaco!!!!! (Saiory avança para o quarto em busca de suas kodachis, dentro das botas, e sai correndo com elas em mão (como em filmes de terror com a faca na mão pronto para matar a próxima pobre vitima inocente, o que não é neste caso) para cumprir sua promessa e matar Zero. Ele por sua vez que já está na porta para sair daquela situação constrangedora e visualiza Saiory enlouquecida atrás dele com duas pequenas espadas.

-Antes de me matar Saiory coloque uma toalha. (Fala ainda envergonhado e uma gota surgindo na testa apontando para ela o local da toalha)

Ela para der repente lembrando-se de ainda estar despida e rubra pega rapidamente a toalha de banho. Sai em busca de Zero que não sai apressado para o quarto para não chamar a atenção das pessoas que ali circulam. Tarde demais... Saiory surge que nem uma doida que acaba de sair de um manicômio (reforçando a idéia do começo do capitulo) berrando o nome de Zero e palavrões de toda espécie, ainda com as kodachis em mãos e segurando com uma das mãos a toalha no corpo. Ele vai a sua direção para impedi-la daquela insesatez, mas Saiory deixará a razão e o juízo no banheiro. Ela que nem uma manada parte descontrolada com uma cara de assassina insana e aponta com as kodachis acima da cabeça para Zero. É ai que se deu o king kong do século de Saiory. Quando ela levanta as minis facas para acabar a toalha cai no chão e mais uma vez Zero fica envergonhado. Zero consegue se recompuser e dizer alguma coisa para Saiory que já abaixava as kodachis em seu peito. Ele segura as armas dela, milímetros de distancia de seu peitoral, e balança ela para ver se acordava.

-Saiory! Não vê o que está fazendo é loucura! (Ele fala ainda chacoalhando ela como se fosse uma leve boneca de pano)

A ficha dela finalmente cai muito atrasada, mas caiu, e ela pisca os olhos sem entender porque Zero está segurando suas mãos com as kodachis tão perto dele. Saiory livra-se das mãos dele e reclama.

-Saia de perto de mim pervertido. Porque está tão perto de mim segurando minhas mãos? (Ela fala numa vergonha que suas palavras saem quase inaudíveis, só Zero consegue ouvi-las)

Ele pigarreia tentando chamar sua atenção e ela percebe um frio anormal em seu corpo e uma sensação de vazio. Olha para baixo e tem um surto de vergonha, visualiza em volta e vê pessoas fuxicando sobre aquela cena estranha, outros paralisados boquiabertos e outros reprovando achando que ela é a pervertida por estar sem roupa e muito próxima dele. Ela não pensa em mais nada e sai correndo para o quarto, esquecendo de fechar a porta, entrando direto para o banheiro e tranca a porta. E apenas toma uma ducha forte para esquecer o que acabará de fazer e ver. Foi uma reação automática dela para fugir daquele momento vergonhoso. Zero ainda parado no corredor tentando clarear as idéias que não estão muito bem no momento, afinal além do que aconteceu as pessoas estão acusando Saiory como pervertida, ele entãos e irrita com os comentários e os curiosos.

-O que estão olhando? Estão achando que aqui é algum de espetáculo? (Enquanto ele ruge as palavras com frieza, o ambiente ao seu redor torna-se obscuro e medonho)

As pessoas ficam arrepiadas até a espinha e o lugar já está vazio, nenhuma alma viva tem coragem de ultrapassar naquele corredor (Às vezes o Zero consegue superar o Kaname nos momentos do mal, este foi um desses momentos). O momento do mal passa quando ele lembra-se de Saiory correndo para o quarto. Ele fica a um passo da porta do quarto dela e levanta a mão para abri-la, viu que ela havia se esquecido de fechar, porém muda de idéia abaixando a mão e volta para o quarto. “Não devo incomodar ela, deve estar muito chateada ainda. Vou deixar que ela se acalme primeiro depois falo com ela sobre o mal entendido.” Zero vai tomar banho e quando sai ouve alguém batendo a porta. Abre a porta e depara-se com Saiory cabisbaixa.

-Desculpe-me pelo que aconteceu agora a pouco. Foi tudo culpa minha, deixei você em uma situação constrangedora, falei mal de você, tentei matá-lo e nem perguntei o motivo de ter ido até meu quarto. Eu não queria matá-lo, só um pouquinho, espero que você entenda. (Terminado de falar ela levanta o rosto e olha fixamente nos olhos lilás de Zero esperando uma resposta)

Zero fica surpreso por ela estar pedindo desculpas, afinal à culpa não foi só dela pela confusão, e sente-se um pouco culpado.

-A culpa não foi sua, não se culpe por isso. E não ligue para o que aquelas pessoas comentaram, é só um bando de desocupados. Fui que eu comecei a confusão, não foi minha intenção. (Tenta explicar-se como se estivesse pedindo desculpas, mas é muito orgulhoso para desculpas)

-Sério? Ah, então tá!! (Então a carinha e momento meigo de Saiory transfere-se para a Saiory de sempre, animada e despreocupada)

Ele que há poucos segundos tinha uma ponta de preocupação muda de expressão olhando de lado e uma gota surge em sua cabeça. “Nem preciso procurar uma resposta para essa mudança de estado dela, já sei a resposta. Ela é estranha.” Depois desta conclusão Zero resolve tirar uma dúvida sobre ela.

-Posso te perguntar uma coisa? (Pergunta indiferente)

-Pode. (Responde sorridente, como se não tivesse pagado mico nenhum há pouco tempo)

-O que seus pais te davam quando era pequena para comer? (Pergunta com a mão no queixo e analisando ela com um olho aberto)

-Hum... não lembro bem, porque a pergunta agora? (Pergunta curiosa e achando estranho o porquê da pergunta inesperada)

-Nada não. (Ele tenta disfarçar a curiosidade e olha para o lado)

-Você já fez sua pergunta, agora é minha vez! (Ele fica com medo dessa afirmação dela e arrepende-se de ter perguntado) Porque foi até o meu banheiro? Perdeu alguma coisa lá? O que exatamente o senhor estava procurando lá?? (Ela aproxima-se dele e faz uma cara de desconfiada das intenções pervertidas dele intimidando-o com o olhar)

-Porque está perguntando dessa forma? (Ele recua a cabeça um pouco estranhando a cara dela)

-Naaaada, só por curiosidade! (Balança a cabeça tentando demonstrar desinteresse)

-Eu fui avisar sobre a caçada de hoje. Quando bati na porta ela abriu então entrei e ouvi um barulho vindo do banheiro, a porta estava escancarada. Foi isso o que aconteceu. (Fala em tom áspero tentando não lembrar-se do momento)

-Seeeii! Vou fingir que acredito em você Sr. Rabugento ou seria Sr. Pervertido? Agora fiquei em dúvida, qual soa melhor? (Ela pensa alto e fala para si)

Zero ergue uma das sobrancelhas e a olha quase que a matando com os olhos.

-Eu estou bem aqui Saiory. (Falando isso o ambiente fica pesado sobre eles)

-Só um minutinho que estou pensando em um assunto muito importante e... (Saiory coloca a mão a centímetros da cara dele para ele parar de falar ainda distraída)

Antes que ele abrisse a boca para retrucar ela finaliza.

-Isso! Sr. Rabugento Pervertido! Apesar de que no dia-a-dia vai ser muito cansativo te chamar assim todo dia. Melhor Sr. RP, perfeito! (Ela ainda delira enquanto fala)

-Agora chega sua tonta estranha. (Uma veia salta em sua testa e seus olhos fecham de raiva juntamente com seu pulso)

-Não disse Sr. Rabugento Pervertido, controle-se, eu sei que isso é meio difícil para você. Nada de enrolação e vamos trabalhar! (Diz empolgada segurando seu braço e o levando para fora da pensão)

Ele revira os olhos e se deixa levar por ela esperando a hora que ela iria parar. Depois de algumas ruas ela finalmente para soltando-o e olhando com uma expressão perdida e impaciente.

-E então? Quer mesmo que eu adivinhe o caminho ou vai me falar de uma vez?

-Estava esperando para ver sua cara de boba como agora. Siga-me. (Ele fala irônico divertindo-se com a situação)

Ela dá de ombros como se não importasse com o comentário e anda ao seu lado.

-Ah... e sobre ontem. Eu não me retruquei a ordem que você deu-me para ficar com menos vampiros que você, porque sabia que não ia adiantar rebater com você. Eu apenas olvidei o que disse e fiz o que me era oportuno. (Comenta distraída olhando para o céu azul, mas para puxar assunto)

Porque diabos ela foi me falar disso agora? E eu ainda fico tentando entender. Pensando nisso Zero suspira e volta-se para ela ainda caminhando.

-Eu estranhei no começo, só que no fundo imaginava que faria aquilo. (Responde seco olhando a frente)

Ela ri e ele a olha confuso.

-Do que está rindo? (Pergunta curioso)

-De você, engraçado como as pessoas que conhecem pouco tempo outra já acham que a conhecem. (E solta um riso com um leve deboche)

Zero para de caminhar e Saiory entende que eles chegaram ao local, isso quer dizer que ele virará aquela pessoa objetiva e calculista quando vai caçar. O local não é dos mais agradáveis, ruínas do que deveria ser uma mansão. Zero olha sério para Saiory que retribui. Os dois se dividem um para o oeste e outro para o leste. Saiory sente a presença de um vampiro no meio do local e pensa em esperar atrás das ruínas a ordem de Zero. Fica posicionada a alguns metros do vampiro atrás de uma pedra que um dia foi uma parede. Uma voz suave e perfurante surge do meio do grande salão vazio aberto para a paisagem afora.

-Não adianta se esconderem atrás das pedras, já sei que estão aqui para me caçar.

Saiory e Zero sobressaltam com aquela afirmação. Nem um dos dois esperava por essa. A voz continua com provocante.

-Caso ainda não perceberam, instalei fios quase imperceptíveis nas áreas mais propensas a espionagem e a ataques contra a minha pessoa. Quando alguém se aproxima sinto a vibração do fio e sei que alguém está por perto. Se demorar muito para aparecer e ainda é sorrateiro, sei que estou em perigo. Sorte a de vocês terem conseguido passar pelos gravetos e outros apetrechos que deixei ao redor para alertar a vinda de alguém que o pise acidentalmente.

Os dois ainda continuam imóveis, sem saber como agir.

-Ainda não se convenceram de que sei que estão aqui e onde estão localizados? (Fala sarcasticamente)

Saiory resolve tomar uma atitude e vai em direção da caça. Parando de frente a ele, um arrepio percorre seu corpo ao vê-lo. Zero ainda está receoso de aparecer diante do vampiro tendo esperanças de surpreendê-lo com um ataque.

-Não adianta jovem irrequieto, se eu fosse você pensaria duas vezes antes de fazer qualquer ataque contra mim. (Fala de maneira séria)

Sayori de certa forma sabia que o vampiro está certo e que Zero tentaria um ataque surpresa.

-Ele está certo, se você vier aqui vai saber por que estou falando isso. (Diz com uma voz sombria e ao mesmo tempo como se não quisesse falar nada)

Zero percebo o tom diferente do normal de Saiory e decide averiguar. Chegando um pouco mais perto dos dois repara algo no colo homem sentado em uma cadeira confortável. Saiory está a alguns metros a de frente ao ser. Subitamente para e inconscientemente recua um passo para trás. Ele fica espantado com a cena o que acaba de reconhecer. A figura que está nos braços do vampiro é um menino de uns oito anos, enrolado em um lençol só sua cabecinha aparecia. Zero tenta controlar sua fúria e instintivamente coloca a mão em cima de onde está sua arma (debaixo de seu sobretudo cinza). O vampiro ri sutilmente como um sádico.

-Vê agora porque não pode me atacar? Não vai querer que este menino se machuque não é? (Sua voz se torna envolvente, mas provocadora)

Saiory percebe o joguinho dele querendo deixar Zero irritado e que o consuma sem espaço para raciocinar direito.

-E o que você quer que façamos? Fiquemos aqui olhando você devorar uma criança e depois fugir impune? (Reclama ela grosseiramente)

-Na verdade tenho um jogo mais divertido para o casal. (Sua voz ainda envolvente com uma pitada de charme)

-O que quer dizer com isso? (Zero grita incomodado sem poder reagir)

-Esta tão calmo aqui não acham? Acho que vou dar uma animada por aqui. (O vampiro diz com ironia e rapidamente sai da cadeira correndo dali)

Zero e Saiory sentem como se tivessem sido feitos de bobos, gotas aparecem em suas cabeças.

-Vamos atrás dele. (Grita Zero agitado)

Saiory afirma com a cabeça e os dois seguem o vampiro. Zero mais a frente por ser um vampiro e Saiory...bem... ela atrás por fingir ser uma humana e por isso não pode correr na mesma velocidade que eles. Um sorriso arteiro surge no rosto do vampiro e corta com sua unha grande e afiada uma fina corda que segurava algo. Um barulho surge e um escombro da casa cai em direção de Zero. Ele é surpreendido pela grande pedra e tenta se desviar isso faz com que o vampiro tenha mais vantagem sobre eles, saindo em disparada. Saiory passa por Zero e não fica para ajudá-lo continua correndo para alcançar o ser. Zero embaixo dos escombros olha fuzilando para ela quando a vê passando. Joga para longe os escombros em cima dele e continua a correr, agora mais rápido que uma águia em busca de sua presa. O vampiro bruscamente mudava sua rota e entrava em buracos e caminhos com obstáculos, cortando toda vez um fio aqui e lá fazendo com que algo cai sobre algum deles. Para sorte da Saiory Zero socava as paredes e objetos que vinham em sua direção para não acertá-la e logo a deixava para pegar o vampiro. Ela cansa de ser protegida por ele e tem uma idéia, retira suas armas e toda vez que algo vinha em cima dela rapidamente destrua com as kodachis. Zero cada vez mais fica furioso por aquela perseguição inútil para ele. “O que ele quer com isso? Ele está se divertindo as nossas custas e não vou deixar isso acontecer mais. Mas o que posso fazer?” Pensa para si. Dá-se conta que seu corpo já estava esgotando-se e que Saiory já não está mais atrás dele. “Desgraçado! Como não percebi antes? Ele quer nos esgotar fisicamente para depois fugir ou nos atacar.” Zero vai atrás de Saiory que está correndo com cara de esgotada (fingindo pelo menos). “Que ódio! Ah se eu pudesse correr mais eu pegaria ele e ajudaria mais o Zero. Mas tenho que fazer com que ele não perceba a verdade” Enquanto ela pensa nisso observa Zero indo em sua direção calmamente e um pouco cansado. Ele apenas mostra com a cabeça para segui-lo. Os dois chegam ao salão principal onde estavam antes com o vampiro. O ser reaparece na sombra com cara de maligno.

-Já cansaram crianças? O jogo apenas começou. (Fala ainda com sua voz devil)

-Eu vou te matar seu desgraçado! (Zero esbraveja para o ser indo em direção dele)

-Nã na na! Quer mesmo acordar o pobre menino? (Mostra o cobertor em seus braços) Ele tomou um suco muito relaxante, por isso está neste sono profundo. (Olha para o menino com cara de sínico, como se estivesse preocupado com o garoto)

Zero para e tenta pensar em algo. Saiory apenas observa a situação cautelosa.

-Aliás, como vocês dois gostam tanto de salvar humanos. Vou lhe contar o objetivo do jogo. Existem dois outros casarões como este precisando ser revistados. Vocês não sabem o que largam dentro daqueles lugares. (Comenta com voz melosa e cara de fingida de tristeza)

-Fala logo idiota! (Reclama Zero já querendo ir pra cima da criatura)

-Ok! Ok! Temos dois casarões, os dois com diversões. O que for escolhido terá seu prêmio merecido. Mas a recompensa terá se perdido. A recompensa ou o prêmio? Qual será do seu feitio? Só alcançara ambos se a escolha não for a certa para os corretos. O incorreto cessará a agonia do ser defeituoso. (O vampiro declama uma rima para sua charada)

-Está me fazendo perder a paciência! Diga logo o que quer imbecil. (Zero esbraveja intolerante)

-O menino é apenas a garantia de que não irão perder o foco no jogo. Se isso acontecer ele dormirá assim para sempre pobrezinho. (Sua voz é doce mas seu olhar é de sádico quando fala do garoto)

Zero tenta não perder a cabeça com aquelas palavras e aperta os olhos com firmeza para não fazer nada que não deve. Quando abre os olhos o vampiro não está mais lá. Ele olha para os lados procurando sua caça e uma sensação de indignação toma conta de sua mente.

-Porque o deixou escapar? (Grita com raiva para Saiory)

-No seu momento de revolta masculina, o vampiro falou baixo que irá nos esperar aqui. (Fala calma e de olhos fechados, pois está com raiva dele)

-E você acredita? (Pergunta no mesmo tom de antes)

-O que eu sei é que ele gosta de jogos e que leva a sério. E não vai adiantar nada você ficar reclamando, vamos logo resolver essa charada que ele nos deu. (Ela abre os olhos ordena com o tom mais alto e estridente que encontra no momento) Temos que pensar como ele pensaria.

-Ele está é brincando conosco, não percebe? (Ele a olha de lado e fala um pouco mais controlado)

-Deixe-me pensar. Ele falou antes da charada que deixaram algo em dois casarões. A charada tem casarões então suponho eu que deve haver com eles e o que tem dentro. Ele começa falando dos casarões. Mas o que ele quer dizer com diversões? (Pergunta pensativa mais para si do que para Zero)

-... (Zero acha um absurdo fazer o que o vampiro quer, mas sabe que não a o que fazer)

-Para ele esse jogo que ele chama é a sua diversão. Ele gosta de mandar no jogo e brincar conosco que somos os jogadores. Então a diversão que ele fala que está no casarão pode estar referindo ao que está dentro dele. O que ele falou sobre terem deixado algo lá. E se forem pessoas? (Pergunta olhando preocupada para Zero)

-Eu pensei antes quando ele disse sobre ter deixado algo nas casas que poderiam ser pessoas. Se não ele não teria dito antes aquela frase “..., como vocês dois gostam tanto de salvar humanos.” (Completa o raciocínio de Saiory)

-Verdade... vejamos a segunda rima. Essa está se referindo a primeira rima. Então ele fala que cada um deve escolher o casarão e encontrar o que há dentro.

-Sim, a terceira diz sobre uma recompensa. Deve ter algo além do que tem dentro dos casarões. E se isso for verdade ele pergunta depois sobre qual vamos escolher. Como se só pudéssemos escolher ou o que há nas casas ou a tal “recompensa”. (Diz ele sério e frio)

- “Só alcançara ambos se a escolha não for a certa para os corretos.” E o que significa isso? Ambos devem ser a recompensa e o prêmio que ele pergunta antes qual vamos escolher. Então só vamos conseguir encontrar os dois se não fizermos a escolha certa para os corretos. Mas o que é essa escolha certa para os corretos?? A partir de hoje odeio charadas! (Reclama sentando-se no chão e apoiando a cabeça nas mãos.)

-Vamos deixar essa parte para mais tarde. Depois disso ele fala algo que está ligado a essa parte que não sabemos. Deixando essa merda de charada de lado. Se formos pegar o que há nos casarões ele vai escapar, esse é o plano dele. E se ele escapar? Não podemos deixar isso acontecer. Não vou deixar ele vencer essa. (Confirma revoltada de cair numa armadilha de um vampiro nível E)

-Entendo, mas precisamos investigar o que há ali. (Reflete ela calmamente)

-Não podemos deixar as vitimas se realmente há, naquelas casas. Prefiro salvar humanos, mesmo que para isso tenha que abrir mão do vampiro. (Conclui pensativo e indignado)

-É... mas é o mais sensato a fazer. Não se preocupe, depois pegamos ele e... Perai!!!!!!!!!! (Ela pula sobressaltada e assusta Zero)

-Você tem algum problema só pode ser. (Ele a fuzila com o olhar)

-Estou pensando, estou pensando... já sei! Entendi o enigma agora! Há! Eu sou demais, eu sou demais! (Ela comemora com uma dancinha feliz)

-Você é tonta isso sim! Desembucha logo. (Ele fala impaciente)

-É o seguinte, ele fala que se seguir o certo os corretos que fazem...

-Jura? (Interrompe Zero irônico e seco)

-Cala a boca e ouvi! Continuandooo! Os certos que ele fala somos nós. Então se não fizermos o que é certo, o habitual o que é normal fazermos numa situação dessas vamos conseguir os dois, o prêmio e a recompensa que ele fala. (Termine de dizer com uma cara de intelectual e faz um movimento com o dedo como se estivesse ajeitando o óculos na cara, o óculos invisível dela)

-Tá sabichona, mas e o resto? (Desafia sarcasticamente ela)

-Ai eu não sei. (Reclama com um biquinho)

-Vamos logo antes que algo aconteça. Eu sei onde existem duas mansões parecidas com essa, as duas estão abandonadas. Se não em engano eram da mesma família, uma fica ao norte e a outra ao sul. (Diz analisando o local de cada casa)

-Mas lembre-se, não podemos fazer o que é usual, o que esperariam que fizéssemos. (Alerta ela)

-Eu sei, mas se o certo é averiguar o que há nos casarões. O certo então seria segui-lo, isso quer dizer que Ele deve ser a recompensa. (Fala sério como sempre)

-Bem pensado. Mas ele fala que se queremos pegar o prêmio e a recompensa precisamos fazer o errado. E se ele é a recompensa e o prêmio é o que há nas casas, como vamos conseguir os dois ao mesmo tempo? (pergunta confusa)

Depois de pensar um pouco refletindo a ultima rima com todo o enigma Zero chega a uma conclusão.

-Já sei o que faremos, não sei se estarei certo. Só que não consigo chegar a nenhuma conclusão melhor que essa. (Fala áspero pensando no que poderá acontecer)

-Casarão do norte-

O casarão parece o mesmo que o principal, contudo é menor que o anterior e está em melhor estado. Zero procura em todas as acomodações e nenhum sinal de vida. Lembra-se do que Saiory lhe disse “Temos que pensar como ele pensaria”. “Ela é estranha, apesar de estar certa. Se ele gosta de joguinhos deste tipo não colocaria a vitima tão a vista.” Pensa ele olhando para todas as possibilidades da casa. Sai correndo até o sótão, lugar mais alto da casa, e olha todo ele. Um espelho coberto por uma manta branca é a única mobília no local. “Que estranho, só há um espelho aqui? Normalmente o sótão e um lugar onde tem várias tralhas.” Pensando nisso ele tira a manta e o espelho vira um pouco para cima, nessa hora Zero arregala os olhos surpreso. Pendurado por uma corda no telhado há uma mulher de cabeça para baixo desacordada. Ele imediatamente a retira e deita no chão, ela está mais pálida que um cadáver. “O sangue deve ter descido para a cabeça e deixado ela sem sentidos. Ainda bem que cheguei a tempo de descer sangue suficiente ao cérebro e ser o fim para ela.” Zero reflete com uma ponta de remorso.

-Casarão principal-

O vampiro toma chá tranquilamente em uma mesa tomada de pó dos escombros e em sua cadeira confortável e macia. Uma sombra penetra a paz do local e algo se mexe. O ser que há segundos estava sentado agora está segurando uma figura pequena contra a parede com um braço e com uma mão apoiando na parede frágil.

-Você é uma menina esperta e bem fascinante. (Fala em tom sedutor)
-Pois para mim você é irritante e não tem o que fazer. (Resmunga ela com raiva)

-Nós dois sabemos o que veio fazer. Porque não termina logo com isso? (Diz com um olhar frio e melancólico)

-Mas antes me diga por que está fazendo tudo isso? Você é um vampiro, contudo não é um monstro. (Pergunta confusa tentando entende-lo)

-Para fazer meu final um pouco mais divertido. Se vou morrer, que seja fazendo coisas absurdas e interessantes. (Terminando de dizer isso ele sorrir aliviado e contente, até que cai no chão)

-Você não precisa brincar com a vida das pessoas só porque vai morrer e nada mais importa. Agora entendo que deve achar injusto este destino para você e não se importa com a vida dos outros. Mas lembre-se que não foram elas que colocaram esse destino em você e fazendo esses joguinhos você só prova ser merecedor do seu destino, brincando com a vida dos outros como se você fosse senhor de tudo. (Saiory diz tentando ensinar algo para o ser caído no chão)

Ele olha para ela com os olhos sobre cerrados e diz uma ultima coisa antes de morrer sobre a poça de seu próprio sangue que derrama da ferida feita pela arma de Saiory.

-Você é um anjo.

Ela fica espantada com a afirmação e responde séria.

-Estou longe de ser.

Dá as costas para o vampiro e segue seu caminho lentamente, pensando no que ele falou. O vento bate em seu rosto, mas ela não acorda da imersão em seus pensamentos. “Anjo... será quem um autêntico vampiro poderia ser chamado assim?”

Ela para diante de um manto em cima de uma poltrona meio destruída. Retira uma parte do lençol e espanta-se. “Então ele nos enganou direitinho, quem diria... uma marionete” Saiory pensa para si enquanto olha para o boneco de madeira, com olhos arregalados e um sorriso sínico. Ela caminha até o pátio principal e vê Zero abaixando duas pessoas no chão, então ele a encara.

-A mulher ainda está com vida, mas o menino eu não cheguei a tempo. (Ele fala frio como uma pedra, mas Saiory percebe a tristeza e magoa em seus olhar)

Ela mostra segurando a cabeça da marionete do vampiro que dizia ser um menino.

-Este menino no chão deve ser o menino verdadeiro que ele falava. Aproveitou-se e fingiu que estava com ele nos braços para que não fizéssemos mal ao vampiro. (Diz séria)

-Eu vou levar os dois, melhor você ir para casa. (A expressão dele é séria)

-Está bem. (Ela entende que ele quer ficar só)

“Se não for rápida vou acabar me atrasando.” Pensa enquanto ia depressa pelas ruas até em a pensão. Toma uma rápida ducha, troca de roupa e calça os sapatos. Mais rápida que uma lebre consegue chegar até a casa dos Kuran. “Uffa! Ainda não sei como consegui chegar e não me perder. Devia estar com tanta pressa que deixe-me levar pelos instintos.” Reflete enquanto batia na porta. Seiren atende a porta.

-Boa noite! (Diz Saiory gentilmente)

-Boa noite. (Responde Seiren)

Um alvoroço ouve-se por trás da menina calada.

-...mas eu preciso atender a visitante Aidou! (Diz uma voz apressada e alvoroçada)

-Eu sei, mas se Kaname descobre que não se concentrou como devia nos estudos, ele vai acabar comigo! (Diz outra voz agoniada e um pouco dramática)

-Desculpe-me, amanhã prometo que vou fazer tudo direitinho, tudo bem assim? (Pergunta uma voz meiga)

-Está beeem! Como posso falar algo com você fazendo essa carinha. (Reclama a outra pessoa com um leve tom desconcertado)

-Obrigada Aidou, prometo que não o decepcionarei! (Diz a voz feminina agora enérgica)

O som de passos se aproximando e duas figuras surgem na porta (Seiren observa as duas figuras com uma gota na cabeça e desaparece, tanto que Saiory nem reparou na sua deixa), Aidou e Yuuki.

-Seja bem vinda Saiory-san! (Yuuki faz uma reverência para a visitante) Desculpe pela informalidade, se quiser eu chamo-a pelo sobrenome. (Diz ela sorridente e sem graça)

-Não tem problema, pode me chamar de Saiory, prefiro assim. (Responde fechando os olhos e fazendo o sorriso mais simpático que consegue no momento)

“Uma humana? Mas porque Kaname iria convidar ela? E Yuuki e ela já se conhecem? Que estranho.” Pensa Aidou. Yuuki percebe o outro analisando Saiory dos pés a cabeça e olha para ele com reprovação.

-Aidou! Não sabe que é feio ficar olhando para os visitantes desse jeito! Assim ela não vai querer mais voltar. (Reclama Yuuki vigorosamente)

“Quem é este? Kaname não me falou dele, será que é confiável?” Pensa Saiory.

-Mil perdões linda jovem. Eu não pude deixar de admirar a sua beleza, é encantadora. Prazer, meu nome é Hanabusa Aidou. (Tenta disfarçar com uma voz charmosa e um olhar sedutor, beijando a mão dela enquanto segura com a sua)

-Obrigada... (Diz Saiory estranhando o jeito sedutor dele e tentando ser simpatia)

“Lá vai ele! Não tem jeito mesmo.” Pensa Yuuki olhando a cena e suspirando.

-O nome de Saiory você já conhece não é? Muito bem Saiory, entre e fique a vontade. (Diz Yuuki amorosa interrompendo enquanto puxa Saiory pela mão.)

Aidou senta-se no sofá e olha para Saiory.

-Sente-se aqui, não deveria ficar ai em pé. Descanse. (Diz ele gentil e dando uns tapinhas no lugar ao lado do seu no sofá com sua voz ainda sedutora)

“Ele acha mesmo que está seduzindo alguém assim? Só as meninas do colégio do meu dormitório que eram ingênuas de cair nessa.” Reflete Yuuki olhando de lado para Aidou.

-Ah! Quase ia esquecendo-me, o Aidou tem razão em você ficar a vontade se é que me entende. (Diz Yuuki simpática e dando um olhar travesso mexendo as sobrancelhas)

-Tinha até esquecido-me, estou tão a costumada a andar assim que até perdi a prática. (Tenta Saiory falar algo divertido)

Ela fecha os olhos e mais uma vez aquele estranho poder invade a casa. Uma sensação estranha toma conta do ambiente e Saiory abre os olhos cor de sangue. “Então ela é uma sangue-puro? Sinto o poder de influência assim como o Kaname e esse é o poder dela? Incrível! Porém sinto algo diferente, uma sensação de medo talvez. O aroma de seu sangue é tão diferente, não poderia descrevê-lo. Ela parece diferente de antes.” Comenta Aidou para si surpreendido com a visitante. “Porque sinto a mesma coisa de ontem? Ela não me é estranha mais, então porque... ?” Yuuki pensa o que há de errado consigo. “Porque eles estão me olhando dessa forma? Será que estou feia? Ou é a roupa que está errada?” Saiory pensa preocupada olhando para si. Yuuki percebe a preocupação da outra e resolve acabar com aquela situação desconfortante.

-Eu pedi um chá com biscoitos para nós, você gosta Saiory? (Pergunta Yuuki como uma boa anfitriã)

-Adoraria. (Sorri ela feliz)

Aidou a olha como se estivesse duvidando e averiguando algo que deixou escapar antes. “Mas se o Kaname não quer que ninguém saiba, porque deixou essa estranha entrar aqui? E o quão próxima dele ela é? E porque nunca ouvi falar dela? E porque ela se esconde como uma humana? Ela é uma mulher misteriosa sem dúvidas... adoooro mulheres assim!”. Subitamente observa as duas olhando para ele como se ele fosse um tarado ou algo do tipo. “Porque ele está me olhando com olhos brilhando e com cara de babão? Será que ele está bem? Algum bicho o picou?” Pensa Saiory com cara de medo para ele. Yuuki olha para ele com cara de : porque você está tarando a visitante seu abusado?

-Eu me lembrei de um mangá que lançou a pouco tempo! (Tenta disfarçar o constrangimento e dá uma risadinha sem jeito)

As duas tentam sorrir para serem simpáticas e as famosas gotas aparecem.

Para salvação de Aidou Senrei aparece com uma bandeja com chá, xícaras e pires com biscoitos.

-Whoaa! Biscoitos de chocolate! Não é sangue, mas são muito bons!! (Grita Aidou satisfeito pela refeição deliciosa e retirando quase todos os biscoitos comendo feliz.

-Deixe para gente também Aidou! Qualquer coisa podemos comer os biscoitos que eu fiz, eu acho. (Diz Yuuki sorridente e ao mesmo tempo chateada por Aidou estar comendo tudo)

-Quee? De jeito nenhum! Ainda bem que cheguei a tempo de Senrei não servi-los a pobre Saiory. (Reclama ele fazendo cara de nojo)

-Você cozinhou Yuuki? Então seria um prazer come-los! Eu não me importo se Aidou não gosta deles. (Diz Saiory fazendo cara de que não ligou para o que Aidou falou)

-EEEE! Obrigado Saiory!! (Agradece Yuuki segurando as mãos de Saiory nas suas e olhinhos brilhantes)

Aidou sente-se escanteado e vai para o cantinho se lamentar.

-Tudo beem então Senrei, pode nos servir meus biscoitos, por favor? (Pede Yuuki feliz da vida)

Contudo quando Senrei vira-se para pega-los Aidou sai de seu estado depressivo e corre impedido a coitada.

-Um minutinho! Eu sei que quer provar os biscoitos da Yuuki, mas antes preciso adverti-la do seu preparo desastroso. (Tenta ele esperançosamente de Saiory desistir daquela loucura)

-(Para melhor entendimento dos leitores, em vez de eu dizer Aidou contando como foi vou narrar de outra forma) Algumas horas antes de Saiory chegar-

“Se Saiory vem para cá precisa retirar a impressão ruim que deixei nela quando assim que nos conhecemos. Mas como vou fazer isso? Já sei! Eu mesma vou preparar o lanche de amanhã!” Pensa Yuuki contente em direção a cozinha.

-Vejamos... a receita de comida deve estar por aqui. (Conversa consigo procurando entre os armários de cima, apoiando-se em um banquinho)

Ela acaba derrubando vários livros e consegue vitoriosamente seu aclamada livro de receitas doces.

-Que porcaria! Depois eu os arrumo ainda bem que o livro tem ilustrações. Assim fica mais fácil de encontrar, mas o que vou preparar? Tem que ser uma receita fácil, aqui! Biscoitos de chocolates. (Folheia o livro feliz por ter escolhido tão rápido a comida)

-Deixe-me ver... leite, ovos, açúcar... entendi. Vai ser fácil! (Fala empolgada mal sabendo do resultado dessa experiência)

Yuuki começa a preparar dedicada seus biscoitos, depois de bater tudo e a massa estar pronta chega sua parte preferida.

-OHHHH!Onde estão as formas de biscoitos? Ah! Devem estar naquele pote na prateleira mais alta. (Fala observando a altura da prateleira)

Ela sentindo-se como uma aventureira que precisa passar um grande obstáculo pega o banquinho e coloca alguns livros que tinham caído em cima para poder alcançar o pote. Sobe com certa dificuldade e esticando seu braço consegue alcançar o precioso, só que desequilibra e cai no chão salvando o pote de uma queda mortal. Feliz por ter salvado as suas forminhas retira todas e percebe que alguns amassaram um pouco na queda. Fica meio triste, só que não desiste. Faz formas variadas de biscoitos como coração, coelho, flor, etc.

-Ficou tão lindo! Agora é só derramar o chocolate em cima e voalá. (Quando derrama o chocolate, acaba derramando mais do que devia e encharcando os biscoitos)

Yuuki olha com cara de que quer esganar o chocolate, mas mesmo assim é uma garota obstinada. Coloca os chocolates em uma forma grande e leva ao forno.

-Agora é só deixar ficar no tempo dito na receita e estará pronto. (Diz ela com cara de exausta)

-Cena de Aidou chegando à casa dos Kuran-

-Yuukii! Cheguei. Hoje cheguei, mas cedo porque o Kaname disse que vai vir um visitante e é para você estudar mais cedo. Yuuki! (Chama ela em seu estado sou feliz para gradualmente ficar desconfiado)

Quando chega a sala ela está com um avental rosa toda melada de vários alimentos que ele não identifica e dormindo com cara de cansada no sofá. “Que bonitinha ela dormindo” Pensa ele cuidadoso com sua aluna. “Eii! Que cheiro estranho é esse?” Pensa ele indo para a cozinha, de onde vinha o cheiro, chegando então ao fogão.

-AHH! Queimando! (Abaixa a tampa do fogão retirando a forma com um pano na esperança de salvar seja lá o que estivesse dentro, o fogão a ponto de explodir e a casa que poderia pegar fogo)

Yuuki acorda com a confusão de Aidou.

-Os biscoitoos! O que aconteceu? É grave? (Com a mão no coração preocupada como uma mão com os biscoitos)

-O que você estava pensando Yuuki? Dormir com comida no forno? (Reclama ele com o dedo acusador nela)

-Foi sem querer. (Cara de criança abandonada)

Aidou cai na dela e levanta uma sobrancelha sentindo uma ponta de culpa por acusá-la. É ai que ele olha para a cozinha. O quase infarto que ele teve é indescritível. Havia restos de comidas pro toda parte, potes e caixas de alimentos espelhados pela mesa e chão, livros caídos no chão, formas espalhadas, gavetas e armários abertos. Ele mecanicamente vira-se para ela com cara de vou te matar agora, ela sorri para diminuir a raiva dele sentindo que aquele seria seu ultimo dia. Seiren acaba chegando olhando com cara de que vai ter muito trabalho pela frente e Yuuki tenta impedi-la de limpar tudo sozinha afirmando ser a culpada e como obrigação limpar a cozinha. Aidou olha desconfiado para os biscoitos e joga um na parede. Yuuki olha revoltada por ele estar estragando os biscoitos dela. O biscoito choca com a parede e cai no chão intacto, nenhum arranhão sequer. Gotas surgem na cabeça dos três.

-Fim da idéia dos biscoitos felizes de Yuuki-

-É, você tem razão Aidou. Não daria pra comer os biscoitos, é uma pena. (Lamenta-se Yuuki)

-Eu vou arriscar, a Yuuki fez com tanto carinho por isso vou provar mesmo assim. (Fala com convicção a corajosa Saiory)

-Sério?? Você é demais Saiory!!! (Dança Yuuki feliz por alguém além do Kaname, e Zero, dar valor a sua comida)

Seiren chega na hora da comemoração de Yuuki.

-Desculpe-me a intromissão, mas Kaname jogou-os fora. (Fala em tom frio a até então calada menina)

-Elaaa falou! (Falam os três em uníssemos surpresos)

-Eu não vi o Kaname entrar. (Comenta Yuuki pensativa)

-Deve ter sido na hora que você estava tomando banho para tirar a sujeira do corpo e quando eu estava organizando o estudo em seu quarto. (Comenta Aidou sorrindo) Como foi isso Seiren?

Nesse instante Uma sombra surge por detrás deles e todos sobressaltam alarmados. Kaname Kuran aparece com uma cara sombria e todos olham espantados, inclusive Saiory.

-Boa noite. (Cumprimenta agora com uma cara simpática e olhinhos fechados)

Todos continuam a olhar espantados ainda não entendendo. Yuuki é a primeira a reagir do transe.

-Boa noite irmão onii sama! (Cumprimenta dando um beijo em seu rosto)

-Kaname, nos responda uma curiosidade. Você provou os biscoitos na cozinha? (Pergunta Aidou maravilhosamente curioso e travesso)

-Não sei se Saiory gostaria de ouvir este tipo de situação sem importância. (Fala formalmente)

-Eu adoraria! Pode nos contar esta história Kaname. (Responde alegremente, mas com postura)

Ele senta na poltrona enquanto Seiren vai para cozinha buscar mais chá, Yuuki e Saiory no sofá e Aidou na outra poltrona menor.

-Eu cheguei e os dois estavam ocupados, fui até a cozinha pegar algo para beliscar. Seiren estava preparando uma massa de biscoitos. Deparei-me com alguns biscoitos em um prato e fui experimentar. Entretanto quase quebrei o dente de tão duro o biscoito, olhei para Seiren e pensei que ela deve ter errado no ponto e estivesse fazendo outros. Por isso joguei-os no lixo.

Uma sensação de depressão invade Yuuki e ela fica com bico.

-O que houve Yuuki? (Pergunta Kaname preocupado)

-Ela que fez os biscoitos e agora você os joga no lixo, que ironia do destino (Zomba Aidou prestes a gargalhar)

Kaname dá um olhar mortal para Aidou que logo se recompõe e faz a cara mais séria que pode.

-Não se preocupe Yuuki, eu posso experimentar sua comida outro dia. Se não foi bem sucedida com os biscoitos quem sabe com outro alimento. (Saiory tenta reconfortar a anfitriã com palavras amigáveis)

-Ela está certa Yuuki, seu chocolate é bem prazeroso. (Kaname fala carinhosamente para a amada)

O animo de Yuuki volta e ela sorri como uma criança satisfeita.

-Obrigada! Prometo que dá próxima vez não os decepcionarei! (Fala com um vigor e levanta a mão como se estivesse prometendo a vitória)

-Essa não, vai sobrar para mim. (Comenta Aidou baixinho para Kaname não ouvir.)

Saiory ri deliciada pela alegria contagiante de Yuuki. A noite ocorre prazerosa e os quatro conversam e o rumo da conversa acaba somente para Yuuki e Saiory. Elas conversam animadas sobre roupas e outro afins enquanto os homens ouvem com paciência, menos Aidou que acaba ficando entediado. Acaba não agüentando e boceja fingidamente.

-Está na hora de eu ir, boa noite para todos! (Despede-se de todos animadamente com ritmo de sono)

Kaname percebe o fingimento e sorri pelo amigo. Saiory levanta-se também.

-Vou com você Hanabusa. (Fala ela olhando para ele)

-Hanabusa? Você pode me chamar só de Aidou ou Aidozinho. (Fala ele todo charmoso para ela)

-Tem certeza que precisa ir Saiory, durma aqui! (Pede Yuuki feliz por ter achado uma companhia agradável e que lhe entenda.

-Pelo jeito ela está com planos Yuuki, convide-a para dormir outro dia. (Comenta Kaname gentilmente)

-Desculpe Yuuki, mas ele está certo. Prometo que dá próxima vez eu irei dormir e quando fizer uma nova comida estarei disposta a provar. (Diz tentando ser amável)

-Venha amanhã Saiory! (Convida Yuuki mais uma vez)

-Está certo, até amanhã então. (Aceita com grado Saiory)

-Vamos indo Saiory. (Apressa Aidou)

-Vamos. (Fala ela andando com ele em direção a porta da frente.)

-Tenha cuidado Saiory. (Yuuki alerta referindo-se não só a cidade mas também olhando para Aidou de lado)

-O que quis dizer com isso? (Pergunta ele desconfiado)

-Boa noite Saiory, Aidou. (Despede Kaname dos dois com uma voz simpática)

-Boa noite. (Os dois respondem ao mesmo tempo, olhando-se depois rubros)

Saiory então volta a ser humana e caminha com Aidou.

-Então somos só nós dois. (Diz Aidou galantemente quando estavam mais longe da casa)

-Pois é, Aidou será que eu poderia ir sozinha para casa daqui? (Pergunta um pouco sem jeito)

-Tudo bem. (Responde cabisbaixo e sentindo que levou um fora)

-Não é nada disso que está pensando! É que eu vivo escondida aqui como humana e prefiro que não saibam onde moro. (Apressa ela para desculpar-se)

-Ahh, não tem problema se for assim. (Responde sorridente, mas com uma ponta de desconfiança)

-Eu sei que você deve estar curioso para saber o porque e eu percebi que deve ser intimo dos Kuran. Acho que posso confiar em você, mas só contarei nos eu devido tempo ok? (Explica-se sorrindo em seguida)

-Tenho todo o tempo Saiory e obrigada por essa observação sobre mim. Gostei de conhecê-la, espero vê-la amanha. (Comenta sincero e agora mais maduro)

-Só falo o que penso, é bonito ver que ajuda ela nos estudos. (Fala com um sorriso meigo)

-É... obrigado. (Agradece olhando para os pés e um pouco vermelho)

Ela observa com um leve sorriso na cara o rubor dele.

-Boa noite Aidou! (Despede-se em direção a sua casa)

-Boa noite Saiory. (Responde olhando-a ir embora)

Notas finais
Por favor queridos leitores, deixem reviews! Assim fico mais motivada e posto meus capitulos mais rápido! -Autora implorando *---* - hehe Beijos e como estou de muito bom humor quem deixer review eu colocarei 100 pontinhos a mais por estar muito agradecida por valorizarem minha fic ~.~