1981:

— O senhor quer que todos escutem? — Perguntou a garota em cima da mesa.

Sabia que era impossível alguma pessoa a mando de Dumbledore passar pelas barreiras do meu mestre, porém, uma garota que se dizia viajante estava bem diante dos meus olhos.

Meus pés chutavam meu irmão como se essa fosse a maior fofoca de toda a nossa história e era!

Como poderia chegar em casa e não contar isso para Destiny? Impossível!

Porém, era interessante ver a interação dos dois, era como se essa mulher fosse algo além da minha capacidade de raciocinar.

Não porque ela era uma viajante ou porque não tinha medo e sim, respeito pelo nosso Lorde.

Apenas não entendia a pessoa em si, mas talvez o significado dessa frase que saiu da sua boca fosse a resposta que queria.

Ela era alguém que poderia ajudar o Lorde e tudo dependia de como o Lorde reagiria ou falaria, contudo, ele apenas girou a varinha entre os dedos e fez um movimento, nos dispensando.

Levantamo-nos em silêncio, mas fomos respeitosos com a pessoa que estava ali.

— Boa noite, meu Lorde. — Fizemos a mesura, como se estivéssemos adorando um Deus, o que ele era para nós.

Mas tudo se foi quando a nossa saída foi permitida e nossos passos foram orquestrados.

Saímos da sala e todos se olhavam, aquela seria a fofoca do ano, ou talvez do século, ainda mais que todos tinham alguém para contar.

Rodolphus contaria para os nossos pais e Bella contaria para alguém que desconhecia.

Contudo, quando chegasse em casa, a segunda coisa que faria era contar sobre esse momento histórico para a Destiny.

— O que acha que vai acontecer? — A mulher olhou para trás, coçando a cabeça com a ponta da varinha. _ Será que vai matá-la? — Sorriu e alguns dos nossos amigos pararam no corredor.

— Duvido. — Dissemos.

— O nosso Lorde é inteligente e aquela mulher é algo importante para que tudo termine bem. — Lucius foi simples, mas foi certeiro. _ Ela ficará ao lado do nosso senhor por bem ou por mal.

— Meu caro, Lucius. — Regulus arrumou o terno e deu um empurrão no ombro do loiro. _ Ela ficará muito feliz de estar com o nosso senhor, ainda mais que ela não percebeu que o nosso senhor estava ouvindo seus pensamentos.

Rimos e concordamos com o Black, se ela estivesse pensando em algo que não devia, nem mesmo essa conversa em privado aconteceria.

Apenas que tudo isso era uma novidade explosiva e deliciosa para contar para o Merlim e para o mundo.

— Talvez tenhamos uma Lady em breve. — Aquilo calou todos. _ O nosso senhor tinha um olhar meio obsessivo com a mulher. — Severus não estava errado, mas isso me fez ficar perplexo demais.

Encostei-me na parede e observei todos focando o olhar na porta fechada.

— É estranho imaginar isso. — Franziu o cenho. _ É como se estivesse me falando que mudou de ideia e quer se casar com a minha esposa. — A comparação foi ridícula.

— Nunca faria isso, Reg. — Todos sabiam disso. _ Porém, comece a pensar que o nosso senhor poderá ter um relacionamento em alguns meses, ou acabará ficando louco quando descobrir.

Não falou mais e desaparatou dali, deixando todos consternados com suas palavras que podiam ser verdadeiras.

O nosso Lorde poderia amar aquela mulher por sua força e pelo motivo que ela caiu em sua mesa, até mesmo poderia amar devido aos seus pensamentos.

Contudo, tudo isso só poderia acontecer se o Lorde quisesse e nem mesmo uma aposta resolveria.

— Bom, preciso ir, tenho uma esposa e duas filhas para cuidar. — Sorri e me distanciei da parede.

— Isso, joga na cara que tem pirralhas fofas que roubaram meu lugar nos corações dos nossos pais. — Como odiava meu irmão. _ Mas fale para elas que o titio vai dar algo legal quando for vê-las.

— Sua morte? — Dei alguns passos para trás, vendo seu dedo do meio levantado. _ Avisarei com prazer. — Acenei para os outros e desaparatei dali.

Os barulhos que não eram usuais antigamente, agora eram sinfonias da mais pura qualidade e sempre me deixavam feliz quando chegava em casa, pegando minhas princesas correndo com aqueles corpinhos rechonchudos.

E mesmo que minha atenção se voltasse para elas, para as minhas princesinhas, a mulher que ria e fazia várias expressões com as brincadeiras que as gêmeas faziam, era o que me encantava.

Isso me deixava petrificado no lugar e nada mais soava em meus ouvidos, além de sua risada.

Sério, amava essa mulher com todas as minhas forças e faria tudo de novo para tê-la ao meu lado – tirando certas partes.

Mataria aquele homem quantas vezes fossem necessárias apenas para tê-la em meus braços.

— Amor, você chegou. — Levantou-se do chão e veio até mim, beijando meus lábios com sua doçura usual.

— Cheguei. — Abracei sua cintura e apertei seu corpo no meu. _ Senti sua falta. — Beijei seu pescoço, a fazendo gemer baixinho.

— O que aconteceu para estar tão manhoso? — Queria tirá-la daqui para amá-la como ela merecia, mas tínhamos duas pestinhas para cuidar e uma fofoca para contar.

— Uma garota caiu em cima da mesa do Lorde. — Desgrudou seu corpo do meu, o que me fez ficar um pouco infeliz. _ E não sabemos o que vai acontecer, apenas que eles estão conversando a sós atualmente.

Ficou um pouco perplexa com a notícia, mas logo o sorriso voltou, me fazendo entender o que não queria dizer no momento.

— Sim, você estava certa naquela época. — Sempre estava.

— Lembro que comentei que ela poderia cair do céu, mas ele não acreditou. — Quem acreditaria? _ Acho que o destino não brincou em serviço dessa vez. — Acho que nunca brincou. _ Espero novidades em breve. — Deu batidinhas no meu ombro.

— Trarei todas que souber. — Beijei sua testa.

Notas finais
Então é isso, após meses de procrastinação finalmente consegui terminar a fanfic. Obrigada por tudo. obs: A garota que caiu na mesa do Lorde existe e tem fanfic dos dois.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!