Destino amoroso. - Quem sabe? Ninguém se atreve.
2 Capitulo 2 - Desenrolando.
Notas iniciais
Amanheci as nove horas com o toque do meu telefone, era a Jessica, ai que e lembrei dessa. Pensei que ela me mataria. Nervosa atendi.
– Alo.
– Você não vinha aqui?
– Putz, esqueci. – respirei – Conheci um cara.
– Teve motivos — ela riu.
Conversamos sobre ele, até quando percebi as horas. Desliguei, sai correndo, nem um ‘’oi’’ disse a minha mãe, o que me deixou culpada, arranquei o carro e sai ao trabalho
Os chefes reclamaram e fui suspensa por 3 dias, chorei, mas me senti bem depois, 3 dias sem ir aquele lugar que odiava e me deixava depressiva. Voltei para casa, mais xingos da minha mãe. Subi deitei e chorei litros.
Mas logo passou novamente, e fiquei lá pensando naquele garoto. Quase três horas e meu celular toca, desconhecido. Atendo. Ele.
– Bom, quer sair? Soube que foi suspensa.
Agora deu para me seguir, pensei desconfiada.
– Como sabe?
– Te procurei lá. Sou filho de uns dos donos.
– Seu nome?
– Jasper. E o seu?
– Alice. Mas posso.
– Oque? – disse esquecido.
– Sair, pode ser aonde? Cinema.
– Tudo bem.
Veio me pegar eram quase quatro horas. O apresentei a minha mãe e fomos. Ele corria, fiquei assustada.
– Calma garoto. És devagar que se vai longe.
– Poderia te agredir verbalmente agora.
– É espião? – rimos.
Quinze minutos depois chegamos, estacionou, descemos e fomos a sessão. Um filme romântico, que despertou algo novo em mim sobre ele. Sua mão estava gelada, talvez quase o mesmo nele.
– Gostou do filme? – perguntou.
– Claro, bem romântico.
E assim fomos embora. Mas no meio do caminho tive a impressão que ele errará.
– É por ali.
– Ops, desculpas, mas já que estamos aqui vamos para minha casa, te apresento.
Ao chegar, em uma casa azul claro, grande, sua mãe lavava a calçada.
– Olá.... Sou Isabella.
– Prazer, Alice.
– Vamos entrar ok, mãe – avisou ele.
Me sentia insegura, não deveria ter aceito. Ao entrar frases inspiradoras, o que ele disse que eram encorajamentos. Seguimos ao seu quarto, e lá um quadro com ele, sua mãe, seu pai e mais um menino, mais velho.
– Quem é?
– Meu irmão. Está trabalhando com meu pai.
– Sente-se. – mandou – quantos anos?
– 17.
– O mesmo.
– É grande aqui. – observei.
– Gostaria de vir jantar algum dia? De família.
Achei estranho. Assim conversa ia e dávamos risadas.
Especulando seu quarto reparei que ele tinha muitos livros.
– Gosta de ler? Sobre?
– Ação e romances.
Ele chegou por trás de mim, delicadamente, como em um romance e me virou, me pegou na cintura, me colando em cima da estante, e calmamente chegou perto de minha boca, lábios nos lábios, e um beijo se desenvolveu, demorado, calmo e amoroso. O que sentia por ele naquele momento se aprimorou, cresceu dentro de mim. E naquele momento todos meus dramas sumiram, não importa que tenha sido por alguns segundos.
Depois de certo tempo, paramos, trocamos olhares e rimos, não que o que tinha acontecido fosse vergonhoso para nos dois, foi mesmo bom.
– Foi impulso, espero que não se magoe. – Citou se sentindo culpado
– Magoar? Cara não, foi demais.
– Espero que tenha sido. – Rimos e enquanto sentávamos ele disse — Mas e o jantar? Topa?
– Se não estiver ocupada, fico grata. Te ligo depois? – aceitei.
– Tudo bem.
Olhei para o relógio, 8:30h, não sabia até que horas podia ficar fora. Decidi ir embora.
– Bom, tenho que ir. – disse triste.
– Claro.
Subimos, onde encontrei sua mãe, nos despedimos, e fui em direção a porta, onde dava para ver vários quadros de encorajamentos doidos dos seus pais.
– Boa noite. — dissemos juntos, e assim rimos. Nos beijamos.
Andando pela rua ouço uma buzina, olho e é meu patrão com mais alguém, supostamente seu outro filho, acenei. Continuei andando e pensando em como seria o outro irmão.
Logo cheguei em casa, eram quase nove. Entrei e minha mãe me esperava, com uma cara de poucos amigos.
– Porque demorou tanto menina? – disse com aparência nervosa.
– Esqueci do tempo. Vou subir.
Depois de todo aquele caminho que percorri, só queria ficar deitada, me declarando mentalmente para Jasper, e pensando em como nosso futuro seria maravilhoso, e com certeza eu estava apaixonada.
****
Acordei assustada por ter sonhado, um sonho daqueles, com Jasper. Desci e meu pai ainda se encontrava em casa, talvez para me dar sermão.
– Bom dia amores – estava tentando agradar.
– Tudo bem? – disseram juntos.
Mas nada de sermões e tal, talvez queriam me despertar culpa ou coisa parecida, mas não me afetou ou não deixei.
Mais um dia de trabalho, irritante, sem emoções como sempre acho. A hora do almoço se passou pela metade quando recebi um telefonema de Jasper.
– Alice? Pode vir aqui hoje? Para o jantar?
– Primeiramente: olá. E sim não tenho nada hoje. — Como sempre, pensei.
Desligamos de nossa conversa longa. E fim da hora do almoço.
Mais uma vez estava trocando minha melhor amiga por um cara que não sabia nem o nome direito. Me senti culpada.
Chegando em casa logo me arrumei, calça, camiseta e tênis, com certeza não era estilosa. E na cozinha se encontrava minha mãe, expliquei a ela, concordou e fui, desta vez em hora para voltar. Podia aproveitar mas não escolheria isso, acho.
Ele me pegou em frente de casa.
– Está linda.
– Modéstia sua, você que é.
Acelerou e fomos como um raio, o que me amedrontou.
– Pressa, de novo? Não gosta de andar de carro comigo?
– Sou assim.
E o silencio permaneceu como se focemos dois desconhecidos, por todo o curto caminho.
Ao entrar na grande casa azul, dou de cara com sua mãe, e logo com seu pai.
– Edward, Prazer.
– Alice, é todo meu.
Nós sentamos e conversamos sobre nossas vidas, esperando o outro membro da família que ainda não conhecia.
Ao poucos ouço barulhos de alguém descendo a escada, olho e vejo, quase uma miragem, me encanto, mais do que com Jasper. Como se novamente o mundo parasse, só que agora com mais intensidade, como se não houvesse oxigênio. Mas ao mesmo tempo, me sentia culpada por estar afim do irmão do cara que mal conhecia.
Conforme ele foi chegando mais perto, disse.
– Muito prazer minha cara, Emmett.
– Alice. — respondi sem ação qualquer.
Durante aquele expendido jantar, fiquei estranha aos olhos de outros, muda, observando, assim todo momento sem sequer conseguir disfarçar o que sentia, ou tinha medo de sentir.
Quase 10h, já estava indo embora, Jasper e Emmett me levaram, o que me deixou ainda mais nervosa.
– Você está bem – Jasper pergunta desconfiado.
– Sim, sim só um pouco de dor de cabeça.
Desço do carro. Digo ‘’ boa noite’’ a eles, e me disperso direto ao meu quarto, onde naquele momento era o local onde mais queria estar.
****
O celular toca, o que me acorda. Era uma mensagem, de Jasper.
‘’ Bom dia, vou ter que viajar amanhã, por 3 dias com meu pai. Quer passar hoje aqui para nós despedimos? ‘’
Respondo: ‘’ Pode ser as 5h? ‘’
Logo me responde: ‘’ Até ‘’
Espero por esse momento o dia, a tarde toda, olhando a cada segundo para o celular, talvez estivesse louca para ver seu irmão, mesmo sabendo que era muitos provável que ele não estria lá, mas tinha muitas esperanças.
E finalmente chega a tão esperada horas, já me esperando Jasper, no carro, e vamos direto para sua casa, como sempre na velocidade de um trovão, sem pensar minimamente na segurança.
Supostamente não havia ninguém em casa, mas nem me atrevi a perguntar. Chegando ao seu quarto, com uma força, que quase não demostrava, Jasper me puxou me jogando contra a cama, e carinhosamente me beijou, um beijo de despedida, tudo bem que por 3 dias mas parecia para um resto de vida. Ao seu termino, nos sentamos e curiosamente perguntei o que viria a fazer em sua viajem.
– Vai a negócios?
– Sim, meu pai quer que eu tenha certa finalidade com seus negócios. – riu de leve.
– Isso é bom. – sorri de canto.
– Desta vez só vamos eu e meu pai, sem meu irmão. – demostrava certo ciúmes sobre seu irmão, como se ele fosse o preferido para o cargo futuro.
– Boa sorte... No futuro será grande empresário. — Rimos como se isso fosse a toa.
Naquele momento não me lembrava de Emmett e mais tarde tive um pouco mais de certeza de que não gostava deste, mas isso sumia ao decorrer das horas, principalmente nas madrugadas silenciadas pela lua.
****
O carro não pegará no dia seguinte, tive que ir a pé, nem se quer podia pedir carona a Jasper, não estava na cidade. A cada quarteirão ficava mais exausta, nem um carro a rua.
Já eram duas da tarde, o movimento de sexta no mercado era enorme. Inusitadamente meu celular toca, naquele período de grande lotação, fecho o caixa e retorno a ligação, para um número que se quer conhecia, de provavelmente uma casa.
– Alo?
– Oi, é a Isabella, mãe de Jasper.
– Ah, Oi dona Isabella. – digo educadamente.
– Você esqueceu sua blusa aqui ontem? Quer vir buscar?
– Ah vou sim. Horas?
– Vou sair a tarde mais pode vir.
– Ok, Obrigada. – agradeci, me despedindo – Até.
Volto as meus 30 minutos restantes de trabalho. Logo tal tempo termina, e de a pé mesmo cominho em direção a casa do meu namoradinho. Aquelas ruas me impressionavam, floridas e sossegadas, um paraíso para qualquer um.
Toco a campainha, e por algum tempo fico ali esperando a porta ser aberta por Edward.
– Boa tarde! – diz ele querendo ser simpático.
– Boa tarde, hm... vim buscar minha blusa.
– Pode entrar fique à vontade.
Entrei e sai em direção ao quarto de Jasper, onde encontro não só minha blusa mas Emmett, que sorri de canto para mim, enquanto me recupero do susto.
– Ah, desculpas, não queria incomodar – digo.
– Foi proposital.
– Como? – fico confusa.
Apenas me puxa pelo braço, fazendo com que fiquemos cara a cara, olhos nos olhos, como dois amantes. Sinto seu calor atravessando meu corpo, e me bate culpa por estar lá, mesmo assim não saio, e sim fico lá o admirando.
Emmett começa a se aproximar, delicadamente, fecho meus olhos e deixo acontecer, diferentemente de seu irmão ele é como posso dizer mais selvagem, atlético, são sensações diferentes e maravilhosas.
Simplesmente me joga a cama, passando a mão sobre mim, começa a querer tirar minhas vestes.
– Opa, calma. – digo impondo controle. Ele para.
– Foi mal.
Nós olhamos novamente, me levanto e tento sair, mas novamente de puxa.
– Preciso conversar com você não vá. – Ele diz carinhosamente.
– Diga – falo me sentando novamente.
– Não posso ficar mais sem ti, imploro – implorava pelo meu amor.
Fico quieta, sem ação e sem saber o que dizer a ele. Podia sair com ele talvez, ou vir conversar, mas isso era contra minhas éticas.
– Venho aqui amanhã. – Assim saio.
****
Nove horas e o despertador toca, dia de acordar mais tarde, aproveitar, sair com os amigos, balada, pois bem finalmente iria conversar com Jessica, a noite e desabafar todos os meu medo, minhas culpas, falhas e paixões.
Minha mãe chega ao quarto.
– Bom dia.
– Que sono — reclamo ironicamente. Rimos e vamos tomar café.
Sem palavras durante a refeição, nem durante a próxima. Não tínhamos dialogo frequente, nossas vidas não eram comunicadas.
Digo a ela a trade que vou a biblioteca, o que é verdade, mas não digo que vou a casa o Jasper. Não sabia como falar a ela meus rolos amorosos.
Na biblioteca pego 3 livros, assino e saio com meus 3 queridinhos da semana: 2 romances e um livro sobre culpa, o que seriamente sentia. Não sabia como era ser traída, e não queria ter traído.
Logo chego a casa azul, coloco meus livros na bolsa e toca a campainha. Emmett a tende.
– Tem alguém? – pergunto.
– Não, só nos.
Fico apreensiva do que pode acontecer. Subo com ele as escadas.
– Meu quarto.
– É lindo. – elogio. – Bom mas espero que você saiba que só quero ser sua amiga. – Estava com medo de trair mais seriamente Jasper.
Ele me conta tudo que sente, tudo que tem que enfrentar, sinto pena dele, o consolo. Deve ser difícil. Horas se passam nesta conversa sobre sentimentos, que por sina é uma coisa que não domino. Apesar de ser uma conversa depressiva ouve momentos que rimos e nós divertimos.
– Tenho que ir. – disse a ele.
– Vamos sair amanhã?
– Tá, me ligue. – e saio.
Nem direito chego em casa, e já saio em encontro a Jéssica. Vamos a um restaurante, conversamos bastante sobre tudo oue vivemos nos últimos dias, principalmente sobre minha vida, que por sinal ela estava muito curiosa para saber. Eram quase onze horas, nos despedimos e fomos cada uma para sua direção.
****
Eram dez horas e Emmett foi me pegar. Almoçamos, fomos ao cinema, talvez eu tinha obsessão por tal lazer. Ao sairmos da sessão ele me levou a um barzinho onde conversamos e bebemos vinho.
– Tome mais. – ele insistiu – Vamos está frio.
Já um pouco embriagada eu tomei sem insistência.
P. EMMETT.
Alice já estava levemente bêbada, quando a levei para o carro e adormeceu, por todo o caminho um sono leve, que se desfazia ao passar por pequenas turbulências na estrada.
A levei para minha casa, para dormir sem seus pais saberem, a seu pedido. Podia aproveitar aquela situação oportuna, ela na minha cama embriagada. Ele era perfeita, sua boca, seus olhos, seu corpo todo.
No fim da tarde a acordei, calmamente e delicadamente, cm paciência, dei-lhe um café, e ali conversamos por algum tempo.
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