Destino Traiçoeiro
4 4. Tudo foi apenas um sonho.
Notas iniciais
Gelei junto com a Anne quando vi quem estava lá fora. Lá estava o Teddy, o Patrick e o... Thomas. Sim, ele mesmo. O que eles estão fazendo aqui em casa? Visita de última hora? Não estava entendendo o motivo mas nem importei tanto.
Percebi que o Teddy estava vindo na direção da Anne enquanto os meninos estavam conversando. Decidi ir até eles. Não queria ficar ali segurando vela. Quando já estava bem perto do Thomas e do Patrick lembrei que eu estava com um short branco de um tecido leve e com uma blusa vermelha que era rasgada um pouco acima da cintura. Fiquei vermelha quando os meninos olharam pra mim.
- Tá bom. Pode zoar. Eu sei que to parecendo uma... Ah esquece. Pode zoar. — Falei enquanto corava mais do que eu já estava vermelha.
— Calma, Fabi. Pode deixar que eu não vou contar pra ninguém desse seu visual. Até que ficou legal. — Patrick falou rindo e o Thomas concordou. O que fez com que eu ficasse mais vermelha ainda.
— Tá bom, então. Mas o que vocês tão fazendo aqui? Visita de última hora? — Falei, olhando para a Anne e pro Teddy que estavam vindo na nossa direção.
— Viemos buscar a Anne e dar um olá pra você. — Patrick falou. Han... Será que eles vieram mesmo buscar a Anne? Antes que eu pudesse puxar outro assunto o telefone do Thomas tocou e ele se afastou um pouco de nós para atender.
— Então, Patrick e Teddy. Vocês se importam se agente começar a fazer o relatório amanhã? — Falei.
— Por mim, tudo bem. É até bom que eu vou ter alguma coisa pra fazer amanhã. — Patrick falou.
— Por mim, também. — Teddy concordou.
— Então vai ser assim. 13hs aqui na casa da Fabi. Daqui agente anda pela cidade atrás de informação. Tragam dinheiro que agente vai ficar o dia inteiro na rua. — Anne falou.
— Feito, então. Aqui em casa, amanhã 13hs. — Falei e olhei pro Thomas que estava desligando o telefone e vindo até agente.
— Pessoal. Eu vou embora agora. Minha mãe quer falar comigo e é urgente. Fabi, você vai precisar da foto pra quando? — Ele falou enquanto mexia no celular e os outros conversavam.
— Se possível, trás aqui amanhã às 13h. — Falei.
— Tá bom, então. To indo. Tchau pessoal. — Ele falou e se retirou. Pegou o celular e virou a esquina. Depois disso, eu voltei meus olhos para a Anne que estava conversando com o Teddy e com o Patrick.
— Aí meninas. Vocês gostariam de ir à uma festa? — Pat falou.
— Seria uma boa. — Eu estava muito feliz mas queria curtir um pouco mais, descontrair.
— Quando? — Anne falou.
— Hoje 20hs. É na Rua Jean-Dassier, perto do Hotel des Tourelles. Perto da Sorveteria Doces eCia. E aí? Vocês topam? Não fica tão longe daqui. Só uns 35 minutos, no máximo. — Teddy falou.
— Ué. Vamos. Mas pra que eu possa ir eu tenho que falar com o meu pai. Não sei se ele vai deixar mas vamos tentar. Vamos Anne? — Anne olhou para o Patrick, olhou pra mim e pro Teddy. Afirmou com a cabeça.
O Patrick e o Teddy começaram a comemorar. Eu e a Anne entramos para falar com o meu pai. Não sei se ele me deixará sair hoje, nem é final de semana. Espero que ele deixe. Assim que entramos na sala, ele já virou e olhou pra mim.
- O que você quer, Fabi? — Me olhou desconfiado.
— Pai. O Pat, o Teddy e a Anne vão numa festa hoje. E... — Ele me interrompeu.
— E você quer ir, certo? — Ele falou. Antes que eu pudesse falar alguma coisa, ele falou. — Pode ir. — Eu e a Anne começamos a pular. Mas então ele continuou. — Mas tem uma condição. — Bom demais pra ser verdade. Olhei pra ele esperando a condição.
- Eu te busco 23hs na entrada da festa. É perto da Sorveteria, não é? — Ele falou.
Bem. Ou era essa condição ou ficar em casa. Então...
— Tá bom, Pai. E é sim. – Falei virando para Anne que estava na porta com os meninos. — Agente faz assim. Você se arruma aqui em casa. Aí os meninos vêm nos buscar às 20hs. Certo? — Olhei para eles.
— Mas não vai ter roupa para mim ir. — Anne falou abaixando a cabeça com desânimo.
— Claro que vai ter. Agente veste o mesmo tamanho, calça o mesmo número e eu tenho umas roupas novas lá. — Falei com ela fazendo a cara do gatinho do Shrek. O que fez com que a Anne ficasse.
Fui até a porta e virei para os meninos.
— Então, 20hs vocês vêm buscar agente ta? — Eles concordaram com a cabeça enquanto eu puxava o braço da Anne até o meu quarto.
Chegando lá, eu fui direto para o meu armário e escolhi a minha roupa. Quando eu estava terminando de colocar a roupa em cima da cama, a Anne estava saindo do banheiro. Tomei meu banho e voltei. Levei um susto quando vi a Anne já vestida com a roupa dela.
— E aí? Como estou? — Ela falou dando uma voltinha. Ela estava linda com um vestido branco cheio de flores bordadas.
— Você está linda. Esse vestido ficou ótimo em você. — Falei, pegando a roupa que eu iria usar enquanto a ela se maquiava. Terminei de me vestir e coloquei um sandália de salto preta. A Anne pegou uma prata e colocou enquanto eu me maquiava. Assim que terminei, a pimpolha começou a bater palmas.
— Nossa. Tá linda, Fabi. Isso tudo é pra quem? — Ela perguntou dando um sorrisinho maroto.
— Não sei. Vai que o James da uma passada na festa e eu não estou apresentável? — Falei rindo.
— Ahan. Sei. Pensei que isso fosse para o Thomas. Senti, hoje, um clima rolando entre vocês. — Ela falou me dando um empurrão.
— Eu e o Thomas? Han. Claro que não. Eu mal o conheço. Hoje agente só conversou pela primeira vez. E espero que não seja a última. — Ai. Essa última parte não era pra mim falar alto. Será que a Anne ouviu? Oh my God!
A Anne apenas olhou para mim, sorrindo zombeteira. Provavelmente ela tinha ouvido o que não devia.
— Fabi. Pode fingir ou mentir pra quem quiser. Mas você não me engana. Você tá caidinha por ele. — Ela falou.
— Caidinha? — Pensei alto demais. Que mole meu. Depois que a Anne ouviu isso apenas riu e voltou a ajeitar a sandália. Olhei para o relógio e já era 20h20. Estávamos atrasadas.
— Os meninos já devem estar lá embaixo. — Falei pegando uma bolsa e meu celular. Enquanto a Anne terminava de se ajeitar. Descemos a escada quase caindo de tanta pressa que nós estávamos. Assim que passamos pela sala meu pai me chamou. Voltei e fui para a sala.
— Fabi. O Patrick ligou avisando que não daria buscar vocês. Então, eu vou ter que levar vocês e deixá-las na entrada por que teve um imprevisto. — Meu pai falou pegando a chave do carro e desligando a televisão. — Então, vamos?
— Claro. — Falei abrindo a porta e saindo de casa. Meu pai saiu e foi direto para a garagem pegar o carro enquanto eu trancava a porta. E a Anne só se olhava no espelho. Antes que eu terminasse de guardar a chave, meu pai já estava com o carro na frente da minha casa.
— A carruagem das princesas chegou. — Han. Meu pai zoando? Ele deveria estar muito feliz por causa da carta da minha mãe.
Entramos no carro e nem demorou tanto o passeio de carro. Anne saiu primeiro porque justo na hora que chegamos eu deixei cair o meu celular no carro. Abaixei para pegar o celular e saí do carro me ajeitando. Anne já estava um pouco à frente.
Todos que estavam na entrada da festa deveriam estar vendo uma garota muito bonita. Eles estavam olhando na minha direção mas eu não estava bonita. Olhei pra trás procurando a tal pessoa que eles tanto olhavam.
— Pára de graça, Fabi. Deixa de ser boba. Você sabe que você tá linda. É você que tá chamando atenção. — Anne falou, pegando minha mão e me puxando para dentro da festa.
Olhei para a festa para ver se via alguém conhecido e era óbvio que eu encontraria todo mundo do colégio. Passei meus olhos por todos os lados da festa, pelo bar. E lá estava ele. Thomas. Tão lindo e tão perfeito.
Ele olhou para mim e quando percebeu que eu estava olhando para ele, eu sorri. E recebi um sorriso de volta mas foi aí que eu vi. Uma garota linda, junto com ele. Sentada ao seu lado no bar.
O que ela estava fazendo com ele? Eles são namorados? Ah, a tal ligação que ele recebeu não deveria ser da mãe dele e sim dessa garota. Por isso a pressa. Mas pelo menos ele tem um bom gosto. Ela é mais bonita que eu.
Loira com cabelo encaracolado jogado pelos ombros. Pela distância, os olhos dela deveriam ser verdes. Lindos assim como ela. Não tem como negar mas ela realmente é bonita. Digna da beleza dele. Tirei meus olhos do Thomas que percebeu minha reação ao ver a garota que estava ao seu lado e logo ficou sério.
— Até que eles combinam. — Pensei alto e pude ver que a Anne ouviu porque ela olhou para onde eu estava olhando e deu uma risada.
— Parece que alguém está com ciúmes. Por que será, hein Fabi? — Não. Eu, definitivamente, não estou com ciúmes. Ou será que sim? Não. Com certeza não. Não tinha motivos para ficar com ciúmes. Ele não é nada meu mesmo. Apenas um amigo. Sorri para Anne e se não estivéssemos numa festa, com toda certeza, ela já estaria se mijando de tanto rir da minha reação.
Percebi que o Patrick estava vindo na nossa direção junto com o Teddy. Assim que ele chegou, pegou minha mão e deu uma voltinha. Como eu não consegui me aproveitar da situação. Me amostrei um pouco.
— E aí? Como estou? Divina? Linda? Perfeita? — Ele riu quando ouviu o que eu disse.
— Está tudo de bom. Sem ofensas, tá uma gata. Mas o que houve com a Fabi de hoje a tarde, triste e simples? Acho que o Thomas tá te fazendo bem, hein? — Ele terminou rindo após ver que o Thomas estava me olhando.
— Não aconteceu nada. Eu só não queria estar feia numa festa e ser vista por alguém conhecido. — Tentei não olhar para o Thomas mas alguma coisa puxava meus olhos em sua direção.
— Alguém conhecido como o Thomas?- Ele falou olhando para o seu amigo que ainda me encarava.
— Não. Claro que não. — Claro que sim.
Espera, desde quando eu penso no Thomas? Eu não me arrumei para ele me ver. Eu nunca senti nada por ele mas tava começando a ter minhas dúvidas por causa de hoje.
Patrick apenas olhou para mim e riu. Quando começou a tocar " I kissed a girl — Katy Perry" e eu amo demais essa música. Tanto que eu não resisti e puxei o Patrick pra pista de dança.
Nós começamos a dançar. Senti alguns olhos sobre agente, como se nós estivéssemos fazendo alguma coisa mas nós estávamos apenas dançando. Na verdade, nem estávamos dançando “juntos”. Eu só estava acompanhando e sendo acompanhada na pista de dança. Mas eu nem liguei para os olhares, eu só me importava com a música.
Quando eu estava começando a entrar no ritmo da música senti alguém me puxando pela mão e me levando para a entrada da festa. Virei e percebi que era a Anne. Ela parecia estar chateada com alguma coisa.
Assim que chegamos perto do estacionamento, ela parou de andar e começou a chorar. Andava de um lado pro outro chorando enquanto eu só fiquei olhando para ela.
- Tá bom. Lá vai. Eu to gostando do Teddy. — Ela falou olhando para mim, ainda chorando.
— Ah, ta. O que? Você... Teddy? Ah... Ahn? — Ela continuou olhando para mim, confusa agora. Como ela não podia estar entendendo? Eu estava passando um sufoco para falar com coerência. — Pra falar a verdade, eu já sabia mas por que você está chorando? — Agora eu conseguia falar com clareza. O motivo da minha embolação foi que ela finalmente estava confessando o que ela sentia.
— Sabia? Ah. Ai. É que eu o vi conversando na maior animação com aquela garota que estava no bar com o Thomas. Parece que ela veio com ele. — O que? O Teddy se engraçando pro lado daquela bonitona? Não é possível. Ou aquela garota tem alguma coisa em segredo entre eles dois ou ela tá ficando com um deles. Ou será que está namorando?
Olhei para a Anne que ainda estava chorando. Fui até ela e a abracei. Abracei o mais forte que pude e por pouco não chorei junto com ela. Eu estava sentindo o mesmo que a minha amiga. Tá, não era pra tanto mas... Sabe como garotassão.
— Anne, amiga. Você tem que falar com ele o que você sente ou então você vai ficar sofrendo assim. Por que, amiga, ele é livre e solteiro pelo que eu sei. — Eu não queria falar isso mas, foi necessário. — Vamos fazer assim. Vamos voltar para a festa aí agente fala com ele ou continua curtindo a festa. Mas antes, você vai enxugar essas lágrimas e melhorar esse humor. — Enquanto ela se ajeitava, eu estava olhando para dentro da festa e só tinha olhos para certo garoto que também estava me deixando com ciúmes.
O Thomas agora mais do que nunca se tornava um mistério na minha vida. Mas eu não estava entendendo esse ciúme. Ele estudou comigo no primeiro ano e eu nunca o vi de outro jeito. Nunca me referi a ele e nem pensava nele do jeito que penso agora.
"Eu não sinto nada por ele. Ou será que sinto? Ai, saí da minha cabeça e não volta mais." Murmurei baixinho mas acho que a Anne conseguiu ouvir porque ela me olhou e soltou uma risada quando viu que eu estava olhando para o Thomas.
Peguei o braço dela e a puxei de volta para a festa. De volta para a pista de dança. Não resistí ao ouvir "I want you to want me — Lindsay Lohan". Comecei a dançar e nem liguei. A Anne olhou para mim e se juntou. Ficamos dançando como se não estivéssemos com ciúme ou raiva de alguém. Quando a música acabou, fomos direto para o bar e pedimos duas garrafas de Ice. Sim, eu sei que somos novas para beber só que estamosnuma festa com bebida liberada.
— Um brinde à nós.- Anne falou e batemos nossas garrafas só que alguém se meteu. E esse alguém foi o Patrick.
Tudo bem, ter sido ele. Agora, ele vir até nós duas trazendo junto os amiguinhos dele com a tal garota, esse foi o problema. Olhei para a Anne e ela fez uma cara de "Me segura senão eu bato nela". A garota olhou pra mim e com a maior cara de pau, sorriu para mim. Eu sorri de volta mas eu não tinha entendido o motivo daquele sorriso. Veio até mim e a Anne, depois se apresentou.
— Olá. Eu sou Tiffany. Vocês devem ser Fabi e Anne, certo? — Como é que ela sabia o nosso nome, ou melhor, o apelido? Ah, esqueci. Ela deveria saber. Sendo "amiguinha" do Thomas e do Teddy.
Eu e a Anne concordamos com a cabeça. Então a Tiffany continuou.
— Sou prima do Thomas e do Teddy. — No mesmo instante que ela terminou de falar, eu e a Anne viramos surpresas e falamos juntas.
— Prima? — Ta. Depois dessa só enchendo a cara com os vícios ou sei lá o que. Minha garganta começou a ficar seca. Peguei meu Ice e virei a garrafa. Todos ficaram me olhando depois do feito.
— Ah, desculpe-nos a falta de educação. — Puxei a Tiffany para sentar entre eu e a Anne. — Nós tivemos um motivo bem chato que quase nos fez te tratar mal. — Falei e a Anne concordou.
— Mas que motivo? — Tiffany falou nos olhando confusa.
— É que... É uma coisa... Agente não pode falar isso perto dos meninos. — Anne falou e eu concordei enquanto pedia outra garrafa para mim.
— Vamos lá para fora, aí agente te explica melhor. — Falei enquanto puxava a Anne e a Tiffany para perto da saída. Tiffany não deveria estar entendendo nada mas foi com agente. Assim que chegamos lá fora, perto do estacionamento, Anne começou.
— O motivo é que eu pensei que você estava ficando com o Teddy. — Anne falou.
— E eu pensei que você estava ficando com o Thomas. — Antes que eu terminasse, Anne me olhou, depois voltou os olhos para a Tiffany que apenas ria do que agente tinha falado.
— Ah, meninas. Que isso. Eles são meus primos como eu já tinha dito e eles falam muito bem de vocês. — Ah? Essa foi boa. O Thomas falando de mim? Tá de caô. — Er, o Thomas te elogia e tal Fabi mas o Teddy vive falando de você, Anne. — Ela continuou. Ah, ta. A única parte que eu acredito é a parte do Teddy, já a parte do Thomas? Nem sonhando.
Eu e as meninas ficamos conversando até que decidimos voltar pra festa pra dançar um pouco. Voltamos para a festa e fomos direto para a pista.
Estava tocando " Circus — Britney Spears" e eu não consegui resistir. Comecei a dançar e logo em seguida a Anne e a Tiffany também. Quando a música acabou nós fomos em direção ao bar e ficamos conversando lá.
Nós estávamos conversando até que começou a tocar " Reach out — Hillary Duff " aí veio primeiro o Pat e chamou a Tiffany para dançar. Depois veio o Teddy e puxou a Anne pra dançar. E o que aconteceu comigo? Eu sobrei. Continuei lá, sentada no bar e curtindo a música, sozinha.
— Se importa? — Olhei e vi que era o Thomas. Voltei meus olhos para a garrafa de Ice. — Se importa se eu ficar conversando com você e te fazendo companhia. Aliás, você não foi a única que sobrou. — Olhei para ele e ele apenas sorriu.
— Claro. Quero dizer, não. Não me importo. — Por pouco eu não consegui falar com coerência. Fiquei olhando para a Anne dançando com o Teddy e para a Tiffany dançando com o Patrick. Dois casais tão fofinhos.
— Sorte a deles. — Ele falou olhando para os casais na pista. — O Teddy gosta de uma garota que também gosta dele. O Patrick tá conseguindo conquistar a Tiffany. E eu? — Ele falou olhando para mim.
- Você está tentando ser legal com uma garota que não merece a sua atenção. — Falei.
— Eu? Tentando ser legal? — Ele soltou uma gargalhada. Fiquei encarando-o. — Estou tentando ser legal e um bom amigo. Não sei se estou conseguindo. Estou? — Ele falou com um sorriso de ponta a ponta.
— Claro que está. Eu, que não estou sabendo retribuir. — Falei, sorrindo.
— Eu sei de um jeito que você pode retribuir. — Ele falou se levantando e me puxando. Eu não consegui me segurar. Porque quando eu toquei meu pé na pista começou a tocar "That's what you get — Paramore". Comecei a dançar e ele ficou me acompanhando.
Eu sei que o Thomas me puxou pra dançar, e pormais que eu quisesse fazer doce, eu não resistoa essa música.
Então eu me lembrei do que a Tiffany tinha falado. Que ele falava bem de mim. Eu tinha que saber se ele falava pelo mesmo. Eu não estava entendendo o motivo da minha curiosidade, tinha que perguntar.
— Thomas. — Ele olhou para mim. Me aproximei do ouvido dele e falei. O som estava tão alto que talvez ele não fosse me ouvir. — Quer dizer que fala de mim. — Ele me olhou confuso. Olhei para a Tiffany e logo ele entendeu.
— Ah, eu apenas falei de todas as vezes que agente se esbarra. Ela queria que eu falasse de todo mundo. — Olhei para ele e sorri. Eu estava sorrindo por fora já por dentro, uma coisa me dizia que eu queria ouvir que ele falasse de mim, bem e muito. Ele ia falar alguma coisa mas eu tive que me afastar um pouco da pista de dança para atender o telefone que estava tocando. Peguei meu celular e tinha uma mensagem do meu pai que dizia:
“Fabi, eu vou ter que te buscar mais cedo porque deu problema lá na empresa. Se seus amigos quiserem, eles podem vir junto com você que depois eu levo todos pra casa. Aí enquanto eu vou ver a empresa, vocês ficam me esperando perto da Sorveteria. Já to chegando. Me espera na entrada da festa.”
Coloquei meu celular na bolsa.
— Anne. Meu pai falou que já tá vindo me buscar porque deu problema lá na empresa. — Falei.
— Ah, mas já? — Ela falou olhando para mim.
— Ahan. Vocês vão querer uma carona? — Falei olhando para o grupinho todo.
— Eu aceito. — O Teddy e o Pat falaram juntinhos. A Anne concordou com eles. Olhei para a Tiffany e pro Thomas que estava olhando para o nada.
— Nós também podemos? — A Tiffany falou surpresa.
— Claro que vocês podem. Na hora agente se ajeita e cabe todo mundo. Mas meu pai falou que já tá chegando então vamos? — Falei indo para entrada.
Todos me seguiram e logo vi a Anne e a Tiffany do meu lado enquanto os meninos estavam conversando mais atrás. Assim que chegamos, meu pai já estava lá nos esperando.
Entramos no carro e ficou assim, eu e a Tiffany na frente, o Thomas atrás da gente e do lado, a Anne com o Pat no colo e o Teddy do lado. Foi até engraçado. Todo mundo apertadinho. Antes que eu percebesse, meu pai já tinha estacionado e estava saindo do carro.
Saímos do carro e ficamos por ali. Eu e a Tiffany sentamos no capô, a Anne encostou em minha perna e os meninos ficaram conversando com agente em pé.
Ficamos um tempo ali, só conversando até que decidimos ir pra pracinha. Chegando lá, sentamos no chão fazendo rodinha e continuamos a conversa até que o Pat levantou do chão, subiu numa rampa que tinha e começou seu show.
— Caros amigos. Nós sabemos muito bem que o pai da Fabi está demorando muito e ficar aqui conversando já está ficando sem graça. — Ele olhou para todo mundo com cara de criança arteira, o que fez com que todos nós começássemos a rir. Então ele voltou a falar. — Eu proponho um joguinho. Como vocês sabem, aqui perto da pracinha tem três sorveterias. Cada uma numa rua da encruzilhada norte. O jogo é esse, serão três duplas: Eu e a Tiffany, a Anne com o Teddy e a Fabi com o Thomas. — Não consegui conter o riso. Comecei a rir, olhando para a Anne que, se pudesse, se enfiaria em algum buraco. Tava na cara o que o Patrick estava aprontando.
— Tá bom. E qual é o propósito? — Falei olhando para ele ainda prendendo o riso que também era sinal de desespero. Imagine eu, sozinha com o Thomas, andando por aí? Se mata, Fabi.
— O propósito é cada dupla ir à Sorveteria, trazer dois potes de sorvete e colheres, claro. Antes que vocês perguntem, isso é uma corrida pra ver quem chega primeiro. Não precisam correr, só andar apressados. A caminhada começa na encruzilhada e termina onde o carro do pai da Fabi está estacionado. — Ele terminou de falar e todos concordaram se levantando.
Fomos todos para o centro da encruzilhada. O Patrick olhou para agente e voltou a falar.
— Eu não estou escolhendo a melhor mas se vocês concordarem fica assim, eu e a Tiffany vamos na rua à esquerda, Anne e Teddy vão na rua a nossa frente e a Fabi e o Thomas vão na rua à direita. — Ele terminou de falar e todos nós concordamos com a cabeça enquanto cada dupla ia para o seu caminho.
Olhei para o Thomas e ele sorriu para mim, pegando minha mão. No momento em que elefez isso, eu senti uma faísca passando pelo corpo. De novo. O que esse garoto tem que está me deixando arrepiada a cada sorriso e aperto de mão? Não sei mas pretendo descobrir. Então o Patrick falou de novo.
— 1, 2, 3 e... Já.- Todos nós saímos correndo.
— Ai, ai. O Patrick não sabe mas o que inventar. — Falei quando já estávamos fora da vista deles. Ele sorriu para mim, soltando a minha mão.
— É. Ele deve estar aprontando uma com isso. Mas então, é... O que você achou da festa? Foi divertida? — Ele perguntou, olhando para mim. Nós não estávamos correndo como antes, estávamos... Caminhando.
— Gostei da festa e me diverti muito. Só aconteceu uma coisa um pouco engraçada. — Falei de cabeça baixa chutando uma pedra.
Ele então se colocou à minha frente e levantou meu rosto. Dei um sorriso para ele quando o olhei.
— O que aconteceu? — Ele perguntou voltando a andar do meu lado.
Eu não falaria pra ele o que tinha acontecido. Imagine. Simples demais pra eu dizer:
“Aconteceu que eu pensei que a Tiffany fosse sua namorada ou alguma coisa assim, e isso me deixou com ciúmes. ”
Apenas balancei a cabeça dizendo não mas ele insistiu que eu falasse. Ele ficou insistindo por uns 10 minutos até que ele parou. Me deu tanta pena dele, por ele estar implorando, que eu acabei falando.
— Eu falo mas não fica assim não. — Mal eu tinha começado a falar, ele já estava com um sorriso no rosto. — O que aconteceu foi que eu pensei que você não iria para a festa. — Eu só tinha dado uma pausa para dar um suspiro, ele já fechou a cara.
Mas por que ele ficou triste assim, de repente? Ele esperava que eu falasse o que? Então voltei a falar.
— Aí, eu vi que você estava aqui na festa, o que me deixou feliz. — Ele abriu um sorriso quando eu voltei a falar. Não sei se foi pelo que eu falei ou se foi porque eu continuei falando. — Eu fiquei feliz por você ter vindo pra festa aí eu vi a Tiffany com você e... Bem, é... Eu pensei que ela fosse sua namorada ou algo do tipo. — Ele me olhou de um jeito como se eu tivesse falado alguma coisa tipo "eu fiquei com ciúmes" que acabou me deixando arrependida por ter falado.
Parecia que ele tinha lido os meus pensamentos ou sei lá o que. Porque ele riu como se tivesse ouvido uma notícia boa. De repente, bateu um vento frio e eu comecei a tremer. Justo agora, eu fico com frio. Ele percebeu que eu estava tremendo e rindo, tirou o casaco que vestia.
- Toma, coloca o meu casaco. — Ele falou com o casaco na mão me entregando. Mas eu não queria que ele também ficasse com frio.
— Não, não precisa. Eu nem to com frio. — Meus dentes bateram uns nos outros e me entregaram.
Comecei a tremer mais enquanto ele ria sarcástico. O frio era tanto que eu nem percebi quando ele já estava colocando o casaco em meus ombros.
— Bom, já que você insisti. — Falei rindo e passando os meus braços pelo casaco e neste momento, pude sentir o cheiro dele. Era um cheiro muito bom.
Sorri para ele agradecendo e recebendo um sorriso de volta, me abraçando. Com os braços dele em meus ombros, eu me senti tão bem. Levei um susto quando uma folha que estava voando ficou presa em seu casaco. Quando eu tirei a folha do casaco, encostei minha mão nele e nesse momento, uma imagem passou pela minha cabeça.
Nessa imagem, o Thomas estava parado comigo numa rua irreconhecível e de repente, um homem loiro de cabelo no ombro passou por nós correndo.
Depois disso, eu olhei pelo ombro do Thomas e vi um senhor baixo e calvo correndo, gritando Jake. O cara que ele chamava deveria ser o homem que tinha passado por nós. Olhei em volta procurando o cara loiro e ele já estavam do outro lado da rua.
Eu estava olhando para ele quando senti o Thomas caindo do meu lado. Ele tinha sido baleado pelo senhor que tinha disparado. Ele estava caindo no chão e neste momento, eu tirei a minha mão de perto dele e a imagem sumiu da minha cabeça. Parei me sentindo mal. Eu deveria estar em choque.
— Fabi, você está bem? — Ele falou, parando de andar junto comigo e me segurou. Eu estava olhando para ele quando vi um homem passando por nós, correndo. Acompanhei com os olhos a cena.
— Loiro de cabelos no ombro? Não pode... — Lembrei que ele era o homem da imagem. Olhei para o beco e vi o senhor saindo correndo.
Senti uma vibração, uma força surgindo da ponta do meu pé e foi subindo, saiu pela minha boca me fazendo gritar. Gritei o mais alto que alguém já teria conseguido. Depois disso, veio o silêncio. Abri meus olhos e olhei para o Thomas que estava com os olhos arregalados olhando para mim. Ele não tinha sido atingido? Olhei para o senhor, ele estava caído no chão com a arma bem longe dele.
— O que foi aquela energia? O que... — Murmurei baixo indo até o senhor que ainda estava caído no chão. — Se a imagem veio quando eu...- Falei encostando a mão no rosto do senhor enquanto o Thomas continuava me olhando até que a imagem veio de novo.
Dessa vez, eu vi o que tinha acontecido com o senhor. Ele estava passando pelo beco quando uma mulher morena, linda deu uma coronhada nele. Ele ficou machucado mas conseguiu se defender fazendo com que ela deixasse cair a arma no chão. Vendo isso, ele se levantou para pegar a arma, porém, um homem -o tal de Jake — passou correndo e pegou a bolsa do senhor. Daí veio a parte em que o Thomas seria atingido, só que passou o que aconteceu agora.
Outra imagem depois dessa surgiu mas eu não consegui ver, quando eu estava quase captando as cenas algo me interrompeu. Ouvi alguém me chamando. Olhei para ver quem era e era o loiro.
— Nossa, gata. Você me salvou e foi espetacular o que você fez. — Ele falou vindo em minha direção. — Pena que a Halley ficou machucada. Poderíamos nos divertir muito juntos, nós três. — Jake falou e conforme ele dava um passo, eu comecei a sentir o ar pesado, como se fosse uma energia negativa, não sei como ou porquê.
Quando ele já estava quase à minha frente, senti a respiração dele. Parecia muito pesada, muito... Obscura. Eu estava tão distraída em meus pensamentos que não notei o Jake sacando a arma e disparando. Eu pude ver a bala vindo em câmera lenta.
Aquilo foi um tanto engraçado mas eu tinha que pensar em alguma coisa para ajudar o senhor. Não tinha como. Meu corpo pesava, como se ele quisesse me prender ali.
Fechei meus olhos sem pensar em mais nada e passei meus braços ficando na frente do senhor. O silêncio veio de novo. Eu estava com medo de ver algo que eu não queria. Com medo de ver o Thomas jogado em minha frente machucado ou de me ver em outra dimensão por eu ter morrido. Não consegui ficar quieta de tanta curiosidade. Abri meus olhos e olhei a minha volta. O Thomas estava me olhando em pé e eu não estava machucada, olhei para o Jake e ele sim, estava machucado. Estava caído no chão.
Eu senti meu corpo gelando até ver o Thomas correndo na minha direção e me puxando para correr. Corri com ele, é claro que não ficaria pra trás, e quando já estava um pouco longe do Jake, eu olhei para trás e vi a morena que deveria ser a Halley ajudando o loiro a se levantar a voltar para o beco.
— Como você fez aquilo e o que você... Pensou ou viu quando... — O Thomas tentava falar mas parecia nervoso, apavorado, chocado, surpreso e a sua respiração estava acelerada.
— Eu... Não sei. Quando eu te toquei, eu vi o que ia acontecer e eu só... Aí, er... Aconteceu aquilo. Mas, o que aconteceu, de verdade? Quando eu... Você sabe. Quando fechei meus olhos eu não vi mais nada. — Falei ainda correndo quando o Thomas me puxou por outra rua e então paramos. Eu estava tão exausta pela correria e por tudo que tinha acontecido que caí sentada numa rampa baixa.
— Aconteceu que de alguma forma desconhecida, você... Sei lá. Previu o futuro e jogou o senhor longe quando ele disparou, tirando a arma da mão dele. E você viu o que tinha acontecido com o senhor e parou quando o loiro chegou te chamando. O cara atirou e você entrou na frente davítima. A bala ia te acertar só que você fez com que ela virasse a direção e o atingisse. — Olhei para ele pasma enquanto ele me contava.O que me deixou mas chocada e surpresa foi o que eu tinha feito. Prever futuro? Pára,né?
— Ta. Eu vi o passado e o futuro. — O que já é muito estranho. — Mas... Como você sabe o que eu vi? – Me alterei repentinamente. Como?
“Como ele sabia o que eu vi se eu não falei nada? ” Pensei.
Ele ficou andando de um lado para o outro até que parou. Veio até mim e me olhou nos olhos. Se a situação não estivesse crítica, eu já estaria perdida naqueles olhos, como sempre, e provavelmente teria desmaiado de tão deslumbrada que eu fiquei. O que não seria bom num momento como esse.
— É... Ahn, Eu... Quando você fez aquilo, eu consegui ver junto com você e eu não entendo. Por que... Eu só consigo fazer isso com os da mesma espécie que a minha. — Ele falou de cabeça baixa.
— É,ahn... Espécie o que? — Olhei para ele enquanto levantava a cabeça. Eu estava confusa, pasma, nervosa, tudo, menos com medo. Ele bufou e depois suspirou.
— Você não vai acreditar mas eu vou falar. Eu... Consigo ler mentes, só da mesma espécie que eu e a... Minha espécie é... Eu sou um bruxo! — Ele terminou de falar e eu olhei para ele. Nós trocamos olhares por um tempo. Depois eu comecei a rir. Desesperadamente. Que piada é essa. HAHA.
— Ta bom... E eu sou um anjo que caiu do céu para proteger os humanos. — Falei ainda rolando de tanto rir mas parei quando vi que ele estava sério, e muito sério. Eu ainda não estava acreditando. Precisava ver para acreditar.
— Então, me mostra algum feitiço. — Eu falei prendendo o riso.
Ele começou, apontou para a parede e murmurou algo baixinho que não deu para mim ouvir. Daí surgiu flores de todos os tipos na parede, como se tivesse nascido e crescido em pleno concreto. Ele pegou uma e me deu. Ta. A flor era de verdade e era mais bonita que as flores que se vendem mas eu continuei não acreditando. Ele me olhou e eu apenas balancei a minha cabeça negativamente.
Ele colocou a mão no meu ombro e eu comecei a sair do chão e olha que não tinha corda nenhuma me levantando ou sei lá o que. Eu estava levitando. Aquilo quase tinha me convencido. Quase. Neguei de novo com a cabeça. Não sabia o que tinha me dado. Eu já estava quase convencida. Por que eu precisava de mais? A resposta disso? Curiosidade. Ele me olhou estressado e assobiou. De repente, vi uma coisa voando.
— Uma vassoura? Ta de caô com a minha cara. — É. Aquilo me convenceu, e até demais.
— Vem. — Ele falou mas eu nem me mexi por causa de quão pasma estava.
Ele me puxou e me colocou sentada em cima da vassoura, se sentou atrás de mim me segurando pela cintura. Depois de uns 2 ou 3 minutos eu voltei do choque.
— Argh... — Nem preciso dizer como eu fiquei apavorada.
Olhei para baixo e não senti o chão, então me permiti olhar para o céu e dei um pulo. O que fez com que o Thomas me prendesse em seus braços. Ele riu após ver o meu show de histeria. Eu quase bati nele.
— Não pense nisso ou nós dois cairemos. — Não deu. Ele estava tão lindo e tão perfeito, tão concentrado que isso tudo me fez amolecer. Se eu não tivesse em seus braços, eu teria desmaiado como sempre faço, ou melhor, dessa vez eu cairia. — Então, te convenci? — Ele falou.
— Precisa mesmo responder? — Falei enquanto ele ria.
— Não é incrível como o céu é daqui de cima? — Ele falou olhando para o céu. — Aqui em cima eu me esqueço de tudo e é como se eu limpasse minha mente, minha alma. — Ele olhou para mim e sorriu.
— É. Tudo tão perfeito sem os problemas lá de baixo. — Falei olhando para o céu que estava tão lindo.
— Fabi, não conta pra ninguém não, ta? Aquilo da minha mãe que eu te falei não é tão sério mas se alguém ficar sabendo que eu sou... — Ele fechou os olhos e abaixou a cabeça. Aterrizou a vassoura. Depois que descemos da vassoura e sumiu.
Continuamos andando em silêncio pela rua do ocorrido. Parei e segurei o braço dele. O abracei forte.
— Eu prometo não contar para ninguém. — Ele estranhou o abraço que eu dei nele. Hoje ele se mostrou um bom amigo confiando em mim. Olhei para ele e sorri. Continuamos andando, ainda abraçados e logo chegamos à rua onde o carro do meu pai estava.
— Já eram horas, hein. O que vocês fizeram e onde foram que demoraram tanto? — Anne falouzombeteira.
— Eu acho que eles se esqueceram que o jogo era pra ver quem chega primeiro e não por último. — Patrick falou rindo junto com todos.
Não demorou muito para o meu pai nos chamar do carro. Andamos até ele e nos ajeitamos do mesmo jeito que viemos.
O passeio até a casa do pessoal foi mais animado só que eu não estava tão ligada no assunto deles. Fiquei olhando a rua pela janela e me perdendo em meus pensamentos.
Chegamos à casa do Thomas e quando dei tchau pra ele, eu lembrei com detalhes do que aconteceu. Lembrei de tudo. A escola, a festa, a caminhada, a confusão com o Jake e a Halley, o que me fez tremer de medo. Etambém me lembrei do que fiz para defender o Thomas e o senhor.
O que me deixou mais surpresa, chocada e pasma foi a confissão do Thomas. A confissão fez com que ele se tornasse mais misterioso ainda pra mim. Agora, eu tenho um bruxinho na minha vida. E ele estava mexendo com os meus sentimentos.
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